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As pessoas que falam baixinho irritam-me. Não é nada pessoal, mas, mal por mal, gosto mais delas quando estão caladas. Assim, não dão cabo da paciência a pessoas como eu, que fazem figura de urso porque ficam sem saber o que quer dizer o seu interlocutor, ou que, na melhor das hipóteses, têm de se esforçar estupidamente para ouvir suas excelências. Eu não sei ler lábios, tenho o grave (gravíssimo!) problema de ter uma audição selectiva, ouvindo só o que me interessa - e o que não me interessa é relacionar-me com gente que precisa que lhe apliquem um botão de volume, de modo a que se torne audível no mundo dos vivos. Falem alto, projectem a voz...! Gritem! Arranjem um microfone! Façam-se ouvir ou calem-se para sempre!

Muito obrigada.

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TOP 4 de Vestimenta de Banho Inadequada

por BeatrizCM, em 30.07.13

Entretanto, parece que chegou o Verão (mais nuns dias do que noutros) e, com ele, as pessoas que não conseguem ver o desastre que é a sua vestimenta de praia e piscina. Um horror, um horror! Já não chega vestirem-se mal no resto do ano, ainda têm de nos vir arruinar as vistas em período estival??? Era só o que mais faltava! Infelizmente, é inevitável depararmo-nos com estas figurinhas um pouco por todo o areal, um pouco por toda a espreguiçadeira ou toalha. Não há como combatê-los, pois são mais que as mães, já diz o povo. Seja homem ou mulher, às vezes ainda amostra de bicho, o vírus da Vestimenta de Banho Inadequada atinge toda a população, não olhando a sexo ou a idade.

 

Aqui vai o meu TOP 4 de casos que precisam urgentemente de aconselhamento…

 

1. O senhor de meia-idade que recusa a crescente flacidez da sua genitália, envergando uns miiiiiiiiiiiiiiiiiini-calções meeeeeega apertados, que a deixam toda à vista (e, como se não bastasse, decide fazer o pino na água, agitando o que Deus lhe deu de menos agradável exactamente à nossa frente) – eu acho que este é o pior de todos os exemplos que poderei vir a dar, por mais que não seja por atentar contra a sanidade do mais pacífico dos veraneantes que tente desfrutar da combinação céu azul/água límpida/eventual murmurar das ondas. Não é, de todo, agradável, mesmo para a mulher deste senhor, atrevo-me a afirmar. Além disso, a praia e a piscina estão plenas de criancinhas inocentes que dispensam este freak show. Se não deixam os vossos rebentos ver a SIC Radical a partir das 22h, também devem fazer alguma coisa que impeça a espécie acima referida de se exibir em tais preparos num local público. A sério… FAÇAM ALGUMA COISA! (Nota: apesar de, nos casos mais jovens, não existir quase nenhuma flacidez, matenham-se igualmente longe do spandex, se faz favor! O spandex não fica bem a NINGUÉM - nem aos nadadores, se é o que eles pensam...)

 

 

 2. A senhora/rapariga inacreditavelmente obesa, 96% de celulite no corpo, que vive na ilusão de que um biquíni, justo ou largo, a favorece – este caso é o pão nosso de cada dia. Compreendo que, uma vez que o biquíni de duas partes há muito tenha sido vulgarizado na nossa sociedade, toda a gente o queira usar. Eh pá, é pena, mas nesta situação querer não é poder. Nem dever! O Verão, quando nasce, é para todos, ninguém deve ser proibido de usufruir das suas maravilhas para a saúde, para a mente e para o bronze, mas há que ter em conta se não estaremos a abusar da sorte. Qualquer pessoa está no seu direito de ter o corpo que tem, mais alto ou mais baixo, lingrinhas ou peso-pesado. Contudo, esquecem-se de se vestir adequadamente e isso acaba por penalizá-las. Existem fatos-de-banho para todos os gostos e mais alguns, mais sexies ou mais conservadores, de cores e formatos inimagináveis, na loja do chinês ou nas lojas de marca, a preços favoráveis a qualquer tipo de bolso! Não há desculpa, minha gente! E isto também se aplica àquelas criaturas que, mesmo não sendo obesas, têm um estômago onde caberia uma baleia e se passeiam muito exuberantes como se tivessem abdominais de fada. Façam lá um sacrifício.

 


3. Galdérias (sim, galdérias, que é o que elas parecem!) que usam biquíni de fio dental e/ou parte de cima que mais parece de criança, tamanha é a pequenez da peça – não me venham com conversas sobre a liberalização do corpo e do sexo e sobre cada um ter direito a mostrar-se quase como veio ao mundo quando bem lhe apetecer, que eu não engulo. Há regras para tudo na vida em sociedade e uma delas é apresentar o mínimo de decoro em espaços públicos. Agora, nádegas e silicones de fora, NÃO. E quem quiser ver meninas em trajes menores que se dirija ao clube de strip mais perto de si.

 

 

4. Velhinhas (ou não tão velhinhas) de fatos-de-banho pretos – isso já não se usa, minhas senhoras. Assim como o Romeu está para a Julieta, o Verão está para as cores vivas, sejam viúvas, casadas ou divorciadas. O que interessa é mostrarem que estão cá para as curvas e que devemos aproveitar a vida… COM COR!

 

 

 

A todas estas espécies de veraneantes... Cuidem-se.

É uma sorte isto não se ter tornado um TOP 5 ou um TOP 10. Vamos tentar não o alargar, pode ser?

 

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Notícia-chave do dia anterior

por BeatrizCM, em 29.07.13

A filha da ministra da Agricultura, Assunção Cristas, nasceu ontem, com 3,800kg (ganhos à conta do contribuinte, é óbvio) e chama-se Maria da Luz.

 

Ora, se ela nos iluminasse a nós e aos nossos bolsos é que era!

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Nostalgia...? Nem por isso, obrigada.

por BeatrizCM, em 27.07.13

Sim, eu já fui uma daquelas miudinhas pré-adolescentes super-hiper-mega irritantes que clamam aos sete Facebooks que a festinha da santa terrinha onde vivem foi O MÁXIMO, UMA DAS MELHORES NOITES DA SUA VIDA, MONTES DE DIVERTIDA!!!!, e depois tagam os amiguinhos todos nessa actualização de estado.

E foi triste, principalmente porque eu, com a idade delas, nem a essas festarolas ia, muito menos tinha "amigos" (destaque para as aspas) ou Facebook (tinha hi5, que era bem pior).

 

Ainda bem que essa época já não volta, é só o que tenho a dizer.

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Kill me, 'cause it's hard

por BeatrizCM, em 26.07.13

Eu fui avisada, mas aproveitei enquanto durou. Durou o quê? O meu entusiasmo perante o meu novo emprego. Quer dizer, continuo entusiasmada - pelo dinheiro que vou ganhar, obviamente. Não por falar com todo o tipo de pessoas ao longo do dia e por, enfim, ter finalmente uma actividade profissional séria. E hoje foi um dia difícil, em que toda a gente se queixou da falta de paciência e disponibilidade dos clientes, pela falta de respeito e falta de forças para continuar. O trabalho em si não é muito difícil, porque o que temos a dizer em cada chamada é igual ao que dissemos na anterior e na anterior e na anterior... Não há muito a saber, à parte as técnicas de atendimento e o conteúdo da campanha. O que é difícil é permanecer oito horas diárias à frente da secretária, com uma iluminação à base de lâmpadas fluorescentes de poupança e sem que seja permitido ler, escrever, pegar no telemóvel ou fazer o raio que nos parta na tentativa de nos distrairmos. Para mim, uma pessoa ansiosa e irrequieta por natureza, é-me estupidamente difícil não me entediar e não me dar uma daqueeeeelas soneiras e ataques de preguiça de quinze em quinze minutos. É como se me sentisse claustrofóbica.

Aaaaah, mas não. Nem pensem que amanhã (sábado, eu sei, só que o dinheiro falou mais alto) eu não vou levar os meus livros de Francês para me entreter com o caderno de actividades. Não estará lá a supervisora e, com alguma sorte, nem encontrarei o chefe da campanha (DILF ALERT), que hoje nos melgaram até ao tutano, pelo que será de aproveitar a oportunidade.

Por agora, ainda considero estar naquela fase intermédia, de extremo cansaço - a que vem depois do período de entusiasmo e deslumbramento e antes do período em que, pronto, já nem se dá conta do que se faz, tal é o hábito. Entretanto, fico na esperança de que uma boa noite de sono me faça acordar com mais vontade de ir trabalhar do que a que tenho neste momento. Que é nenhuma (mas não digam a ninguém, porque eu não quero dar o braço a torcer).

 

Desejem-me sorte...!

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