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Tenho de escrever dez textos sobre lareiras, salamandras e recuperadores de calor até segunda-feira (2/10, so far). E na semana passada foi sobre contabilidade e cursos de formação. Depois de trabalhar em copywriting, a minha cultura geral nunca mais vai ser a mesma, tenho a certeza! Um dia, a Manuela Moura Guedes tem-me lá à perna no estúdio! Vou ser montes de milionária. 

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(Desnecessariamente) polémico

por BeatrizCM, em 30.01.14

   Não entendo qual é o problema que encontram quando duas pessoas do mesmo sexo vivem debaixo do mesmo tecto e criam uma criança (ou meia dúzia que seja) em conjunto. Não são dois seres humanos? Não foram criados de uma maneira semelhante a todos nós, não têm um emprego, não pagam os impostos, não levam com os cortes salariais e as sobretaxas que o Governo declara dia sim, dia sim? Pergunta mais do que retórica: não têm amor para dar, um colo para aconchegar, comida para alimentar, um emprego para sustentar?
   Claro que têm, mas há quem ainda não o tenha percebido. Lá por serem duas mulheres ou dois homens a viverem como um casal, não quer isso dizer que não criem um lar estável para educar um filho. Porque, se quisermos utilizar a expressão “lar estável” e usá-la como argumento para que não se aceite a co-adopção da parte de casais homossexuais, mais vale também proibirem o divórcio, e as famílias monoparentais, e os avós que educam os netos como se fossem filhos. Não são esses tipos de família tão (supostamente) disfuncionais e incompletos no que toca à ausência de figuras masculinas e/ou femininas, quanto as famílias que nascem do AMOR de duas pessoas do mesmo sexo?
   Eu, então, seria o exemplo do fracasso total, se enveredássemos por esse raciocínio: os meus pais separaram-se quando eu tinha quatro anos, depois eu e o meu pai fomos viver para casa da minha avó e da minha tia (ainda vivemos), até aos dez anos mal o via por ele trabalhar de dia e estudar à noite, a minha mãe não me contacta há quase nove anos e, entretanto, a minha avó tem sido a figura maior na minha educação, quem esteve sempre de olho em mim, vinte e quatro sobre vinte e quatro horas, se fosse possível, porque o meu pai trabalha de segunda a sábado, das oito ou nove da manhã até às sete ou oito da noite. Sem dúvida, sou uma pessoa extremamente perturbada, com falta de figuras e modelos para seguir, muito antiquada e retrógrada (já que fui criada pela minha avó que é, por sinal, a pessoa mais conservadora de sempre, não se vê logo?), encontro-me extremamente traumatizada e só maldigo a vida, por tanta desgraça que me aconteceu.
   Ultrapassem esses preconceitos, minha gente. Só vos dá azia e faz mal à saúde.
   Ao longo do meu percurso, conheci pessoas que não tiveram problemas em dizer-me que, lá em casa, os pais eram homossexuais e já conheci outras que não mo disseram, mas que eu entendi e calei. E esses últimos casos não deviam ter vergonha de mostrar a sua família como ela é. Ter dois pais ou duas mães é melhor do que não ter nenhum ou do que ter só um, porque se estão nas tintas para o filho biológico que conceberam. Preferia que o meu pai fosse um homem homossexual e feliz no amor do que o homem heterossexual que é e que ainda não encontrou a mulher certa!
   Vamos lá analisar o assunto…
   Em primeiro lugar, se legalizaram o casamento gay, também devem legalizar a adopção gay e tudo o que envolver um lar construído por duas pessoas que, não importa a sua constituição, se se casam também devem ter direito a formar família. E acabou-se, não se fala mais nisso.
   Em segundo lugar, parem de criar polémica em torno de um assunto que nem devia estar a ser discutido, nem nos meios de comunicação social, nem em referendo, nem em conversas de café. As crianças em instituições precisam de uma família que as adopte, os filhos de pais gay precisam mas é que eles sejam felizes ao lado de quem os ame e guie pela vida fora e os homossexuais têm tanto direito de casar e de serem felizes para sempre com uma prole do tamanho de uma equipa de hóquei, como eu tenho direito de vir aqui escrever sobre o assunto. Parem de gastar tempo de antena desnecessariamente, parem de gastar milhares e milhões de euros a organizar referendos, quando temos um país em crise económica, financeira e social a cair de podre, graças à máfia que nos governa.
   Simplifiquem.

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Uma questão de motivação

por BeatrizCM, em 28.01.14

 

Maysoon Zayid é palestiniana, muçulmana, mulher, deficiente e vive em New Jersey. Teria toda a probabilidade de nunca vir a ser bem-sucedida na vida. Mas é.

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Amor fofo (ou talvez não)

por BeatrizCM, em 27.01.14

O amor é desajeitadamente violento. Há muitos beijos que resultam em cabeçadas e muitos abraços que acabam em narizes esmagados. Em suma, os amantes são gente que não mede forças. Porque as mediríamos? O amor é desmedido e incomensurável. O amor podem ser as cotoveladas na testa, as sestas com a cara esfronhada no sovaco do outro, os óculos de ambos sempre em luta livre. O amor é uma luta livre, condicionada pela sua própria condição. O amor é uma actividade perigosa, mas o amor não é nada frágil. O amor sobrevive aos bate-chapas com o aparelho dos dentes em riste, aos beijos franceses demasiado sugados e às arranhadelas das unhas mal cortadas. O amor sobrevive às gripes e constipações que se pegam sem querer e que se ultrapassam com muita água e um Ilvico pela goela abaixo. O amor até sobrevive à TPM de um e ao fuso horário trocado do outro. O amor não é feio, mas nem sempre é bonito. Amor que é mesmo amor não liga às comichices casuais e faz surgir mais amor onde se encontram os defeitos. Aliás, quando encontra um defeito, o amor vira-se para ele e ri-se, goza, faz troça, graceja. O verdadeiro amor tem tanta feromona à mistura que, muitas das vezes, nem percebemos que há alguém a precisar de tomar banho.

Porque, um dia, o amor pode florescer e culminar em algo tão belo quanto dois velhos a discutirem de quem são os medicamentos e a tratarem-se por "filho" e "filha". E aí é que são elas...

E o amor é ter tanta coisa para dizer, que é impossível lembrarmo-nos de tudo. E há sempre uma próxima vez debaixo de olho para se dizer o que sempre faltará ser dito, ou não estivesse o amor genuíno (pensa-se) a aprender coisas novas, todos os dias, acerca do seu significado.

 

 

Pronto, está bem, o amor é lindo, em toda a sua falta de jeito!!!

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Boas notícias para a malta do Norte!

por BeatrizCM, em 26.01.14

Para algumas das pessoas que me vieram choramingar por não terem uma Primark por perto, quando abriu a loja do Colombo e eu fiz uma grande festarola por estes lados, aqui ficam as boas notícias: vai abrir uma Primark no NorteShopping ainda este semestre!

 

primark2

 

Nota: aproveitem os saldos da Primark, porque valem mesmo a pena. Tenho comprado cuecas a 0,50€ e a 0,25€, já comprei uma t-shirt a 1€, uns óculos escuros a 1,50€ e a prenda do dia dos namorados já cá canta também (muito baratinha, mas não vou dizer o que é nem quanto custou, que a criatura a quem ela se destina lê este blogue, felizmenteeee). Há botas a 8€, pijamas a 5€, calças a 4€... Enfim, já vi de tudo e traria muito mais para casa se precisasse ou tivesse mais dinheiro.

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