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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

inspiração? sim, sem dúvida!

   Hoje, pela primeira vez na vida, sinto que marquei alguém. Sinto-me verdadeiramente realizada.


 


   No âmbito da Semana da Leitura do colégio que frequentei, desde a pré-primária até ao nono ano, a minha antiga professora de Língua Portuguesa convidou-me para ir falar aos alunos de sexto ano dela sobre a minha experiência enquanto leitora, mas também como escritora. É certo que a minha "carreira" na área se resume, modestamente, a uns quantos prémios literários, a este blogue, à minha participação na revista Fórum Estudante e, sem dúvida, a muita determinação e sonhos para o futuro.


   No entanto, tenho a satisfação de confirmar que, hoje, consegui entusiasmar alguns potenciais artistas da escrita. Tentei representar, durante curtas horas, um exemplo que eles poderiam considerar seguir ou, pelo menos, alguém em quem se revissem. Eu própria me revi nalguns deles. Em certos casos, notei na insegurança, na ânsia de se afirmarem, mas sem o conseguirem por receio do que os colegas poderiam dizer... Noutros, identifiquei exactamente o que me fazia recuar ou ter medo. Ainda assim, agora que os observo a partir do exterior, reconheço que todas estas inibições fazem parte do nosso percurso, do nosso crescimento e da nossa entrada na adolescência. Cada um destes miúdos - se é que os posso chamar de miúdos, visto nem serem muito mais novos que eu - precisa apenas de se conhecer e encontrar algo que o defina.


   Quando eu tinha a mesma idade (onze, doze anos...) não percebia onde me poderia incluir. No grupo dos fixes? No dos renegados? Então, escrevia sobre isso. Aos poucos, fizeram-me ver que essa era a peça que me faltava encaixar no puzzle que eu ainda não entendia completamente. Construí, então, uma personagem para mim, em torno dessa característica. Eu era capaz de fazer algo melhor do que a maioria - escrever. Resumidamente, integrei-me e aprendi a aceitar-me. Todos nós somos diferentes e não nos devemos deixar rotular.


   Em grande parte, agradeço à pessoa que me incentivou desde o início e que, praticamente sete anos depois, continua a acreditar em mim - a professora Antónia. Se, um dia, já fui sua aluna, já outros o foram e muitos mais ainda o serão; no final, seremos todos uns sortudos por ter tido alguém tão dedicado a ensinar-nos, não só a matéria do livro, como também importantes valores morais, como a amizade, a cooperação e a disponibilidade para com os outros. E, por isso, agradeço igualmente o seu generoso convite e a manhã bem passada na sua companhia e dos seus queridos - uns, mais indisciplinados que outros - alunos. 


   Já agora, professora, peço desculpa por algum menos apreciável erro de gramática ou pontuação neste pequeno texto, caso o venha a ler. É bem provável que, a certa altura, tenha sentido uma enorme (e inconsciente) vontade de corrigir qualquer coisinha.


   Esta manhã, havia quem me perguntasse onde procurava inspiração para escrever. A minha resposta é a seguinte : a momentos como estes que partilharam comigo.


   Um enorme OBRIGADA pela experiência de hoje. Foi especial.

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