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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

adoro...

... quando as redes telefónicas alteram os tarifários (aumentando-os, claro), afinal não têm as devidas informações no respectivo site da Internet e ainda avisam que, "para mais informações", devemos telefonar para o número tal - uma CHAMADA PAGA, como não poderia deixar de ser.

conversas mentais com a pauta do 1º período - ou - sim, endoideci de vez!

   17 a Português, 18 a Inglês, 15 a... QUINZE A FILOSOFIA? YEEAAH! Boa, s'tôr! E eu a pensar que ia ter 14 (...). 13 A EDuCAÇÃO FÍSICA?! THA FUCK??! A MULHER FARTA-SE DE FALTAR E AINDA ME DÁ ESTA PORCARIA DE NOTA? Quero ver as minhas avaliações. Vou mesmo pedir-lhas. Mereço pelo menos um 14. 15 a História A, 17 a Geografia A, 18 a MACS...


   Deixa cá ver os outros...


   Eláá, a Margarida teve 18 a Filosofia. Boaa...! E teve 11 a Educação Física??? OMG, aquela s'tôra passa-se.


   O QUÊ? AQUELA-MIÚDA-DE-QUEM-NÓS-NÃO-GOSTAMOS-NADA-E-QUE-NOS-DÁ-UMA-RAIVA-DAQUELAS-BEM-FORTES TEVE 16 FILOSOFIA? Ai, minha amiga, deixa lá, que eu fui a melhor da turma e tu não. Coitadinha. A pensar que pode superar-nos. Comigo e com a Margarida ninguém brinca!


   Tenho de falar com ela, urgentemente! Muita coisa a comentar.

" saudade dada "

Em horas inda louras, lindas


Clorindas e Belindas, brandas,


Brincam no tempo das berlindas,


As vindas vendo das varandas.


De onde ouvem vir a rir as vindas


Fitam a fio as frias bandas.


 


Mas em torno à tarde se entorna


A atordoar o ar que arde


Que a eterna tarde já não torna!


E em tom de atoarda todo o alarde


Do adornado ardor transtorna


No ar de torpor da tarda tarde.


 


E há nevoentos desencantos


Dos encantos dos pensamentos


Nos santos lentos dos recantos


Dos bentos cantos dos conventos…


Prantos de intentos, lentos, tantos


Que encantam os atentos ventos.


[Fernando Pessoa, 1917]

comprido e profundo

   Há já um tempo que me apercebi desta minha insensibilidade emocional. Ninguém me desperta o interesse, ninguém me causa curiosidade. Sinto-me como se não precisasse de conhecer mais ninguém para ser feliz. Estranho, não?


   Antes, qualquer um me cativava e era fácil afeiçoar-me às pessoas. Agora, sou quase bicho-do-mato. Conservo o meu espaço, defendendo-o com unhas e dentes. Não gosto particularmente da situação, quando alguém se afeiçoa demasiado a mim. Das duas uma – ou tento afastar essa pessoa, sem que o perceba, para não a magoar, ou deduzo imediatamente que seja por interesse e fecho-me em copas.


   Talvez eu tenha chegado a um ponto de saturação, depois de me terem magoado vezes sem conta. Fui iludida por muitas pessoas que eu achava serem merecedoras da minha amizade, num regime contínuo e sem tréguas. Era tão ingénua…! Tropecei insistentemente nas mesmas pedras e tanto bati com a cabeça que, subitamente, aprendi a lidar com futuros incidentes da maneira mais extrema. Não foi intencional e foi algo súbito, da noite para o dia, apesar de me ter apercebido gradualmente, durante os últimos tempos.


   No entanto, prefiro que assim seja, do que como era antes, pois, agora, posso considerar-me alguém ponderado. Não quero sofrer outra vez.


   Daqui em diante, quem quer que me queira conquistar, terá de o merecer verdadeiramente, além de ter de dar provas disso. Tenho a noção de que só me deixarei fascinar por pessoas que demonstrem alguma característica única, nem que seja a maneira de sorrir ou o modo como pousam os cotovelos em cima da mesa. Terão de saber lidar comigo. Pode parecer que tenho um feitio fácil, mas admito que as pessoas que me são próximas chegam a perder a cabeça, graças à minha falta de tacto – ainda que inconsciente -, às minhas brincadeiras parvas e às minhas mudanças de humor desprovidas de bom senso, já para não referir a capacidade que possuo para me prender a determinados sentimentos que deviam pertencer ao passado.


   Portanto, peço desculpa a quem tenho afastado, pedindo, também, muito encarecidamente, que não me chamem nem fofinha nem amor, enquanto eu não vos chamar a vocês, e muito menos que disparem gosto muitos de tis, adoro-tes, amo-tes e i love yous, como se fôssemos os melhores amigos desde a creche. (E, na verdade, a minha melhor amiga de há quase onze anos só diz que me adora. Agora, entendam isso como bem vos aprouver.)

i don't give a sh*t

   Não sei se já se aperceberam, mas hoje ainda não parei de publicar. Tal facto deve-se à incrível velocidade do meu novo portátil, ao facto de eu estar de férias e ao facto de estar a ganhar vontade para escrever a análise pormenorizada sobre A Cidade e as Serras, uma vez que, só de olhar para o ícone do word na barra de tarefas, fico estupendamente exausta.


   Não gostam que eu esteja sempre a publicar? Mal o vosso. Não gostam de mim? Não estão sozinhos no mundo. Mas eu estou a divertir-me à grande e à francesa. Estou fascinada. Estou-me nas tintas para os trabalhos de férias e para o meu nariz entupido. Estou-me nas tintas para o mundo além-portátil.


 


   E, agora, ouçam o meu primeiro cover (de Junho), PORQUE EU MANDO E NÃO GOSTO QUE ME CONTRARIEM!