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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Recomendar é melhor do que desperdiçar #10

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Aaah, o mundo da maquilhagem! O fascínio que me suscita! Mas ainda não o domino. O que ainda me atrai mais. Por isso, tenho tentado começar "por baixo", com materiais mais baratinhos.

Os meus produtos de maquilhagem favoritos de todo o sempre são as sombras, então planeei que um dos grandes investimentos para 2016 seria comprar a paleta de 100 sombras da Makeup Revolution, da Awesome Eyeshadow Collection. São 100 sombras por 14,99€!!! Antes de a mandar vir da Maquillalia, empenhei-me em horas e horas de pesquisa por essa blogosfera e por esse YouTube fora, mas valeu a pena a procura por esclarecimentos aprofundados.

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Como podem ver pelas imagens, não estou nada desiludida nem tenho motivos para isso.

Apontamento breve: a embalagem de plástico não é das mais fortes, principalmente tendo em conta a sua dimensão e o peso, mas vem reforçada com uma caixa de cartão. 

Quanto às sombras propriamente ditas, a minha impressão depois de um mês a experimentá-las é que deve haver cerca de 20 que são menos pigmentadas, ou nada até, em particular no que toca aos tons matte. Em contraste, os shimmer são todos bons. Há ainda outros que parecem ter brilho, mas que na pele são matte. E ainda outros que na paleta parecem simplesmente preto, mas são de outras cores que na pele até ficam claras.

Contudo, o melhor desta paleta é a diversidade de cores vivas, distintas dos tons acastanhados neutros, que marcam a diferença sem deixarem de ser politicamente correctas numa maquilhagem de dia (digo eu): há verdes, azuis, roxos, cor-de-rosa...

 

E o preço??? Isso é que é bom.

 

O veredicto é positivo. Esta paleta está aprovada, no mínimo para iniciantes ou curiosos na maquilhagem como eu!

Se ainda têm dúvidas, procurem no Google o nome da paleta e há-de vos aparecer muita review em texto e vídeo para se entreterem. 

FLUL vs. Faculdade de Ciências Humanas da UCP

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Regressei há duas semanas à Faculdade de Letras e já sinto falta das casas-de-banho asseadas e da eficiência dos serviços académicos da Faculdade de Ciências Humanas.
Também me apercebi que deixei de ser imune a professores efusivos e com características muito... características (para o bem e, infelizmente, para o mal). Lembro-me de até gostar de certos casos, mas acho que fiquei mal habituada aos acessos de loucura docente que, no 2º ano, ainda me fascinavam.
De certa forma, os colegas são um factor indiferente na equação. Conheci pessoas extremamente interessantes nos dois sítios e, no final de contas, acho que todos os encontros dependem de muitos acasos. A contabilização deficiente de faltas na FLUL e as aulas mais curtas e intervaladas da FCH+direito privilegiado a hora de almoço que o digam.
No que toca às condições dos edifícios, continuo a preferir os da FLUL, até as caves e o Pavilhão Novo (recentemente restabelecido, décadas depois, tendo voltado a fazer um bocadinho mais de justiça ao nome que carrega), mesmo quando chove lá dentro, por isso ainda não sei como irei viver sem eles diariamente a partir de Junho, se o semestre na FCH já me deixou tão saudosa. Quero lá saber das variações ridículas de temperatura de sala para sala ou das salas para o corredor. Eu gosto é do ar que se respira na FLUL, daquele ar húmido que emana as gerações de estudantes e professores que já a habitaram. Não há limpeza na FCH que me dissuada deste amor que eu nutro pelas instalações da FLUL. E aquela biblioteca... Oh, querida biblioteca sem pó, albergue duma variedade invencível de livros! A quantidade de escadarias na FCH também não abona a favor da mesma no presente confronto de titãs e muito menos a carência de locais calmos para pôr o estudo em dia.
Porém, uma coisa é certa: há professores queridos e competentes nas duas faculdades, que adoram os alunos e vivem apaixonadamente o espírito de entreajuda e de transmissão do conhecimento. No final, esta é a conclusão mais relevante a sublinhar e que certifica tanto a FLUL quanto a FCH enquanto instituições de ensino onde dá gosto e prestígio estudar. Qualquer que seja a escolha de futuros alunos do ensino superior, ficarão bem servidos.

Hubert Zafke

Hubert Zafke, um antigo SS do regime de Hitler, começará a ser julgado no fim de Fevereiro. Todos nós, enquanto cidadãos europeus minimamente informados sobre a História contemporânea, conseguimos perceber a gravidade dos campos de extermínio, do que por lá se praticava e das ideias que Hitler plantou na Alemanha no seu tempo, pelo que este julgamento de um antigo simpatizante do regime não teria nada de surpreendente - não fosse o senhor Zafke ter 95 anos e os prisioneiros dos campos de concentração já terem sido libertados há 70.


Enquanto cidadã, estudante de cultura e, em geral, enquanto curiosa, pergunto-me quais os limites da memória. Até que ponto a punição por um crime - digamos - perpetrado à escala civilizacional e já discutido e repensado por décadas e gerações a fio não deveria ser esquecida, deixada cair (como diriam os franceses)? O tempo não apaga a História. Mas será que em 2016 retiraremos algum proveito, alguma satisfação ou consolo por um homem de 95 anos ser finalmente julgado por crimes que cometeu há sete décadas? Será que punir esse homem ao fim do período de uma vida ajudará a sarar as feridas e a encerrar as inquietações das vítimas do Holocausto?


Ou será este julgamento uma farsa? Será uma forma de reavivar a História para as gerações mais novas? Isto aconteceu. Não se esqueçam. Não se podem esquecer.
E, por fim, uma última questão: se fazem tanta questão de punir Hubert Zafke, por que razão não o fizeram mais cedo? Por que não o encontraram mais cedo e por que é que não se fez justiça de imediato?

 

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Recorte da E, revista do Expresso, 13 de Fevereiro de 2016 (hoje)

 

De que se alimenta a memória e a dor da lembrança? Qual é o prazo de um crime contra a humanidade aos olhos da lei e do bom senso?

 

Desculpem tantas perguntas.

"Oh 'mor"

Há uns dias, um amigo facebookiano da minha lista queixava-se (sim, pode-se dizer que se queixava) das pessoas que tratam os seus respectivos por "amor", comummente aparado para 'mor. E que é foleiro, e que mete medo, e transborda azeite - foram essas as ideias que ficaram implícitas.
Cada um é como cada qual, por isso não me alonguei em grandes comentários. Que fique aqui explícito que eu sou o 'mor de alguém e que, da mesma forma, também tenho um 'mor. Por vezes, até passamos a ser pínchepe e pinchexa, 'mor fofinho e outras variações bastante caricatas.
Mas fiquei a pensar: será assim tão mau o amor ser desta forma, desbragado e desbocado? O que interessa não é sermos todos muito felizes e darmo-nos bem? Partilharmos a vida, a felicidade e a infelicidade, as emoções e o menú do McDonald's? Porque é que tem de haver um manual sobre os tratamentos dentro do casal? Não gostamos nem mais nem menos de alguém por nos dirigirmos a ela com "você" ou na 3ª pessoa, ou por lhe inventarmos alcunhas relacionadas com a doçaria nacional, ou por escolhermos simplesmente tratá-lo pelo nome que os pais lhe deram à nascença. São escolhas da intimidade de um casal e não vejo por que razão há quem as julgue. Não estão, sequer, relacionadas com a classe social ou com o nível de instrução das pessoas.
Obviamente, não me ponho num evento formal a chamar pelo meu "amor", mas em ambiente descontraído de família e amigos, ou sozinhos, é essa a representação verbal que o meu respectivo ganha.
E a linda expressão que é a "cara-metade"? Já viram o que seria perdermos tanta riqueza linguística presente nos diminutivos apaixonados?

Sou mas é a favor do amor e ponto final.