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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

O ponto de saturação - o pós-ebulição

Há alturas em que só me apetece atirar para a cama e apenas sair de lá quando o cheiro a suor for insuportável. A sério. O meu problema é que tenho a infeliz mania de que consigo fazer malabarismo com todas as actividades em que participo. Não tenho a noção dos limites no que toca à disponibilidade e caio constantemente no erro de pensar que sou capaz de chegar a tudo e a todos. Ora é a escola, ora é a Forum Estudante, ora são projectos paralelos, ora são as disciplinas extra-curriculares, ora é a banda, ora é o blogue...
E, depois, acabo como hoje - passadinha dos miolos até mais não. Só me apetecia mandar tudo às hortaliças e enfiar-me num buraco a dormir (mas um buraco confortável, de preferência). Quando me dá a travadinha, pareço um bebé chorão com cocó na fralda. A seguir, descanso durante umas horas, enfio-me dentro dos lençóis e dos cobertores e, por fim, acordo ligeiramente atabalhoada. Eventualmente, acaba por me passar.
Contudo, acho que, desta vez, tenho de estabelecer prioridades. Acontece-me o mesmo quando começo a ler demasiados livros em simultâneo: vou acumulando-os na mesa de cabeceira, até me esquecer de alguns. Ou seja, com tanta coisa para fazer, já não "acabo" nada nem lhe retiro proveito. Em primeiro lugar, preciso de me decidir pelo que é imperativo não abandonar e pelo que tem de ser largado em prol da minha sanidade mental. Não pretendo acabar o secundário com um esgotamento nervoso.
Já deixei de escrever no blogue todo o santo dia. Esse foi o início. O que se segue é deixar de passar tanto tempo na Internet, algo que já me tinha comprometido a concretizar, por muito difícil que me pareça. Em suma, tenho de deixar de procrastinar (tanto) e começar a ocupar-me com melhores actividades, para também poder ler, para escrever e para descansar e dormir na dose que mais me convier. 

Não sei se estou armada em drama queen ou se a pancada foi realmente forte. O certo é que, hoje, já via tudo turvo e mal conseguia manter-me consciente.
Felizmente (yeeey!), agora já estou melhor. Só não estou é pronta para outra, se não se importam!

Repitam depois de mim - NÃO

Não, eu não vou opinar acerca das indumentárias dos Óscares. Não, eu não vou reclamar porque o filme X é que merecia ganhar a categoria A ou B e o que ganhou foi o Z. Não, eu não estive a noite inteira colada ao canal E! Entertainment a papar tudo o que era especial da passadeira vermelha. Não, eu nem gosto disso.
Não, não me matem. Por favor. Afinal, este é o blogue do contra, pelo que só se comenta o não comentar.

E o povo é que paga

A "segurança" de alguns dos membros do governo português - Passos Coelho em destaque, pois claro - e do Cavaco Silva foi reforçada com mais elementos efectivos. Despede-se a função pública e fazem-se cortes na defesa do país, mas há sempre dinheiro para zelar pelas tripas e pelos miolos dos fofos, só porque suas excelências têm medo das cada vez mais frequentes manifestações de descontentamento através da música "Grândola, vila morena" e das reacções que poderá despertar. Já sempre ouvi a minha avó dizer que quem tem cu, tem medo!

Pedro Passos Coelho

Pancadas que se nos dão durante essa coisa da adolescência

Como costuma acontecer à maioria das pessoas numa certa altura da adolescência, também eu sofri uma pancada de fanastismo por umas certas "estrelas da música". No meu caso, foi pelos Jonas Brothers. Na altura, tinha 13 anos, eles estavam a tornar-se cada vez mais conhecidos e, coitadinha de mim, até enchi uma parede inteira do meu quarto, quase de cima abaixo, com posters deles. Quantas revistas Super Pop e Bravo comprei, para os conseguir arranjar! Ouvia Jonas Brothers quando me levantava, quando estava na escola, quando voltava para casa, enquanto lia, enquanto escrevia, enquanto estudava, enquanto adormecia. Só não os ouvia enquanto comia porque a minha família já vomitava Jonas Brothers pelos ouvidos. Enfim... que pancadas que nós temos!
Mas, apesar de toda essa púbere maluqueira, sempre achei que eles tinham algum talento. Todos eles cantavam e tocavam vários instrumentos, além de comporem e produzirem as suas próprias músicas. Talvez ainda continue a achar! Evidentemente, eles mesmos eram, na altura, bastante novos, e isso reflectia-se no que criavam. Ainda assim, tinham piada e andei embevecida pelos meninos durante quase dois anos, tal como a minha melhor amiga (o Joe para mim, o Nick para ela e o Kevin ficava sem ninguém porque tinha ar de totó e era demasiado velho para nós, trololol).
Agora, se me perguntarem se me arrependo de ter passado horas e horas a pensar neles e a conjecturar como haveria de arranjar dinheiro para um possível concerto que pudessem vir dar a Lisboa (nunca vieram, só o Joe, mas eu nem disso soube), tendo tudo sido, aparentemente, nada mais, nada menos do que uma perda de tempo, eu mando-vos dar uma volta. Voltar a ouvir, de vez em quando, o que foi a banda sonora de uma certa época (ainda mais irresponsável e aluada) da minha curta existência, é como reviver o tempo em que andava no colégio e os meus colegas não gostavam de mim, tinha mais acne do que cara, papava todas as séries do Disney Channel (o que eu gostava de Hannah Montana!), aprendia Inglês decorando as letras de músicas lamechas e em que descobri que gostava de escrever. Como se a minha idade justificasse tamanha nostalgia...! Mas, afinal, não serei a única, pois não? (Por favor, não me venham é dizer que têm dezoito anos e sentem o mesmo pelo Bieber! Há idades e idades...)

E, mesmo depois de ter ultrapassado essa fase, continuo a ter outras. Só já não nutro nenhuma crush por músicos ou actores...

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11 perguntas


Recebi, mais uma vez, o Liebster Award (yeeey, fico contente por ser nomeada tantas vezes para este tipo de desafios), mas, como já o completei noutras vezes, fico-me apenas pelas novas perguntas que me colocaram.

Estas são da Maria. Obrigada!


1. Um escritor(a) que aprecies muito.

Gosto muito do José Luís Peixoto, em particular das suas crónicas pessoais.


2. Fala-me de uma personagem à tua escolha.
Não me recordo, de momento, de nenhuma personagem de que gostasse de falar.
Talvez me permitam referir a genial heteronímia de Fernando Pessoa, sendo os seus próprios poemas ortónimos brilhantes. Dizem que o homem era assado do miolo, mas não há mérito que não se lhe possa dar! Pode ter criado mais de 70 alter-egos distintos, pode ter estado demasiado à frente no seu tempo... Não deixarei de o admirar.

3. És a favor ou contra o aborto? Porquê?
Sou a favor, pois é uma alternativa muito mais humana ao posterior abandono das crianças ou, podendo até chegar a ser pior - aos maus-tratos ou à negligência.

4. Praticas algum desporto?
Pratico o "sentar o rabo na cadeira e procrastinar ao computador".

5. Acreditas em Deus? Porquê?
Acredito numa entidade superior e, sim, posso-lhe chamar Deus, mas não me identifico exclusivamente com os princípios de uma só religião. Acho que, no fundo, ainda não conheço nenhuma bem o suficiente para me considerar parte dela. Sinteticamente, acredito num Deus universal.


6. Um livro que marcou a tua infância.
Lembro-me de ler muito as bandas desenhadas da Disney, de alguns dos heróis da Marvel, da Mafalda... Ainda assim, acho que nenhum livro me marcou realmente até ter começado a ler Harry Potter. Shame on me...

7. Porquê um blog?
'Cause I'm an attention whore.

8. Preferes os livros ou ficas pelos filmes?
Prefiro os livros, não denegrindo os bons filmes que já vi até hoje.


9. Como é que ganhaste a tua última nódoa negra?
É capaz de ter sido a saltar no plinto, em Educação Física. Ou a tentar.


10. Séries que andas a seguir.
Savage U, a série (ou será reality show?) com que mais me identifiquei nos últimos tempos! Não é apenas mais um cliché da MTV, com swag fags e horny bitches à mistura. É fixe e educativo. Bazinga!


11. Um local fictício que gostarias que existisse.
Uma casa com apenas uma cozinha, um quarto, uma casa-de-banho e um jardim bonito, onde houvesse sol durante o dia e céu aberto para se ver as estrelas de noite. Alguma mobília e um computador, montes de folhas de papel e uma ou duas canetas de marca recarregadas. Inspiração à tona. E alguns amigos e família poderiam visitar-me de vez em quando - mas sem exagerar!

Do tédio

Este ano lectivo, sinto-me entediada. Estou sem acção, não tenho vontade de estudar e, quanto a tenho, parece que nunca se reflecte totalmente nos resultados. Já no nono ano me aconteceu o mesmo: desmotivação a nível 3500. No quase culminar de mais uma etapa, fico farta do ambiente, do ritmo, do que tenho de aprender sem lhe encontrar utilidade directa, das pessoas - de que não gosto nem deixo de gostar, de todo, e que são apenas apanhadas na minha onda de negativismo - e de tudo o que se traduza na constatação "ainda aqui estás e aqui ainda ficarás durante mais uns meses".
Acho que, pela minha natureza dinâmica, rapidamente me ressinto pela falta de mudança. Preciso desesperadamente de entrar em contacto com a novidade para, assim, voltar a ser posta à prova. Por agora, ainda tenho que ser paciente e esperar.

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