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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

O meu professor de Espanhol

O meu professor de Espanhol tem 30 anos e nota-se que ainda está fresquinho que nem uma alface. Ainda não tem aquele ar traumatizado e cansado de quem se chega a arrepender de ser professor em determinados dias (se não todos), ainda não tem calo, ainda nos transmite muito boas energias mal chegamos à sala de aula. O meu professor de Espanhol é mesmo espanhol, mas fez a escola no Liceu Francês e também fala Inglês, com aquele sotaque que só nuestros hermanos têm. O meu professor de Espanhol é espanhol e, por conseguinte, fala extremamente depressa - este deve ser o maior desafio para todos os alunos que, tal como eu, ainda estão no segundo nível da língua. O meu professor de Espanhol é um pateta, em tudo o que de bom existe em tal qualidade. É desprendido, alegre, fala pelos cotovelos, está sempre a sorrir e a contar piadas. O meu professor de Espanhol tem um carisma contagiante e, mesmo sendo um magricelas de estatura média com ar de intelectual,  tem um je ne sais quoi de encanto infalível. E nem o digo estritamente a partir de uma perspectiva feminina, refiro-me mesmo ao que todos, rapazes e raparigas, homens e mulheres, devem pensar acerca dele. Todos entram e saem bem-dispostos destas aulas! O meu professor de Espanhol ensina a matéria como se nos estivesse a mostrar a última língua do pacote de Babel, através de estratégias de aproximamento aos alunos, com uma relação tu-cá-tu-lá muito descontraída. O meu professor de Espanhol é um operador de milagres: no ano passado, com uma professora quarentona, muitos dos meus colegas nem conseguiam escrever uma redacção com dez linhas escritas à mão; ontem, metade da turma deve ter aparecido na aula dele com redacções de duas páginas escritas a computador (menos eu, ironicamente). O meu professor de Espanhol pode ser o maior bacano de lá da faculdade; porém, cheira-me que não brinca em serviço e nas avaliações é que vão ser elas, como acontece com todos os professores novos. ME-DO.

Amor de bicho - antes e depois

Andam por aí a circular uns artigos com fotos de tipo "Antes e Depois" de animais de estimação com os seus respectivos donos (ou deverei dizer irmãos?) e eu derreto-me sempre que as vejo, principalmente aquelas que têm um intervalo de muito tempo. Também eu tenho dois cães, dois gatos e uma tartaruga, já tive mais cães que, infelizmente, já não ladram por cá, e por isso também sei o que é crescer com eles e reflectir acerca do que já passámos juntos, do nosso crescimento, porque o engraçado é assistir à evolução dos dois lados. Assim, aqui vos deixo as minhas fotografias favoritas da Internet!

 

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(10 anos depois)

 

 

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(17 anos depois)

 

 

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(14 anos depois)

 

 

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(12 anos depois)

 

 

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(10 anos depois)

 

 

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(15 anos depois)

 

 

*RETIRADAS DAQUI*

Queda para o equilibrismo

Filhos deste meu blogue, tenho 11 ou 12 livros para ler para UMA SÓ cadeira (tipo a Odisseia e a Ilíada, nada de violento), excepto as restantes. E dois part-times. E uma inscrição no ginásio. E um blogue. E um namorado. E uma família. E amigos. E sanidade (mas só por enquanto). E necessidade de dormir, PELO MENOS, sete horas por noite. Como é que me vou desenrascar este semestre? Não sei, não quero saber e isto é viver-se um dia de cada vez. Obrigações e lazer, tudo há-de encontrar o seu devido lugar!

O segredo de um bom aquecimento

Ontem, lá fui eu ao ginásio pela primeira vez. Comecei na passadeira, para aquecer um bocadinho. Primeiro, devagar. Depois, um pouco mais depressa. Ao fim de dez minutos, fui para outras máquinas. Nada me dóia. Nada. O ritmo cardíaco estava fino, nem parecia que estava ali a fazer um esforço do caraças - porque nem isso eu sentia. Treinei durante praticamente uma hora, a pensar "epá, quem diria que não mexo uma palha há mais de meio ano? Grande resistência, grande poder de controlo sobre a pulsação!" Continuava excelente, a respirar que nem um bebé acabado de nascer (sem a parte dos berros), e não fosse estar a transpirar em bica, não diria que os últimos cinquenta minutos se tinham passado a dar à perna e ao rabo. Terminei, desci aos balneários, vi-me ao espelho: toda a minha cara mais cor-de-rosa do que o lombo do porquinho Babe. Alonguei antes de me vestir, o que me parecia o inferno, tal era o calor que me sentia emanar por cada poro minúsculo do meu corpinho. Duas horas depois, ainda a transpirar, comecei a sentir-me mesmo muuuito cansada. Depois de jantar, nem o cérebro funcionava. Às dez da noite, começou o terror, toda eu a descobrir certos músculos das minhas pernas que me eram desconhecidos até ao momento. De manhã, levantei-me também com mais dores da cintura para cima.

Moral da história: um bom aquecimento antes do exercício físico é muito saudável, tão saudável que só se descobre a verdadeira intensidade do treino ao fim de cinco horas. Missão cumprida! Sempre ouvi dizer que "o que não nos mata torna-nos mais fortes" (mesmo antes do êxito da Kelly Clarkson). É o que sinto em relação a estas dores. São dores com boas intenções, estou certa disso! Segunda-feira há mais.

O ginásio não é só para gordos

Amanhã será o meu primeiro dia de ginásio.

Pois, eu sei... Se já sou uma magricelas, por que é que hei-de querer ir para o ginásio gastar tempo, energia e dinheiro? É o que me perguntam algumas pessoas, nem que seja subrepticiamente. Porém, meus caros, vamos lá analisar a coisa. Então só os gordos é que podem ir ao ginásio? Só aqueles malucos das dietas e do exercício físico? Tenho de ter um Índice de Massa Corporal superior ao indicado para meter os pés numa passadeira ou para levantar uns pesos? É que, ironicamente, o meu IMC é inferior ao que devia ser, mas não podemos ter tudo o que queremos nesta vida. Já não há-de ser a primeira nem a última pessoa a arregalar-me os olhos e a soltar uma risada, quando digo que vou para o ginásio, sim senhora e que vou ser buéréré feliz. E não, também não me vou transformar numa Carolina Patrocínio, super fit e com tudo no sítio (aproveito para dizer que não sou invejosa e acho que, se o corpo que ela tem é aquele que lhe proporciona bem-estar e auto-estima, é esse mesmo corpo que ela deve trabalhar para manter, grávida ou não), mas penso que, com dezoito anos, ainda não tenho idade para estar sempre sentada ou deitada - que é, inevitavelmente, o que me tem acontecido desde Setembro. Não quero tornar-me uma criatura sedentária antes dos setenta ou dos oitenta (haja saúde!), quanto mais dos vinte. Pratiquei dança durante muitos anos, sempre me empenhei minimamente nas aulas de Educação Física. E agora, que já não me resta nada disso? Ando toda a estalar, a perder a pouca flexibilidade que ainda conservava e até parece que tenho mais dificuldade a subir as escadas da faculdade, porque me falta o fôlego. Pois, estou a ficar enferrujada. Ou, sejamos mais claros, estou a ficar velha. Mas fiquem sabendo que eu faço questão de continuar a ser uma jovem no corpo de uma jovem, mesmo que a actividade física não me cheire a rosas! E quero que a minha barriga-onde-começam-a-nascer-pneus condiga com o meu rabo inexistente, enquanto me restam estes laivos de loucura! Vai ser bonito quando eu tiver de admitir a minha nabice no que toca aos aparelhos ginástico-coisos e vou passar umas lindas poucas vergonhas com a minha ignorância de amadora de ginásio.

 

Finalmente...

"Ah e tal, vives numa zona cheira de pinheiros e com estradas longas e lá lá lá." É a mais pura das verdades, mas tentem só sair de casa com o briol  e a humidade que estão, para irem correr lá para fora. Not easy, má frénds, not easy! Cá para mim, da Ponte 25 de Abril para o Sul, não se estuda, não se treina: só se come e dorme. 

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