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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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O 25 de Abril na minha terra

Breve descrição do 25 de Abril na minha terra, algures na Margem Sul: febras no pão e garrafas de água à conta da junta de freguesia (para encher a barriga ao povinho), com muito espectáculo de Zumba e outros diz-que-são-desportos à mistura. Criançada entretida com jogos tradicionais e paizinhos que tiveram de acordar às 11h da manhã por causa da barulheira do baile e dos geradores, que se ouvia no raio de dois quilómetros.

Eh pá, viva a Liberdade!

 

Ir a Paris por 200€ (ou menos) #1

Depois de alguns pedidos e da resposta positiva à sugestão que deixei no fim da publicação "1 semana em Paris!", o prometido é devido e cá nos encontramos para uma partilha de dicas acerca de como viajar sem gastar muito dinheiro. Neste caso, venho contar-vos como consegui ir a Paris por 200€.

Ainda ontem, na aula de Cultura Visual, a minha professora fez uma observação que em tudo é verdadeira: a geração mais nova, aí dos 15 aos 35 anos (se tanto), já faz parte de uma categoria de turistas bem diferente àquela a que pertencem os nossos pais. A nova geração é a dos viajantes backpackers, ou seja, dos turistas de mochila às costas, que querem é viajar e conhecer sítios novos, ainda que sem quaisquer luxos ou comodidades associadas à viagem e estadia. Não é tão verdade? É, sim senhor. Somos a geração low cost, desde a Primark até à Easy Jet, passando pelo Self Discount do Jumbo e pela Hora H da Feira do Livro de Lisboa.

Adiante, que se faz tarde. Seguem-se umas quantas dicas sobre como ir a Paris por 200€ (ou menos)!

Aviso já que o texto será longo - e apenas sobre a viagem de avião e o alojamento, com continuação noutra publicação (alimentação+circular na cidade).

 

Um dia monto uma agência de viagens!

 

1. Reservar um vôo

Em vez de perderem tempo a consultar o site de cada companhia aérea de cada vez, recomendo-vos o Sky Scanner, uma espécie de motor de busca de vôos operados por todas as companhias e mais algumas.

 

 

Ser desleixada ou não, eis a questão!

No outro dia, maquilhei-me "mais a sério": uma camada de base finíssima, risco e sombra nos olhos, batom q.b.. De facto, não sou menina de me encher de pós e correctores, de primers e de iluminadores. No que toca à roupa, também não ia malzinho de todo, mas pronto, não consigo trocar a minha mochila por mala feminina alguma deste mundo.

Pronto, caiu o Carmo e a Trindade! Cheguei à faculdade e logo duas ou três pessoas me perguntaram, automaticamente, se eu iria encontrar-me com o meu namorado, que estava toda composta, maquilhada, arranjada, blá blá blá. Um ex-colega do Ricardo, ao saber que não, eu nem estaria com ele nesse dia, chegou mesmo a dizer que iria fazer-lhe queixinhas do meu aspecto, como se eu fosse uma criminosa e não tivesse o direito de ter mais cuidado com o meu aspecto num determinado dia. Sei que foram comentários meio a brincar, mas deixaram-me estupefacta com o tipo de mentalidade que ainda se mantém na cabecinha das pessoas.

Então eu só posso estar bonita para agradar ao meu namorado? Só posso arranjar-me se for ter com ele? No resto dos dias, posso (devo!!!) ser a pior Maria Rapaz de sempre, posso andar toda oleosa, maltrapilha e desmazelada, sem respeito por mim própria e pela minha imagem? Ah!, mas se calhar ando a dar umas facadinhas à relação, embonecando-me para outro, que isto nunca se sabe.

Que lindo...

 

Não, eu digo não!

Há dias em que me sinto mais feminina, há outros em que não. Há dias em que acordo cheia de pica para me encher de perfumes, maquilhagens, desodorizantes, cremes e loções várias, e depois visto o meu melhor casaco, com a minha melhor camisa, com as minhas melhores calças. Há outros em que me contento com o creme hidratante na cara, com uma camisola de malha, as calças que encontrar primeiro e ala, que se faz tarde! Tenho direito à minha própria maneira de expressão individual e social, tenho direito a parecer ranhosa ou maravilhosa, consoante me sinta de corpo e espírito para isto ou aquilo.

Quando andava no secundário, arranjava-me mais do que me tenho arranjado no último ano de faculdade, mas agora estou a tentar mudar o péssimo hábito de me desleixar. Sim, ando cansada, não me sobra tempo nem para espremer borbulhas. No entanto, a maneira como cuido de mim também transmite aos outros o meu potencial, por isso escolho sacrificar alguns minutos de sono para construir uma imagem de mim própria que deixe uma boa impressão nos outros e que me faça sentir confortável, reflectindo o que sou por dentro: esforçada, dedicada, animada e confiante.

No século XXI, já não deveria ser normal pensar-se que as mulheres só se arranjam para satisfazer os homens. Nós, o nosso corpo e - veja-se - o nosso cérebro valemos por nós. Não me considero uma feminista de grande monta, mas defendo que há certas ideias do suposto senso comum que devem ser, inevitavelmente, combatidas.

 

Mas isso sou eu, que sou uma badalhoca!

1 semana em Paris!

Eis que voltei, eis que voltei de Paris! Quer dizer, já voltei há mais de 48 horas, mas vejo-me sempre obrigada a dar tempo ao tempo, numa espécie de recuperação dos hábitos na situação pós-viagem: matar saudades da minha casa, estar com a minha família, ver e rever as fotos com eles, distribuir os souvenirs... e, é claro, pôr o estudo em dia - este último, principalmente, porque...

Acabei por ficar em Paris mais dois dias do que o previsto, devido à greve dos controladores aéreos em França de 8 a 9 de Abril. Não veio nada a calhar este imprevisto, mas por acaso conseguimos os últimos dois lugares no vôo de dia 10 e, sabe-se lá como, vagas de última hora, com um preço em conta, no hostel onde que estávamos alojadas (foi incrível, visto estar com os quartos quase todos ocupados). Eu e a Inês não nos atrapalhámos, mas os gastos extra repentinos e dois dias de aulas perdidos, mais um teste a que ela faltou, não nos deixaram propriamente animadas.

Seja como for, eis o resumo da nossa viagem a Paris, de que gostámos bastante!

 

Dia 1: chegada a Paris à hora de almoço, seguida de sightseeing, com ponto de partida nos Champs de Mars/Torre Eiffel. Ainda tínhamos reservado um cruzeiro pelo rio Sena, mas não conseguimos aguentar o frio do fim da tarde (que gelo!) e, com muita pena, regressámos ao hostel.

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Dia 2: Palácio de Versalhes, respectivos jardins e "palacetes" Trianon; ao fim da tarde, visita ao Arco do Triunfo (últimas três fotos na última linha), passeio pelos Campos Elísios e, obviamente, à FNAC E À YVES ROCHER DOS CAMPOS ELÍSIOS!!!

 

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Dia 3: Museu do Louvre (Mona Lisa = meh!), Palácio/Ópera Garnier e Catedral de Notre-Dame (esta última, extremamente desapontante, depois de termos entrado em contacto com a grandeza da ópera). Também passámos pelo Quartier Latin, onde fica a Sorbonne. E também uma papelaria e uma livraria com livros em segunda mão, onde eu tinha mesmo, mesmo que parar!

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Dia 4: suposta despedida de Paris, com regresso aos Champs de Mars e à Torre Eiffel, assim como aos Campos Elísios. Ainda tentámos ir aos Invalides, mas a visita do presidente da Tunísia a Paris nesse dia fez com que muitas ruas fossem fechadas - nomeadamente as que rodeavam os próprios Invalides. (Pouco depois de regressarmos aos hostel, recebemos a mensagem que nos avisava do cancelamento do nosso vôo, agendado para a manhã seguinte, devido à tal greve dos controladores aéreos franceses.)

 

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Dia 5: manhã para descontrair no hostel, tarde para visitar os Invalides (encontrávamo-nos demasiado cansadas e com poucos bilhetes de Metro disponíveis, por isso não nos deu para visitar mais nada). O Palácio dos Inválidos foi mandado construir pelo rei Luís XIV em 1670, para dar abrigo e assistência aos inválidos de guerra. Actualmente, é onde está montado o Museu Militar e também onde foi sepultado Napoleão Bonaparte (vá, onde lhe colocaram o sarcófago com as suas cinzas), assim como muitas outras figuras ilustres da história francesa (militares, na sua maioria).

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Dia 6: estudar e procrastinar. Já nem tínhamos mais bilhetes de Metro.

Dia 7: regressámos à mui querida terrinha de Portugal, depois da ilustre visita à civilização. Finalmente, pudemos comer uma refeição sem ser fast food, bolachas ou comida de microondas!

 

Em breve: "Como visitar Paris com 200€". O que acham?

Páscoa, chocolates e sogras

Eu adoooooooooooooro chocolate e é um qualquer mesmo (excepto os da Auchan), não interessa se bem embrulhado ou todo nu, se é um Pai Natal ou um Coelho da Páscoa, um Ovo Kinder ou um saco de amêndoas.

O menos engraçado é que hoje, Sexta-Feira Santa, oficialmente Páscoa, acordei mal da intestinália, por isso ainda não toquei em doces. E logo depois de a minha sogra fofinha me ter trazido um saco com ovinhos de chocolate recheados com creme de avelã...! Pode-se ter esquecido de comprar arroz para o jantar, mas não se esqueceu de trazer docinhos para a juventude lá de casa.

No entanto, ando para aqui a regurgitar uma ideia... Se não fosse o arroz de marisco, se eu e o Ricardo não tivéssemos voltado ao supermercado para ir buscar um pacote do dito e salvado a refeição, provavelmente teríamos comido bifes com batatas fritas e a minha barriga não teria reagido ao marisco congelado.

Eu cá acho que o Destino tem inveja de mim, por me ter calhado um namorado tão, mas tão completo, que até vem com uma mãe simpática incluída. Buuuh, seu pulha!

Eu, a Inês e Paris, com 200€

Eu e a Inês conhecemo-nos há 14 anos, neste preciso dia, 3 de Abril, só que de 2001 e não de 2015. Tínhamos cinco anos. Ou seja, há três quartos das nossas vidas que a Inês me atura - e sim, tem sido mesmo "aturar".

Enquanto ela é a amiga mais passiva, a que escuta e a que aguenta, eu sou a amiga dramática, com um feitio mais esquisitinho, que era quem decidia a que é que se brincava, onde e quando. A Inês é assim uma espécie de santa que aguentou muita coisa dos meus 5 aos 15, ou até mais (entretanto, passaram-me as estupidezes várias com que a atormentava), aquela que tem ar de quem não faz mal a uma mosca, e não faz mesmo, é a amiga que me arranjava álibis na minha idade parva, a amiga que assiste às conversas porcas do resto do grupo e que fica só a rir, é a amiga a quem os meus cães já não ladram, é a amiga que vai comigo à casa-de-banho há mais tempo.

Quando eu e a Inês tínhamos para aí treze anos, prometemos uma vez que iríamos fazer juntas um cruzeiro ou uma viagem qualquer para celebrar a nossa maioridade e blá blá blá, essas tretas foleiras que as miúdas congeminam. Por isso, foi realmente uma coincidência que, no início deste ano, a Ryanair tenha feito uns descontos simpáticos nos bilhetes de avião, que eu tenha escolhido Paris e que a Inês tenha aceite de imediato a proposta com um "sempre quis ir lá!". Pelo meio, também convidei outros amigos, mas nenhum acabou por confirmar, por isso vamos mesmo só nós as duas.

E quando iremos???

Já amanhã. Paris por menos de 200€, durante quase 5 dias, um pequeno milagre em que as pessoas a quem tenho contado não acreditam (mas que é possível, amigos, com muita organização antecipada e sentido de oportunidade!).

Ultimamente, tenho andado muito atrapalhada com mil e uma tarefas diárias (estudar, trabalhar e estagiar, tirar a carta, ler, continuar minimamente atenta às minhas relações pessoais e às cusquices de Facebook), mantendo-me concentrada e produtiva em todas elas, mas ainda me restam estas consolações que me dou ao luxo de ir tendo (não que haja muito luxo envolvido). Viajar há-de estar sempre na lista das prioridades, sem dúvida, e não caibo em mim de contente pelas oportunidades fantásticas que tenho tido! Trabalho, mas vou gozando!

Tenho pena de não ir com mais amigos, de não levar o Ricardo, de não levar a minha avó... Contudo, ir com a Inês é uma espécie de marco no nosso crescimento, como se fosse um plano esquecido que emergiu das sombras, um ponto da nossa To Do List de vida onde vamos assinalar um "check". Não é fofo? Eu acho que é e só poderia melhorar se mais amigos tivessem aderido a esta viagem meia maluca.

 

 

Nota: aceitam-se propostas de locais a visitar (esqueçam é a Disneyland, que o pessoal não anda a nadar em dinheiro), onde comer bem e barato, onde relaxar um bocadinho com uma marmita, que visitas guiadas escolher, que transportes utilizar, informações acerca de Versalhes, do Louvre, da Ópera, de Notre-Dame, do aeroporto de Beauvais e respectivo serviço de transfer... Já temos muitos planos reservados e em mente, mas a partilha de sugestões é sempre positiva!