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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

halloween? não, que isso dá muito trabalho

No ano passado, fui com uns amigos a uma festa de Halloween aqui na zona. A entrada era só 1€ e até nos divertimos. [Consequências de continuar amiga do meu ex-namorado: mascarei-me de pseudo-diaba e ele questionou-me sobre quem me havia posto os cornos; respondi-lhe que ele lá saberia a resposta.] Tirámos muitas fotos aparvalhadas e passámos um bom bocado.


Este ano, comecei a combinar com outros amigos ir a essa mesma festa, só que pelo dobro do preço - 2€ - porque, afinal, a crise toca a todos. Começaria às 22h. Ao fim da tarde, ainda ninguém tinha a certeza se iria. Então, caí em mim: eu nem gosto de festas. Eu nem gosto de sair à noite. Eu nem sequer me sinto capaz de ir procurar os disfarces aos confins de um qualquer armário cá de casa. Eu nem sequer estou a precisar de descansar até amanhã de manhã (momento em que atacarei novamente os livros) nem nada. Foi nesse glorioso momento que me apercebi da vontade que tinha em ficar em casa, debaixo do quentinho de muita roupa feia mas confortável, cabelo despenteado, a recordar os filmes do canal Disney Channel que me marcaram no princípio da adolescência com a minha vizinha-amiga, com quem os partilhei desde sempre. Anulei todos os planos atrás mencionados.


Meus caros, sou uma jovem que já se sente velha antes de deixar de ser nova. Mais uma vez, sou estranha... mas incrivelmente feliz. 


PROVA:



 Sim, já sei que sou horrível. E mais fotos não mostro.

halloween? não, que isso dá muito trabalho

No ano passado, fui com uns amigos a uma festa de Halloween aqui na zona. A entrada era só 1€ e até nos divertimos. [Consequências de continuar amiga do meu ex-namorado: mascarei-me de pseudo-diaba e ele questionou-me sobre quem me havia posto os cornos; respondi-lhe que ele lá saberia a resposta.] Tirámos muitas fotos aparvalhadas e passámos um bom bocado.
Este ano, comecei a combinar com outros amigos ir a essa mesma festa, só que pelo dobro do preço - 2€ - porque, afinal, a crise toca a todos. Começaria às 22h. Ao fim da tarde, ainda ninguém tinha a certeza se iria. Então, caí em mim: eu nem gosto de festas. Eu nem gosto de sair à noite. Eu nem sequer me sinto capaz de ir procurar os disfarces aos confins de um qualquer armário cá de casa. Eu nem sequer estou a precisar de descansar até amanhã de manhã (momento em que atacarei novamente os livros) nem nada. Foi nesse glorioso momento que me apercebi da vontade que tinha em ficar em casa, debaixo do quentinho de muita roupa feia mas confortável, cabelo despenteado, a recordar os filmes do canal Disney Channel que me marcaram no princípio da adolescência com a minha vizinha-amiga, com quem os partilhei desde sempre. Anulei todos os planos atrás mencionados.
Meus caros, sou uma jovem que já se sente velha antes de deixar de ser nova. Mais uma vez, sou estranha... mas incrivelmente feliz. 
PROVA:
 Sim, já sei que sou horrível. E mais fotos não mostro.

o dito candidato a êxito musical sobre que escrevi ontem


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<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><strong>LETRA:</strong></div>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><strong>"</strong>Se o país aguenta mais austeridade...?</div>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;">Ai aguenta, aguenta... (bis)<strong>"</strong></div>

je suis too sleepy

Na prática do atletismo, recomendam-nos sempre que não comecemos logo desde o princípio da corrida a full gas, dando tudo por tudo, porque, mais cedo ou mais tarde, estaremos mas é a dar os bofes pela boca, sem termos chegado sequer a meio do percurso. O mesmo se deve aplicar ao estudo durante o ano lectivo. Eu não gosto muito de correr, a menos que seja atrás de uma boa nota a Educação Física ou me ache demasiado fora de forma, mas comecei a habituar-me a estudar quase todos os dias, o que me tem deixado de rastos, principalmente agora, que os testes começam a suceder-se uns aos outros e, os livros, a amontoarem-se em filas de espera. Só nesta última semana tenho notado mais no desgaste físico a que me tenho sujeitado: após acordar, só consigo trabalhar intelectualmente a 100% durante as três horas seguintes. Ora, eu passo cerca de dezasseis horas acordada por dia, durmindo outras sete ou oito, pelo menos, o que não rende muito. Ainda assim, como sou um bocadinho masoquista, continuo a acumular actividades: além do "banal" 12º ano e a necessidade de obter notas que me proporcionem uma bolsa de estudo para o primeiro ano da universidade, tenho aulas na Alliance Française uma a duas vezes por semana, sou animadora da Fórum Estudante, tenho uma banda com alguns colegas, dou explicações a um amigo, estou a fazer melhoria a Filosofia de 11º, ando a estudar para o exame de Inglês avançado, mantenho este blogue actualizado todos os dias e, mais recentemente, como sou pouco activa (que é como quem diz "salvem-me, sou viciada em trabalho"), assumi algumas responsabilidades no ainda-não-formado clube de Política do meu professor de Psicologia - até porque é algo que me interessa verdadeiramente e que acredito que me poderá motivar (mais). Parece que nunca estou satisfeita com o que já faço, o que me leva a este momento de exaspero, por mal ter tempo para escrever com a cabeça no sítio, sobre assuntos mais consistentes e susceptíveis de reflexão do que a minha alegre vida de workaholic. O "pior" é que, no final do dia, eu não seria tão feliz quanto sou se só me entregasse a metade daquilo a que me entrego. E pronto, sou feliz (ainda que, com esta tensão toda, a minha dor no pescoço tenha piorado).

je suis too sleepy

Na prática do atletismo, recomendam-nos sempre que não comecemos logo desde o princípio da corrida a full gas, dando tudo por tudo, porque, mais cedo ou mais tarde, estaremos mas é a dar os bofes pela boca, sem termos chegado sequer a meio do percurso. O mesmo se deve aplicar ao estudo durante o ano lectivo. Eu não gosto muito de correr, a menos que seja atrás de uma boa nota a Educação Física ou me ache demasiado fora de forma, mas comecei a habituar-me a estudar quase todos os dias, o que me tem deixado de rastos, principalmente agora, que os testes começam a suceder-se uns aos outros e, os livros, a amontoarem-se em filas de espera. Só nesta última semana tenho notado mais no desgaste físico a que me tenho sujeitado: após acordar, só consigo trabalhar intelectualmente a 100% durante as três horas seguintes. Ora, eu passo cerca de dezasseis horas acordada por dia, durmindo outras sete ou oito, pelo menos, o que não rende muito. Ainda assim, como sou um bocadinho masoquista, continuo a acumular actividades: além do "banal" 12º ano e a necessidade de obter notas que me proporcionem uma bolsa de estudo para o primeiro ano da universidade, tenho aulas na Alliance Française uma a duas vezes por semana, sou animadora da Fórum Estudante, tenho uma banda com alguns colegas, dou explicações a um amigo, estou a fazer melhoria a Filosofia de 11º, ando a estudar para o exame de Inglês avançado, mantenho este blogue actualizado todos os dias e, mais recentemente, como sou pouco activa (que é como quem diz "salvem-me, sou viciada em trabalho"), assumi algumas responsabilidades no ainda-não-formado clube de Política do meu professor de Psicologia - até porque é algo que me interessa verdadeiramente e que acredito que me poderá motivar (mais). Parece que nunca estou satisfeita com o que já faço, o que me leva a este momento de exaspero, por mal ter tempo para escrever com a cabeça no sítio, sobre assuntos mais consistentes e susceptíveis de reflexão do que a minha alegre vida de workaholic. O "pior" é que, no final do dia, eu não seria tão feliz quanto sou se só me entregasse a metade daquilo a que me entrego. E pronto, sou feliz (ainda que, com esta tensão toda, a minha dor no pescoço tenha piorado).

a célebre frase daquele economista muito famoso... ah, sim, o Fernando Ulrich

Quase poderia ser a letra de uma música popular muito conhecida. Com alguma sorte, poderia ser a de uma música cantada pela Madonna. No entanto "Se o país aguenta mais austeridade? Ai aguenta, aguenta...!" foi apenas mais uma frase extremamente infeliz dita por alguém que merecia qualquer coisa não menos grave do que uma valente bofa na boca, ou seja, pelo Fernando Ulrich, o presidente executivo do BPI. Apesar da minha ingénua e, talvez, pretensiosa idade, sinto-me curiosamente à vontade para lhe atribuir a qualidade de traste e pedir desesperadamente que nunca mais ninguém o deixe falar em público. Isto é, a menos que a opinião de sua excelência se baseie nalgum dado que desconheço como, por exemplo, que será da generosidade do seu bolso que os portugueses serão alimentados durante os próximos dez a vinte anos. É só uma ideia...


(Por acaso, eu e o Sr. Ulrich temos uma característica em comum: nenhum de nós é licenciado.)

a célebre frase daquele economista muito famoso... ah, sim, o Fernando Ulrich

Quase poderia ser a letra de uma música popular muito conhecida. Com alguma sorte, poderia ser a de uma música cantada pela Madonna. No entanto "Se o país aguenta mais austeridade? Ai aguenta, aguenta...!" foi apenas mais uma frase extremamente infeliz dita por alguém que merecia qualquer coisa não menos grave do que uma valente bofa na boca, ou seja, pelo Fernando Ulrich, o presidente executivo do BPI. Apesar da minha ingénua e, talvez, pretensiosa idade, sinto-me curiosamente à vontade para lhe atribuir a qualidade de traste e pedir desesperadamente que nunca mais ninguém o deixe falar em público. Isto é, a menos que a opinião de sua excelência se baseie nalgum dado que desconheço como, por exemplo, que será da generosidade do seu bolso que os portugueses serão alimentados durante os próximos dez a vinte anos. É só uma ideia...

(Por acaso, eu e o Sr. Ulrich temos uma característica em comum: nenhum de nós é licenciado.)

a dor de corno e a interesseirice

   Estou rodeada de cor de corno desde o miolo até à carapaça. Gostam muito de falar mal do que eu digo, do que eu faço, do que eu sou ou poderia deixar de ser, mas, no final de contas, continuam a adorar aproveitar-se de mim.

   Evidentemente, existe sempre quem me odeie e ponto final, que se há de fazer?, e considero-o legítimo, desde que me odeiem pura e verdadeiramente e não que apenas sintam uma comichãozinha causada pelas minhas irritantes inspirações e expirações que me permitem continuar a viver dia após dia, apesar de alegarem tratar-se muito mais do que isso.

   Tenho a perfeita noção de que são muito poucas as pessoas que gostam verdadeiramente de mim. Reconheço que sou uma pessoa extremamente fácil de odiar e extremamente difícil de amar, porque tenho um feitio complicado, não sei estar calada, sou demasiado sarcástica e nem sempre sou entendida como, penso eu, do alto do meu inchadíssimo ego (sarcasmo, outra vez, viram?), deveria ser. Ainda assim, insisto em ser como sou, esta criatura aparvalhada e casmurra de quem muita gente tem dor de corno e cotovelo ou, por outro lado, que muita gente odeia e ponto final.

   E não é que prefiro que me odeiem e se deixem de mariquices do que serem uns parvos de uns maricas que não se decidem se preferem ignorar-me ou usar-me?! É que é mesmo curioso, o meu caso!

   Digo isto com alguma confiança, meus caros, porque me costumo apanhar em certas situações que de confortáveis não têm nada, graças à indecisão de umas quantas pessoas minhas conhecidas.

   Porque, se querem saber, há pessoas que conseguem gostar de mim numas circunstâncias e praguejar contra mim noutras. Foi algo que sempre me tem acontecido, tanto aos oito, como aos catorze ou aos dezassete. Hei-de ter setenta e há-de ser a mesmíssima coisa!

   Conheço determinadas pessoas que, por muito mal que pensem e falem de mim, insistem em fazer-se de simpáticas quando a ocasião a tal obriga. Precisam de favores meus? Precisam de informações? Precisam de conselhos? Precisam de seja o que for que lhes dê na cabeça? ‘Bora ser querido para a Beatriz! E quando não precisam?! ‘Bora ser uma cambada de maldizentes e haters e eternos descontentes com o facto de terem de conviver com ela e de saber que está viva e de boa saúde!

   A isso, chamo eu de interesseirice, com toda a força da minha alma, com toda a força do meu inchadíssimo ego, tão odiado por quem é obrigado a levar com ele!

   Não querendo abusar da minha já conhecida falta de humildade, começo a pensar em levar esta interesseirice como um elogio, obrigada, obrigada. Se há quem precise de mim, ainda que apenas pontualmente, talvez eu não seja assim tão má - talvez eu até seja mais ou menos boazinha, mais ou menos querida pelos que me rodeiam.

   E é desta maneira que se acende uma pequena chama de esperança dentro da confiança que é batida e rebatida pelos que menos me prezam; é desta maneira que, do fundo do poço das pessoas mais malditas em Portugal (apenas ultrapassada pela Pipoca Mais Doce e pelos membros Governo), eu começo a entrever uma escada de salvação uns metros acima; é desta maneira que, raios me partam, eu sei que, muitas das vezes, o que me nutrem não passa de dor de corno (poderia chamar-lhe “dor de cotovelo”, mas adoro manifestar por escrito a ufana brejeirice que não sou capaz de adaptar à língua).

   Para finalizar, como se aperceberam, vim por este meio suplicar que me odeiem a bom odiar, que maldigam o meu nome cinquenta vezes antes de adormecerem, que me roguem as piores pragas de que se lembrarem, mas que me deixem em paz, sem que eu me sinta necessária neste mundo. Eu já percebi que só me querem viva quando convém! Parem de me pedir favores, parem de me elogiar indirectamente, parem de me fazer sentir fantástica! (Oh p’ra ela, toda cheia de si própria!) É que isto de se ser levada por otariamente ingénua é um bocado insultuoso demais! Arre!

 

(A esta publicação, adapta-se perfeitamente a música abaixo publicada, "Scratch My Back", da Aurea.)

aquele momento em que fazes... porcaria

Não sou racista nem nada (ei, aqui escreve uma metade asiática cuja pele é amarelada), mas acabei de confundir uma actualização de estado do Facebook de uma colega minha com a de outra colega (com quem não falo há sensivelmente ano e meio) devido às semelhanças das suas fotos de perfil e... à tonalidade assim para o escurinha de ambas. Sim, sou uma pessoa horrível - e já apaguei o tal comentário, antes que a rapariga o visse e me achasse louca por tal familiaridade ao fim de tanto tempo sem lhe dirigir a palavra.

 

Porém, dado dois mais dois serem quatro e eu ser irrevocavelmente (aprendi esta palavra com a Stephenie Meyer) chonada da cabeça, avisei-vos acerca da mudança de hora, mas eu própria não tomei as precauções necessárias contra o absurdo acontecimento desta manhã. Pois que acorda sua excelência com a loucura suprema do toque foleirão do seu telemóvel pré-histórico, rende-se às evidências de mais uma segunda-feira em perspectiva e levanta-se, já cansada de ter nascido como tal. É certo que me apercebi da casa demasiado adormecida, mas, parvalhona e ensonada que só eu, ponho-me a jeito no meio do corredor a gritar "ENTÃO E HOJE NINGUÉM ACORDA, NÃO?". Resposta de pessoa que me poderia rogar uma boa e eloquente praga, não fosse minha avó: "MAS AINDA NÃO SÃO SETE!". É que, meus caros, eu até gosto da tecnologia por me safar de inúmeras tarefas desagradáveis do dia-a-dia (obrigada, pessoa que inventou as máquinas-de-lavar!). O pior é que, dois anos decorridos, ainda não me habituei à ideia de que não tenho dinheiro - nem falta de senso suficiente, perdoa-me, sociedade consumista - para esbanjar dinheiro num telemóvel inteligente, que altere as horas por si próprio. Como já devem ter entendido, do ponto de vista do acima mencionado dispositivo electrónico de segunda geração, já eram sete horas da manhã, enquanto, na realidade, ainda eram seis.

Castigo: dormir menos uma hora do que me seria permitido.

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