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"We used to be friends"

por BeatrizCM, em 31.01.13

Esta publicação é, featuring The Dandy Warhols, sobre e para (principalmente "para") os amigos que eu tive e que já não tenho. A determinada altura, foram realmente meus amigos (penso eu, do pico da minha ingenuidade), mais ou menos superficialmente, mas as circunstâncias guiaram-nos até às actuais, em que se dispensam lamechices e outros aditivos ou conservantes, tal como na comida. Acabou, acabou. 'Bora recorrer ao sarcasmo para enfrentar o assunto.
A música acima colocada - estrategicamente - faz-me lembrar bastante deles. Ou de vocês, caso vos sirva o boné. Algures no tempo, já fomos muito compinchas e uns para os outros, não foi? É que eu já nem certezas tenho - corrijam-me se estiver enganada. Éramos amiguinhos, confidenciávamos até a cor das nossas cuecas e partilhávamos experiências muito mais profundas do que simples fodas (sim, eu escrevi fodas, mas só para parecer sofisticada; pai, eu estou inocente!). O que nos unia era absolutamente inquebrável, pelo menos, até ao dia em que... 
De vez em quando, penso nesses amigos - vocês, ou tu, se calhar - e lembro-me imediatamente do refrão "a long time ago, we used to be friends but I haven't thought of you lately at all". Até o cantarolo. Está presente um certo tom de ironia que me satisfaz o ego. Eh pá, ainda existe quem escreva cenas destas e as inclua numa música que, por acaso, fazia parte do genérico da Veronica Mars. Trivialidades. Se atentarmos no resto da letra, é mais do mesmo. Fofo!
Deixo-vos, deste modo, a sós com os TDW, dedicando-vos esta sua adorável musiquinha, sem mais assunto. Foi só porque "a long time ago we used to be friends but I haven't thought of you lately at all". E hoje pensei.

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É estranho não ter ido às aulas ontem nem hoje. É estranho acordar num quarto que não é o meu, numa casa que não é aquela em que vivo, noutro ponto do país, a quatrocentos quilómetros da rotina e das pessoas que a fazem. Nem bom, nem mau: estranho. Esquisito. Não estar na escola; ter um cão convencido de que é uma criança humana, mais pequeno do que um recém-nascido, a saltitar-me em cima da cama; não estar perto do meu namorado para o abraçar como se o quisesse desfazer em pedacinhos e rir-me com o que faz e diz; não estar com os meus colegas na parvolhice, empregando expressões inglesas a cada três portuguesas; não ensaiar com a banda; não comer o meu Nestum de bolacha maria ao pequeno-almoço; não estar preocupada com as horas num dia de semana de Janeiro.

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Na casa da minha prima

por BeatrizCM, em 30.01.13
Internet sem fios.
Televisões em todos os quartos (até no de arrumações).
Muitas bolachas e outras gulodices no armário da cozinha. Pão fatiado sem côdea também.
Uma das duas "alas" do apartamento só para mim.
Parte "controladora" da família alojada no outro lado da rua, na casa da minha tia.
Estores que bloqueiam completamente a luz e fazem parecer sempre noite, tal como eu gosto.

(Só derradeiras tentações para quem precisa realmente de estudar, como podem verificar.)

E depois existem ambientadores programados para borrifar de dez em dez minutos que me assustam de morte durante a noite, quando vou à casa-de-banho.
E, ainda para melhorar, também me apercebi de que os vizinhos do lado acordam antes das nove e têm um bebé chorão que penso que cá não estava em Julho, pela altura da minha última visita.

Pronto, está bem, eu vou pôr o estudo em dia. Ou ler. Ou escrever no blogue, acompanhada de um pacote de Chipmix acabado de resgatar lá do armário. Vocês entendem-me...

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Ultimamente, tenho tentado diversificar as minhas preferências (em especial, no que toca a literatura), incluindo o tipo de filmes que vejo. É que, sem diversidade, sem alterar a rotina, uma pessoa acaba, eventualmente, por ficar desinspirada. Até resisti bastante tempo até ver The Perks of Being a Wallflower... Já tinha lido tanta opinião sobre o filme/livro, que pensei que seria mais do mesmo, mais um exemplo claro da cultura de massas.
Então, ontem, rendi-me. Encontrei o filme na Internet e... toca a vê-lo, ainda ligeiramente céptica. Surpresa das surpresas: era tudo menos um resultado da generalizada mentalidade pop. Apesar de protagonizado por actores conhecidos do grande público, realizado e escrito, romance de base e argumento, pela mesma pessoa (Stephen Chbosky), o enredo era, no mínimo, curioso; achei a banda sonora brilhante e o pacote no geral pareceu-me bestial. Não tenho visto muitos filmes de qualidade superior recentemente, é certo, mas este foi, sem qualquer dúvida, o melhor que vi desde há algum tempo para cá. Inspirador. Comovente, sem ser demasiado foleiro. Nem muito nem pouco previsível. E mais não revelo!
São capazes de gostar deste hino à diferença e ao crescimento. Aconselho-vos a darem-lhe uma oportunidade, tal como eu fiz. (Por exemplo... agora. Ou, em todo o caso, quando tiverem disponibilidade para o verem de uma ponta à outra, sem interrupções. Não se vão arrepender.)

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Ehn... it's alright

por BeatrizCM, em 27.01.13

Kika, 15 anos, do Porto. Estão a fazer um grande alarido por ter sido descoberta pelo mesmo produtor da Lady GaGa e da Jennifer Lopez, mas, se querem saber (não querem?, ok), não vejo/ouço que seja alguma coisa de outro mundo. Tem um timbre interessante, está bem. Porém, transmite pouca emoção. É um bocadinho pão sem sal e eu não vou muito à bola com personalidades insípidas. Felizmente para a rapariga, ainda é nova e tem muito que aprender. Digo eu.
Pronto, atirem-me lá pedrinhas. Que insensível que sou!

(E ainda estou para saber de quem é que a moça é filha ou afilhada!)

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