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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Não consumir tantos bens materiais em 2016

Comecei agora a ler Walden ou a vida nos bosques, de Thoreau, escrito no século XIX, quando o sistema capitalista começou a enraizar-se e a afectar a sociedade dos Estados Unidos da América.
Logo nas primeiras páginas, as únicas que já li, em todo o caso, Thoreau fala-nos acerca do hábito consumista e de como adquirimos tantos bens de que não precisamos. Como, quanto mais temos, mais queremos e sentimos necessidade de ter. Esta leitura está a coincidir com um modo de me relacionar com o dinheiro que tenho tentado adoptar.


Acho que eu mesma senti o entusiasmo do dinheiro durante o primeiro ano da licenciatura, que coincidiu com o período em que comecei a trabalhar. Finalmente, ganhava o que era meu por direito, a minha autonomia de o gastar onde e como me apetecesse (desde que reservasse algum para as propinas&transportes). Esta novidade submergiu-me durante alguns meses. Quando fui a Newcastle, fartei-me de gastar dinheiro em doces e em roupas que, apesar de não se encontrarem cá em Portugal, pelo menos pelos mesmos preços, não me eram assim tão necessários na altura. O que me valeu em Bruxelas e talvez em Paris foi ter menos espaço de bagagem disponível. Aliás, em Paris já eu me contive muito. Só comprei livros, segundo me parece, e algumas lembranças simples, como marcadores de livros e postais.
Acho que foi depois dessa viagem a Paris em Abril de 2015 que comecei realmente a olhar mais para as contas. Coincidentemente, antes de ir, chumbei no exame de condução - para fazer um novo teria de pagar 200€, quase o mesmo que pagara por toda a carta.
Olhando a gastos, acho que a minha maior despesa é em livros. No entanto, em 2015 passei a comprar com mais cuidado, porque em 2014 aprendi que nem sempre quantidade significa qualidade. O mesmo com a roupa, sapatos e produtos de beleza e de banho da Yves Rocher (pelos quais tenho uma pancadinha).
Em 2016, os meus maiores gastos inevitáveis continuarão a ser em livros. Em termos de roupa, em 2015 comprei o suficiente para não precisar de muito mais em 2016 (nomeadamente roupa de Inverno, um casaco de pêlo e calças). Também devo contar com a compra de um ou outro artigo de maquilhagem. Se calhar, vou investir numa boa paleta de sombras e em bons batons, mas não uso diariamente mais do que isso. Ah, e as viagens... Não esquecer as viagens. Em breve, farei uma ou outra!
Desde esta semana também passei a dar explicações a mais uma menina, além dos dois irmãos a quem já dava, e continuo o copywriting (se bem que com muito menos frequência, porque os pedidos já não abundam), por isso vou ganhando uns trocos.

Não me lembro de muito mais truques para poupar em 2016. Acho que apenas devemos guardar em mente que não precisamos muitos bens materiais para ser feliz e que - já sabem - quanto mais temos, mais queremos ter. Basta-nos adormecer o frémito consumista e saber controlar as compras por instinto. Poupar é mais com a Cláudia, por exemplo. Eu ainda não tenho um trabalho e um salário regulares para poder poupar quantias significativas.

Recomendar é melhor do que desperdiçar #5 - comprei uma capa para o tablet!

Tenho o tablet desde o início do ano, mas ainda não lhe tinha arranjado uma capa destas, toda catita. Na altura, comprei apenas uma bolsa universal, como aquelas dos computadores, almofadadas, para o poder transportar. No entanto, não era realmente à medida das 10 polegadas, por isso o ecrã estava a ficar riscado de andar aos saltos lá dentro.

Outro problema consequente de não ter uma capa decente para o tablet era ele aquecer imenso quando o utilizava, principalmente porque tinha de o manter sempre na mão, caso não arranjasse apoios improvisados. Ainda por cima, tenho lido imensos e-books e é chato ter de estar sempre a segurá-lo. E para o utilizar nas aulas? Simplesmente não era possível, a menos que pontualmente.

Por fim, esta manhã lá cheguei à conclusão de que de hoje não passava, que esta vida tinha de acabar. Vá lá, e eu também já queria ter uma fofinhice assim. Apaixonei-me por esta capa e por outra. Não é que eu tenha uma fixação como se costuma ver para aí com Londres, e Inglaterra, e sotaque inglês, mas achei a capa bonitinha e escolhi-a em detrimento da outra porque ou era Londres azul e vermelha ou era França cor-de-rosa berrante e branca. Como isto é coisa de se levar para a faculdade, achei que daria menos nas vistas uma capa mais escura.

Algumas horas depois, só tenho a dizer bem da coisa. Dá um jeitão, tanto para trabalhar à secretária como para levar para a cama e ler um bocadinho, aconchegada na manta (procrastinação, olé olé). Não, não aquece. Não, não é pesada.

Custou-me 10,95€ na loja do chinês.

Apesar de não aparecerem nas fotos, também comprei uma película protectora para o ecrã da marca Polegar (4,95€) e uma caneta touch da marca Lazer (cerca de 2,50€) na Box do Jumbo. Acabei por não os trazer do chinês por pura parvoíce, porque cheguei à conclusão de que vai dar tudo ao mesmo em qualidade e os preços são mais simpáticos.

Recomendo! :)

Boas notícias para a malta do Norte!

Para algumas das pessoas que me vieram choramingar por não terem uma Primark por perto, quando abriu a loja do Colombo e eu fiz uma grande festarola por estes lados, aqui ficam as boas notícias: vai abrir uma Primark no NorteShopping ainda este semestre!

 

primark2

 

Nota: aproveitem os saldos da Primark, porque valem mesmo a pena. Tenho comprado cuecas a 0,50€ e a 0,25€, já comprei uma t-shirt a 1€, uns óculos escuros a 1,50€ e a prenda do dia dos namorados já cá canta também (muito baratinha, mas não vou dizer o que é nem quanto custou, que a criatura a quem ela se destina lê este blogue, felizmenteeee). Há botas a 8€, pijamas a 5€, calças a 4€... Enfim, já vi de tudo e traria muito mais para casa se precisasse ou tivesse mais dinheiro.

Venho por este meio expor a minha maior compulsão:

 

Estar em pausa lectiva permite-me ter muito tempo livre para ler e, já agora, para andar a passear pelas livrarias em saldos. E para os aproveitar, obviamente! É um salve-se quem puder! Eu cá já naufraguei. Para aí umas quatro vezes. Ter uma espécie de emprego novo - logo, um poucochinho mais de disponibilidade monetária - também não ajuda.

It is called karma, darling.

O quê? Arranjas um novo emprego, vais a correr comprar um tablet e esperas um final feliz?

Nope, o karma é lixado. Vais experimentar o tablet em exposição na loja, vais compará-lo com todos os outros que lá encontraste ou que viste na Internet, vais gostar do preço de promoção, vais acabar por levar um tablet para casa... E ele vai ser perfeito, excepto a parte em que tem a captação de wi-fi avariada.

 

Ah, pois. Não nos esqueçamos que a loja diz que "não aceita devoluções nem trocas de certos equipamentos informáticos", nomeadamente de tablets. É que era só o que mais faltava, caríssimos! Amanhã vão levar comigo e com a minha neura de cliente ultrajada, que não aceita que o bicho vá para a garantia, que certa vez já tive de enviar um telemóvel para o arranjo da garantia TRÊS VEZES e ele voltou sempre com o mesmo problema. É bom que mo troquem, pela saudinha deles. Ai senhores, que me dão os calores...!

Orgulho de consumidora

Sobrevivi. Gente do meu blogue, eu sobrevivi. Entrei na Primark do Colombo, pensando estar a encarar a minha ruína financeira, e só gastei cinquenta cêntimos com uns collants opacos. Sim, sim, 0,50€! Mal virei costas à loja, desatei a ligar à minha avó para partilhar o orgulho que senti pelo autocontrolo que mantive durante a hora que lá passei, de um lado para o outro, às voltinhas, a ver preços, a catrapiscar uma peça ou outra… sem cair em desgraça! E ia sozinha, sem ninguém que me desse uma puxão antes de eu desapertar os cordões à bolsa! Não arruinei o porta-moedas e, muito menos, o cartão multibanco. Ufa… Também não sei se será considerado batota a minha avó ter-me prometido que lá voltamos ainda esta semana (implicitamente, isso também é considerado uma promessa de que havemos de comprar uma coisita ou outra, nem que seja só um par daquelas sapatilhas de 3€, como as que eu comprei no ano passado em Braga, que, além de serem giras e combinarem com todo o tipo de roupa, devem ter sido os sapatos mais confortáveis que adquiri em muito tempo), mas não me vou pôr já a dar palpites sobre o meu comportamento futuro, que só eu sei como sou imprevisível, para o bem e para o mal.

Apesar da minha tenebrosa ansiedade antes de me aventurar por terras primarkianas lisboetas, superei as expectativas e não desatei a deitar mão a tudo aquilo com que ia simpatizando. Também era melhor, que uma pessoa tem propinas e passes de transportes para pagar, pois tem, e não são nada baratos!

De qualquer maneira, temos de admitir certos aspectos: a Primark sabe cativar o cliente. Tudo nos maravilha, tudo nos atrai, desde as cores, até às texturas, passando pelos preçários chamativos, a disposição dos produtos, o próprio design deles… É uma loucura! Overwhelming, diriam os ingleses. Há todo um mundo de porcarias fúteis que nos chamam a atenção, simplesmente por existirem e estarem colocadas em determinado sítio. (Eu mesma senti-me tentada, durante uns quinze segundos, em trazer um conjunto de cinco escovas de dentes por 0,75€. Foi grave…)

 

 

Para terminar, deixo uma lista de dicas a quem tiver dinheiro para gastar (sem sequer precisar de ter uma fortuna, basta terem 20€ disponíveis):

 

* vejam os vestidos de renda de alças – há brancos, vermelhos, azuis e pretos, mas os pretos são 13€ e os outros são 7€. São tão bonitos e têm ar de ser tão fresquinhos para o Verão...!;

 

* as tais sapatilhas de que vos falei, de cores lisas, duram-vos cerca de ano e meio, com uso frequente, são laváveis e o cúmulo do conforto, custando apenas 3€ - valem meeeeeeesmo a pena!;

 

* dirijam-se à zona da decoração para a casa e comprem umas velas aromáticas de 1€ - depois digam-me se são tão cheirosas quanto antes de serem acendidas;

 

* dirijam-se à zona dos pijamas e comprem muitos felpudos, térmicos, de 10€, pois não passarão frio no Inverno e evitarão, decerto, algumas constipações indesejadas;

 

*dirijam-se à zona da roupa interior e adquiram sutiãs e cuecas daqueles cheios de rendinhas, amorosos e muito… arrojados. E baratuchos, como os da feira. Vocês ficam felizes, os vossos namorados ficam felizes (ou namoradas, se forem os namorados a oferecer-lhes), a Primark fica feliz. No final, todos ficarão a ganhar!

Sou muita coisa e, infelizmente, shopaholic é uma delas.

Só entrei na Primark uma vez, no Braga Park, no Verão passado. Foi amor à primeira vista - ou falta de amor ao dinheiro, ponhamos a situação nestes termos. Havia taaaaanta roupa a "tãããão" baixo preço que me passei e desembolsei logo ali cerca de 30€ (praticamente o que levava na carteira, segundo me cheira, e mais houvesse). Tenho de admitir que os meus pontos fracos são livros e roupa a preços baixos. Não é que eu seja uma fashion victim, nem nada que o valha. Mas... c'mon! Todo o rabo de saia que vocês conheçam deve adorar ir às compras e sentir que, daí em diante, nunca mais vai conhecer o drama de abrir o armário e não saber o que vestir (até à próxima época de saldos). Além disso, é da Primark que estamos a falar! É o ultimate guilyy pleasure

Por isso é que o mundo se agitou quando anunciaram que iria abrir uma Primark no Colombo, a primeira a aparecer no centro de Lisboa. Dah! E, como devem calcular, a minha pessoa já anda a agendar uma visita à dita cuja, selvaticamente inaugurada hoje, pelo que dizem. No meio de tanta fotocópia e tanto livro para ler, algum tempinho hei-de arranjar para ir (sem dinheiro ou cartão multibanco na mão, para evitar desastres). Porém, não pensem que lá vou meter os pés antes da próxima semana, vade retro! Detesto multidões e mulheres nervosas a tropeçarem em mim enquanto tentam arreganhar a última peça de roupa do tamanho 38 da prateleira! Para nervosa, já chego eu na maioria das ocasiões.

Portanto, procrastinadores deste planeta, keep calm que a Beatriz vira fera na generalidade dos centros comerciais, quanto mais numa loja low cost. Viva o capitalismo! (Só quando me convém.)

Eu só queria umas palhetas fixes!

Ontem, fui comprar palhetas para a guitarra. Aproveitei ter a última aula deste ano na Alliance Française para passar pela loja de música que fica na mesma rua e onde só entrara uma vez, para saber o preço das guitarras acústicas. Estava sempre vazia.
Quando fui atendida, perguntei por palhetas. O senhor do outro lado do balcão respondeu "temos milhares". "Olha que bom", pensei eu, enquanto ele apontava para dentro do gabinete particular, como quem quer dizer "estão arrumadas ali dentro". Então, pedi especificamente palhetas de guitarra. Lá me foram mostradas umas quantas, a maioria com a espessura de 0,75mm e, tentando ser simpática, observei "era destas que eu andava à procura!". Contudo, ainda gostaria de ver umas palhetas mais grossas, visto que as de 1mm eram poucas e tinham desenhos estranhos. Acerca desses estampados, o vendedor afirmava "só não ter com a cara do Passos Coelho". "Nem eu quereria uma dessas" retorqui, "tocar guitarra dá-me prazer e espero que assim continue!" "Olhe, tem aqui uma que é contra a SIDA." Ora bolas, mas será que ele não entendia que eu só procurava algo divertido, a combinar com a música?!
À pressa, escolhi três palhetas, já farta daquela charada, e desembolsei da carteira. "São 2,55€", e eu nem conseguia fazer as contas de cabeça (0,85€x3=???), para confirmar, tal era o imbróglio em que o homem ma pusera. Desculpei-me com o facto de estar de férias e, pronto, eu confiaria que 0,85€x3=2,55€, dado não conseguir efectuar uma operação mental tão simples quanto aquela. A verdade é que nunca me dei muito bem com números...
No entanto, ao contar o dinheiro que tinha na carteira, concluí que não havia suficiente para pagar; reduzi as palhetas a duas. "É 1,70€." Está bem. Escusado seria regressar à tentativa de cálculo anterior, se já nem os trocos eu via à frente!
Arre! Enfiei as palhetas na carteira e fugi dali, jurando para nunca mais! O homem era burro (ou casmurro) no que toca à música (trocadilho involuntário de terceira categoria), mas eu é que ainda ficara mal, graças à desgraça da minha Matemática!
Pelo menos, vá lá que não vá, as palhetas até são de boa qualidade e têm uns desenhos engraçados...!

não estávamos ainda em Novembro?

Hoje, fui ao El Corte Inglés. Do tecto já pendiam grinaldas e decorações que tais, douradas, prateadas e "Feliz Natal!", "Merry Christmas!", fazendo-me temer, por momentos, ouvir os jingles natalícios, com publicidade festiva à mistura. Mas esses também não devem tardar. Esperem até à próxima semana e depois digam-me se a coisa já não chegou a esse ponto!