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Na companhia de Anna Karenina

por BeatrizCM, em 30.11.12
Por vezes, é preciso termos presente a ideia de que existe uma adaptação cinematográfica de um romance antes de nos aventurarmos a ler as suas cerca de mil páginas. Funciona como um incentivo, pelo menos para mim, que adoro comparar a história original ao filme que lhe corresponde, produzido mais de um século depois de ter sido escrita. Adoro os clássicos criados entre o fim do século XIX e o início do século XX e sinto-me um pouco fascinada pela literatura dessa época. A minha autora preferida da altura é, até agora, a Jane Austen, capaz de tornar uma descrição exaustiva num deleite para o coração e de construir personagens como poucos conseguem. Há uns dias, quando soube que "Anna Karenina", de Liev Tolstói, já foi adaptado e está quase a estrear nos cinemas, peguei, finalmente, no exemplar do romance que existe na biblioteca da minha escola e comecei a lê-lo. Surpreendi-me bastante: a escrita é relativamente simples, o vocabulário não é muito exigente e há grande destaque para a descrição das emoções e das relações entre as personagens. Poderia tratar-se de algo escrito em pleno século XXI, apenas retratando tempos passados! Entretanto, vou continuar a ler o livro, para depois ver o filme e cumprir a minha mania das comparações.

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Não sei se sabem mas... poderá começar a ser obrigatório pagar propinas no ensino secundário.
Orgulhamo-nos de viver num país ao nível dos mais desenvolvidos da União Europeia ou até do mundo, de haver igualdade de oportunidades para todos dentro da comunidade... mas, no fim de contas, igualdade de oportunidades só se for para os ricos.
Não nos venham encher a cabeça com porcarias, como se fôssemos todos burrinhos, nomeadamente nos livros de Geografia - eu sei do que falo. Ainda hoje, no século XXI, tentam fazer com que os jovens   acreditem numa data de mentiras, uma autêntica lavagem cerebral ao "povinho" - que nós é que mandamos, que o poder parte de nós, que as estatísticas provam o nosso grau de desenvolvimento relativamente ao resto do mundo, etc e tal.
Contudo, esta nova ideia constitucional vem provar exactamente o contrário, e só lhe ficará indiferente quem quiser. O acesso ao ensino, um dos direitos fundamentais de qualquer pessoa, está-nos a ser claramente negado. Já não chegava os nossos pais pagarem impostos exorbitantes, nem as "taxas simbólicas" que pagam no início de cada ano lectivo, nem o ensino superior estar cada vez mais caro, porque agora também pensam em cobrar umas propinas quaisquer no ensino secundário, sinónimo de mais despesas. E isto pouco tempo depois de ter sido instituída a escolaridade obrigatória até ao 12º ano! Sim, sim, esperem por essa. Se o panorama económico, financeiro e, consequentemente, social de Portugal permanecer como se encontra neste momento (já nem falo em piorar), voltaremos à cepa torta, em que as pessoas só conseguem estudar até ao 2º ou 3º ciclo, se tanto, à semelhança de há cinquenta anos atrás, quando éramos um país "retardado" (retardado sem aspas é aquele em que vivemos agora). Neste momento, há quem tenha dificuldade em ter dinheiro para comer, quanto mais para ir à escola!
Começo a acreditar piamente que não estamos a passar por uma mera época de austeridade. O que observo é a decadência de um país até à morte. Há quem consiga fugir, há quem esteja de pernas e mãos atadas. Os "sobreviventes" são uma minoria, a classe média entrou em vias de extinção e não existe governante nenhum que conserve o mínimo de respeito pelos seus compatriotas.
Enquanto estudante, esta notícia deixou-me revoltada. Não digo que o tenha ficado por mim, dado que estou prestes a terminar a "escolaridade obrigatória", mas não deixei de o ficar por todos os jovens que vivem e viverão em Portugal enquanto esta realidade vigorar. O que poderá parecer uma mera notícia, é mais um passo gigante para o desespero.
Espera-se sempre que um país progrida com o decorrer dos anos. Portugal está a regredir.

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SAY WHAT?

por BeatrizCM, em 29.11.12
Um gigantesco e sonoro "vão-se lixar!" para quem me garantiu que o 12º seria mais fácil que o 10º e, principalmente, que o 11º ano. Balelas. Esses amigos da onça... E eu, ingénua, acreditei de boa fé! Convinha-me acreditar e acabei assim: desiludida. Seria fácil, seria - cinco disciplinas de estudo, incluindo a melhoria. Canja de galinha, frango, perú. Seria açorda, pronto. Mas a minha realidade não é essa: estudo o dobro do tempo com o triplo da intensidade do ano passado (que já era mais do que no anterior) e não vejo resultados proporcionais. As notas baixam, o ego retrai-se e uma pessoa tem de aprender a conviver com o facto de que, ainda por cima, lhe calharam os professores mais picuinhas - nem sempre num bom sentido. Bolas... pois eu é que me lixo, enquanto esses parolos já se bamboleiam pela universidade, "que espertos que eles são".

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Quando alguém meu "amigo" no Facebook actualiza o seu estado para «numa relação» ou «casado», eu penso "não vai durar um mês até voltar a estar «solteiro»".
Quando ele/ela actualiza, como previsto, o seu estado para «solteiro» ao fim de duas semanas, eu penso "não vai durar dois dias até se reconciliarem".
Quando voltam a estar «numa relação»/«casados» trinta horas depois, eu penso "após mais incidentes destes, o namoro não vai sobreviver ao quarto mês".
Quando, ao fim de seis semanas e meia, é actualizado um «solteiro» definitivo, eu penso "LOL, só não adivinho no Euromilhões".

Sinto-me ligeiramente culpada por ter pensamentos destes a deambularem-me na cabeça, esses bichos. Porém, acabo por ter alguma razão, o que ainda me deixa mais aparvalhada, porque do que eu gosto realmente é de paz e amor... mesmo que seja no Facebook, e não que as minhas expectativas (cada uma mais negativa que a anterior) se concretizem.

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O Harry Potter e o desemprego

por BeatrizCM, em 28.11.12
Questiono-me sobre qual será a taxa de desemprego entre a população mágica deste mundo. Será que lhes chega pegarem na varinha, proferirem um feitiço manhoso e, deste modo, criarem mais meia dúzia de postos de trabalho, consoante as necessidades? Ser-se muggle é uma treta, 'pá.

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