Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


images (5).jpg

 

Só há cerca dum ano é que ouvi dizer que existe uma data de validade para os cosméticos e para a maquilhagem. Sinceramente, raramente olho para os rótulos e, quando tomo atenção, é apenas por causa de andar à procura da parafina.

[A parafina é um derivado do petróleo, que faz, por isso, mal à saúde da pele. No entanto, está presente em quase todos os produtos de maquilhagem que encontro, por ser benéfico para o efeito "longa duração".]

Como estava a dizer, os produtos cosméticos e de cuidados de pele, como os cremes, os séruns, desmaquilhantes, loções, tal como a maquilhagem, têm um prazo de validade que se calcula a partir do momento em que se abre as embalagens. Alguns são seis meses, outros um ano e tenho alguns que aguentam dois. Não ouço quase ninguém falar destas datas de validade, mas elas existem, com o selo que aí vêem em cima (agora, "encontrem o Wally nestas amostras"):

IMG_20170420_002332.jpg

IMG_20170420_002419.jpg

 

Estas duas imagens são de duas bases que tenho. A primeira, da Yves Rocher, indica um prazo de seis meses (6M). A segunda, da L'Oréal, indica doze (12M).

 

No entanto, fica a questão: devemos mesmo prestar atenção às datas de validade de cosméticos e maquilhagem? Pois, deveríamos, digo eu, nem que fosse por descarga da consciência. Ironicamente, eu, que tenho esta opinião, não sigo os meus próprios conselhos.

É-me muito difícil encarar seriamente estes limites. Para mim, seis meses é insuficiente para consumir metade que seja do produto. Talvez o único que consiga terminar antes seja o creme hidratante. 

Por exemplo, tenho a base da Yves Rocher há bem mais do que 6 meses, porque a comprei antes de vir para Bangkok, em Junho. Desde Outubro que a uso quase todos os dias e, mesmo assim, ainda vai mais ou menos a metade (pelo menos, vejo montes de produto lá dentro). Por acaso, descobri esta base da L'Oréal quando fiz escala em Amesterdão no fim de semana e hoje decidi comprá-la, mas aposto que 12 meses não vão ser suficientes para a gastar. 

 

E quando nos sobra tanto produto, o que é que lhe fazemos? Eu cá continuo a usar. O pior exemplo que posso dar são as sombras de olhos e o rímel. Tenho uma máscara de pestanas da Yves Rocher que duraria 3M. Usei-a até secar, há poucos meses, algures no fim de 2016 e início de 2017. Tinha-a comprado em 2015, há dois anos, quando fui a Paris. Estão a ver o problema? Sinto que, ao deitar fora estes produtos, estou a desperdiçá-los! Talvez seja porque, em minha casa, fui habituada a pensar que os cosméticos duram eternidades!

Agora, resta-me fazer figas para que não haja realmente problemas sérios quanto a esta mania da poupança! 

 

Haverá mais alguém por aqui que também não se rale com as datas de validade dos cosméticos e da maquilhagem? E há alguém entendido no assunto que possa esclarecer estas dúvidas? Vamos lá ver...

Autoria e outros dados (tags, etc)


Estar em casa, vir a casa

por BeatrizCM, em 11.04.17

Para o bem e para o mal, dói-me o coração quando venho a casa.


Casa é casa, é Portugal, Lisboa, a Margem Sul, a minha rua, outros sítios no país. São as fachadas dos prédios de 1500 na Baixa, são os buracos na estrada na minha vila, é o sol e o vento fresquinho, é o ar puro que me causa alergias quando me ponho à janela do meu quarto. Caramba, mal chego ao primeiro aeroporto na Europa para fazer uma escala, já me sinto em casa!
Por isso, quando estou em casa - que é tanto um rol de locais, quanto um estado de espírito -, dói-me o coração, porque sei que, se me pus aqui em 27 horas, em 23 me ponho do outro lado dentro de menos duma semana. Por outro lado, também me dói o coração de tanta alegria, por ver tanta gente de quem eu gosto, por saber que amo tanto quanto sou amada, por saber que há uma "casa", por saber que há quem me espere, por saber que há sol em Lisboa, e há calorzinho e praias, e a minha vila é linda, e até as pessoas com quem já não me relaciono fazem da paisagem um pouquinho mais agradável e, para mil, razão de nostalgia.
É por ter sido sempre tão feliz aqui, onde e como me sinto em casa, que me custa tanto ir embora outra vez. Acabo de chegar, e já estou a pensar na partida. Eu sei que tenho de apreciar o pouco tempo que tenho e ausentar-me de pensamentos outros que me fazem temer mais um adeus temporário.
Viver noutro espaço que não a minha casa (o tal rol de espaços e estados de espírito) tem-me ensinado muita coisa, tipo que a loiça para lavar é um problema sem fim ou que ir ao supermercado tem de deixar de ser impulsivo e passar a ser estratégico... mas também me tem, essencialmente, ensinado que não há nada como estar num sítio com que nos identifiquemos.
Quem nunca viveu fora de casa (alargadamente), por longos e indefinidos períodos de tempo, não sabe o quanto dói o coração quando se compram os bilhetes de avião e as datas são tão próximas. É um feliz facto que essas pessoas não saibam o que é também já termos sido ignorantes quanto a este misto de alegria e extrema tristeza e agora sabermos que isto é tudo uma porcaria. Não há palavras poéticas e bem falantes que consigam exprimir o mesmo. Porcaria é porcaria, serve para o efeito.


E dizem vocês, então volta. Pois volto. A aventura é engraçada, mas tenho a sensação de que estiquei o elástico de tal maneira que ele agora me vai projectar de volta a casa o mais depressa possível e da maneira mais súbita. Desta vez, eu sei que ambicionei mais do que poderia aguentar, por isso resta-me dar graças pelo que a vida me escolheu de presente, pelo que pude experienciar, pelas pessoas que tenho conhecido, pelas tantas e tantas oportunidades, mas sempre sabendo que, ao fundo do túnel, uma pessoa cumpre aquilo a que se propôs e pega nos tarecos, embrulha-os e lá se põe em casa de novo.
Ai, e o quanto eu quero pegar nos tarecos!


Felizmente, fui eu que escolhi ir, pelo que só me resta estar em paz com aquilo a que me propus: fazer o mestrado e trabalhar em Bangkok nos entretantos. Ter a experiência duma vida! Ensinar numa universidade aos 21! Responsabilizar-me por projectos paralelos! Conhecer realidades distintas! Lidar com pessoas que tanto têm de pares quanto de aliens!
Felizmente, não fui por necessidade; antes pelo contrário, fui por capricho. Dei-me ao luxo por me deram o luxo. Tenho a melhor família do mundo no que toca a mandarem-me para o outro lado do mundo sem duvidarem das minhas capacidades, mas amparando-me constantemente os golpes.
Ganho bem, trabalho até à exaustão e faço o que me apetece nas horas livres. Ainda assim, isso não é tudo. Há que querer mais, e eu só quero estar de volta a casa.

 

(No mínimo, ainda me faltam dois anos, mas uma pessoa tem de sonhar!)

(Disclaimer: eu estou bem, sou saudável e não estou deprimida ou infeliz, só sou portuguesa e esta portuguesice da saudade é um desafio maior do que a mulher!)

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D



Blogs de Portugal