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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

20 coisas que poderiam nunca vir a saber.

 


1. Fiz chichi na cama até aos 7 anos e, dos 9 aos 10, voltei a fazer, até que a minha avó ameaçou que contaria aos meus colegas, caso eu não parasse.


2. Quando tinha menos de um ano e a minha mãe foi trabalhar pela primeira vez depois de eu ter nascido, a única coisa que me acalmou e me fez parar de chorar foi o meu pai tirar-me uma fotografia. Curiosamente, lembro-me perfeitamente desse episódio. Ao longo dos últimos quinze anos, a tal fotografia tem tido sempre um lugar de destaque nas prateleiras.


3. Um dos meus melhores amigos é alguém com quem fui proibida de voltar a falar. (qui si danii).


4. Sofri de bullying durante a maior parte do ensino básico.


5. Não gosto da minha barriga (NÃO É POR ME ACHAR GORDA. É mesmo porque é a zona onde fico menos bronzeada).


6. Não sou grande coisa a pintar as unhas.


7. Gostaria de fazer voluntariado e/ou trabalhar nas férias.


8. Calço o 39.


9. Não sei rir por menos de 50 decibéis.


10. Detesto Matemática (Aplicada às Ciências Sociais, neste caso), mas tive 19 no ano passado (a minha melhor nota do ano).


11. Não gosto de ir a Lisboa por causa da poluição e da confusão (mas quero viver em Nova Iorque ou Londres... faz todo o sentido).


12. Sou alérgica ao pó.


13. Consigo ler 4 livros ao mesmo tempo, sem me confundir.


14. Já ganhei mais de 6 prémios literários.


15. Tenho pena de não ter muitas oportunidades para estar em cima de um palco.


16. Os abraços são a minha perdição.


17. Já tive a maior parede do meu antigo quarto cheia de posters dos Jonas Brothers, de cima a baixo (por volta da pré-história, é claro).


18. Quero casar antes dos 28.


19. Estou a ouvir esta música pela... milésima vez??! (ah, e tal, mas o vídeo só tem 507 visualizações! OQUEI.)


20. Já tive mais de três blogues, antes deste.

As coisas que eu aprendi na última hora:

 


* Leonardo DiCaprio pintou a Mona Lisa (suponho, então, que Leonardo da Vinci é um grande actor - e os concorrentes do Elo Mais Fraco são buéda fixes)


* actos de fala existem quando o locutor interage por intermédio da fala com um interlocutor, alterando assim a relação que se verificava entre ambos (e que é o que acontece quando a minha avó me faz demasiadas perguntas e acabamos as duas a falar mais alto).

.




tu és... a estrela mais brilhante, a mais estonteante,
a pisca-pisca cintilante, mas no fundo tão distante...

isso não é importante, a distância não é tudo
como é que podes estar tão longe e, no entanto, seres o meu mundo?

o detergente

 


   De repente, senti-o por perto. Dei por mim a procurar a suposta origem do cheiro, aquele peito, aquela camisa. Lembrei-me do padrão do tecido - vermelho, preto, branco, muitas listas, formando, entre si, inúmeras perpendiculares e paralelas. Mas onde se escondiam?


   Olhei em volta do quarto, analisando cada canto. Não. Decididamente, ele não se encontrava ali. Afinal, já não nos víamos há algum tempo.


   No entanto, o odor prevalecia e despertava todos os meus sentidos. Conseguia imaginá-lo tal e qual como era na realidade, o seu toque, o seu desejo e a respiração ofegante. Envolvi-me num abraço, apesar de estar completamente sozinha, arrepiada, no meio do meu próprio quarto, onde, excepto eu, apenas a minha família entrava.


   Instantes decorridos, mentalizei-me de que seria impossível estar mais alguém em casa. Deitei-me em cima da cama e, então, entendi. Os lençóis lavados eram a fonte do aroma familiar que, outrora, inspirara vezes sem conta. A explicação para toda aquela confusão sensorial encontrava-se num mero frasco de detergente - o detergente da roupa. Tive a certeza de que a mãe dele usava o mesmo que a minha avó passara a comprar.


  Mas, tal como aconteceu com certos pormenores dessa outra vida, com essas memórias, também o aroma floral dos lençóis desvaneceu. A minha avó encontrou um detergente mais barato, eu nunca mais o vi ou abracei, enterrando o nariz na sua roupa lavada, e as nossas vidas desencruzilharam-se. 


   Daí em diante, ficou somente a certeza de que o detergente nunca mais seria o mesmo.


 


a minha liberdade de expressão.

 


Calem essas bocas, almas maltrapilhas!


Falo eu, não me falhe a voz,


que vos silencia em audível escrita.


 


Deixem-me gritar, deixem-me exprimir!


Deixem-me vestir um "eu" que me assente,


deixem-me ser quem pressente


essas auras de cor cinza.


 


E não me digam o quão louca sou!


Quero ter loucura sem enlouquecer


para um dia a vir a perder.


 


Beatriz Canas Mendes


[16.09.2011]

é aquela coisa.

Não sei qual é a necessidade de sairmos mais cedo das aulas durante os primeiros dias do ano lectivo. Qual é a piada de ficar à espera do autocarro durante mais de uma hora? Isso é bom é para quem mora perto ou... para quem tem companhia. E não é que eu não tenha, mas segurar a vela dos amigos começa a tornar-se enfadonho - ou, em todo o caso, emocionalmente desgastante.

as boas pessoas

 


ÀS 20H, BEATRIZ PUBLICA: "eu devo ser boa pessoa, porque as boas pessoas são sempre quem se lixa."


 


ÀS 21H, BEATRIZ PUBLICA: "decididamente, eu devo ser boa pessoa - não tenho a certeza - mas lixo-me sempre."


 


ÀS 23H, BEATRIZ CONCLUI: "ah, pois! A Beatriz lixa-se sempre e ponto final."

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