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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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PERIGO: relações à distância são nocivas à saúde

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No outro dia, durante o almoço, a estagiária (de Hong Kong) que está a trabalhar na minha faculdade (em Bangkok) declarou que estava tentada a experimentar uma relação à distância com um rapaz indiano (outro antigo estagiário que já foi para casa). Parece que já se conheciam antes de virem e, enquanto cá estiveram os dois, o "clique" foi óbvio. Ainda assim, não iniciaram nenhuma relação, nem deu tempo para isso.

 

Segundo a minha experiência, provavelmente ela estava à espera que eu lhe dissesse qualquer coisa como "Força nisso! Tu consegues! Vai doer, mas vai valer a pena!".

 

Pois... NÃO!

 

Se puderem evitar relações a distância, evitem. Aliás, fujam delas como o diabo da cruz! Não se metam em aventuras! As relações à distância dão trabalho, dão que pensar, exigem os nossos melhores dias todos os dias e são um grande sacrifício. Estar longe das pessoas de quem gostamos não é a ideia romântica que vemos nos filmes. Na minha opinião, a de quem está deste lado, não é uma coisa "que se tente", desde início, só porque se sente ali um friozinho na barriga.

Se querem arriscar ter uma relação à distância ou encorajar alguém a tentar uma, avaliem a situação. É uma relação à distância desde início (o caso da minha colega estagiária) ou um acaso na vida de duas pessoas que já eram um casal antes? Há um plano ou nem por isso? Como vão ser os encontros? Com que frequência? Onde? Quem vai ter com quem? E a médio prazo, já imaginaram o que vai acontecer? Que sacrifícios estão em cima da mesa? Para quem? Há forma de negociar? E partilham-se as mesmas ideias, objectivos e visões acerca da vida em geral? Há entendimento, não só agora, mas também até daqui a uns tempos?

 

Estas são apenas algumas das questões que coloquei à minha colega e que decidi deixar à vossa consideração. São o mero resultado desta experiência que estou a viver. Só desejo uma relação à distância a quem tiver respostas suficientes. Não pretendo desencorajar ninguém, porque cada caso é um caso, mas não quero que sejam a minha colega, que não tem resposta para nada, não sabe nada, só sabe que "gostaria de tentar, para depois não se arrepender" (palavras dela). Se querem tentar, assegurem as perguntas e as respostas necessárias.

 

E, quando refiro "relações à distância", refiro desde o semestre Erasmus à oportunidade de emprego de sonho sem termo, a milhares de quilómetros. Repito: nada é um filme romântico, no qual é quase certo os protagonistas acabarem num beijo em grande plano.

Seja como for, há que dar graças a todos os santinhos pelas vídeo-chamadas gratuitas.