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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Na companhia de Anna Karenina

Por vezes, é preciso termos presente a ideia de que existe uma adaptação cinematográfica de um romance antes de nos aventurarmos a ler as suas cerca de mil páginas. Funciona como um incentivo, pelo menos para mim, que adoro comparar a história original ao filme que lhe corresponde, produzido mais de um século depois de ter sido escrita. Adoro os clássicos criados entre o fim do século XIX e o início do século XX e sinto-me um pouco fascinada pela literatura dessa época. A minha autora preferida da altura é, até agora, a Jane Austen, capaz de tornar uma descrição exaustiva num deleite para o coração e de construir personagens como poucos conseguem. Há uns dias, quando soube que "Anna Karenina", de Liev Tolstói, já foi adaptado e está quase a estrear nos cinemas, peguei, finalmente, no exemplar do romance que existe na biblioteca da minha escola e comecei a lê-lo. Surpreendi-me bastante: a escrita é relativamente simples, o vocabulário não é muito exigente e há grande destaque para a descrição das emoções e das relações entre as personagens. Poderia tratar-se de algo escrito em pleno século XXI, apenas retratando tempos passados! Entretanto, vou continuar a ler o livro, para depois ver o filme e cumprir a minha mania das comparações.

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