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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Manifesto contra a intolerância literária

Na minha opinião, cada um tem direito a gostar de ler o que mais lhe apetecer, sejam romances, ficção científica, clássicos, banda desenhada... - o que for. Existem géneros para todas as preferências. Evidentemente, há livros que têm mais qualidade literária do que outros, mas, penso eu, o importante é ler. Ler desenvolve a nossa capacidade imaginativa, a nossa compreensão, diverte-nos, torna-nos mais tolerantes e susceptíveis de aceitar conhecer novas pessoas e realidades e, como se não bastasse, aumenta a nossa auto-estima (afinal, quem é que ainda não se sentiu orgulhoso e satisfeito consigo mesmo depois de acabar um livro?). Há quem goste da escrita da Margarida Rebelo Pinto, há quem goste da escrita do Lobo Antunes. Não percebo porque é que ainda existe quem se sinta obrigado a escolher leituras que não lhe interessam e que nem sequer entende, só porque "fica bem" dizer aos amigos que já leu não sei quantas obras do Saramago.
Por acaso, acho que não tenho nenhum estilo literário preferido. Normalmente, leio o que o meu estado de espírito me ditar que devo ler em determinado momento. Deve ser por causa disso que tenho quase dez livros à mesa de cabeceira (nomeadamente, O Hobbit, A Literatura ensina-se?, Terres des hommes, The Spanish Embassador's Suitcase, Homens que Matavam Cabras Só Com o Olhar, ... - quanta instabilidade literária!) e nunca mais acabo nenhum deles. Só sei que já apreciei mais aquele tipo de romance lamechas e previsível, com muita complicação amorosa pelo meio - a MRP herself, Nicholas Sparks, Dorothy Koomson... De qualquer modo, não lhes retiro mérito algum. À sua maneira, estes autores conseguiram ser bem sucedidos no que fazem e têm sempre quem lhes compre os seus livros (e eu seria tããão feliz se, no meu futuro, alcançasse metade do que eles alcançaram!).
Não costumo julgar ninguém pelo que lê e muito menos pelo que deixa de ler. Tal não é significado de se ser mais culto ou mais ignorante. Bem-vindos ao mundo da livre-concorrência e do livre-arbítrio literário, onde os livros do Eça de Queirós partilham as prateleiras de Literatura Portuguesa, nas bibliotecas, com os do Nilton!

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