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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Cismar

De vez em quando, dá-me uma pancada para a divagação, toda ela envolvendo questões muito simples, mas extremamente complexas, que me passam pela mente. Já me calhou perguntar-me se isto não será tudo uma ilusão, se eu já não terei morrido sem dar por isso, sobrevivendo noutra dimensão paralela, se isto não será tudo um sonho e eu estar prestes a acordar, miserável, quando tinha quinze anos e me encontrava completamente desorientada (e nem sequer foi há muito tempo).

Ter um namorado estudante de Filosofia também não ajuda em nada, nadinha, a resolver estas dúvidas à maneira de Descartes, muito pelo contrário. Se for preciso, ele ainda ajuda mais à festa e propõe outras dúvidas mais complicadas de se responder do que as minhas.

Eu sei que este é um hábito muito esquisito, pensar em temas tão pouco ortodoxos, mas não consigo evitar o fluxo de hesitações que me ocorrem nesta minha vida. Na volta, o meu problema de procrastinação é muito pior do que eu julgo e preciso mas é de começar a fazer o que tenho realmente que fazer, ao invés de me aparvalhar perante a minha frágil humanidade, cismando acerca de tralha mental que não me compete a mim desvendar.

 

(Em caso de dúvida...)

 

Recomendar é melhor do que desperdiçar #1

Caso ainda não tenham reparado, eu sou uma miúda (só naquela, para confirmar se estamos todos em sintonia). Por conseguinte, dada esta minha condição humana, também gosto de maquilhagem e de produtos de beleza, de produtos cheirosos e, principalmente, QUE RESULTEM!

Pois, este é um dos maiores dramas femininos. Andamos por aí a comprar e a comprar e a comprar - e a desperdiçar dinheiro em coisas que, afinal, não prestam e que só fazem mais nheca na nossa pele e no nosso cabelo e a causar o caos na nossa carteira (ou dos nossos pais, em todo o caso).

Mas, minhas caras amigas, gente menina deste blogue, do que depender de mim, vocês nunca mais vão atirar dinheiro à rua com embustes comerciais. A partir deste dia, só vos vou recomendar tudo do bom e do melhor, mesmo que as marcas não me paguem e que eu continue desfalcada. A prioridade é o bem-estar comum!

 

Para primeira recomendação, escolho o reparador de cabelo da Gliss (Schwarzkopf) Brilho-Seda (ou Nutri-Seda, há vários nomes no rótulo), que suaviza e desembaraça. No meu caso, até deu para substituir o condicionador ou amaciador, que só enfraquecia a raiz do cabelo e se gastava mais depressa que pasta de dentes. Vem numa embalagem cor-de-rosa com pulverizador, por isso podem aplicar à medida das necessidades do vosso cabelo, ora menos, ora mais, ora aqui ou ali.

 

(A minha embalagem.)

 

Diz que tem queratina líquida, o que suponho que seja bom (desde que me deixe o cabelo em condições, se "suaviza e desembaraça", enquanto afasta as pontas espigadas como o alho afasta os vampiros, está-se fixe) e cumpre o requisito de cheirar bem. E o melhor de tudo acerca deste reparador de cabelo, o que é, o que é? Dura meses. E meses. E mais meses. Sem exagero! Tenho esta embalagem desde Setembro ou Outubro, ainda tenho produto no fundo e lavo o cabelo dia sim, dia não. Sabem quanto custou? Menos de quatro euros, no Jumbo. Acho que estava em promoção quando o comprei, mas, mesmo que se pague cinco ou seis euros, o que é que se quer mais por um produto que dura mais de meio ano?

 

A aplicação é super simples. Agitam a embalagem, borrifam o cabelo molhado ou seco à vossa vontade, onde e quantas vezes quiserem, e tcharan. Já está. Tão simples quanto isto. Mesmo que não tenham lavado o cabelo e tenham problemas a pentear-se, borrifem à vontade, que não ficam a parecer-se com o Snape, de cabelo escorrido e oleoso.

 

Se tiverem curiosidade em experimentar a gama completa, depois digam-me como correu.

 

(Esta imagem não é minha, foi retirada daqui.)

 

***

 

Que tal vos parece esta rúbrica? Devo continuá-la, ficaram interessadas, acham que eu devo mas é dedicar-me ao crochet...? Contem-me o que vos vai na mente!

Como engatar

A minha vida de solteira foi terrível. Mal acabou, de vez (espero eu!), foi um alívio. Acabaram-se os joguinhos, as dúvidas, ansiedades e outras desnecessidades. Nunca mais me tive que preocupar, e de tentar qualquer coisa com X, e Y andar atrás de mim em modo de caça, e Z não me ligar nenhuma, blá blá blá. E, depois, quem é que fala com quem? Quando deve falar? Quantas vezes? E ligar de volta? E uma mensagem? E um toque? E uma piada/publicação/comentário/like no Facebook? Com que smile?

UFA! Porque é que somos tão complicados quando somos solteiros? Seria tão mais fácil se nos virássemos uns para os outros e disséssemos "gosto de ti, queres dar uma volta? Ou esperavas brincar um bocadinho comigo até me enfiares na friendzone?". 

Felizmente, eu já me livrei dessas tretas, pelo menos por agora e, POR FAVOR, POR FAVOR, POR FAVOR, para sempre. Com todo e qualquer respeito pelos solteiros que estão a ler isto, ser-se solteiro dá imenso trabalho - palavras de alguém que está muito satisfeita com a sua condição. Espero nunca mais ter de entrar no jogo! Ah ah ah, isso é que era bom, tão depressa não me apanham lá.

Pronto, pronto. Fora de brincadeiras e de exageros, o que se passa é que eu já não sei pensar como uma solteira. Na verdade, de todos os meus amigos - eles e elas, nem sequer tenho muitos - raros são os casos de gente sem par. Por isso é que, quando um ou outro me pede dicas de como engatar, eu fico sem palavras. Nicles. Batatóides. Só sei recomendar que não sejam peganhentos nem perseguidores, porque houve uma vez um rapaz que me assustou e deu cabo dos nervos ao andar sempre em cima de mim, apesar de, se calhar, nem sequer ter essa intenção e apenas querer mostrar-se atencioso. Eu gostaria de poder ajudá-los, mas já perdi o pouco jeito que tinha.

Deste modo, gente do meu blogue, gostaria de vos pedir que me ajudassem nesta árdua tarefa que é aconselhar potenciais comprometidos fantásticos, apesar de, neste momento, serem solteiros perigosamente desajeitados.

Como proceder quando se conhece alguém em quem se está interessado, mas as confianças ainda não são muitas? Existem alguns novos moves acerca dos quais eu ainda não esteja informada, desde que mudei de frequência? Do que é que as miúdas solteiras gostam no ano de 2014? E os miúdos? O que é que há para evitar? Vá lá, brainstorming is on!

 

(Obrigada***)

A Páscoa

Estamos na Páscoa. Enviam-se mensagens de Santa Páscoa, Páscoa Feliz, Boa Páscoa para ti e para os teus, e para os meus também. Toda a gente o faz, eu também o desejo às pessoas com quem falo durante estes dias. No entanto, estou naquela fase em que, por vezes, o faço mais por hábito e imitação do que por crença. Ainda acredito menos na tradição católica por trás da Páscoa do que naquela que está por trás do Natal. Contudo, celebro-as às duas do mesmo modo e pela mesma razão: pela união da família e como épocas de darmos graças pelo que temos na nossa vida. Nisso, as duas fazem todo o sentido. Quanto à questão da carne, nem sequer a conheço muito bem, apesar de a minha família a seguir. A mim, é-me indiferente. 

Em geral, acho que não é necessário seguir nenhuma religião em especial para ter fé e acreditar numa força superior, Deus ou o que lhe quiserem chamar. Se temos essa necessidade, basta acreditarmos e pronto, para quê contextualizar a crença no paradigma duma religião? Eu nem sequer sou praticante de religião nenhuma, nem estou assim muito familiarizada com a religião católica (a da minha família) para me sentir confortável a opinar sobre ela.

 

Dito isto, uma Feliz Páscoa para todos vocês e respectivas famílias, em que o mais importante seja a comunhão daqueles que amam, de preferência com saúde, comida na mesa e boa disposição! Ah, e chocolate aos montes!

Final alternativo para How I Met Your Mother (???)

Mesmo a propósito da última publicação e, por isso, já depois de eu ter acabado de ver o último episódio de How I Met Your Mother... Eis que foi anunciado um final alternativo para a série, há cerca de vinte minutos... aqui. Mais se conta que o final alternativo será lançado no DVD da nona temporada.

Não há direito, agora que eu já estava tão contente com esta despedida...!

Caras pessoas que andaram a espalhar que o final de HIMYM tinha sido uma desgraça...

Uma frase: VÃO-SE CATAR!

 

(Não leiam o que se segue, caso não tenham ainda visto a última temporada de How I Met Your Mother. SPOILERS AGRESSIVOS!)

 

Eu sei que sou mesmo uma choramingona e que sou de lágrima fácil, mas se vocês tivessem assistido ao meu choro soluçado e compulsivo enquanto via a última temporada, em especial os últimos dois episódios... AI, ISSO É QUE FOI UMA DESGRAÇA!

Vá lá, o Ted tinha de ficar com a Robin, desse por onde desse. Além disso, o Ted não deixaria ninguém no altar, nem sequer se divorciaria. Qual seria o objectivo de ele estar a contar uma historinha de 200 e tal episódios aos filhos e, no final, dizer que "hey, conhecer a vossa mãe foi a pior treta da minha vida!"? Não! Isso não iria acontecer! Consequentemente, claro que a Tracy tinha de morrer; ou isso, ou ficaria de coração destroçado e o Ted-fofura não é dessas coisas de destroçar corações à mãe dos filhos dele! Dah!

E, claro, a Lily e o Marshall tinham de procriar até se cansarem (nem sabemos o que aconteceu depois do terceiro), e o Barney tinha de ser pai de uma RAPARIGA, para aprender o que dói na pele (ah ah ah, chorei e ri tanto na parte em que ele pega na recém-nascida e lhe diz aquelas palavrinhas todas bonitas, em como ela é o amor da vida dele e tal e tal, foi muita linde!)

Por agora, não me lembro de mais nada que tenha a dizer, mas vou apenas repetir a minha idea, em qualquer via das dúvidas: o final de HIMYM é muito bom, como já era esperado, e nunca nenhuma outra série me fez inchar tanto os olhos quanto esta. Uma relação entre amigos não tem preço e oxalá todas as pessoas possam ter uma parecida nas suas vidas (eu incluída, se possível), porque mesmo que HIMYM seja "apenas" ficção, é "apenas" uma das melhores séries de todos os tempos (pronto, daquelas que eu já vi) e o tema da amizade é todo lamechas e bonito e emocionante. Ninguém que tenha visto UM único episódio lhe deve ter ficado indiferente. Impossível. 

 

Querido namorado, queridos amigos e comunidade virtual: vós sois uns palermas por me levar a pensar que o final de HIMYM era uma caca.

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