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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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A viver há um ano na Tailândia

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Viver na Tailândia é uma aventura. Sei que o deve ser para quem vive longe dos centros urbanos ou turísticos, ou povoados de farangs (estrangeiros) e viver em Bangkok também é uma aventura, porque esta é a capital, vivem milhões de pessoas em apenas 600km2, é uma cidade de contrastes, gente muito rica e gente muito pobre, gente de todo o mundo enfiada em condomínios fechados, apartamentos decrépitos, complexos de moradias, casas de madeira ou alumínio à beira dos canais ou torres de quarenta andares - todos a conviverem no mesmo espaço.
Se é um caos?
É.
Mas é um caos a que nos habituamos e que acaba por nos dar a experiência das nossas vidas.

Não existe um único português a viver em Bangkok (que eu conheça) que não goste de cá estar, mesmo que todos tenhamos saudades de Portugal. Temos saudades de Portugal, mas na Tailândia é quase sempre possível levar uma vida muito mais descontraída, mesmo dentro duma selva de cimento e filas de trânsito infinitas.

Pessoalmente, adoro a comida de rua. Ou comida, em geral, barata e fácil de encontrar em qualquer lado. A chave para a minha felicidade é intercalar os meus cozinhados sofridos com a comida tradicional tailandesa. Esta última é rica em vegetais e, à parte os fritos, livre de gordura. Há muito açúcar pelo meio, mas a quantidade e variedade de fruta a que temos acesso servem para equilibrar a nossa alimentação.

As rendas, tal como o preço dos imóveis, é muito mais baixo do que em Portugal. Pago o equivalente a 200€ por um estúdio com kitchenette, num condomínio com piscina, ginásio, sala comum, guardas em peso e estacionamento. Caso quisesse comprar um destes estúdios no meu condomínio (construído em 2013), pagaria cerca de 50 mil euros.

Não me canso de dizer que os tailandeses são uns amores, boas pessoas e com integridade. Muitos dos crimes cometidos na "land of smiles" têm autoria estrangeira. Sinto-me segura a andar na rua à noite. Os tailandeses até podem corresponder aos estereótipos de "mal ou sub-escolarizados, materialistas, vaidosos, taxistas exploradores de turistas", mas raramente ouvirão falar dum tailandês que não tente comunicar convosco num Inglês desafiante, amanhado no momento, e principalmente cheio de boa vontade. Adoram falar com estrangeiros, dar indicações e, se trabalharmos com eles, pagar-nos o almoço.

Viver na Tailândia é um desafio, mas um que vale a pena aceitar. Viver em Bangkok é recorrer ao Google Maps, levar sempre um mapa dos transportes públicos connosco, descobrir onde nos levam os autocarros (com ou sem ventoinha, com ou sem ar condicionado, quase todos dos anos 70/80), fazendo sightseeing autónomo, é aceitar que Bangkok é uma cidade de turismo de compras e que não há assim tanto para visitar. É aceitar que há muita gente e que quem é dado a claustrofobia deveria viver nos subúrbios (eu).

Viver em Bangkok é como viver debaixo da chuva inglesa, misturada com temperaturas lisboetas em Julho, a humidade da Amazónia... Viver em Bangkok é viver em vários sítios ao mesmo tempo!

Por tudo isto e mais uns tostões, há piores sítios para se emigrar...

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