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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

um nada demasiado profundo

 


   


    O nada que outrora quis sentir, não o quero mais! É um vazio com que não consigo lidar, uma insana falta de dor que me arrasta pelas noites, acordada. Ou a dormir, até, num sono sem sonhos, sem esperança de viver outra realidade que não esta, que me faz chorar por dentro, enquanto, por fora, ficam as aparências. Eu estou bem.


   E se não estiver? Ninguém mo pergunta. Para quê, se a resposta será sempre, sempre um vago sim, sim, tudo óptimo. Tudo vazio.


   Quero voltar a sentir com emoção, sorrir ao coração e sorrir às pessoas, agarrando a vida e vivendo-a, em vez de ser ela a viver-me a mim.

feminismo



   Quando Deus criou Adão e Eva, foi sua intenção conceder-lhe dois bens, um a cada.


   Em primeiro lugar, apresentou-lhes a possibilidade de fazerem chichi em pé. Logo gritou Adão:


   - EU QUERO, EU QUERO!


   - Senhor... - Suspirou Deus.


   - EU QUERO, EU QUERO, SENHOR! EU QUERO CONSEGUIR FAZER CHICHI EM PÉ! - Continuou Adão a suplicar.


   Perante tal insistência, Deus acabou por conceder esse bem a Adão, que correu pelo mundo fora a fazer chichi nas árvores, a escrever palavras na areia com jactos de urina, entre outras palermices.


   Muito curiosa, Eva pergunta a Deus qual era o segundo bem.


   - O segundo bem, Eva, é o Cérebro... E é tooooodoo teu!

ela sou eu



" Começou outra vez a andar para sul, em direcção ao monte artificial que ligava a cidade velha e a cidade nova. Vive cada dia como se fosse o último, era esse o conselho convencional, mas francamente, quem tinha energia para tal coisa? Então e se chovesse, ou se estivesse com dores do período? Não era prático, pronto. De longe, melhor procurar simplesmente ser-se bom e corajoso e arrojado e fazer alguma diferença. Não era exactamente alterar o mundo, era só o pedaço à volta. Sair para o mundo com paixão e a máquina de escrever eléctrica e trabalhar no duro a fazer... qualquer coisa. Mudar vidas por meio da arte, talvez. Estimar os amigos, permanecer-se verdadeiro aos nossos princípios, viver apaixonada e plenamente e bem. Experimentar coisas novas. Amar e ser amado, se alguma vez houvesse oportunidade. "


 


Um dia, David Nichols

eu já devo ter escrito sobre isto.



   Por vezes, tenho vontade de me espancar. Eh pá, ó tu! Pára de pensar nele. 'Tás parva, ou quê?


   Mas, a seguir, lembro-me que é ele quem quero espancar. Sempre poderia recorrer a impropérios (escritos, gritados numa chamada de quarenta segundos, o que mais me aprouvesse no momento), mas penso que esta farsa, este je ne sais quoi de amizade, demorou e custou bastante a ser (re)construída. Demais, até. Ou não, porque, sinceramente, o demais é o suficiente da minha vida. Não irei ceder perante um  medonho pico de revolta, que significará tão pouco dentro de vinte horas.


   Por fim, escrevo isto, enquanto esfrego os olhos e esborrato a sombra côr-de-rosa que ainda não limpei.


 


   E não, jamais lhe tocaria com um único dedo mal intencionado.

talento ou vocação, eis a questão!

 


   Todos nós temos uma vocação, ainda que possamos nunca vir a descobri-la. Uns, descobrem-na em tenra idade; outros, procuram-na anos a fio; uns terceiros, nem tentam. Afinal, da vocação depende o rumo da nossa vida. Precisamos de objectivos para viver plenamente. A vocação pode, até, definir-nos.
   - Qual é a tua?
   A minha é a escrita, julgo eu. São as letras, as histórias, versos e mundos construídos através de meras palavras. São os pores-do-sol e as luas cheias desses poemas que leio e, eventualmente, tento escrever.
Já o talento… Há quem diga que o tenho, mas o meu segredo é não acreditar e continuar a lutar, incansavelmente, num ciclo de constante evolução. Porque, para mim, o talento é a vocação profusamente trabalhada. Temos de ser persistentes para o alcançar! Há que falhar, levantar a cabeça e prosseguir, até ao objectivo pretendido!
   Muitos são os que têm a vocação; porém, acredito que apenas alguns possuem o verdadeiro talento, pois poucos são os que têm a coragem de falhar para que, desse modo, possam aprender com os erros anteriormente cometidos. Se Saramago não tivesse traduzido centenas de obras para sobreviver a tempos menos afortunados, antes de começar a escrever as suas, não seria agora um dos ícones da nossa língua, cuja escrita permanecerá eterna no mundo; se Shakespeare não tivesse escrito e rasgado montes de peças, rascunhos, pequenos poemas, "Romeu e Julieta" nunca teria visto a luz do dia; se Emily Brontë tivesse parado de procurar quem lhe editasse e publicasse o seu "Monte dos Vendavais", jamais a obra seria um dos épicos clássicos da literatura, tendo vindo a servir de inspiração para tantos autores contemporâneos. 
   O talento não é, decerto, as palavras reconfortantes da nossa família e dos nossos amigos, garantindo-nos que, um dia, seremos grandes. Não. Agradeço aos meus, do fundo do coração, mas não me vou ficar por aí. A minha vocação ainda me levará mais longe, em conjunto com o meu trabalho árduo. Só este último poderá levar-me à vitória e apenas ele me guiará. Prefiro ser definida pelo esforço que invisto e não por rótulos e ideias pré-concebidas. 
   O talento define-se, não só pelas vitórias, mas também pelas derrotas.


 


[votem neste texto no E-Talentos, cliquem aqui]

estou no e-talentos. i need help (:

  


Visitem ESTE LINK e votem no poema, caso gostem. Descrevo o significado dele na página em questão, para que não restem dúvidas sobre o seu conteúdo. Agradeço-vos do fundo do coração!


 


 



 


 


VIDA ENVERNIZADA (INTELECTUAL FUTILIDADE)


 


O verniz estala, 
o verniz cai,
mas, verniz, fica!

O verniz, outrora seco, 
agora, ressequido me parece
pois, no dia em que o espalhei,
a gente maravilhava,
o coração me aquecia.

- Não era fogo, era rosa!
Rosa suave e tão vivo…!
Mas, de flor, não tinha nada…
E caiu.

Caí eu em desgraça,
ardendo na chama do vazio
que, na ponta da unha, ainda mói.
Ainda maça.

É a marca da luta,
o virar de muita página,
a dor do papel que muito verniz comeu.

- Dá mais uma pincelada!

Não dou. Não dou.
É o verniz que sou o último a cair.


 


Beatriz Canas Mendes

a vida não é como andar de bicicleta.

 


   Aprendi a andar de bicicleta aos dez anos. Não fazia a mínima ideia de como ganhar equilíbrio e manter a postura. Pedalar era coisa rara - arrastava-me através de pequenos impulsos de pés. Ainda assim, com o passar do tempo, esqueci-me do medo que me prendia os olhos aos chão, do medo de cair e do medo de falhar. Falhar é humano!


   Um mês depois, consegui, por fim. Descobri que, quando sinto o vento contra a cara e a energia a libertar-se, enquanto dou tudo por tudo para andar mais depressa, me lembro de aspectos bastante peculiares sobre o que me rodeia - o alcatrão molhado por alguma mangueira ligada, os portões enferrujados, os pomares dentro das vivendas, tal como uma infinidade de outros pormenores - e acabo sempre por me perguntar o que os levou até ao ponto em que se encontram. (Ter-se-ia alguém esquecido de desligar a torneira exterior?)


 


 



 


   Mas a vida não é como andar de bicicleta. É feita de pequenos desafios, em que podemos ser bem sucedidos ou esperar pela próxima oportunidade de tentar. Por muita experiência que tenhamos, nunca estaremos certos do resultado. E ter medo não é uma opção, nem apressar o ritmo! Além do mais, se quisermos viver plenamente, constantemente no auge, não perderemos muito tempo a questionar-nos, certo?

reconhecimento

 


O melhor que pode acontecer, ao vermos uma pessoa com quem não estávamos há imenso tempo, é que, apesar de muitas coisas na aparência - o cabelo mais comprido ou mais despenteado, o estilo de roupa, a expressão mais madura ou até o perfume - terem tido a oportunidade de mudar, o seu olhar permanece igual, como sempre, como o lembrávamos. 


 


O olhar... e o abraço

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