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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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Os meus livros em 2017

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Li 20 livros em 2017. Não estou propriamente satisfeita com o meu volume de leituras terminadas, mas penso que há uma certa vitória pessoal em saber que li alguns livros que me trouxeram conforto, ou que - depois de muitos anos a adiar a sua leitura - me surpreenderam pela positiva. Também me aventurei em livros longos, com histórias intrincadas e letra miúda. 

 

Noutra nota, sofri muitas desilusões. Iniciei uma data de livros que nunca terminei, porque, ao comprá-los ou escolhê-los, me pareceram boas escolhas. Mas não foram. Ao fim de cinquenta ou cem páginas, decidia abandonar. Só com isto, mais as leituras que ficaram entre 2017 e 2018, já poderia contabilizar cerca de 25 livros, em vez de 20.

 

Em 2018, quero ler menos em inglês. Aliás, mal me mude de volta para Portugal, espero comprar mais cinco livros de autores portugueses, para reequilibrar as forças literárias nacionais. Em 2017, também era suposto ler um livro em espanhol e outro em francês, mas acabei por não levar avante o que estava a ler na primeira língua e não encontrei nenhum do meu gosto na última, mesmo após várias tentativas.

 

Para 2018, escolhi estabelecer a meta dos 25 livros. E só de pensar que já cheguei a ler 50 num ano! Onde anda este ritmo? Quero voltar a encontrá-lo! Ainda assim, vou nivelar as expectativas por baixo. Depois, logo se vê.

Experimentei ver "Voldemort: Origins of the Heir" e esta é a minha opinião

Quem já viu o filme "Voldemort: Origins of the Heir", a produção fan made mais famosa do momento? Eu já, e trago-vos a minha mais sincera opinião acerca do que poderia ter sido um produto modesto, mas melhorzinho do que foi - muito melhor!

 

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Pessoalmente, acho que a saga Harry Potter anda a ser explorada em demasia. Parece que nada do que se faça de interessante (e, muitas das vezes, desinteressante) pode subsistir sem ser comercialmente explorado até à náusea. Sou a maior fã dos livros, talvez até dos filmes, mas começo a pressentir um esforço enorme para manter popular algo que já marcou várias gerações, não sendo necessária muito mais do que a sua própria existência.

Por isso, não deixo de pensar que "Voldemort: Origins of the Heir" pode ser visto como um esforço louvável de alguns fãs para demonstrarem a sua admiração e prestarem uma homenagem à saga, ou que pode ser visto como mais um esforço para comercializar e rentabilizar um sub-produto, amador, associado ao nome Harry Potter.

 

Se estão prontos para alguns spoilers, cliquem em "ver mais" (ou não façam mais scroll, caso tenham aberto o post directamente). Senão, vejam o filme (cerca de 52 minutos) primeiro, tal como foi publicado no YouTube! 

 

 

 

 

Tagarelando sobre "O Caminho Imperfeito" de José Luís Peixoto

Sobre O Caminho Imperfeito que José Luís Peixoto percorreu. Sobre o meu próprio caminho imperfeito na Tailândia. Cada um fez o seu, mas em muitos pontos os dois acabaram por se tocar. Deixo-vos com os meus pensamentos (já publiquei o vídeo há algum tempo, mas só agora o estou a partilhar aqui; culpem a tal procrastinação).

Espero que gostem!

 

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Comprei um Kobo... e agora?!

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Há muitos anos que as minhas amigas me andavam a melgar, evangelizar, suplicar para comprar um e-reader, leitor electrónico, Kobo/Kindle/qualquer coisa. Porque faria maravilhas. Porque era tão prático para elas. Porque qualquer minhoca da leitura tinha um. Porque eu tinha todo o ar de quem iria gostar de ler livros, que não são bem livros, mas que os imitam muito bem. 

 

Recusei-me sempre, durante todos estes anos (para aí uns quatro, no mínimo) a comprar essa coisa ridícula dos leitores electrónicos. Caros comó raio, sem qualquer outra funcionalidade, e depois os livros físicos é que são bons, papelinho para virar, cheirar, passear na mão com vaidade... 

 

Comecei a ler em tablets e não desgostei da experiência. No entanto, os olhos é que pagam. É muita luz, tal como a dos telemóveis, que queremos evitar. Mas os tablets sempre dão para outras coisas!

 

Há umas semanas, tive um professor convidado a dar uma aula do meu mestrado. O senhor era muito jeitoso, bem falante, inteligente, convenceu-me logo ali, não necessariamente a comprar um Kobo, mas a finalmente reconhecer o óbvio: sem experimentar um e-reader, eu nunca viria a saber o que esta gente pregava. Em dois dias comprei um. Pesquisei, comparei, encontrei um Kobo com um desconto abismal (por ser refurbished) e aqui vos deixo as minhas impressões.

 

 

Desculpem lá a extensão do vídeo, pois acumulei muitos anos de ignorância pela qual tenho de compensar o mundo! 😂

Impressões gerais sobre O Caminho Imperfeito que José Luís Peixoto percorreu

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Eu sei que já deveria ter escrito sobre este assunto há pelo menos uma semana. Mas sabem aqueles momentos em que parece que nem temos disponibilidade mental para nada, que as actividades mundanas já ocupam demasiado espaço nos nossos dias? 

 

Pronto, eu sinto-me assim. 

 

Seja como for, já acabei de ler O Caminho Imperfeito de José Luís há demasiado tempo para não vos deixar um sequer um atalho para as minhas impressões gerais. Já que eu conheço a maior parte dos sítios que o autor refere, já que vivo aqui, é quase uma obrigação confirmar ou comentar tantos dos detalhes deste livro. Digo eu!

 

Mais tarde, gostaria de partilhar mais outros detalhes engraçados, mas tudo a seu tempo. Por agora, o meu entendimento sobre O Caminho Imperfeito está aqui. Por agora, no Goodreads. Mais tarde, talvez em vídeo ou num texto. Logo veremos! 

5 livros para levar em viagem

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Quando faço a mala para ir a qualquer lado fora do país, durante alguns dias, é muito importante para mim decidir que livros devo levar para a viagem. Então, quando vou estar três meses fora, ainda se torna mais urgente decidir quais as leituras eleitas, de modo a que sejam as suficientes para esse período de tempo, que sejam uma decisão segura e não acabem por ser uma desilusão e que caibam todas na bagagem.

 

No meu caso pessoal, tenho de escolher à volta de três livros que não se tornem um fardo de peso e volume numa mochila e numa mala de cabine. Tentarei levar mais qualquer coisa para ler no tablet, mas não me consigo habituar totalmente à leitura de e-books, portanto prefiro apostar nos livros físicos.

 

Como leitora irrequieta que sou, escolher livros para levar em viagem é um martírio. O que eu queria era levar pelo menos dez - ou, se possível, toda a minha estante, e depois só ter de decidir no lugar. Detesto sentir-me condicionada nestes termos!

 

 

Assim, aqui fica uma selecção de livros para levar em viagem:

 

1. Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago

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Ao viajarmos para um país longínquo, os livros escritos na nossa língua materna representam um grande conforto. Não é que eu já tenha viajado muitas vezes, só viajei por mais de uma semana três vezes na minha vida, mas essas experiências já me ensinaram que, lá para o quarto dia no país estrangeiro, a ouvir praticamente a língua respectiva a toda a hora, nada bate um regresso às origens. Obviamente, aconselho a escolha dum bom livro e autor, para um efeito potenciado ao máximo.

 

 

 

 

Fazendo as malas

Já todos pensámos, pelo menos uma vez na vida, no que levaríamos para uma ilha deserta, se tivéssemos "bagagem" limitada - do género:


- se tivesses que ir para uma ilha deserta, quais as três coisas que não te podiam faltar?
- se tivesses que ir para uma ilha deserta, quais as três pessoas que escolheria para ir contigo?

 

 

Basicamente...


- se tivesses que ir para uma ilha deserta, o que é que terias mesmo, mesmo, mesmo de levar, bens sem os quais não poderias viver, indispensáveis à tua sanidade?

 

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Ora bem, digamos que eu estou a passar por uma fase desse género, em que tenho de decidir o que é que quero realmente levar comigo para a Tailândia, onde vou viver quase três meses... com a condição de ter de caber tudo-tudinho numa mochila e numa mala de cabine. Exacto, terei de condensar dez semanas em para aí 75cm3.

 

Felizmente, eu até me tenho tornado uma miúda prática no que toca a fazer a trouxa para viajar, experiência essa que vem culminar nesta mega aventura que se avizinha. Escolher a roupa não foi problemático, porque vou para um país muito quente e a roupa quer-se levezinha, não ocupando muito espaço. Conto já levar a roupa mais pesada vestida, assim como um casaco na mão. O que ocupa mais espaço são mesmo as bisnagas com gel de banho, champô, cremes vários e maquilhagem, mais outras coisas úteis que faço questão de levar, porque podem ser mais caras por lá e "nunca se sabe" (argumento tipicamente femin... perdão - de gente prevenida).

 

Aaaaah, mas alto lá e pára o baile! Então e os livros, Beatriz Helena??? Os livros??? Não podes só levar os do tablet, até porque precisas de dar vazão aos que tens comprado! Como planeias sobreviver sem leres, ahn, minha cabeça de vento?

 

Esse tópico fica agendado para a próxima publicação.

Não consumir tantos bens materiais em 2016

Comecei agora a ler Walden ou a vida nos bosques, de Thoreau, escrito no século XIX, quando o sistema capitalista começou a enraizar-se e a afectar a sociedade dos Estados Unidos da América.
Logo nas primeiras páginas, as únicas que já li, em todo o caso, Thoreau fala-nos acerca do hábito consumista e de como adquirimos tantos bens de que não precisamos. Como, quanto mais temos, mais queremos e sentimos necessidade de ter. Esta leitura está a coincidir com um modo de me relacionar com o dinheiro que tenho tentado adoptar.


Acho que eu mesma senti o entusiasmo do dinheiro durante o primeiro ano da licenciatura, que coincidiu com o período em que comecei a trabalhar. Finalmente, ganhava o que era meu por direito, a minha autonomia de o gastar onde e como me apetecesse (desde que reservasse algum para as propinas&transportes). Esta novidade submergiu-me durante alguns meses. Quando fui a Newcastle, fartei-me de gastar dinheiro em doces e em roupas que, apesar de não se encontrarem cá em Portugal, pelo menos pelos mesmos preços, não me eram assim tão necessários na altura. O que me valeu em Bruxelas e talvez em Paris foi ter menos espaço de bagagem disponível. Aliás, em Paris já eu me contive muito. Só comprei livros, segundo me parece, e algumas lembranças simples, como marcadores de livros e postais.
Acho que foi depois dessa viagem a Paris em Abril de 2015 que comecei realmente a olhar mais para as contas. Coincidentemente, antes de ir, chumbei no exame de condução - para fazer um novo teria de pagar 200€, quase o mesmo que pagara por toda a carta.
Olhando a gastos, acho que a minha maior despesa é em livros. No entanto, em 2015 passei a comprar com mais cuidado, porque em 2014 aprendi que nem sempre quantidade significa qualidade. O mesmo com a roupa, sapatos e produtos de beleza e de banho da Yves Rocher (pelos quais tenho uma pancadinha).
Em 2016, os meus maiores gastos inevitáveis continuarão a ser em livros. Em termos de roupa, em 2015 comprei o suficiente para não precisar de muito mais em 2016 (nomeadamente roupa de Inverno, um casaco de pêlo e calças). Também devo contar com a compra de um ou outro artigo de maquilhagem. Se calhar, vou investir numa boa paleta de sombras e em bons batons, mas não uso diariamente mais do que isso. Ah, e as viagens... Não esquecer as viagens. Em breve, farei uma ou outra!
Desde esta semana também passei a dar explicações a mais uma menina, além dos dois irmãos a quem já dava, e continuo o copywriting (se bem que com muito menos frequência, porque os pedidos já não abundam), por isso vou ganhando uns trocos.

Não me lembro de muito mais truques para poupar em 2016. Acho que apenas devemos guardar em mente que não precisamos muitos bens materiais para ser feliz e que - já sabem - quanto mais temos, mais queremos ter. Basta-nos adormecer o frémito consumista e saber controlar as compras por instinto. Poupar é mais com a Cláudia, por exemplo. Eu ainda não tenho um trabalho e um salário regulares para poder poupar quantias significativas.

20 anos

Há quase um mês que tenho 20 anos. Talvez, quando chegar aos 30, perceba qual é o drama completar mais uma década.

A mim, os 20 anos assentam-me de feição. Os 19 já tinham assentado, mas "20" é um número mais certo, mais determinado. É redondinho, impõe um certo respeito, já tem independência, mas ainda tem desculpa para ser dependente quando lhe convém.

São cada vez menos as pessoas que me desejaram feliz aniversário, mas isso não me deixou triste este ano - muito pelo contrário, fiquei muito feliz. Na blogosfera, destaco o maior PONeLeiro do pedaço, que penso já se ter lembrado dos meus anos em 2014; ele é um simpático.

Passando a assuntos de ordem mais prática, vou aqui rabiscar uma data de apontamentos sobre desejos que já gostaria de ter alcançados no final da próxima década (ou seja, ai-de-mim-que-não-os-tenha-concretizado-antes-dos-30):

  1. Conseguir ler Os Maias ATÉ AO FIM (a verdade é que já li outros livros do Eça de Queirós, mas estou farta de começar e recomeçar este e só chegar insistentemente a meio, para depois perder o ritmo);
  2. Conseguir ler Ana Karenina ATÉ AO FIM (idém);
  3. Casar (com o Ricardo; se a vida nos tiver trocado as voltas nessa altura, se já não estivermos juntos por algum motivo, só o tempo dirá se ainda me apetecerá vestir de noiva e dizer aqueles votos todos foleiros mas fofinhos e etc e tal);
  4. Conseguir um emprego digno - de mim, dos meus estudos, do meu esforço e dos meus desejos de constituição de família a médio prazo (gostaria de ser professora, por exemplo - se for professora universitária, tanto melhor);
  5. Viajar para, pelo menos, um destino noutro continente;
  6. Ter um carro que tenha sido fabricado depois de 2005;
  7. Ter um livro publicado.

 

Sou uma lamechas, pá!