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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

2014 - ou o ano em que descobri as minhas primeiras rugas

2014 foi mais um ano. Não vou já adiantar se foi o melhor ou o pior da minha vida, porque todos os anos acontecem coisas boas e outras menos, previstos e imprevistos, e nunca devemos ser demasiado positivos ou demasiado negativos acerca desses acontecimentos.
Pessoalmente, olhando para o todo dos 12 meses, foi correndo tudo o melhor possível. No que toca a avaliar um ano que passou, prefiro fazê-lo sempre com "o copo meio cheio". Por isso...
O meu namorado continua a ser o melhor de todos (óbvio, isso nem se discute), a nossa relação de dois anos corre às mil maravilhas, somos os melhores companheiros um do outro, de tal modo que, pelo menos até ao momento, pudemos continuar a pensar em planos a todo o prazo (imediato, curto, médio, longo, longuíssimo, faz parte dos nossos planos pessoais mantermos um plano conjunto).
A minha família tem os seus dias bons e maus, mas continuamos aqui para as curvas; os meus amigos andam na sua vida e todos eles tiveram sucesso nos seus projectos em 2014, fora alguns percalços pessoais aqui e ali.
Voltei a ser premiada com uma bolsa de mérito da Associação Duarte Tarré, através da qual também considero ter sido premiada (como se um prémio já não fosse suficiente) com uns padrinhos exemplares e que já têm um lugar na minha vida e no meu coração (obrigada, Inês e Manuel, assim como a todos os outros padrinhos na ADT que inspiram jovens cheios de sonhos e ambições, entre o quais alguns que se tornaram meu amigos) - um processo que já tinha sido iniciado em 2013, com a minha primeira bolsa.

Pela primeira vez, viajei não uma, mas duas vezes de avião - e relativamente sozinha! Primeiro, para Newcastle, em Julho e Agosto, duas semanas longe de Portugal, da família, dos amigos, mas em que tive a experiência do ano! E, depois, para Bruxelas, três curtíssimos dias em Outubro que deram para conhecer grande parte do centro da cidade.
Continuei a ser boa aluna, estou no 2º ano da licenciatura, a lutar e a espernear para manter a média elevada, sem abdicar de 7 horas e meia de sono diárias (no mínimo, senão o meu organismo entra em falência), enquanto também vou trabalhando um pouco aqui e ali, entre o marketing digital e dar explicações. E, graças a esse dinheirinho de parte, consegui pagar as propinas e as despesas da faculdade E AINDA comprar imensos livros que de certeza vão enriquecer as leituras de 2015.
[AH, e em 2014 também encontrei as minhas primeiras pseudo-rugas milimétricas!!! Socorro!]

Apaixonei-me por uma ninhada de gatos bebés abandonada ao pé da minha casa, consegui dar três e fiquei com outras duas pequeninas, a Fafá e a Nonô. Esta última pregou-me um susto valente no Natal, mas uns dias de medicação e um desfalque na minha conta bancária já a trouxeram de volta à vida prazenteira.
E, por fim, os blogues. Os meus lindos blogues, que tento manter em ordem, interessantes, diferentes, apelativos, criativos, divertidos, relevantes para toda a gente. O Procrastinar Também É Viver completou 3 anos em Junho, o Procrastinar Também É Ler completa agora o seu primeiro. Graças a eles, em Junho tive 2 minutos de antena num programa da tarde da SIC (estou disponível para autógrafos e tudo, só não marco presenças em discotecas porque não quero saturar o mercado de trabalho às meninas da Casa dos Segredos).
Dito isto, se repararem, usei muitas vezes o verbo "continuar" e "manter". Bem, assim o é porque, no final de contas, todos os anos são a continuação dos anteriores; nenhum ano é estanque. Continuam-se projectos, mantêm-se amizades e objectivos.
E eu só desejo que 2015 continue a ser um ano produtivo em sucesso e felicidade (pessoais e profissionais) e que tudo o que 2014 já tinha de bom se mantenha presente no novo ano- para mim e para todas as pessoas, até aquelas que não gostam de livros (eu perdoo-vos).

 

Continuemos mas é a procrastinar, que faz bem à saúde!

 

Dos outros #43

"Nada há de mais caracteristicamente juvenil do que o desprezo pela juvenilidade. A criança de oito anos despreza a de seis e alegra-se por já estar a ficar tão grande. O estudante liceal está firmemente determinado a não ser criança e o universitário a não ser liceal. Se estamos decididos a erradicar, sem lhes avaliarmos os méritos, todos os aspectos da nossa juventude, poderíamos começar por aí, pelo snobismo cronológico característico da juventude. E então onde iria parar essa crítica que tanta importância atribui ao facto de se ser adulto, ao mesmo tempo que instila o medo e a vergonha relativamente a qualquer prazer que possamos compartilhar com os muito jovens?"

 

C. S. Lewis, A Experiência de Ler

O 69 unilateral que esta sociedade nos faz

Não, não foi piada, pois tive realmente de pagar 69€ do que chamam "multa" por ter trocado uma cadeira de 2º semestre por outra, na semana passada. Uma vez que cheguei ao fim deste semestre e me apercebi que iria dar praticamente os mesmos conteúdos a Pragmática que já estudei em Análise do Discurso e Linguagem e Comunicação, concluí que seria mais útil trocar a minha cadeira opcional para um campo de estudo mais ligado ao meu curso, na área da Cultura, História ou Literatura. Depois de estudar os programas de algumas cadeiras interessantes e compatíveis com o meu horário, escolhi História, Memória e Literatura. Cheira-me que vou a adorar e sei que o professor tem uma boa reputação entre os alunos. Além disso, vou estudar em particular os séculos XVIII e XIX, que são provavelmente a época menos estudada nas minhas cadeiras obrigatórias.

Mas interesses académicos à parte, 69€ é um valor demasiado elevado para uma simples troca de cadeiras. Só tive de preenher um formulário, entregar na secretaria e a senhora que me atendeu demorou menos de 2 minutos a actualizar os dados na minha conta de aluno. UAU, 69€ por 5 minutos do meu tempo e 2 minutos do tempo do serviço de secretariado, mais 1 minuto gasto a pagar a coisa na tesouraria.

E depois acham que o ensino superior é acessível a todos. Sim, sem dúvida - a TODOS AQUELES QUE TENHAM A SORTE DE TER UM TRABALHO PARA CONCILIAR COM OS ESTUDOS OU CUJOS PAIS POSSAM DISPENSAR O DINHEIRINHO. Aaaah, e tal, somos uns ingratos, pois somos, cambada de preguiçosos.

E quem não tem a possibilidade de seguir para o ensino superior fica a chupar no dedinho, porque com o 12º também não se vai assim tão longe.

Ou estudamos, ou estudamos. E ou pagamos, ou pagamos. 

Basicamente, pagamos para viver com dignidade. Se dispensarmos a parte da dignidade, basta juntarmo-nos àquelas associações de apoio aos sem-abrigo e aos pobrezinhos, onde as tiazocas e os maridos são voluntários e para onde levam os filhos. Sim, porque hoje ouvi um menininho (aspas, pouco mais novo do que eu) dizer no telejornal, acerca dos sem-abrigo, "estas pessoas também merecem comer". Eh pá, em vez de ensinarem os filhos a dar esmola, ensinem os filhos a dar emprego às pessoas, caramba, que eles vão ser os próximos Jotas e ainda acabam como um Passos Coelho que eu conheço, e outros tantos.

Desculpem lá este desabafo, mas a conta do veterinário por causa da minha gata já passou a barreira dos 100€ em 24 horas e, se ela não melhorar até amanhã, há-de ascender perigosamente aos 175€.

'Tá complicado, 'tá.

É Natal!

A minha avó descobriu o supermercado cheio logo às nove da manhã, com filas para as caixas que chegavam à peixaria; o meu namorado foi atropelado na passadeira; uma das minhas gatas bebés, a Nonô, apareceu inexplicavelmente doente, com o corpo mole e sem apetite; já passa das 11 horas da manhã de dia 25 e a minha família ainda não abriu prendas porque adormecemos todos ontem a ver um filme e só despertamos para ir mesmo para a cama.

Mas ainda há milagres de Natal. A minha avó despachou-se no supermercado através das caixas de self-service; o meu namorado saiu ileso de um atropelamento que lhe podia ter magoado as pernas e os pés; a minha gata foi levada ao veterinário , de urgência, antes do jantar, e depois de uma dose de anti-inflamatório os efeitos da febre abrandaram e ela finalmente comeu alguma coisa; bem, e as prendas... podem esperar, desde que o Pai Natal não se lembre de as levar de volta.

Feliz Natal, hô, hô, hô, hô!

 

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Testámos aqueles aparelhómetros do Metro de Lisboa

 

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O Ricardo é que disse "podes meter estas fotos lá nos blogues!". Parece que somos jovens, bem parecidos e fotogénicos, por isso compreende-se. Experimentámos o TOMI da estação do Rato e está aprovadíssimo. Mas, também, o que é que nós não aprovamos? Juntos, divertimo-nos sempre com qualquer coisa.

É bom ter uma cara-metade (ah ah ah, lamechice, belhaaaargh)!

A amizade, por Sofia Lucas

Deixo-vos com o editorial da revista Máxima de Outubro de 2014 (sim, já com dois meses de atraso), escrito pela directora Sofia Lucas, que muito me agradou. Sei que a digitalização ficou um bocado rosconhofe, que ainda tive a brilhante ideia de pensar em rasgar a folha para se ver melhor, para depois me arrepender... mas, olhem, é melhor do que nada. Aproveitem cada palavra! Só achei que não vos podia privar de tão brilhante texto e opinião.

 

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A ironia da minha vida

Passei grande parte do semestre a prometer-me que, no último dia de aulas do semestre (ou seja, hoje), iria comer um gelado à Santini's do Chiado (sim, daqueles que custam 2.50€, mas que nos enchem a alma e o estômago). Tal não é o meu espanto quando acordo de manhã com dores de garganta. Ainda assim, há quem diga que os gelados fazem bem às dores de garganta...! Decisions, decisions...

 

 

Sou anti-Photoshop nas crianças

(Fonte: Observador)

 

Já tinha expresso a minha antipatia para com o Photoshop quando foi lançada a fotografia de família dos duques de Cambridge, o Príncipe William e a Kate Middleton, com o bebé George e o cão (cujo nome é injustamente desconhecido). Por isso, quando vi hoje as fotografias de Natal do príncipe George, fiquei muito desiludida. Voltaram a repetir o estúpido erro de terem editado as imagens da criança.

Mas por que é que não deixam a criancinha em paz? Deixem-no! Ele é príncipe, provavelmente será rei, mas por enquanto ainda é uma criança. As crianças são lindas e fofinhas de qualquer maneira, mesmo sem lhes passarem uma borracha digital nas borbulhinhas e nos arranhões! Arre, que isto já enjoa, já enoja, já cheira mal!

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