Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

É (quase) Natal, é (quase) Natal, tudo bate o pé! Vamos dar muitos presentes, mesmo sem ter fé!

Na última publicação, contei-vos sobre o meu passeio por Lisboa no sábado passado e, por alto, referi o "grandioso fenómeno do exagerado consumismo natalício". Por esta altura, já anda tudo mais que frenético à procura das prendas ideais para dar aos pais, avós, filhos, netos, enteados, vizinhos, cães e gatos, como pude constatar pela movimentação nas lojas de Lisboa, e até os bolos e doces da época já se vendem, enchendo as montras das pastelarias e fazendo-nos sonhar quase pornograficamente com eles (não me venham dizer que nunca estiveram perto de ter um orgasmo visual face a umas rabanadazinhas, uns sonhos ou um bolo rei, porque eu sei que isso é mentira!)
É certo que, com a crise, as compras propriamente ditas diminuíram, mas ainda existe muito boa gente - eu incluída - que se contenta com o simples facto de poder entrar livremente nas lojas e regalar os olhos, sem sair com sacos na mão. Levamos o coração um pouco mais apertado, pensando, muitas vezes, "quem me dera ter dinheiro para trazer isto e aquilo", mas a realidade chama-nos e pronto... Não se pode ter tudo na vida.
Nunca fui muito materialista nem consumista e, à medida que fui crescendo, fui-me apercebendo do verdadeiro significado do Natal. Este ano, à semelhança do que acontece com a maior parte dos portugueses, não conto com nenhuma prenda significativa. Atenção: não digo que não haja quem me ofereça alguma lembrança; contudo, tenho a perfeita noção de que o importante é reunir a família, acarinhar os que me querem bem, relembrar o espírito da quadra, reflectir sobre os valores que realmente importam e dar graças por ter saúde e pessoas que me adoram e amam por perto para me aconchegarem o coração.
E há que ser positivo! Se, desta vez, a mesa estiver um pouco menos recheada do que nos últimos anos, temos que ter esperança de que a situação poderá melhorar até ao próximo Natal, nem que seja por mera ilusão festiva.
Dar presentes sem apreciar realmente o Natal pelo que ele é não faz sentido. Infelizmente, todos nós havemos de conhecer alguém com essa falta de tacto, o que até nos chega a entristecer um bocado. No entanto, espero que, apesar de todos os aspectos negativos da presente conjuntura económica, ela sirva de lição para os pobres de espírito - estamos na altura certa para colocar tudo o que temos numa balança e atribuir-lhe o merecido valor. O resto... são prendas (e nós agradecemos!).

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.