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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Como sair da Friendzone

No Verão, quando estive em Braga, vi vários episódios da série "Friendzone" da MTV, uma vez que a única alternativa que tinha era subjugar-me aos gostos televisivos da minha prima. Já conhecia o programa, já conhecia o método do organiza-me-um-blind-date-que-afinal-é-para-ti e nunca entendi muito bem qual era a sua piada. Mas pronto, uma pessoa até engole aquilo das declarações repentinas e inesperadas, principalmente se ninguém for rejeitado a meio do processo.
Ainda assim, cada vez fico mais céptica quanto à legitimidade de tais situações. Quer dizer... ah e tal, tenho muita vergonha de dizer-te o que sinto por ti, por isso vou mas é declarar-me em frente das câmaras para um reality show transmitido a nível mundial, em que, se isto correr para o torto, milhares de pessoas poderão ver-te a dar-me uma tampa. Não encontro o mínimo sentido nisso. Pela lógica da batata, se alguém tem dificuldade em expressar os seus sentimentos, tenta fazê-lo de uma maneira mais recatada, não expondo-se internacionalmente, DE TODO, certo?

Certo...?!

O método da MTV é do mais foleiro possível e, pessoalmente, acho que se alguém se me declarasse desse modo, eu mandava-o era plantar couves. Mas que noção de privacidade é esta, expondo a vida pessoal perante o mundo inteiro? Ainda por cima, depois da declaração, o loved one ou fica "fixe, também sinto o mesmo por ti, e agora espetava-te uma granda beijo e declamava-te seis mil poemas de amor, mas é estranho ter de o fazer em frente de uma equipa de filmagem inteira", ou fica "e agora, como é que te rejeito impiedosamente sem parecer que te estou a humilhar à escala planetária?". Não acham isso muito mais complicado do que uma pessoa declarar-se simplesmente num momento íntimo, sem pressões?! Enquanto alguém que já saiu da friendzone (felizmente, com resultados positivos), após algum tempo a tentá-lo, pela maneira natural e sem a (des)ajuda de terceiros, não compreendo como é que dezenas de jovens acham que precisam de um programa de televisão para conseguirem conquistar o loved one. A sério que não compreendo essas cabecinhas (não) pensadoras...

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