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Os aziados do São Valentim

por BeatrizCM, em 14.02.17

Já sei que vêm daí alguns ataques em barda, mas eu gosto de picar e cá vai disto: odeio os aziados de São Valentim!

Obviamente, as vozes críticas dirão que eu tenho lá moral para falar, tenho o meu Valentine há montes de tempo, já devia era estar casada e com filhos há um par d'anos, ou que eu que não atire muitos foguetes, porque um dia ainda hei-de apanhar as canas.

Olhem, e sabem o que isso significa, minhas riquezas? Significa que vocês são UNS AZIADOS! 

 

O que eu realmente cá venho comunicar, o assunto que me leva a vir fazer queixinhas, é as pessoas por essa Internet fora que criticam o Dia dos Namorados, afirmando que isto é uma patetice e que isto é mas é um valente dia para se sair com os amigos (bem... pelo que tenho visto, é mais uma cena de amigas mulheres), enquanto se queixam dos ex-namorados, que amor a sério só existe nos filmes, estamos bem é sozinh@s, ninguém manda em nós, não temos que fazer o jantar a ninguém, saímos ou não é da nossa conta, vamos beber à nossa saudinha, blá blá blá - QUE SECA!

Por estes dias, existe ainda um segundo tipo de gente que me irrita de tédio - os que gostam de autocomiseração. Olhem para mim, que sou um forever alone. 14 de Fevereiro, para uns conhecido como Dia dos Namorados, para mim é mais uma terça-feira. Olhem para mim, coitadinho, sou feio, sou gordo, cheiro mal da boca, tenho fungos nos pés, jogo no computador 16 horas por dia, sou desempregado de profissão e vocação, mas ninguém me quer. OUTRA SECA!

 

São todos uns aziados e odeio (nem que temporariamente) quem tem este tipo de atitude. São uma mistura de velhos do Restelo com desmancha-prazeres. São gente que me causa ácidos, de tanto disparate que destilam.

 

Aos aziados que gostam da autocomiseração, porque a vida os surpreendeu com amores menos duradouros: celebrem o amor na mesma! Mesmo que o amor não dure, não deixa de ser amor, não deixou de vos fazer felizes a certo ponto e isso é que devia ser a parte mais importante.

Aos aziados que gostam da autocomiseração, porque é mais fácil queixarem-se do que agirem, façam o favor de enfrentar o touro pelos cornos: o amor não cai no céu e encontrá-lo também tem uma dose de esforço, seja ele amor apaixonado, amor de filho, amor de amigo, amor de dono de piriquito!

 

Outras espécies de "encalhados" que eu odeio:

- os moralistas que acham que o Dia dos Namorados é só mais um dia, mas que gostam muito do Pai Natal criado pela Coca-Cola e do Coelho da Páscoa;

- os que odeiam casais que estão felizes e que gostam de mandar postas de pescada sobre o quão foleiros parecemos;

- os que só celebram o Dia dos Namorados porque é o que toda a gente faz.

 

 

Atirem lá as pedrinhas (mas só depois de verem este vídeo e de lerem este e este texto como bibliografia complementar, uma vez que já é tarde aqui nas Ásias e este corpinho já não aguenta mais prosa).

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O meu primeiro apartamento

por BeatrizCM, em 08.02.17

Indo eu, indo eu...não é a caminho de Viseu, mas sim a caminho doutro apartamento.

Estive quase cinco meses neste, mas está na hora duma pessoa se pôr a andar de frosques.

 

 

Últimos dias por aqui! #firstapartment #movingout

Uma foto publicada por Beatriz Canas Mendes (@beatrizcanasmendes) a

 

Este foi o apartamento onde tive de me armar em adulta à séria pela primeira vez. Onde tive de aprender a cozinhar mais do que o "suficiente" pela primeira vez. Onde chorei cheia de saudades da família pela primeira vez. Onde me ri ao perceber a sorte que tenho em viver em Bangkok. Onde me ralei imenso com os problemas do visto, do work permit e dessas burocracias todas. 

Foi muito empolgante viver no centro da cidade, mas o lixo, o trânsito, as infestações e o barulho levaram a melhor. Esta foi a minha casa de sonho em Bangkok, mas não foi suficiente. Podem tirar a pessoa dos subúrbios, mas não tiram os subúrbios da pessoa.

Descobri que viver no centro da cidade não é para todos. É preciso ter-se orçamento para se viver num bairro muito específico e o meu só me permitiu viver num condomínio novo, com piscina, ginásio, jardim e biblioteca, mas com mau isolamento e entre duas auto-estradas, num local onde começa a surgir um bairro de lata (nem é pelas pessoas, que são muito queridas, mas sim pela porcaria que deitam para o chão e a falta de condições de higiene).

Adorei viver no 21º andar, mas nunca me senti em casa, mesmo com uma vista magnífica para duas zonas nobres de Bangkok. Andei sempre a tentar arranjar desculpas para me ir embora: primeiro, era porque a agência que me alugou o apartamento é super ineficiente; depois, era porque o condomínio não permite animais de estimação; a seguir, foi ainda estar a 10 ou 15 minutos a pé dos transportes (não parece muito, mas todos os dias a atravessar, no meio do calor ou da chuva tailandeses, estradas cheias de trânsito com a tralha toda das aulas, o almoço e os lanches na mala acaba por cansar); finalmente, o cheiro e a falta de cuidado da nova administração em manter as instalações e as zonas à volta do condomínio em condições... habitáveis.

 

Portanto, aqui vou eu de volta aos subúrbios (ou, pelo menos, para fora da confusão do centro da cidade), esperando melhores dias sem companhias rastejantes a tentarem comer o meu jantar - que foi mesmo a gota de água que me fez abrir os olhinhos para a necessidade de sair daqui. 

 

(Tenho saudades de entrar em casa e só ouvir... nada! Ouvir só os passarinhos é o máximo de ruído que quero encontrar!)

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Quando decidi vir para o outro lado do mundo, preocupei-me com muita coisa: as saudades de casa, o preço dos vôos, tornar o meu apartamento acolhedor, assegurar meios de subsistência suficientes, mentalizar-me de que estar sozinha não significa estar só, conseguir tratar do visto e da permissão de trabalho - e, dentro desta lista infindável de tarefas físicas e mentais, ainda outra...

Apalpar terreno para uma relação à distância.

 

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Para 2017, quero menos resoluções

por BeatrizCM, em 06.01.17

Já vamos no sexto dia de 2017, mas deu-me uma epifania e decidi vir aqui escrever sobre resoluções. Este é apenas o assunto mais badalado da blogosfera, mas estas resoluções são diferentes, porque são as minhas.

 

Aliás, eu só tenho mesmo uma resolução: que 2017 seja menos do que 2016.

 

Pelo amor da santa, aconteceram-me tantas coisas em 2016 que por cinco aninhos gostaria que não me acontecesse nada de surpreendente, só quero sopas e descanso. Enquanto escrevia esta última frase, lembrei-me que provavelmente teria escrito qualquer coisa sobre resoluções de ano novo há 12 meses atrás, e eis isto.

 

O meu pós-licenciatura foi, no mínimo, turbulento. Ser aceite num estágio do outro lado do mundo; ter de apresentar o projecto final da licenciatura muito mais cedo do que os meus colegas (por causa do estágio do outro lado do mundo); uma semana depois de chegar ao outro lado do mundo, dizerem-me que eu deveria mas é ficar nesse lado e não naquele donde vim; ter a oportunidade duma vida, duma carreira, de me tornar professora numa universidade (pública) aos 21 anos; desistir do mestrado em Portugal; candidatar-me a outro mestrado em Bangkok; mudar-me para o meu próprio apartamento; viver longe da família e dos amigos; colocar em risco a minha relação de quatro anos; ir a casa no Natal; passar o Ano Novo sozinha.

 

Esta lista pode ser avaliada dum ponto de vista mais positivo ou mais negativo. Eu tento ver o copo meio cheio e esquecer-me de que ele se pode tornar meio vazio a qualquer momento. Sou uma afortunada e devo reconhecer que nem sei o que fiz para merecer esta experiência tão gratificante.

 

Tenho o melhor emprego e a melhor chefe de sempre, entrei ao trabalho durante a fundação da faculdade para a qual trabalho, já me envolveram em projectos até 2018, os meus colegas mimam-me, levam-me a almoçar e a jantar fora, dão-me presentes, vivo no centro da cidade num condomínio, num país onde nunca é Inverno, tenho alunos que me adoram (e que eu adoro) e que não têm vergonha de mo virem dizer, ganho bem e vivo bem, faço o que me apetece dentro do meu orçamento, Bangkok é linda, os tailandeses sáo lindos por fora e por dentro, cheiram bem, arranjam-se para ir para o trabalho, estão sempre a sorrir... 

Por estas e por outras, a balança vai permanecendo equilibrada e eu vou gostando de cá estar, mesmo que custe estar longe de quem eu gosto. Mas, por agora, já chega de mudanças bruscas na minha vida, mudanças inesperadas. 

 

Quero sossego, quero estabilidade emocional, quero que me aconteçam coisas previsíveis. Quero fazer bem o meu trabalho, ter boas notas no mestrado, manter a ponte Portugal-Tailândia em funcionamento e ter dinheiro para ir a casa de 3 em 3 meses, ir ao cinema, comer Pizza Hut, comprar livros e alimentar-me como deve ser. Não peço muito. Para 2017, só quero que me deixem em paz. Quero que os argumentistas da minha vida parem de inventar coisas à toa.

"Ah, hoje queres ir trabalhar para França. Mas amanhã vão-te dizer que te pagam o melhor mestrado do país desde que continues a ser boa aluna, que isso de ir para França é demasiado radical."

"Ah, queres ser professora. Então, vão-te conceder um estágio curricular no colégio onde estudaste."

"Ah, tens pena de acabar a licenciatura sem teres feito Erasmus. Toma lá um estágio extracurricular no Sudeste Asiático. Candidata-te."

"Ah, tens de preparar a tua candidatura em três dias durante a época mais atarefada do semestre, escrever uma carta de motivação, fazer passaporte, suplicar por todos os documentos em Inglês aos serviços académicos da tua faculdade, que ainda trabalham a vapor. Dão-tos em Português, mais os três biliões de certificados que tens no CV, pagas ao teu namorado para ele os traduzir. Esforças-te para além das tuas forças, mas és aceite."

"Ah, estavas a poupar para comprar um carro. É com esse dinheiro que vais embarcar para o outro lado do mundo."

"Ah, querias voltar para Portugal. Nem por isso, vamos-te proporcionar a tua profissão de sonho 2 meses depois de te licenciares."

"França era radical. Toma a Tailândia."

 

Fonix, uma pessoa fica cansada.

Feliz.

Mas, por favor, cansada.

 

 

Eu até gosto de trabalhar aqui...! xx I kind of enjoy working here...! 😊👌 #jobgoals #teaching #kmitl #bangkok

Uma foto publicada por Beatriz Canas Mendes (@beatrizcanasmendes) a

 

 

[Felizmente, 2016 não me aconteceu só a mim! Numa segunda-feira a meio de Setembro, enquanto estive em Portugal, fui com o meu namorado à faculdade onde estudei (FLUL) e de onde ele tinha feito drop out há uns anos. Perguntámos, por curiosidade, o que é que ele tinha de arranjar para voltar a matricular-se. Responderam "venha cá na quinta-feira e tratamos de tudo". Começou as aulas na segunda-feira seguinte.]

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O que é que significa "comer bem"?

por BeatrizCM, em 27.11.16

Desde que vim viver sozinha, tenho tirado bastante proveito da nova liberdade no menú diário. Adoro cozinhar (mesmo não sendo grande cozinheira) e adoro ainda mais ir ao supermercado e escolher o que vou comer nos próximos dias (uma grande fatia do meu salário vai para a comida, sem dúvida). Tenho muito gosto em preparar a minha lancheira com o almoço e os snacks todas as manhãs e fazer sopa todos os Sábados ou Domingos para os jantares do resto da semana.

Gosto particularmente da parte de poder decidir o que é "comer bem" para mim. Para a minha avó, comer bem é comer muito, sem olhar muito para os rótulos e sem comer muitos fritos nem muita comida rápida. Para mim, comer bem significa comer um pouco de tudo, olhar para os rótulos à procura da quantidade de açúcar e poder equilibrar os doces, a comida rápida e os fritos com alimentos mais saudáveis.

Se à noite me vai apetecer comer um bolo, durante o dia limito-me a comer "coisas saudáveis", sem açúcar - mesmo que me apeteça comer um bolo todos os dias. Acho parvo e bastante inútil privarmos o nosso corpo e a nossa gula daquilo que nos satisfaz. Se eu gosto de comer os donuts da cantina lá da faculdade, por que raio me hei-de estar a censurar? Para mim, a chave é o equilíbrio. Talvez escreva de boca cheia, porque nunca tive problemas de excesso de peso (muito pelo contrário), mas parece-me haver sempre alguma forma de restabelecer o equilíbrio. Quanto mais nos proibirmos, pior. Mais vale enchermo-nos daquilo de que gostamos e ficarmos bem durante mais tempo do que andarmos a fazer olhinhos àquela pizza e acabarmos a comer essa mesma pizza, só que depois de já termos comido outras brincadeiras que achámos mais inofensivas na altura.

Faz-me impressão quem anda por aí na blogosfera ou nas redes sociais a comer saladas e vegetais cozidos todo o santo dia. E depois é as papas de aveia. E as panquecas fit. E o café sem açúcar. Mexe-me com os nervos. Comer deve ser um prazer, não uma rotina sem graça. Eu não como muito, mas quando como faço-o com todo o gosto e várias vezes ao dia.

 

Exemplo do meu menú para um dia normal de trabalho:

6h45 - pequeno-almoço: leite de soja com mistura de cacau e cereais e pão barrado com queijo Philadelphia a acompanhar OU cereais num iogurte natural sem açúcar light. Mistura de muesli de chocolate com cereais de trigo integral com fibra (razão: como chocolate logo pela manhã, pouco mas que faz logo a diferença, com cereais e proteína a rodos, que me saciam até chegar ao trabalho, uma hora e meia depois, ou de preferência até meio da manhã).

9h - snack ocasional: levo algum tempo a chegar ao trabalho, porque tenho de andar 10 minutos de casa até à estação de comboios, esperar pelo comboio nacional que pode chegar a horas ou não, fazer a viagem de 45 minutos e andar mais 10 até à faculdade. Assim, caso me dê a fome, como fruta, bolachas de coco, cereais integrais ou pão.

10h30 - snack obrigatório: é inevitável ter fome a meio da manhã, por isso como a tal dose de frutas, bolachas, cereais integrais ou pão. Por vezes, levo para o trabalho uma combinação de dois desses elementos.

12h - almoço: esta refeição varia muito e não me preocupo se estou a comer "mal" ou "bem". No entanto, o estrago nunca pode ser grande, porque nunca levo batatas fritas (muito menos de pacote) e, na verdade, o único alimento que frito além de batatas é a carne... com óleo de coco ou azeite, gorduras consideradas aceitáveis.

15h - lanche: a mesma variação que o lanche da manhã.

17h-20h - jantar: janto mal chego a casa, o que pode acontecer entre as 17h e as 20h. Tenho sempre sopa preparada no fim-de-semana, por isso posso comê-la sem mais nada quando tenho menos apetite ou acompanhar com carne ou fruta. Quando me dá na gana, frito batatas, só pela goludice.

22h-00h: snack antes de dormir ocasional: quando vou para a cama, dá-me por vezes vontade de voltar a comer. Normalmente, escolho bolachas ou leite de soja.

 

Ao comer várias vezes, nunca chego a ter muita vontade para me encher de gulodices. No entanto, como sempre uma por dia, nem que seja bolachas.

Comer bem torna-se fácil, porque "comer bem" náo significa só comer alimentos verdes, carne grelhada e fruta. Basta habituarmo-nos a comer pão integral, cereais sem uma grande dose de açúcar e a misturarmos gulodices com acompanhamentos "limpos" para vivermos um bocadinho mais felizes, ou não? Mais uma vez, esta é a minha teoria. Se me apetece comer um Toblerone inteiro numa noite, como-o e pronto, ou não? Se me lembrar de emborcar 200 gramas de gelado de chocolate, faço-o, ou não? Se me apetecer comer um bife de porco com ovo estrelado e batatas fritas, é só pegar na frigideira, ou não?

 

Deixo também uma enorme dica sobre como fazer sopa: abrir o frigorífico, pegar nos vegetais, tomate e cebola que aparecerem, cozer tudo, adicionar sempre um "elemento surpresa" (bacon, fiambre, carne, peixe, delícias do mar), truturar e guardar sempre sopa no frigorífico para mais refeições. Basicamente, tudo o que é vegetal faz bem, mas o "elemento surpresa", mesmo que seja só uma salsicha, dá sabor à mistura e motiva-nos a comer os vegetais. Com tudo triturado numa sopa, até nem nos apercebemos da quantidade de coisas verdes que estamos a consumir.

 

E agora, ainda há razão para termos uma alimentação pouco variada? 

 

Já agora, nem me venham com cenas de "comer bem é comeres coisas saudáveis a semana inteira e teres um dia de descanso". Por favor, eu não consigo viver sem bolos, bolachas e bifes! Antes com mais 5% de gordura no corpo do que sem esses 5% de gordura mas a bater com a cabeça nas paredes de fome! Todos os dias são de desbunda, se todos os dias também nos comprometermos a comer um bocadinho de tudo na roda dos alimentos - foi o que me ensinaram na primária e olhem que ainda hoje me lembro disso.

 

Comer bem tem de ser, acima de tudo, criarmos os nossos limites, conhecermos o nosso corpo e as nossas necessidades, de acordo com a nossa estrutura corporal e as exigências do nosso dia-a-dia. Tanto há dias em que dou aulas das 9h às 16h, quanto há dias em que fico 7 horas sentada a uma secretária a preparar conteúdos. Como é óbvio, não vou comer exactamente o mesmo nesses dias, se é que me entendem.

 

#amigosdoaçúcarunited #abaixoopeixecozido #abaixoasopaaborrecida #eucomooquemedernagana #boloseverywhere #oreoscomfruta #antescom30porcentodegorduranolomboqueescravadaproteína #movimentodelibertaçãodasbatatasfritas #dietadoeuéquesei

 

Disclaimer: a autora deste blogue é professora de línguas, por isso qualquer conselho ligado à nutrição por ela produzido deve ser entendido como experiência do senso comum e não um dado científico.

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