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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Nota à blogosfera

Ando a adiar esta publicação há demasiado tempo. Há muito a ser dito, mas poucas palavras para o expressar, por isso aqui vão as melhores que tenho.

 

Desde que vim morar para Bangkok, a minha vida tem sido uma constante de desconforto, descobertas e avalanches várias. No semestre passado, trabalhei, literalmente, até às lágrimas. Sete dias por semana. Nos dias supostamente livres, tinha de planear aulas. Ao fim de semana, era eu a estudante.

 

Assim, sei que muita coisa na minha vida mudou. Foi tudo um bocado de repente, atabalhoado, daí o choque ter sido maior. Tenho batido muito com a cabeça em paredes de vidro esse aço, tenho-me esfolado toda nesta aventura. Há dias mesmo muito maus, e outros muito bons. Os meus alunos fazem-me sorrir, dando-me segurança acerca da qualidade do meu trabalho. Nem tudo são rosas: há mesmo, mesmo dias em que só me apetece ir embora JÁ.

 

No entanto, no meio de toda esta comoção, da falta de tempo ou de paciência ou de tema para escrever no blogue, vocês continuam desse lado. Alguns já vêm de tempos anteriores e mais pacíficos, outros terão chegado agora ou há pouco tempo, mas cada "favorito", cada ligação, cada comentário e cada e-mail valem mil dias de praia!

 

Obrigada.
Obrigada, tantas vezes.

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Viver num país exótico não tem de ser necessariamente uma experiência exótica todos os dias, areais paradisíacos, rooftops privilegiados e massagens. Desde que cá cheguei, tenho-me sentido a andar com uma nuvem à frente do nariz. Tenho tanta mensagem por responder, tanto comentário a que não dei seguimento. Estou agora a sair desta nuvem, pouco a pouco, porque sei que dia se melhores virão. Estou optimista. A vida só me tem dado chocolates nos últimos anos e uma das provas disso até é este blogue. Esta nuvem vai desaparecer! Vai-me deixar ser positiva e voltar ao estado alerta.

 

Obrigada, outra vez. Obrigada por continuarem a ler o que eu escrevo, ainda que seja tão escasso. Obrigada por me fazerem querer produzir conteúdo cada vez melhor e explorar temas diferentes.

 

Este blogue é muito especial para mim, porque é o meu projecto pessoal há SEIS ANOS! Eu sei, não parece muito, mas isso é para aí metade da minha vida, se não contarmos com as fraldas e a escola primária. Tenho muito orgulho no que faço aqui, porque não é pago nem patrocinado por nada (se bem que um dinheirinho extra vem sempre dar um jeitão), mas mesmo assim eu continuo a voltar e a tentar melhorá-lo. O que eu escrevia quando o criei não tem, claramente, nenhuma semelhança com o que para aqui vai agora, mas olhem... É bestial poder ver essa evolução, na escrita, na pessoa, nos interesses, nas transições...

 

Então pronto, era só isso: obrigada!

O amor, os blogues e as fofocas

 

Na semana passada, nesse dia emblemático em que o Benfica, o Papa e o Salvador Sobral deram tantas alegrias a Portugal e aos portugueses, outra surpresa mexeu comigo: umas fotos muito curiosas de dois dos meus blogueiros de eleição, que alegadamente estariam separados/divorciados e em torno dos quais até se tinha gerado um zum zum de admiração, angústia, tristeza, de repente muitos seguidores a comentarem que, assim, até deixariam de acreditar no amor, que eles eram o par perfeito, levantaram-se mãos ao céu (ou emoticons tristes no Instagram)... Enfim, eu fui uma delas. 

A separação desse casal dos blogues teve um impacto bastante grande em mim. Eu serei sempre a primeira a dizer que as aparências iludem e que de amor ninguém percebe quase nada. Para mim, andamos todos ao mesmo: vai-se por tentativa e erro, a ver se os nossos métodos funcionam com os da outra pessoa. Para mim, casais felizes na Internet também podem ser uma farsa ou um retrato dum conto de fadas, porque só quem anda no convento sabe o que lá vai dentro. Raramente me deixo iludir ao ponto de acreditar que é tudo lindo e maravilhoso lá por casa, vinte e quatro sobre vinte e quatro horas, 7 dias por semana.

No entanto... olhem, qualquer coisa mexeu comigo quando soube desta separação. Talvez por eu costumar dizer que há uma tríade de Ricardos na blogosfera que garantem o sucesso de relações - o meu, o dessa blogger e o duma terceira. (Eu sei que é um bocado presunçoso e ligeeeeeiramente tendencioso pensar nestes termos, mas uma pessoa tem de acreditar nalguma coisa.) Talvez por eu passar demasiado tempo na Internet a pensar na vida dos outros (o que não deixa de ser uma possibilidade credível). Talvez eu até me tenha sentido chocada por ter crescido a ver essa relação a desenvolver-se e, sem me ter apercebido, essas pessoas fazerem um bocadinho parte do meu dia-a-dia e da minha concepção do que é o mundo em geral e o sucesso profissional.

Acho que todas estas são opções muito válidas! E sabem porquê? Porque a verdade incontornável é que a Internet permite-nos ter uma relação, maioritariamente unilateral e quiçá falaciosa, com os escritores, produtores de vídeo, jornalistas ou cronistas. É uma relação não correspondida, mas que nos acompanha por anos e anos. Chegamos da escola e lemos o texto mais recente ao lanche, saímos do trabalho e pelo caminho vemos o novo vídeo. Essas pessoas tocam nas nossas vidas de maneiras muito mais permanentes do que certas partes das nossas famílias.

Assim, foi uma enorme alegria ver que esse casal de que estou a falar desde o início passou tempo de qualidade um com o outro, a julgar pelas fotos que mostram no Instagram. Muitos especulam que será uma reconciliação, mas a mim nem é a possível reconciliação que mais me interessa - é o facto de parecerem felizes e em paz enquanto estão juntos. Não interessa se permaneceram amigos ou outra coisa qualquer. Interessa que, no final, há esperança. Pode ter sido um casal a divorciar-se, mas é uma ligação que não morre, mesmo alé dos filhos.

Às vezes, também me pergunto o que aconteceria se eu e o Ricardo nos separássemos (emocionalmente, porque fisicamente a coisa não pode ficar mais aguda). Número um, não me parece provável que aconteça nos próximos tempos. Número dois, nunca se sabe, por isso não custa puxar pela cabeça e colocar hipóteses na mesa. Acho que, no final, o que mais importaria seria declararmos a paz. Se essa paz viesse na forma duma amizade ou dum carinho especial que não se apaga, significatia que a última meia década não teria acontecido em vão.

Noutra nota... Obviamente que, se os sujeitos em questão publicaram as fotos, já estariam à espera do efeito. Muita gente iria comentar e largar a sua posta de pescada. Neste caso, as fofocas são inevitáveis e quem criticar seja quem for por comentar a situação (hummm, como por exemplo, eu) não tem grande estrutura argumentativa para defender a sua causa. Deste lado, ainda temos poder para escolher o que queremos partilhar e o que preferimos omitir da praça pública. Certamente, este casal/ex-casal não terá escolhido partilhar estes desenvolvimentos de forma inocente e desinformada. Assim, toma lá a minha posta, à qual tenho igual direito.

 

Viva a felicidade! Viva o amor! Viva os sururus que mantêm a blogosfera fofoqueira entretida! Viva a gente contente e satisfeita!

A favor dos quadros de honra

Descobri anteontem uma publicação do blogue da Rita Ferro Alvim que me intrigou bastante, a par dos comentários deixados pelos seus leitores. Já data de 2014, mas o assunto é transversal a qualquer ano e contexto.

Então: será melhor haver quadros de mérito e de honra nas escolas... ou não?


Sendo eu uma aluna que estudou nove anos no ensino básico privado e três no ensino secundário público, mais dois anos no ensino universitário público e desde há dois meses para cá no ensino universitário cooperativo (ensino público, com certas vantagens e estatuto de privado) tenho a confessar que já vi de tudo, em todos os níveis de ensino. Felizmente, tenho uma experiência variada para partilhar, o que provavelmente me dará muito jeito, se sempre prosseguir com o bicho de me tornar professora.

Depois de todas estas experiências ao longo da minha curta vida, e como aluna "de mérito" desde que me lembro, assim como provável-futura professora, confesso que sou a favor dos quadros de excelência, ou de honra ou de mérito, ou quaisquer outros que reconheçam as capacidades e o esforço dos alunos. E não, não só devem ser premiados os alunos com boas notas - os que revelam talento nas artes, os que são áses do desporto, os que se envolvem em actividades empreendedoras e os que se destacam pelas suas qualidades empáticas e solidárias devem-no ser de igual forma (método que vem a ser cada vez mais aplicado).

 

Blogger típica? Eu não!

No outro dia, pus-me a pensar no que é que me torna assim tão diferente das outras pessoas que escrevem blogues. Provavelmente, não somos assim tão distintos - pensei eu para mim mesma. Ainda assim, consegui uma lista significativa de características que não nos são comuns, pelo menos comparando-me com muitos dos bloggers que vejo terem muito sucesso por essas praças. Shall we read it?

 

Não sou uma blogger típica. Sou uma blogger muito amadora, muito fora do circuito, muito pouco adaptada e ainda menos adaptável. 

Não tenho uma máquina fotográfica de boa qualidade, a minha já tem 7 anos e a câmara do telemóvel é fraca. 

Não tenho cães de raça fotogénicos, só rafeiros envergonhados, além de trêss gatas pardas e uma tartaruga que se confundem com os móveis. 

Não tenho um namorado estrela-de-cinema (musculado, barbeado ou de barba certa), que me leve a passear a sítios exóticos ou que me compre muitas prendas vistosas. 

Não tenho filhos fofinhos. Aliás, não tenho filhos.

Não tenho amigos com quem saia à noite ou com quem vá a festivais. 

Não saio à noite, nem vou a festivais. 

Não sou muito sarcástica nem mordaz. 

Não vou ao ginásio como se fosse o templo da minha religião, não corro e também não tenho roupa desportiva de marca. 

Não tenho roupa de marca, calçado de marca, cosméticos ou maquilhagem de marca.

Não sou linda, só sou maravilhosa (confirmam os meus amigos, e eu acredito).

Não tenho parcerias com outros blogues nem faço muitos giveaways. 

Não tenho um cabelo Pantene. 

Não sou fashionista, sou só um bocadinho feminista. 

Não sofro de amores mal resolvidos. 

Não leio os livros da moda.

 

Sou uma blogger-seca, não é?

Uma relação também tem vantagens!

Uma relação envolve muito sangue e suor, esforços de tirar a respiração, sacrifícios pessoais de fazer gritar as pedras da calçada, lágrimas constantes, cenas de pancadaria nunca antes vistas, impropérios largados como bufinhas depois duma feijoada... Enfim, uma data de coisas más. Mas isso só pode ser uma relação que não a minha, porque ouvi dizer que o meu rico fofinho, mais-que-tudo, amor e amigo de todas as horas se candidatou a um curso técnico de multimédia cujos alguns dos módulos são codificação e organização de sites, HTML, Java, programação e etcs e tais muito engraçados. E quem e o que é que vai beneficiar com isto? Eu e este blogue, está visto! Já me foi prometida uma extreme makeover totalmente gratuita e tudo!

As prioridades de um blogue

Num artigo recente alusivo ao Dia do Blogue (31 de Agosto), a Cristina Ferreira contou o seguinte ao Observador: "Lembro-me de, desde o início, comentar com a equipa que não havia nada pior para mim, como consumidora de blogues, do que abrir um deles e não existir novidade nesse dia. Era como se a blogger se tivesse desleixado e esquecido de mim" e que, por isso, faz questão de ter publicações novas todos os dias no seu, o muuuuito famoso Daily Cristina (com o qual eu não simpatizo, diga-se de passagem). 

 

Opiniões acerca da Cristina Ferreira à parte, sejam boas ou más, eu não poderia deixar de discordar plenamente de cada palavrinha do que ela referiu. Não sei se já repararam, mas este blogue, este antro nojento de procrastinação, é uma ofensa a qualquer actividade virtual regular. Tanto posso passar uma semana sem dar sinal de vida, como posso lembrar-me de vomitar meia dúzia de conteúdos por dia. Afinal, o blogue é de quem o tem. Se o blogger tem coisas novas para contar, conta. Quando não tem, cala-se, antes que saia porcaria. Na blogosfera (como em tudo), mais vale pouco e bom do que muito a encher chouriços.

Não passo a vida subservientemente a pensar em como agradar aos meus leitores e como escrever todos os dias no blogue para que eles não fiquem tristinhos, porque, por outro lado, eu também não espero que os blogues que eu sigo tenham lá novidades a toda a santa hora. Vocês sabem que ambos temos vidas, certo? Certo, Cristina Ferreira? É que, se estivermos sempre preocupados em ter o blogue actualizado, acabamos por não viver na vida real. E, se não vivemos na vida real, também não temos nada sobre o que escrever.

 

Lamento imenso se por aí houver quem gosta é de estar em cima dos blogues dos outros, à espera que caia uma nova publicação e que, com isso, todos os seus problemas se evaporem. Caso esperem regularidade e desenvolvimentos todos os dias, mais vale verem novelas, que têm sempre o mesmo horário de segunda a sexta-feira, excepto em noite de bola. Sorryyyyy :/

2 desafios, 16 perguntas, 5 nomeados e muita procrastinação

E......... as publicações em cadeia voltaram! Eu a pensar que isso era tãããããão 2010, mas afinal regressaram em força neste rico ano de 2014. Como todas as modas, foi e veio! Numa questão de dias, tive algumas nomeações para dois desafios, o primeiro dos quais da parte de três pessoas: o Bruno do Produto Oficial Não Licenciado, a Alexandra do Deixa Para Depois e a Filippa de No Mundo de Filippa. A Filippa também me nomeou para um segundo desafio.

 

Então, as perguntas e respostas do primeiro desafio são:

 

1- O que você não sai de casa sem?  (uma pérola que foi obviamente mal traduzida do Inglês, mas pronto)

Raramente saio de casa sem a minha pequena mala à tiracolo ou com a minha mochila (a da Adidas está a pedir reforma, por isso comprei uma nova da Nike que estava em desconto). Só uso a malinha quando vou ao supermercado ou a algum sítio que fique perto de casa. Quanto à mochila, utilizo-a bastante mais vezes, seja onde for que vou. Dar um passeio, viajar, ir à faculdade… Serve para tudo, mete-se lá tudo e é só meter às costas!

 

2 – Qual o seu animal favorito?

O cão, sem dúvida! Já tive alguns, já cheguei a ter quatro ao mesmo tempo e agora só tenho dois. Não costumava engraçar com gatos, mas desde Maio que tenho as minhas duas gatinhas bebés e estou perdida de amores por elas.

 

 

 

 (Daqui.)

 

3 – Qual o seu sapato favorito?

Primo pelo conforto. Por isso, não há nada como as minhas botas altas Timberland, um par de ténis de boa qualidade ou um simples par de chinelos de enfiar no dedo. Também aconselho aquelas sapatilhas de 3€ da Primark, o calçado mais confortável para o Verão e para a meia-estação.

 

4 – Produto de maquilhagem indispensável?

A base deixa-me os poros inflamados, o rímel enfraquece-me as pestanas (que já não são abundantes nem fortes por natureza). Em suma, posso passar bem apenas com o meu lápis preto e uma palete de sombras. Ocasionalmente, batom cor-de-rosa ou vermelho.

 

5 – Qual o seu maior sonho?

Entre ser uma professora satisfeita com as suas condições de trabalho, ter uma livraria, ter um emprego na área da promoção cultural ou ser uma escritora a tempo inteiro… será que posso ser tudo isso em diversas fases do imenso tempo de vida que julgo restar-me? Sem esquecer, é claro, uma família feliz e amigos por perto.

 

6 – Qual o seu maior defeito?

Sou muito crítica com os outros, até deve irritar! Eu sei que irrita.

 

7 – O que te irrita nas pessoas?

Acima de tudo, a falta de modéstia e de capacidade para olharem para os seus próprios umbigos. Ou, por outro lado, a falta de auto-estima e de amor próprio.

 

8 – Qual a sua comida favorita?

Carne de porco à alentejana ou qualquer tipo de marisco à descrição. Sou mesmo tuga! Ok, também adoro chow-mein.

 

9 – Doce ou salgado?

Varia com os dias.

 

10 – O que te deixa feliz?

Família, amigos, objectivos por cumprir, trabalho para fazer, um mundo inteiro para aprender, muitas páginas em branco por escrever… Entre tantos outros pormenores de que me poderei estar a esquecer!

 

11- Escolha 5 blogs para fazer essa Tag.

Esta pergunta terá resposta no final do próximo desafio, no final desta publicação.

 

 

Como referi anteriormente, a Filippa também me nomeou para outro desafio, para o qual respondemos a 5 perguntas pensadas por quem nos passou a corrente. E estas foram as da Filippa:

 

1 - Quais eram as tuas expectativas quando criaste o blog?

Queria ser compreendida e ouvir o eco da minha voz virtual. Metaforicamente, claro. Olhem, eu era apenas mais uma miúda que estava com pseudo-problemas de adolescente e achei que, ao criar o meu milésimo blogue, alguém haveria de me ajudar a lidar com os terríveis anseios das minhas hormonas. O blogue seria, assim, o mural da minha auto-comiseração. E, um par de meses depois, acordei e achei que a minha existência valia mais do que isso.

 

2 - Quais os maiores desafios na hora de manter um blog?

Arranjar um tema sobre o qual se possa escrever. Aliás, corrijo, o maior desafio não é arranjá-lo, mas sim lembrarmo-nos dele depois de sairmos do banho/acordarmos no dia seguinte/conseguirmos por fim um pedaço de papel onde o possamos anotar.

 

3 - Se fosse possivel comprar o teu blog, quanto achas que ele valeria? 

O meu blogue não tem valor e, se tivesse, nem na Feira da Ladra o deixariam entrar. Acho que já nos chega a nossa própria procrastinação, quanto mais comprarmos a dos outros. É que nem oferecida!

Estou a brincar. Apenas não venderia o meu blogue, berço de tantas oportunidades e experiências que surgiram e estão por surgir!

 

4 - Imaginas-te a ter o teu blog daqui a 20 anos? 

Curiosamente, nunca pensei nessa questão. De qualquer maneira, espero que continuem a gostar de mim quando eu escrever sobre fraldas, multas de estacionamento, cortes no meu salário e rugas precoces.

 

5 - Qual foi a maior surpresa que os blogs (ou as pessoas que nele escrevem) já te provocou (ou surpreendeu)? 

Uma mão cheia de pessoas vir dizer-me que leu o meu blogue, ou que alguém conhecido o tinha feito, e que, graças ao que escrevi, tinham ficado a perceber melhor qual o curso que iriam escolher na faculdade ou que, num maior momento de desorientação, me vieram até pedir conselhos. Sabe tão bem perceber que podemos ajudar alguém com a nossa mínima experiência de vida! Sinto-me quase uma Guru da FLUL e arredores! (E não me estou a gabar, estou apenas profundamente admirada!)

 

Perguntas que lanço para os meus nomeados:

1 - 5 planos para os próximos 10 anos

2 - O que idealizas ser o amor da tua vida? Achas essa imagem mental muito ou pouco realista?

3 - Qual o maior momento de glória no teu blogue e qual o derradeiro momento em que teria dado jeito um buraco negro virtual que te engolisse?

4 - Que tipo de conselho te vês a dar aos teus filhos (provavelmente, ainda não nascidos) quando eles já tiverem idade para pensarem por si mesmos?

5 - Onde é que posso arranjar um par de ténis confortáveis e de qualidade por menos de 20€? Não, a sério, preciso mesmo dessa informação e qualquer sugestão será bem-vinda, mesmo que exceda um pouco o meu orçamento!

 

Finalmente...

Sabem, eu não leio muitos blogues... É raro manter-me diariamente fiel e lembrar-me de todos os blogues que vou lendo, agora e depois (reler resposta à pergunta 6 do 1º desafio para esclarecimentos acerca disto). Bem, vamos lá ver se consigo os cinco.

 

1 - Quadrada aka Joana do Caderno de Pensamentos. O seu Gui também pode responder, se lhe aprouver.

2 - Cláudia Oliveira do Mau Feitio, uma amante de livros como eu (e ninguém deve conseguir ler tão rapidamente quanto ela!)

3 - Charlotte do Let me Believe, uma miúda deveras simpática (na blogosfera e fora dela!) que também vai agora para o 2º ano da licenciatura!

4 - Carolina do Entre-Parêntesis, que recentemente escreveu uma publicação que reflecte mais ou menos como interpreto a sua personagem virtual/pessoa real. Curioso...

5 - Outra Carolina, a Carolina Helena do Coucou Caroline, a quem aproveito para solicitar um encontro de FREAKING QUINZE MINUTOS, algo que tenho tentado combinar com esta criatura há meses a fio, mas que acaba sempre por ser desmarcado porque, vá lá, temos aqui uma futura arquitecta e estudar para isso parece demasiado complicado para que eu possa realmente compreender este modo de vida (também prestes a iniciar o 2º ano da licenciatura).

 

 Bom trabalho a escreverem respostas (quase) tão boas quanto as minhas! Muahahahaha!

Crítica e elogio aos bons costumes na Internet

Não será novidade nenhuma dizer que a Internet, em particular a blogosfera, está cheia de línguas de cobra (ou dedos de cobra que insistem em matraquear virtualmente). São principalmente os blogues mais conhecidos – como, por exemplo, A Pipoca Mais Doce e A Maçã de Eva – o maior alvo de comentários trocistas, inoportunos e maldosos, seja porque a dona ou dono do blogue tem acesso a produtos de grandes marcas a que o típico indivíduo da classe média portuguesa não tem, seja porque mostra fotografias das suas férias em destinos extremamente cobiçados e até invejados, seja porque planeia festas lindas e maravilhosas para os filhos, seja porque… se limita a dar sinais de vida.

De vez em quando, ponho-me a ler as caixas de comentários desses blogues. É como um guilty pleasure, por isso não me julguem. Eu até posso usar a desculpa de que simplesmente aprecio observar estes seres humanos no seu habitat natural, no meio em que se sentem mais confortáveis, porque sou uma estudante muito aplicada de comunicação e cultura (ah ah ah!). E, como se não bastasse, fico sempre bastante admirada com a indecência que esta gente tem, fico mesmo surpreendida com o que escreve e com o quão mesquinha consegue ser. Eu sei, eu sei que a mediocridade de espírito não conhece limites, mas será demasiado querer continuar a acreditar no bom senso? Será que ele pode continuar a existir? Será que podemos apostar nele, para que possa invadir toda e qualquer mente que precise duma valente dose desta substância?

Felizmente – e pode ser mera impressão minha – tenho notado que as gerações mais novas não são tão amargas nos seus comentários por essa Internet fora, mesmo nas redes sociais. Raramente leio comentários de alguém com menos de 25 anos a desfazer no que outra pessoa publica. Por norma, a maioria parece-me bastante simpática nas suas intervenções. No que toca à minha experiência pessoal, neste blogue em particular, só senti a minha face colocada em causa uma ou duas vezes, em três anos, e os comentários que me deixaram desconfortável nem sequer foram graves, apenas desagradáveis nas entrelinhas.

Caríssimos amigos e/ou leitores, dito isto, de hoje em diante, façam por manter a Internet um não-sítio pacífico e em que possamos coexistir sem sermos mauzinhos uns para os outros. Boa índole puxa boa índole, boa conduta atrai boa conduta, bom carácter chama bom carácter. Então, sejamos todos melhores cidadãos e utilizadores no mundo virtual! Shall we?

Olá e adeus, estou mesmo de saída!

Eu bem quero escrever acerca dos livros que tenho lido e comprado, lindos e maravilhosos, umas autênticas pechinchas. Eu bem quero escrever acerca de piadas e curiosidades da vida de todos os dias. Eu bem tento arranjar um espacinho na minha disponibilidade psicológica para estas vontades e quereres, mas não consigo. É muito difícil não sentir o chamamento do blogue.

Por outro lado, está tudo bem. Tem estado tudo mesmo muito bem. Continuo a ter o melhor namorado do mundo, os melhores amigos do planeta, uma família de gritos, a faculdade está lá no sítio, tenho muito trabalho, muito para estudar... Só que tenho tido poucas palavras, pelo menos para escrever aqui.

Na tentativa de colmatar a minha ausência por terras procrastinadoras, aqui seguem alguns textos mais informais que escrevi no mês passado a título não pessoal, mas sim - digamos - profissional, para os blogues dinamizados pela própria empresa:

  1. 5 dicas fundamentais para se tornar num bom aluno
  2. Procura um telemóvel novo? Experimente um Android!
  3. Porquê criar um blogue? Eis algumas razões...
  4. Quais os benefícios de praticar desporto? E onde posso praticá-lo?
  5. (Apenas) 5 breves vantagens se gostar de ler livros
  6. 4 razões para visitar um museu em Lisboa

 

Tenham um bom fim-de-semana e não me odeiem! Ah ah ah!

(Depois digam-me o que acharam dos textos acima mencionados, pode ser?)

Blogger ausente, por muito que tente

Infelizmente, os meus piores pesdelos blogosféricos estão a tornar-se realidade: raramente tenho tempo (ou disponibilidade mental) para cá vir escrever. Nem para vir ao blogue, nem para muitas outras actividades desta minha vida humana... Mas o blogue? Nunca pensei. É que, sendo o meu trabalho REMUNERADO escrever, as palavras começam a faltar para o trabalho de lazer. Sei lá, fico assim meia perdida. Estou a tornar-me num daqueles autores de blogues que tanto repudiava quando não escreviam tão frequentemente quanto eu esperava deles. Deves ter uma vida muito ocupada, deves... Porque é que nunca mais escreves, caramba??? Deixa-te de coisas e começa a escrever mais, oh tu que tens um blogue não sei bem para quê!

Estão a entender o meu problema existencial?