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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

A última publicação de 2012

Desejo, mais uma vez, a todos os meus amigos, familiares, conhecidos e leitores, um 2013 em grande. 2012 pode ter sido, para alguns, um bicho muito, muito feio, mas não é sendo pessimistas que faremos do ano seguinte um bocadinho melhor. Não pensem negativamente!
Além de sorte, é preciso trabalho para atingirmos os nossos objectivos. O resto vem por acréscimo e é mais valorizado se nos esforçarmos. Não desistam!
Um ano novo representa uma oportunidade para recomeçar um ciclo ou para aumentar fasquias. Não baixem as vossas!
Não sejam derrotistas, não adiem o inevitável (este conselho serve-me na perfeição, temível procrastinadora!), aproveitem para repensar como podem evoluir enquanto indivíduos e, acima de tudo, não se deixem levar pela maré! Mantenham-se únicos e façam o impossível pela vossa própria pessoa, porque não serão os outros a fazê-lo. Ah, e parem lá de se lamentar que a vida não vos corre de feição, está bem?


Apaixonem-se, acreditem, estudem, leiam, escrevam, conheçam novas pessoas e realidades, não se auto-desterrem!
E estes são os votos mais sinceros e lamechas que me conseguirão arrancar... Que sejam muito felizes! Até para o ano, meus caros! :D

Adeus, 2012!

E pronto, do outro lado do planeta, já estão em 2013. Por aqui, ainda estamos em 2012, mas por poucas horas. Portanto, toca a fazer a última reflexão sobre este ano…! O que houve de bem? O que houve de mal? O que houve de mais ou menos?
Pessoalmente, gosto sempre de fazer um levantamento, nem que seja só pela mania. Desta vez, partilho convosco a minha lista. Feliz ano novo e boas entradas! (Mesmo que, tal como eu, passem a meia-noite em casa… se calhar, a dormir!)


EM 2012...
  1. Cresci;
  2. Fiz de conta que o ponto 1 não aconteceu em diversas ocasiões, porque sou palerma;
  3. Continuei a medir 1,69m - ter 1,70m deve ser para gente grande;
  4.  Pintei as unhas de muitas cores;
  5. Não cumpri a resolução anual de passar a beber mais leite;
  6. Não cumpri a resolução anual de escrever um livro;
  7. (Em contrapartida) escrevi muitas crónicas;
  8. Continuei a esquivar-me de comer sopa de legumes sempre que possível;
  9. Continuei a escrever um blogue de uma maneira ranhosa e sem vergonha (humm, este);
  10. Obtive, em certos dias, mais de duzentos visitantes;
  11. Conheci alguns leitores;
  12.  Procrastinei q.b.;
  13. Falei sobre a minha experiência literária a uma turma de sexto ano;
  14. Concluí que até gostaria de ser professora e que talvez o jornalismo não seja o ideal para mim, mas sim a escrita e a cultura;
  15. Ganhei uma bolsa de estudo na Alliance Française;
  16. Passei as férias de Verão na casa dos meus tios, em Braga;
  17.  Fiz um curso de Verão na Rádio Universitária do Minho;
  18. Continuei a usar óculos apenas “quando me apeteceu”;
  19. Entendi, finalmente, como escrever um conto decente;
  20. Deixei de escrever histórias directamente relacionadas com relações complicadas e o belo do amor;
  21. Pus aparelho;
  22. Tentei conquistar alguém;
  23. Tive medo do compromisso;
  24. Apaixonei-me (não só romanticamente);
  25. Tive 14 a Educação Física porque o pedi muito encarecidamente à professora;
  26.  Tive 14 a Educação Física porque sim: os cálculos davam 13,7 (IUPI!);
  27. Descobri que o 12º ano é um bicho com algumas cabeças;
  28. Atrevi-me a fazer três vezes franja e arrependi-me sempre, apesar de a primeira experiência já ter corrido mal em 2011;
  29. Vi alguém muito próximo de mim ser bastante infeliz no amor;
  30. Uma das minhas amigas de infância entrou na universidade e eu invejei-a (não negativamente);
  31. Perdi uma amizade por pura parvoíce;
  32. Tive saudades;
  33. Escrevi sobre isso;
  34. Aceitei e andei, olh’agora!;
  35. Quis mudar de escola, mas não mudei e, afinal, foi pelo melhor;
  36. Uma professora falou-me mal ao telefone sem razão aparente e eu quase a mandei para o c****** que a fo***** (não duvidem dos meus motivos);
  37. Ganhei o primeiro prémio de um concurso literário;
  38. Comprei uma guitarra nova com parte do dinheiro do prémio, já que, das minhas outras duas, uma foi vendida e a outra estragou-se;
  39. Fiz covers de músicas famosas e publiquei-as no Youtube;
  40. Publiquei um cover do Justin Bieber com uma amiga num momento de parvoíce (juro que foi de parvoíce!);
  41. Vi menos comédias românticas e filmes da Disney do que nos anos anteriores;
  42. Colaborei com a Fórum Estudante e publicaram alguns artigos meus;
  43. Recebi um smartphone pela Fórum;
  44. Não estraguei nenhum dispositivo electrónico;
  45. Tive exames nacionais e matei-me a estudar;
  46. Aprofundei o meu ódio pela Matemática;
  47. Descobri que beber mais água impede que apanhe tantas constipações;
  48. Dei muitos conselhos amorosos, os aconselhados seguiram-nos e tudo o que disse resultou, apesar da minha modesta experiência no assunto;
  49. Passeei sozinha por Lisboa e por Setúbal;
  50. Espero ter lido, pelo menos, vinte livros.

Goodreads

É uma das minhas duas redes sociais preferidas. Nunca conseguiria escolher apenas uma entre o Goodreads e o Facebook, apesar de o primeiro ser bem mais útil do que o segundo, que tem tendência, por vezes, a ser uma perda de tempo, sem qualquer finalidade que não seja socializar (mas porra, se queremos socializar assim tanto, ligamos aos nossos BFFs todos e organizamos uma private party com montes de chocolate e batatas fritas no nosso jardim, não nos ligamos ao chat!).
Ultimamente, tenho dado por mim cada vez mais rendida ao Goodreads. Só tenho pena que poucos/nenhum dos meus amigos (os da vida real, não os virtuais) tenham aderido. Se aderissem, até poderíamos trocar ideias, fazer desafios, criar uma comunidade bacana...! Uma das funções de que mais gosto são as reviews pessoais (que podem não ser só de moda, sabiam??!), porque as considero opiniões mais fiáveis do que as dos críticos literários, que não têm a minha idade, nem partilham muitos interesses comigo...
Portanto, já que ando à procura de mais intelectualóides que tenham conta no Goodreads, deixem-me o endereço do vosso perfil nos comentários ou adicionem-me a partir do meu. Pode ser que, se divulgarmos mais esta rede social em Portugal, consigamos que mais conhecidos nossos se rendam aos seus encantos, tal como nós!

Brásucá, váleu?! ... Náum, sinhô!

Nunca gostei de ler nada em português do Brasil ou de variantes africanas. Durante muitos anos, vi telenovelas brasileiras e aguentei o sotaque, mas, na literatura, já há muito que desisti do português que não fosse cá dos tugas, continentais, de preferência. Penso que o que mais me irrita no português "colonial" é a inversão das formas pronominais ("eu vi-te ontem" versus "eu tji vi ontem") e o "você" a dar por um pau ("eu amo você, cara!"). Esses dois aspectos, mais os regionalismos e os vocábulos diferentes, mais algumas expressões idiomáticas que me dão cabo dos fígados, impedem-me de amar a diversidade da minha própria língua. Eu devia ter vergonha na cara. É que nem "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" eu fui capaz de ler! E desisti do Mia Couto, por quem até cheguei a sentir um certo apego...

From now on, haters gonna call me a racist. I ain't no racist, brother, I'm only complicated! (Acrescentei Street English para dar ênfase à ideia, 'tá batê, meu pute? Não, agora só estou a ser parvinha...)

Teorias sobre o "ÉS TODA BOA!"


Os dispositivos de avaliação do sexo feminino de alguns rapazes e homens deixam-me certamente intrigada. Suspeito de que estejam corrompidos e a razão transcende-me.
Depois de alguma observação no que toca ao que eles gostam ou não gostam no corpo de uma mulher, chego à conclusão de que as opiniões nem sempre convergem. Obviamente, uns gostam mais da morenas do que das loiras, ou preferem as altas às baixas, ou têm tendência a apreciar melhor um bom par de mamas que um bom traseiro (e vice-versa)… Sim, isso é certo. Cada um com as suas taras.
Mas, opiniões à parte, acho que um homem a sério deveria realmente saber distinguir a fruta de má qualidade da de boa. Ou seja, saber distinguir uma mulher bonita de uma mulher feia; uma mulher bem feita, proporcionada, de uma que, apesar de ter sido abençoada num determinado atributo, ele não condiz com o resto; reconhecer umas boas pernas, trabalhadas e elegantes, ou meros pauzinhos andantes, charolas trangalhadanças; reconhecer feições delicadas e reconhecer feições grosseiras, por muito apetecíveis que os lábios extremamente carnudos sejam; não se deixar encantar totalmente por olhos de cores exóticas, só porque sim…
No entanto, parece-me que há imenso badameco por aí com falta de jeito para apreciar o que merece ser apreciado. De um ponto de vista estritamente objectivo, não me venham dizer que fulana A, B ou C é boa (comó caraças!) ou que é o cúmulo do atraente, quando a moça até nem é assim tão vistosa consoante fazem entender. Como a minha avó costuma dizer, “antigamente, os homens gostavam era de tornozelos finos, perdiam-se por eles!”. Eu cá digo que umas boas trancas com rabos propensamente celulíticos e pés de porco, gordos e, já agora, com dedos feios, constituem um dos pratos mais cobiçados fisicamente na actualidade.
É que nada disto tem que ver com o terreno do subjectivo, onde cada um prefere o que prefere. Até podemos preferir ouvir rockalhadas ou popzadas a música clássica; porém, não devemos deixar de reconhecer o mérito dos grandes compositores, como Mozart, Chopin ou Beethoven, lá porque os produtores da Britney Spears fazem bons refrões que memorizamos facilmente. Até podemos preferir jantar no MacDonald’s do que no restaurante ali da esquina, mas continuamos cientes de que a comida mais saudável não é servida em cadeias de fast food. Até podemos gostar das parvoíces que a Margarida Rebelo Pinto escreve, mas o que nós devíamos seriamente pensar em ler são as obras do Saramago.
Portanto, desse modo, mesmo que o Indivíduo X namore ou case com a Miss Piggy, não terá o direito de negar a beleza singular da Pocahontas a quem meteu os patins, não é verdade?

***

A 27 DE ABRIL DE 2013: votem pelas vossas preferências no físico masculino aqui e consultando esta publicação.

Dos outros #17

"Regressou-se aos tempos do caciquismo, do nepotismo, do oportunismo, do corporativismo, do imediatismo, da inconsistência política, da negociata sem freio, da especulação desnorteante, do endividamento excessivo, da corrupção desbragada, das fraudes a torto e a direito, das crises da Justiça, das crises da Saúde, das crises da Agricultura, das crises da Educação, das crises da segurança das pessoas, das crises de tudo e mais alguma coisa, da evasão fiscal, da derrapagem de gastos públicos, do descalabro, da descida espectacular de todos os indicadores para nos colocarem já nem sequer na cauda, mas no olho do cu da Europa (...), das insatisfações grátis, do deixa andar, das promiscuidades extraordinárias  dos escândalos de meia tigela e dos escândalos de alto gabarito, do futebol como actividade política e empresarial, do desporto como negócio, da política como negócio, da vida como negócio, dos erros repugnantes de português, das colunas sociais pirosas, da falta de qualificações, da falta de classe, da falta de nível, do subsídio, da mendicância, do emprego público, da preguiça, do esmorecimento, do atraso irrecuperável, da sem-vergonha."
Vasco Graça Moura, "Meu amor, era de noite"

Escrever por escrever sobre escrever

Em diversas ocasiões, apetece-me escrever. Só não sei o quê, sobre o quê. Ora peco por excesso de ideias, um amontoado confuso de temas, porventura personagens, ora peco pela falta delas, uma desinspiração medonha, capaz de me levar à insanidade da sensação de que jamais serei menina para escrever algo digno de ser lido por outrém.
Esta é uma ambiguidade a que não consigo escapar, não encontrando um meio termo.
Bem, e talvez este desabafo constitua um pouco do equilíbrio que procuro, uma vez que escrevo sobre escrever, que não é tema nenhum, apesar de não deixar de ser legítimo.
Cada um escreve sobre o que lhe dá na gana, e eu, por meu turno, gosto de arrastar o tempo a fazer coisas que, directamente, não me trazem proveito algum. Estou apenas a escrever por escrever... sobre escrever.

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