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Momento de glória

por BeatrizCM, em 30.08.13

Trocando o endereço da antiga escola secundária pelo endereço da faculdade na barra de Favoritos do Google Chrome.

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Achaque número dois

por BeatrizCM, em 29.08.13

Como não tenho escrito quase nada por estes lados e como algumas pessoas me têm enviado uma ou outra questão em comentário, aqui fica o meu querido e prezado Ask, juntando o útil ao agradável, em que não responderei a perguntas do género "ex virgem?", "qntx já papaste damah?" ou "ex buedah feiah, dax-muh teu númaro?", mas sim ao que vocês muito bem entenderem, porque o Ask é isso mesmo, o que cada um quiser, e o meu é um Ask respeitável e cheio de classe em que só se pragueja em Inglês e em que há que respeitar as regras do bom português escrito, mesmo que seja em anónimo. Toca a puxar pela imaginação, surpreendam-me! Muito obrigada.

 

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Deu-me um achaque

por BeatrizCM, em 28.08.13

E pronto, assim se passou um Verão (ou assim está ele a acabar…). Não correu nada como eu esperava, não fiz nada do que e como esperava, não escrevi nada como esperava. Em suma, foi um Verão sem grandes acontecimentos, sem altos ou baixos, apenas com um objectivo em mente: conseguir amealhar dinheiro para a faculdade através de um emprego.

Ao contrário do que tem acontecido em todos os períodos de férias que já tive na minha vida, nunca tive a oportunidade de me sentir entediada nestas últimas semanas, ou não regresse eu mais do que “morta matada” a casa, ao fim de um dia de trabalho, depois de onze horas sem ver a minha rica caminha nem sentar o meu rabinho ossudo no sofá fofinho cheio de pelos dos cães.

O que, para mim, acaba por ser realmente um problema de enorme gravidade é não vir cansada fisicamente, mas sim psicologicamente. Deste modo, as horas que passam desde que trespasso o portão até me ir deitar são gastas a procrastinar. Sim, eu até voltei a procrastinar, e nem sequer foi de livre vontade! Afinal, não existem lá muitas actividades que me dêem verdadeiro gozo que se possam realizar sem o mínimo de esforço intelectual: ler, escrever, arrumar o quarto ou até jogar Angry Birds. Dou por mim, com alarmante frequência, a mirar o ecrã do computador ou da televisão com a mente totalmente em branco, feita parva. Quando calha ir jantar a casa do Ricardo, praticamente só tenho tempo para comer, antes de cair desfalecida, sem forças, em qualquer encosto ou braços de quem me apanhe em pleno processo de low battery.

Escrever, está quieto. Não consigo reservar impulsos nervosos suficientes durante o dia para conseguir formular mais do que um par de linhas de seguida durante a noite. Não existissem os fins-de-semana ou pequenos textos escritos, esporadicamente, enquanto trabalho, e eu já estaria a entrar em paranóia (mais do que estou, pelo menos).

Ah pois, e os fins-de-semana, que não chegam para nada?! Ora é a mândria, ora é o tempo que passo com a família, ora é o tempo reservado para namorar: parece-me que nem chego a aproveitar bem esses momentos, tal é o estado de retardamento cerebral e de ansiedade pré-segunda-feira em que me encontro.

Eu só quero recuperar a minha sanidade! Não quero continuar a acordar como quem vai ser imediatamente reencaminhada para a morgue; não quero continuar a responder de forma torta a toda a santa criatura que não pareça compreender que EU ESTOU EXAUSTA E SÓ QUERO QUE ME DEIXEM EM PAZ E SILÊNCIO, CARAMBA; não quero ter de continuar a adiar encontros com os meus amigos e de invejar a liberdade que eles têm para sair à noite sem se preocuparem a que horas têm de se deitar, a liberdade que têm para fazer planos inesperados, enfim, a liberdade que têm para não perderem a sua identidade.

Porque é exactamente isso que eu sinto que me está a acontecer! Neste Verão, paguei as propinas do primeiro ano da faculdade, mas não fiz nada que me satisfizesse o ego. Mal tive tempo para respirar, quanto mais…! Nem sei o que seria de mim se para a semana não começasse já a trabalhar em part-time, cruzes-credo!

A duas semanas de retomar o estudo, de iniciar uma nova etapa da minha vida pessoal e escolar, nem consegui ainda assimilar todas as novidades que vou enfrentar. Falta-me o descanso, os momentos a sós, a dois, a três, a quatro e ao monte, falta-me a preparação e a reflexão, falta-me ter aquela pausa em sintonia com o resto do mundo, sem palpitações várias ou dores de alma desnecessárias.

Mas, acima de tudo, faltam-me horas de sono. É imperativo tentar acabar com as insónias… A começar agora. Por isso é que vou mas é ganhar juízo e deixar o resto das lamechices pseudo-filosóficas e introspectivas para outro dia. Isto só pode ser do sono.

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A vida é injusta

por BeatrizCM, em 26.08.13

Com tanta gente a fumar compulsivamente e a viver grandes noitadas cheias de farra bem "regadas", continuando a ter um cabelo lindo, brilhante, resplandecente, esvoaçante ao vento, e uma pele de estrela de Hollywood, tinha de ser eu a andar em dieta de comidinha feita pela avó e um litro de água por dia a ter a guedelha toda esquisitóide, ora no ar, ora oleosa, ora seca, uma guedelha quadripolar que só ela, a combinar com a pele púbere que me dá dores de cabeça desde os nove anos. É caso para dizer: fónix.

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Ou sou eu ou é a barba, 'tás a entender?*

por BeatrizCM, em 24.08.13

Não tenho nada contra homens de barba. Acho que, na maioria das vezes, ficam ainda mais bem-parecidos e elegantes com um qualquer tipo de pelo facial. (E, sim, talvez sejam as minhas hormonas saltitantes a falar, mas fá-los parecer mais “machos”, menos rapazinhos. Ficam com aquele ar de alfa dominante, todos emproados, muito senhores de si mesmos, muito sexies e blá, blá, blá, o resto é conversa e muita baba à mistura.)

Maaaaaas… Há sempre um “mas”. E esse “mas” decorre do facto de eu nunca – repito: NUNCA – ter visto o meu rico namorado sem barba. Quando o conheci, há quase dois anos, a barba já lá estava: barbicha mais patilhas.

E, dado que essa senhora dona barba chegou primeiro do que eu, tem primazia na vida dele, a sacana. Já lhe disse. Ou sou eu ou é a barba. Ele responde sempre “a barba”, esse descaradão a quem dedico todas as minhas emoções mais fortes e todos os meus sentimentos mais sinceros, para no final de contas nem sequer o ter conseguido dissuadir a fazer a barba uma única vez.

Eu não me importo nada, nadinha de nada, com a sua permanente presença. Há dias, até, em que lhe acho imensa piada. Porém, jamais vi (ou verei, desconfio) o meu lindo amor sem o raio da filha da mãe da barba e isso é algo que me atormenta. Vejam lá se entendem isto: é preciso recuar praticamente cinco anos nos álbuns de fotografias para se conhecer um Ricardo sem pelo facial visível. É qualquer coisa… Eu só quero conhecer o meu namorado de barba feita!, será pedir muito???

É que, muito sinceramente, a barba não lhe fica nada mal. O problema é maioritariamente psicológico, lá está. Existem pessoas que se afeiçoam a recordações, outras que se afeiçoam a sapatos, a roupas e malas, a livros (eu), e depois há pessoas como esta criatura, que se afeiçoa À SUA BARBA! Há quase um ano que namoramos e há quase um ano que lhe peço, que lhe suplico, vá lá, vá lá, para rapar aquela barbicha (de vez em quando, as patilhas desaparecem). E não é que ele age como se eu estivesse a falar para a parede? Primeiro, dizia que siiiiiiiim, que, um dia, logo se veria, depois já só seria por ocasião do baile de finalistas e, agora, estou a ver que nem num hipotético futuro (a muitíssimo longo prazo) casamento o rapaz me faria o amabilíssimo favor de se livrar da sua melhor amiga, a barbicha ricardiana, padrinha do noivo, presente em todas as boas e más alturas da sua vida.

Ele tem mais cuidado com a barba do que eu com o cabelo. Ele mete-lhe AMACIADOR. Eu só comecei a esfregar amaciador no meu próprio cabelo no ano passado! Ele lava-a e penteia-a todo o santo dia. Está sempre a mexer-lhe e a ver se está direitinha. Está sempre despenteado, mas nunca com a barba fora do sítio. É uma obsessão tal…!

Ultimamente, algumas raparigas têm-se-lhe insinuado, até de maneira indecente, mesmo debaixo dos meus olhinhos (se elas soubessem da missa a metade, nem o largavam enquanto não o tivessem a comer da mão, bem-haja a sua ignorância), mas não é contra elas que eu travo uma luta constante para manter em mim a atenção do moço. A verdadeira mulher da vida dele, arrisco-me a afirmar, é a barbicha.

Infelizmente (para ele, só se for!), a barbicha já tem duas fiéis inimigas: eu e a mãe dele. Já o ameaçámos com tudo. Calmantes ou soporíferos diluídos no jantar, tesouras, bandas de cera e assaltos durante a noite fazem parte do nosso inventário de ataque, e a lista continua a crescer, à medida que o tempo passa.

Dito isto, está declarada a guerra contra a maldita barba. Não é só de agora, mas fica a mensagem.

 

(PERCEBESTE, RICARDO LUÍS???)

 

 

* Para os menos entendidos na bela arte do sarcasmo, esta publicação não passa disso - sarcasmo, puro sarcasmo. Eu amo muito o meu amorzinho fofinho e barbudozinho, tenha ele a barbicha que tiver, com ou sem aquelas tranças que meteu na cabeça fazer durante a Festa do Avante, e, bem lá no fundo, eu sei que esta é uma batalha perdida no quartel, contra a qual eu não tenho a mínima hipótese de ver vencido o meu ponto de vista. O acordo subrecpiticiamente assinado a partir do primeiro beijinho mais-ou-menos inocente contempla a premissa "levas o rapaz e levas também a barba dele que te lixas". Uma cena do género...)

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