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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Recomendar é melhor do que desperdiçar #4

Ainda sou uma novata no mundo da maquilhagem e dessas coisas muito femininas - principalmente maquilhagem, repito - mas eu quero aprender, a sério que quero. Não é que me maquilhe com muita frequência, só que dá sempre jeito ter uns truques na manga, nem que seja apenas para as ocasiões especiais.

Adiante. Ultimamente tenho tido mais curiosidade no que toca aos produtos de maquilhagem, em especial para os olhos, porque é aquilo com que mais me preocupo em realçar (tenho uns olhos mesmo muito pequeninos, ou não fosse eu meia-asiática, mas adoro-os e pronto, acho que são o ponto forte da minha cara). Por isso, andei a sondar algumas marcas de pincéis para sombras, porque os que tenho são os que vêm com os kits, muito fraquinhos e nada de boa qualidade.

Comecei por procurar pincéis da Yves Rocher, porque tenho ainda um desconto simpático por ser conselheira de beleza (ou vendedora, chamem-lhe o que quiserem). No entanto, uma vez que se encomenda por catálogo, não seria possível experimentar a consistência das cerdas. Além disso, mesmo com o desconto, ainda são um pouco caros demais, tendo em conta o dinheiro que estaria disposta a gastar num primeiro pincel. Acabei por colocar a hipótese de parte e continuei à procura.

Mais tarde, na perfumaria Perfumes&Companhia do Atrium Saldanha, também encontrei uns pincéis que me pareceram bem bons, de marca, e bastante em conta, que custavam cerca de 6€. Como na altura não tinha dinheiro disponível para gastar em algo mais supérfluo, esperei ir lá uma segunda vez, mas quando regressei já não havia essa promoção.

Por exclusão de partes, na última semana decidi atacar logo por baixo, pelo sítio onde de certeza que tudo seria mais barato: a Primark. Assim, fui lá na sexta-feira passada e investi o valor quase simbólico de 1,50€ por um pincel para aplicar sombra de olhos. Sinceramente, não guardava expectativas muito altas. Quase rezei para que não fosse mesmo um desperdício total, mas também não esperava que um pincel para sombra de olhos da Primark viesse revolucionar o mundo da maaquilhagem.

 

 

No final, adorei! Correspondeu totalmente às minhas expectativas. Mal cheguei a casa, experimentei aplicar algumas sombras com este pincel e o resultado deixou-me satisfeita. As sombras aderem às cerdas sem ficarem espapassadas e, por sua vez, a sombra permanece mesmo na pálpebra, em vez de se esfumar para cima das pestanas - um dos maiores inconvenientes que tinha com os outros pincéis e aplicadores de esponja da treta. Por sua vez, as cerdas são suficientemente macias para não magoarem, sem deixarem de ser consistentes. Por fim, como podem ver pela foto, o pincel tem duas pontas, uma maior e outra mais pequena - sempre é útil para quem tem mais técnica do que eu, que me fico pela ponta mais pequena e nem percebo muito bem para que serva a maior.

Não me atrevo a confirmar que o pincel de sombras para olhos da Primark é próprio para todos os gostos e técnicas mais avançadas do que aquelas que eu uso, mas por 1,50€ querem mais o quê? Recomendo-o para principiantes e pessoas menos entendidas em maquilhagem, tal como às outras também. Experimentar não custa!

O George Clooney não é um DILF

Talvez a diferença de idades entre mim e o Geoge Clooney seja demasiado grande para que eu entenda o burburinho que se passa em volta do seu casamento, por fim, aos 53 anos. É certo que ele é ainda um pouco mais velho do que o meu pai, o que não melhora as coisas, mas será que, mesmo que eu fosse mais velha, conseguiria encontrar-lhe o tão famoso charme que a maioria das criaturas do sexo feminino lhe atribui? Não sei. Só sei que, normalmente, não deixo de conseguir avaliar homens mais velhos, mais conhecidos como DILF - Dads I'd Like to F***. E o George Clooney está longe de ser um DILF. Ele não é um DILF. Eu sabê-lo-ia, acreditem. É tudo muita publicidade e pouca realidade.

Agora parem lá de se pelar e olhem para a carinha bem vulgar do moço, vá. Não é assim tão mau que o suposto solteirão de Hollywood tenha dado o nó.

 

Parabéns ao noivo, seja como for!

 

 

Mais fotos do casamento do George Clooney aqui.

BTW!

- Tenho-me mantido sempre à tona, com tanta coisa para ler neste início de semestre: toneladas de livros e fotocópias. Ou fotocópias de livros.

- Recomecei a dar explicações esta semana. Para a próxima, já tenho 2 dos 3 meninos a quem darei explicações ao longo do resto do ano. Entretanto, continuo a fazer copywriting.

- Acho que estou a chocar uma constipação e vou totalmente culpar as alterações bruscas de temperatura durante um só dia. Pelo sim, pelo não, já tenho uma aspirina no bucho.

- Faço oficialmente parte da Associação de Estudantes da FLUL. Não sei bem como aconteceu, fui integrada, adoptada e um dia (depois de praticamente um ano a colaborar aqui e ali) acordo e tenho uma moção para escrever para a Reunião Geral de Alunos. Sim, aquela para que todos são convocados para discutir assuntos de importância "maior".

- Ouço com cada conversa no comboio que me fica a apetecer escrever sobre todas e mais algumas aqui no blogue. Then again, falta-me o capital temporário, se é que me entendem.

- Não tenho vida social e dou-me por satisfeita ter um tarifário relativamente flexível para falar com o meu amor, minha cara de... quem só me vê uma vez por semana.

- O ponto alto de hoje foi, provavelmente, ouvir a minha professora de Ficção Científica e Fantasia de Expressão Inglesa, também de Cultura Medieval, igualmente minha coordenadora de curso, a explicar a sua devoção pelo Tolkien. Approved!

- Ok, na verdade, fiquei durante uma hora e meia a dizer que "era dessa vez" que ia mesmo para a cama e dormir - enquanto via este filme. Ri-me bastante, mas vou dormir menos de oito horas à pala disso (sim, eu ainda me dou ao luxo de dormir as horas aconselhadas).

- Não tenho aulas à sexta-feira, mas vou ter de passar o dia em Lisboa para me livrar de todo o estudo e coiso e tal, de modo a ter o fim-de-semana mais ou menos livre.

5 páginas a visitar no Facebook

Há que teeeeeeeempos que estou para escrever esta publicação, por isso vamos lá com isto pr'á frente! Apesar de não ser uma das piores viciadas em redes sociais, mesmo no que toca ao Facebook, sigo regularmente algumas páginas que ou pertencem a blogues ou são simplesmente coisas engraçadas e divertidas, que publicam conteúdos interessantes, sem deixarem de ter o seu "quê" de entretenimento.

Assim, esta lista destina-se principalmente a pessoas que, tal como eu, têm as suas prioridades virtuais definidas e, lá porque procrastinam, não quer dizer que o façam sem qualidade ou lógica.

 

 

As minhas 5 páginas favoritas no Facebook

 

1.

 

 

9GAG - quem segue a página de Facebook deste mesmíssimo blogue em que se encontra de momento, já deve ter notado que costumo partilhar imensas imagens da autoria do 9gag, originalmente um site humorístico. Não interessa qual a nossa idade, profissão, interesses, expectativas... o 9gag quase de certeza que há-de ter qualquer coisinha que nos agrade, um meme, uma frase, uma imagem, um comentário, you name it.

 

 

2.

 

 

Humans of New York - este projecto é um dos que mais me fascina. Tendo começado apenas por uma ideia, o fotógrafo Brandon Stanton encarregou-se de catalogar fotografias e histórias dos habitantes de Nova Iorque desde 2010. No entanto, graças a um convite da ONU, tem feito uma World Tour de Agosto a Setembro deste ano, no âmbito da qual já visitou países e retratou pessoas na Ucrânia, no Vietname, no Sudão, no Iraque, no Quénia... E a lista continua! Acompanho diariamente as novas fotografias e histórias na página de Facebook e acabo sempre por partilhar imensas, tanto no meu perfil pessoal quanto na página do blogue, por as achar tão inspiradoras. É curioso que, apesar das diferenças culturais e étnicas, o trabalho de Brandon Stanton consiga retratar tão bem o que todos estes indivíduos têm em comum: são humanos. As suas aspirações, medos e vidas acabam sempre por se relacionar umas com as outras, seja como for.

 

 

3.

 

 

Mashable - tomei conhecimento acerca do site Mashable por ter imensos artigos acerca de copywriting, ou seja, aquilo em que normalmente trabalho. Contudo, este é um site que sugere conteúdos acerca de tudo e mais alguma coisa, mesmo que foque com maior frequêcia o mundo dos media, das tecnologias e da Internet. Até fofocas sobre celebridades se encontram por lá! Por isso, seguir a respectiva página de Facebook permite-me estar actualizada acerca das novas publicações - ou, pelo menos, grande parte delas, já que são tantas e tantas e tantas!

 

 

4. 

 

 

Portuguese Sayings - a ideia desta página é valorizar a língua portuguesa, principalmente no estrangeiro. Pelo menos, é essa a ideia que é dada, uma vez que o seu conteúdo principal é a criação de wallpapers com traduções super-hiper-mega literais de provérbios portugueses para a língua inglesa. E quem não entender a intenção... well, unshit yourself!

 

 

5. 

 

O Sagrado Caderno das Piadas Secas

 

O Sagrado Caderno das Piadas Secas - gostam delas curtas e grossas, directas ao assunto e muito, muito secas? Estou a falar de anedotas, claro, principalmente as desta sagrada página, como o nome indica. Por vezes abusam e tocam em pontos intocáveis em termos religiosos e culturais, mas a maior parte das vezes adoro as piadas que publicam.

 

 

E pronto, eis mais uma ajudinha para uma procrastinação saudável. É provável que em breve encontrem por aqui a continuação desta lista de melhores páginas a visitar no Facebook, mas por enquanto vão-se distraindo com estas.

Alguém aqui à procura de emprego?

Ricardo: Acho que serias uma boa pretendente :>

 

Anúncio: Assistente Administrativo

 

Empresa: Anónima

Tipo: Tempo Inteiro

Data: 19-09-2014

Zona: Lisboa

Categoria: Secretariado / Administração

 

m/f 
Idade inferior a 30 anos. 

Forte apetência para usar os "neurónicos". 
Minucioso. 
"Costela de detective" 
Visão e antevisão. 
Incisivo e não molar. 
Atracção pelo papel, mas aversão à burocracia. 
Proactivo. 
Organizado. 
Polivalente. 
Argumentação e contra-argumentação. 
Capacidade de trabalho sob forte pressão. 

E... um pequeno grande detalhe... que saiba escrever, ler e falar português, algo entre Camões e Saramago, não esquecendo de ser primo do Shakespeare ou do Alexandre Dumas pois será necessário trocar correspondência com os descendentes, mesmo que distantes. 

Escolaridade não nos define, existe quem passe por ela e não dá conta, mas para a geração em causa, meus senhores, o 12º ano é o mínimo. 

Quanto à área de formação, enganos existem e estamos sempre a tempo de mudar. 

AH!!! Temos trabalho e não emprego. 

Zona do local de trabalho: Lisboa 

Aguardamos o seu curriculum!

 

Em Net-Empregos: http://net-empregos.com/2165343/assistente-administrativo/#.VBwagpRdVBc#ixzz3DlJX1azx

Reino (des)Unido

Ahahaha, o Cameron está a prometer dinheiro de compensação à Escócia para acalmar os ânimos de quem queria a independência e para dar o devido valor ao país e blá blá blá? Ai filhe, prepara-te, porque a Irlanda do Norte e Gales vão-te lixar a vida com invejas de irmãos. Então mas um tem e o outros não? Ai filhe, que ainda vais criar mais problemas e ainda se criam mais dois referendos, porque quem aguenta um, aguenta três.

Não esperava mesmo que 55% da Escócia votasse "não" à independência. É uma pena, uma pena. A rainha é que deve estar feliz, por manter esta modesta propriedade que tive a oportunidade de visitar no mês passado, em Edimburgo.

Há sempre!

Em quase todas as cadeiras que tive na faculdade, há sempre uma ou outra gaja (sim, gaja) que se arma em esperta. Estas marias-sabem-tudo têm mais de 40 anos, são de preferência "reformadas" (ah ah ah, só se for dos "altos cargos da política", se é que me entendem), frequentam as aulas em regime de inscrição livre e pensam que são superiores aos reles jovens menores de 30. Torcem o nariz ao que nós dizemos, ainda que os professores nos dêem razão, porque nós estamos sempre errados ou longe de atingir o patamar delas. Por isso, passam as aulas a mandar bitaites e a dar-lhes graxa. Sempre a interromperem os outros. São uns narizes no ar. Irrita-me a sua petulância, insensatez e desfaçatez, os olhares de condescendência próprios de criaturas infelizes e frustradas de meia-idade. Ainda não perceberam que, dentro duma sala de aula, somos todos iguais, quer tenhamos vinte ou oitenta anos. Que o professor nos vai tratar da mesma maneira e que os critérios de avaliação são universalmente aplicados. Daqui se conclui que a idade não traz obrigatoriamente sabedoria. Às vezes, é mais o contrário.

 

(Isto tudo para vos contar que hoje, na primeira aula de Cultura Renascentista, uma dessas "senhoras" nos perguntou, a mim e a algumas colegas, para quem é que aquela aula era apropriada. Respondemos-lhe que a maioria dos alunos vem de Ciências da Cultura, apesar de haver pessoas doutros cursos interessadas no tema. E ela a insistir "então, mas isto não é mais História?". E nós, "sim, mais ou menos, mas CULTURA Renascentista não é uma cadeira do curso de História, mas sim de CULTURA". Mesmo assim, não ficou satisfeita e continuou a achar que nós é que éramos as alucinadas.)

"Apaixonei-me pelo meu melhor amigo"

"Apaixonei-me pelo meu melhor amigo." Esta é uma frase que contextualiza muitos livros, séries, filmes e imagens partilhadas nas redes sociais, porque todos querem apaixonar-se pelos seus melhores amigos, pelo que tal ideia supostamente utópica acaba por ser partilhada de modo viral, com muitos likes. Porque toda a gente tem uma vaga impressão do que gostaria que fosse a sua relação romântica, muito apaixonada, mas também com algum companheirismo.

No entanto, é praticamente impossível apaixonarmo-nos pelo nosso melhor amigo, até porque, quando nos apaixonamos, não vemos completamente a pessoa que está à nossa frente, porque estamos assim um bocadinho turvados pelas hormonas e pela novidade. E, a menos que já conhecêssemos muuuuito bem essa pessoa, ela não será realmente a nossa melhor amiga de sempre nessa altura.

Eu não me apaixonei pelo meu melhor amigo. Apaixonei-me pela ideia que o Ricardo me dava, com as camisas de flanela aos quadrados dele, as t-shirts das bandas, o ar desleixado, a maneira como era a alma da festa fazendo com que todos se rissem até lhes doer a barriga e os abraços que me dava sem que fosse preciso pedir-lhe. Foi com esta ideia muito geral (agora vejo) que me apaixonei por uma pessoa que não, não era o meu melhor amigo.

Mas estamos juntos há tempo suficiente para o conhecer melhor do que há dois anos atrás - cumpridos hoje, 14 de Setembro, a data não-oficial. Por isso, agora, já tenho uma ideia muito mais clara de quem é esta pessoa por quem me fui apaixonando. Só ainda não tenho a ideia perfeitamente delineada porque estamos a falar de dois anos, não duas décadas, não três ou quatro, mas decerto haverá tempo suficiente para lhe conhecer as manhas todas. E sabem porquê? Porque, como sempre deveria acontecer em todas as relações com pés para andar, sabemos que temos de continuar a ser os melhores amigos possível um para o outro.

Como é suposto uma relação durar sem companheirismo? Sem se ter em conta a pele do outro? Sem consideração, sem o colocar nas nossas prioridades, sem lhe dar o nosso tempo? Sem partilha? Uma relação amorosa é como uma relação de amizade, mas com contornos suficientemente fortes para durar uma vida. Bem... e com marmelanço à mistura. E, eventualmente, filhos em comum. 

Acho que há demasiadas complicações na cabeça de quem pensa na utopia de se "apaixonar pelo seu melhor amigo" ou "estar numa relação com o seu melhor amigo". Se a relação prestar para alguma coisa, sim, hão-de se tornar os melhores amigos do mundo, porque o objectivo será um dia viverem sob o mesmo tecto, dormindo na mesma cama, partilhando a mesma família, dividindo as mesmas refeições todos os dias, pagando as mesmas contas do supermercado, da água, do gás e da electricidade... Há pouco de utopia nisso e uma dose bem grande de realidade e pragmtismo, digo eu.

 

Além de que é preciso sermos muito amigos de alguém para lhe aturarmos as teimas sem que elas nos pareçam teimas, mas sim meros traços de personalidade que fazem parte dessa pessoa de que nós muito gostamos. Como nestas situações:

 

Não sou nenhuma autoridade em assuntos do coração, mas acho que estes dois últimos anos já me ensinaram qualquer coisinha de útil...

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