Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

um abre-olhos

   Eles precisam de umas quantas lições sobre como lidar com uma rapariga. É certo que cada caso é um caso, mas há aspectos comuns em todas.


   Por exemplo, nenhuma de nós gosta de exibicionismos, a menos que tenham um lado divertido e algo humilde. Preferimos que nos digam tudo na cara e que demonstrem o que sentem, sem futilidades. Não queremos que nos mostrem os músculos, mas sim que nos segurem a porta quando passamos e nos passem o braço por cima dos ombros quando nos aproximamos.


   Querem conquistar uma rapariga? Que não deixem nenhuma conversa morrer, nem que repitam a mesma piada pela vigésima vez e se riam de si próprios. Que partilhem um dos fones para ouvirmos música com eles, quando nos vêem entediadas. Que façam de conta que nos entendem e não olhem para outra miúda como se quisessem comê-la, quando estamos a conversar com eles.


   Todas as raparigas preferem um rapaz confiante e seguro das suas palavras e acções, porque não gostam de se sentir desprotegidas. Mostrarem iniciativa - e não unicamente para demonstrarem o que sentem - só lhes trará benefícios. Apenas precisamos de alguém único e humilde. Os ingénuos, descontentes e inexperientes não nos interessam - para isso, temo-nos umas às outras.

terapia precisa-se

   Beatriz ouve “para um atendimento mais rápido, dirija-se à caixa 14”. Vai a correr, antes que alguém se lembre do mesmo que ela. Sente-se imediatamente feliz, pois é a primeira a chegar à caixa. No entanto, deixa de sentir os seus próprios batimentos cardíacos durante meio segundo, enquanto se apercebe de que será atendida pelo rapaz mais bonito, num raio de dez quilómetros.


   Beatriz treme e fica sem jeito, quase roubando um chocolate, não intencionalmente. Finalmente, foge do supermercado praticamente a correr, com vontade de se enterrar num sítio escuro, onde não existam rapazes ofensivamente bonitos que a levem a fazer figuras de ursa.

o bom menino português*

   O bom menino português é o que ele quiser, principalmente se não estiver em concordância com o que os pais esperam dele. Preocupa-se mais na sua possível futura carreira futebolística do que com as cinco negativas que obteve na pauta. Até pode parecer despreocupado, mas ele preocupa-se imenso! Por vezes, mal consegue dormir, só de pensar que a sua equipa de futebol eleita jogará no dia seguinte.


   Tem um exagerado cuidado em parecer despenteado, mas não demasiado, porque ouviu dizer que as meninas gostam desse seu lado selvagem. Tem uma certa inclinação - genética, por sinal - para descrever algo pacato em meia dúzia de palavrões, não esquecendo as expressões "aquelo gajo/gaja", "tipo..." e "qual é a cena, boy?". Até pode não gostar de rap, mas cita versos do Valete como se constassem na Bíblia.


   Ainda que sonhe vir, um dia, a casar-se, não mostra pressa alguma em conhecer a miúda certa. Neste momento, a miúda certa poderá ser qualquer uma, pelo que o bom menino costuma ser visto com uma rapariga diferente a cada dois meses, não menos, de modo a não poderem atirar-lhe, legitimamente, à cara que não passa de um player. Mesmo quando, supostamente, tem namorada, continua a namoriscar mais meia dúzia por telemóvel, para que não dê demasiado nas vistas.


   Porém, apesar de todos os seus defeitos e feitio complicado, o bom menino tem sentimentos, tal como todas as outras pessoas. Ele preza as verdadeiras amizades, da mesma maneira que a areia precisa do mar, e tudo faria por elas. Quando um amigo está em baixo, é o primeiro a convidá-lo para sair, beber uns copos e espairecer, ou, simplesmente, a desafiá-lo para uma maratona de cinco horas a jogar Playstation. Por muita fama de predador e quebra-corações que lhe seja atribuída, o bom menino tem, por vezes, uma melhor amiga, que o põe na linha mais depressa que outra pessoa qualquer e o faz lembrar-se de que nem todo o sexo feminino se encontra minado de inseguranças, mesquinhices e problemas existenciais, porque ela é, surpreendentemente, a rapariga mais compreensiva, inteligente e divertida à face da Terra. Ela é a versão melhorada de um rapaz, com quem se sente à vontade para conversar sobre todos os temas.


   A certa altura, o bom menino conhece uma fase menos feliz da sua vida. Eventualmente, chega a isolar-se dos seus pares, vive uma existência sem rumo e experimenta outras maneiras de divertimento. Felizmente, há sempre alguém que o salva... Ou que o deixa lá ficar. Todavia, toda a gente tem direito aos seus momentos baixos e ele não é excepção. Há que levantar a cabeça, crescer e continuar atento aos sinais que o destino lhe reserva.


   Chamem-lhe irresponsável, inadaptado, imaturo ou inconsciente. Um dia, o bom menino há-de assentar. Hoje, ainda não é o dia.


 


* para escrever esta publicação, inspirei-me em vários rapazes que conheço.

dúvida existencial

Alguém me explica porque é que as raparigas baixas andam pelo Facebook a dizer que "as baixinhas são as melhores"? Enquanto rapariga de estatura média, não entendo este complexo delas. Acho que, já agora, aproveito a onda e publico que "as magras são as melhores". E as gordas publicam que são elas. E as loiras. E as morenas. As altas. As otárias e as menos otárias, tal como as p*tas e as namoradas dos nerds. PRONTO! Somos todas fantásticas e divinais, porque nascemos meninas. C'est fini.