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Simpatia constante. Terra, realmente, dos sorrisos. Comida picante. Noodles. Frango frito. Calor e humidade. mar de turistas. Trânsito maluco, mas não tanto. Apenas trânsito. Muitos iPhones. Poucos livros na mão. Come-se na rua, convive-se. Não há cozinha no dormitório. Colega de quarto fofinha, chama-se Bon e é uma chinesa do Brunei. Estômago cheio com pouco dinheiro. Rendas baixas. Arranjei quem me quisesse levar a jantar logo na primeira semana na Tailândia. Recusei, o Ricardo faz-me feliz, mesmo longe por algumas semanas. Arranjei quem me quisesse arranjar emprego aqui logo na primeira semana também. Aceitei e estamos a ver se me tornarei professora na universidade aos 21 anos (não escondo o orgulho deste feito, caso se venha a concretizar). Os professores do Departamento de Artes Aplicadas gostam de mim e vou, de qualquer forma, dar algumas das aulas de quatro deles. O semestre começa em Agosto. Estou quase a meio do programa de estágio. Faltam seis semanas para regressar, temporária ou permanentemente. Não terei saudades das melgas. Nem das formigas. Nem dos mosquitos. Ainda não meti os pés na praia. Estou em Bangkok, daaaaah. Ando a aprender tailandês. Já sei cumprimentar as pessoas e dizer uma variedade de alimentos. Também sei dizer que não faz mal, que não quero molho e que não quero picante. Ainda não aprendi a contar. Quero aprender a escrever e a ler. Ar condicionado em todo o lado. Dá para vestir roupa gira de Verão o ano inteiro. Há tempo livre. Respira-se. A vida corre estoicamente. Esta é a terra das oportunidades para os jovens estrangeiros. Somos bem pagos em comparação a muitos dos locais. Ainda assim, taxa de desemprego oficial: 1%. Não vejo nada da agitação política de que os meios de comunicação ocidentais falam. Este é um país calmo, excepto na recepção aos novos alunos no campus. Os templos são lindos e fazem-nos mesmo sentir felizes e em paz. As celebrações religiosas também, trazem um sentimento de pertença à comunidade de forma alegre e não forçada.


Tenho saudades de Portugal e das minhas pessoas, mas não me sinto destroçada por estar longe dum país de gente sorumbática. Tragam-me a família, os amigos, o namorado e a luz do Tejo, que tudo fica perfeito.

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Sobre o Europeu e outros que tais

por BeatrizCM, em 01.07.16

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Aqui.

 

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O que eu já aprendi sobre os tailandeses

por BeatrizCM, em 28.06.16

Os tailandeses são pessoas muito afáveis e prestáveis.


Os tailandeses são pessoas muito educadas e atentas aos outros.


Os tailandeses sorriem imenso e não são nada rabugentos, seja onde for (no trabalho, no trânsito, quando há algum problema no trabalho...) - portanto, tal e qual como os portugueses.


Quem diz que o trânsito de Bangkok ou da Tailândia é caótico certamente nunca terá estado em Entrecampos, no Saldanha ou no Marquês em hora de ponta.


Apesar desse suposto "caos", uma mistura de para aí dez tipos de veículo diferentes a circular na via (carros, autocarros, carrinhas, motorizadas, com passageiros, sem passageiros, para passageiros, para carga), não se vêem acidentes como em Portugal. Não se vêem mesmo acidentes nenhuns, porque os tailandeses podem parecer caóticos, mas na verdade são os melhores condutores que já conheci.


No escritório onde trabalho, entra-se às 8:30, trabalha-se a partir das 9h)/9:30, vai-se falando e trabalhando, vai-se comendo, almoça-se das 12h às 13h, trabalha-se até às 16:00/16:30 e, claro, vai-se comendo.


Os tailandeses comem o dobro dos portugueses e são quase todos magros. (Juro que não sei onde esta gente arruma tanta comida!)


Os tailandeses comem arroz e noodles ao pequeno-almoço, com carne e vegetais fritos.


As meninas e mulheres tailandesas têm muito estilo: nunca lhes vemos um cabelo fora do sítio, uma roupa que as favoreça menos, sapatos rasca, maquilhagem desajeitada... e tudo isto num clima tropical, quente e húmido.


As lojas e mercados de rua só vendem roupa bonita. Há um corredor inteiro dedicado só à maquilhagem no supermercado. 

 

Os tailandeses parecem quase sempre ter metade da sua idade real.


Os tailandeses não têm rugas.


Apesar do clima tropical, os tailandeses não cheiram a suor.

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5 livros para levar em viagem

por BeatrizCM, em 14.06.16

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Quando faço a mala para ir a qualquer lado fora do país, durante alguns dias, é muito importante para mim decidir que livros devo levar para a viagem. Então, quando vou estar três meses fora, ainda se torna mais urgente decidir quais as leituras eleitas, de modo a que sejam as suficientes para esse período de tempo, que sejam uma decisão segura e não acabem por ser uma desilusão e que caibam todas na bagagem.

 

No meu caso pessoal, tenho de escolher à volta de três livros que não se tornem um fardo de peso e volume numa mochila e numa mala de cabine. Tentarei levar mais qualquer coisa para ler no tablet, mas não me consigo habituar totalmente à leitura de e-books, portanto prefiro apostar nos livros físicos.

 

Como leitora irrequieta que sou, escolher livros para levar em viagem é um martírio. O que eu queria era levar pelo menos dez - ou, se possível, toda a minha estante, e depois só ter de decidir no lugar. Detesto sentir-me condicionada nestes termos!

 

 

Assim, aqui fica uma selecção de livros para levar em viagem:

 

1. Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago

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Ao viajarmos para um país longínquo, os livros escritos na nossa língua materna representam um grande conforto. Não é que eu já tenha viajado muitas vezes, só viajei por mais de uma semana três vezes na minha vida, mas essas experiências já me ensinaram que, lá para o quarto dia no país estrangeiro, a ouvir praticamente a língua respectiva a toda a hora, nada bate um regresso às origens. Obviamente, aconselho a escolha dum bom livro e autor, para um efeito potenciado ao máximo.

 

 

 

 

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Fazendo as malas

por BeatrizCM, em 10.06.16

Já todos pensámos, pelo menos uma vez na vida, no que levaríamos para uma ilha deserta, se tivéssemos "bagagem" limitada - do género:


- se tivesses que ir para uma ilha deserta, quais as três coisas que não te podiam faltar?
- se tivesses que ir para uma ilha deserta, quais as três pessoas que escolheria para ir contigo?

 

 

Basicamente...


- se tivesses que ir para uma ilha deserta, o que é que terias mesmo, mesmo, mesmo de levar, bens sem os quais não poderias viver, indispensáveis à tua sanidade?

 

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Ora bem, digamos que eu estou a passar por uma fase desse género, em que tenho de decidir o que é que quero realmente levar comigo para a Tailândia, onde vou viver quase três meses... com a condição de ter de caber tudo-tudinho numa mochila e numa mala de cabine. Exacto, terei de condensar dez semanas em para aí 75cm3.

 

Felizmente, eu até me tenho tornado uma miúda prática no que toca a fazer a trouxa para viajar, experiência essa que vem culminar nesta mega aventura que se avizinha. Escolher a roupa não foi problemático, porque vou para um país muito quente e a roupa quer-se levezinha, não ocupando muito espaço. Conto já levar a roupa mais pesada vestida, assim como um casaco na mão. O que ocupa mais espaço são mesmo as bisnagas com gel de banho, champô, cremes vários e maquilhagem, mais outras coisas úteis que faço questão de levar, porque podem ser mais caras por lá e "nunca se sabe" (argumento tipicamente femin... perdão - de gente prevenida).

 

Aaaaah, mas alto lá e pára o baile! Então e os livros, Beatriz Helena??? Os livros??? Não podes só levar os do tablet, até porque precisas de dar vazão aos que tens comprado! Como planeias sobreviver sem leres, ahn, minha cabeça de vento?

 

Esse tópico fica agendado para a próxima publicação.

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