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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Goodreads - 2013 Reading Challenge

A 20 e poucas páginas de cumprir o meu 2013 Reading Challenge de 50 livros, o meu ego literário não poderia estar mais inchado. 50 livros é muita página, mas gostei de lê-los quase todos e não sinto que os tenha engolido com os olhos sem os saborear. Excepto um ou outro, assim mais para o traiçoeiro, não me arrependo de ter lido nenhum. Na verdade, a minha lista ultrapassa muito os 50 livros, se se contar com aqueles que eu não acabei, que deixei a meio ou que simplesmente eram uma grande seca, ou seja, 50 são só aqueles que eu realmente terminei.

 

Em suma, acho que, para 2014, terei de diminuir o meu desafio para uns 30 livros, no máximo, porque já esta última fase de 2013 foi complicada em termos de disponibilidade para a leitura recreativa - diz que a culpa é da faculdade.

 

E vocêses? Quantos livros leram este ano? E de quais é que gostaram mais? Recomendem-me os que quiserem, porque - já sabem - eu cá não sou esquisita (MAAAAS, pelo amor da santa, vocês livrem-se de me virem com Nora Roberts, Nicholas Sparks a.k.a. Nicolau Faísca ou com a tiazoca da Margarida Rebelo Pinto, que eu enxovalho-vos em blogue público, seus patifezinhos).

 

2013 Reading Challenge

SALDO: 365 dias

   Há quem pense que planear resoluções de ano novo é uma perda de tempo, porque quase ninguém as consegue cumprir, quando chega a altura. Porque é difícil concentrarmo-nos realmente naquilo que sabemos que nos faz falta ou que devíamos fazer para melhorar a nossa vida. Porque, pelo meio, arranjamos novas resoluções que têm de ser concretizadas no imediato. Porque, porque, porque... Desculpas!

   Pessoalmente, acho que só não se cumprem resoluções porque há falta de força de vontade. Se calhar, estou a generalizar injustamente a minha opinião. Ou, se calhar, não. Sei que cada caso é um caso, mas falo com base na minha experiência de observadora. Cá para mim, se alguém deseja mesmo realizar isto, aquilo ou aqueloutro e até tem um largo período para o fazer – não chegam 365 dias? –, o problema está na motivação. Não me venhas com o teu “não estava destinado”, que as coisas não caem do céu, é preciso pôr mãos à obra, sem esperar que te apareçam à frente, por obra e graça da entidade divina em que acreditas.

   Não digo que, de cento e três resoluções, tenhas de as concretizar todas. O que conta é tentar, mas tentar a sério. Com algum esforço (e sorte, porque não?), ainda hás-de riscar metade da tua lista.

   Conselho: não tomes como resoluções objectivos irreais, acerca dos quais tens a plena noção que dificilmente os conseguirás atingir. Começa pelo mais simples, pelo que é prioritário. Traça somente as linhas gerais daquilo que queres fazer com o novo ano que aí vem, porque ele também traz surpresas, e vais precisar de tempo para as apreciar. Não te sobrecarregues com demasiadas responsabilidades, ou a pressão será insuportável e, a culpa por não teres conseguido aguentar, arrasadora. Confia em ti e trabalha para conseguires superar as dificuldades do dia-a-dia. Talvez, no final, te estejam reservadas as vitórias por que tanto esperaste.

   Feliz ano novo! Aproveita-o!

 

Habemus fada do lar!

   Gosto genuinamente de arrumar o quarto. Nem sempre me apercebo disso, mas dificilmente consigo parar, quando começo a dar-lhe um jeito qualquer. Se arranjo a roupa, as gavetas e os armários, não posso deixar de varrer o chão; se lhe varro o chão, acabo por também aspirar a carpete; se aspiro a carpete, não custa nada organizar a papelada; se organizo a papelada, os livros e as prateleiras vão pelo mesmo caminho.

   Apesar de esta pancadinha de dona de casa não ser frequente – até porque estou mais tempo fora de casa do que em casa, agora que passo os dias na faculdade, em Lisboa -, quando ela aparece, aparece em força. Praticamente vinda do nada, a minha vontade de deixar tudo a brilhar, sem uma grama de pó ou uma coisinha que seja fora do sítio, revoluciona todo o meu quarto e perímetro circundante (siiim, nem pensem que vou andar a arrastar a porcaria das outras divisões lá para dentro). Em minutos, torno-me uma autêntica fada do lar, sem asas, mas muito eficiente!

   É o que vos digo, até velas aromáticas, e incensos, e vapores cheirosos eu espalho, até com cera eu esfrego os móveis, até os cantinhos mais recônditos ficam a conhecer o poder da limpeza a fundo! Não há nada como uma limpeza para redescobrir carteiras, malas, posters dos Jonas Brothers, fotografias ou desabafos ranhosos de quando eu ainda achava que “bué” era uma asneira, escritos a esferográfica fluorescente e com letra irregular, que se julgavam esquecidos para sempre (ou até serem deitados para o lixo como resíduos não identificados)!

   Depois de arrumar o quarto e de expulsar todo o cotão, migalhas e papéis inúteis, até a luz entra com outra força, mais parecendo que a janela foi ampliada para o dobro do tamanho. Ao fim de um nariz compulsivamente ranhoso, comichões várias e duas mãos ásperas, doridas e inchadas por causa da alergia ao pó, a alma deste meu quarto é outra. As energias sentem-se renovadas e dá gosto olhar para ele!

   Não encontro melhor maneira de dar as boas-vindas a um novo ano do que com o quarto (e a mente) em ordem.

"Noël Parfumé, par Beatriz"

Para os mais desinformados que não me acompanham no Facebook...

 

Recebi, ao todo, três perfumes, de entre seis presentes de Natal. 3/6=1/2. Não é preciso ser-se um ás nos números para perceber que metade das minhas prendas diz que eu cheiro mal, mais precisamente 150ml de "eau de toilette", de cujos aromas eu até gostei - mesmo só por acaso, que eu sou daquelas pessoas esquisitinhas que não tolera aromas X e Y e Z - mais 150ml de desodorizante, caso eu insista em ser demasiado humana e transpirar insustentavelmente as minhas estopinhas. No entanto, segundo novas resoluções antecipadas para o ano de 2014, tanta perfumaria há-de me ser útil, porque decidi que vou abandonar o meu modo de vida sedentário de ocupante frequente da biblioteca, da cama ou do sofá e dedicar um par de horas por semana ao ginásio, almejando a uma figura mais esbelta e que não transmita tanto os-meus-músculos-são-os-de-uma-velha-de-90-anos. E, não obstante, cheira-me (ah ah ah, cheira-me) que me sobrará perfume o suficiente para não precisar de tomar banho até à Páscoa.

O meu Natal

   Quando eu era (ainda mais) pequena, recebia montes de prendas. Até podiam não ser caras, podiam ser simplesmente brinquedos a que eu daria uso até se partirem, até se desgastarem, até pedirem a reforma. Eram bonecas, eram chocolates, eram CDs de música, eram filmes, eram livros, eram jogos, eram castelos, eram nenucos, eram roupas para os nenucos, e eu só ia dormir no final da noite da véspera de Natal quando já soubesse de cor tudo o que planeava fazer com tanto presente.

   Agora, sei que não eram assim tantas prendas, aquelas que me davam, mas foram sempre as suficientes para me terem deixado boas memórias dos meus primeiros Natais: o Pai Natal que me apontavam no céu ou na chaminé, mas que eu não via; montes de embrulhos rasgados, uma onda de cor amarfanhada por tudo quanto era sítio; eu, sentada no chão, em êxtase perante os meus novos brinquedos; a presença da minha família em redor, três ou quatro adultos, se a minha bisavó passasse as festividades connosco, não mais do que nós os cinco, a encher um apartamento pequeno como aquele em que vivíamos na altura, mas com muito chão para eu brincar; a minha avó sempre a ralhar-me, para me sentar antes em cima de um tapete, por causa dos azulejos gelados; o Natal em que recebi um Game Boy sem jogo e fiz uma birra, porque um Game Boy sem jogo não serve para nada, para depois me arrepender e pedir desculpa.

   A todas as minhas prendas era dado um significado. Não foi por ser mimada no Natal que me tornei uma criança materialista, que deixei de entender o espírito da época. As crianças devem ser mimadas, digo eu. Em certos aspectos.

   Tenho pena que a maioria das crianças de hoje em dia, pouco mais novas do que eu, não tenham a oportunidade de criar lembranças como as que eu criei. Só querem prendas caras. Pedem tablets e computadores e o último grito das consolas de jogos, e o diabo a quatro, e os pais dão-lhos. Já nascem com as porcarias tecnológicas na mão, já não exploram, já não criam histórias, já não vivem o processo de espera e expectativa. E, atenção, no tempo dos nossos pais e avós o Natal ainda era mais diferente do que os da nossa geração, da geração dos que são, neste momento, jovens adultos, que começam a questionar-se acerca das tradições e a reflectir no que realmente elas nos transmitem.

  Não digo que os meus Natais tenham, agora, menos significado, muito pelo contrário, mas sinto-os ligeiramente mais vazios. Não tenho irmãos, a minha família é pequena, os tempos não são tão felizes quanto aqueles que se viviam há uma década atrás. O próprio brilho que a minha visão de criança dava à realidade também não volta, aquela sensação de que o mundo era feito ao meu tamanho e medida. Contudo, o importante será sempre não faltar comida na mesa (DOCES!) e algum carinho para partilhar. À parte os normais desejos materiais de cada um, não é preciso partilharem-se presentes caros, desde que sejam escolhidos com boas intenções e a pensar no seu destinatário.

   Não sei qual será a minha posição quando, um dia, tiver filhos. Provavelmente, hei-de tentar incutir-lhes o mesmo espírito natalício que me incutiram a mim: muitos presentes, sem serem muito caros, daqueles que lhes permitam dar largas à imaginação, sem nenhum guião previamente formatado. Afinal, o Natal também é isso: o que nós quisermos.

12 livros para 2014

1. Fúria - Salman Rushdie

2. The Fault In Our Stars - John Green

3. Os Maias - Eça de Queirós

4. A Cidade e as Serras - Eça de Queirós

5. Orgulho e Preconceito - Jane Austen

6. Crónica do Pássaro de Corda - Haruki Murakami

7. Cemitério de Pianos - José Luís Peixoto

8. O Livro do Desassossego - Fernando Pessoa

9. O Monte dos Vendavais - Emily Brontë

10. Viagens com Charlie - John Steinback

11. Diário de Anne Frank - Anne Frank

12. The Help - Kathryn Stockett

Sem contrapartidas, interesseirices nem outras chatices

Gente do meu blogue!

 

Sem vos pedir nada em troca, sem pedir que me divulguem o blogue, sem pedir que me cocem a barriga nem que me ofereçam almoços no McDonalds, tenho a oferecer-vos cartões do tarifário WTF, da Optimus, com UM ANO de mensalidade paga. Nem sequer é preciso mudarem de número, é possível manterem o vosso, sem qualquer complicação.

 

Portanto, este tarifário...

  • destina-se a menores de 25 anos, com activação através do número de BI ou de CC;
  • tem 500mb de Internet por mês;
  • tem 500 créditos para gastar por mês (1 crédito=1sms/mms/minuto de chamada/minuto de videochamada);
  • tem tráfego ilimitado no que toca às aplicações Skype, Facebook e Blackberry Messenger, Viber e WhatsApp.

 

Se estiverem interessados, basta deixarem um comentário ou enviarem-me uma mensagem através da caixa lateral do blogue com o vosso nome, a vossa morada e o vosso e-mail. E quanto mais depressa melhor, porque estes cartões só podem ser activados até ao fim de 2013.

 

 

Em parceria com a Forum Estudante.

Giveaway da Charlotte.

Contagem (de)crescente

Últimos dias de aulas. Diferente de "últimos dias antes das férias de Natal". Nem sequer existe tal coisa como "férias de Natal". Com alguma sorte, entre o final de Janeiro e o início de Fevereiro, ainda hei-de apanhar ali uma ou duas semaninhas de pseudo-intervalo escolar, apesar de continuar a ter de me apresentar na faculdade para saber das minhas avaliações finais e outras coisas banais; inscrever-me nos níveis seguintes de Espanhol e Inglês, depois de saber que fui aprovada nos deste semestre; trocar de turmas por causa de sobreposições inesperadas no horário.

Últimos dias de aulas. Estudar para o último teste de 2013. Ler novos calhamaços, terminar os velhos. Dentro de algumas horas, estarei mais livre, mas não totalmente livre. Quero descansar, mas não posso, é um querer sem poder. Como escrever. Parece que não escrevo há um eternidade! Não como o estou a fazer de momento, antes como já o fiz noutros tempos em que o estudo e as leituras obrigatórias não se impunham na lista de prioridades.

 

Durmo mais de oito horas por noite e, ainda assim, dou por mim sempre com sono. Diz que é do desgaste intelectual. Também não costumo beber café.

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