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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Rick's stuff #1

Por vezes mencionado na blogosfera, o meu namorado Ricardo (tenho mais meia dúzia de namorados escondidos na cave, só para que fique bem claro) farta-se de me enviar conteúdos cibernéticos extremamente espirituosos que acabam por ser, eventualmente, publicados aqui no blogue ou na página do Facebook. Portanto, dada a sua permanente e iluminada presença procrastinadora que eu não consigo evitar (e dado ser socialmente bem visto que uma blogger com classe tenha um namorado inteligente e carismático), decidi criar uma rubrica destinada especialmente a esses conteúdos a que eu acho tanta piada. Em primeiro lugar, peço desculpa aos pais do Ricardo, que até lhe deram um nome de que eu gosto bastante, por ter tido de o abreviar para algo mais mainstream (e foleiro) como estratégia de marketing. Em segundo lugar, não lhe peço desculpa a ele PORQUE NÃO ME APETECE.

Eis a primeira experiência da rubrica "Rick's Stuff":


Por falar em Freud, eu devia mesmo estar a estudar Psicologia.

Qualquer referência a actos violentos é puro sarcasmo e não deverá ser levada a sério

Vivi iludida até há poucos minutos, pensando ser a rebelde cá do sítio, revolucionária, desbocada. Depois, uma amiga disse-me que eu era muito civilizada no que escrevia e que ela sim, estava em vias de criar um blogue todo descontrolado [entretanto, já no activo], e digo-vos, é indescritível o misto de pena e de felicidade que senti por, afinal, não ser assim tão mázinha quanto julgava.
Desistindo da minha proeminente ambição de me tornar a autora de blogues mais repugnada da actualidade, antes sequer de chegar aos 20 anos, passo o meu testemunho à Lisete, recomendando-lhe que não tome como hábito escrever muitas vezes sobre o meu namorado, senão ainda lhe vou à boca e armo aqui uma escandaleira que isto vai tudo pelos ares, TÁ BÁTÊ?! Pois 'tá.

Blogosfera, a quanto obrigas...!

Ainda há pessoas neste mundo que pensam que manter um blogue é fácil. Inocentes, é o que eu lhes chamo. Também já fui como eles - e não há muito tempo (plágio ao spot publicitário de uma certa marca de ice tea). A melhor parte é que, apesar do trabalho que algo mais ou menos bem feito nos dá, acabamos por ficar sempre muito satisfeitos e com o ego alimentado. (E, se há coisa que um autor de blogues gosta, é do ego cheio!)

Agora, ide responder ao inquérito na barra lateral, parte de um elaborado estratagema para eu arranjar cobaias para o meu novo negócio de tráfico de menores... é que eu não ganho a vida a escrever em blogues cor-de-rosa, 'tá?!

É (quase) Natal, é (quase) Natal, tudo bate o pé! Vamos dar muitos presentes, mesmo sem ter fé!

Na última publicação, contei-vos sobre o meu passeio por Lisboa no sábado passado e, por alto, referi o "grandioso fenómeno do exagerado consumismo natalício". Por esta altura, já anda tudo mais que frenético à procura das prendas ideais para dar aos pais, avós, filhos, netos, enteados, vizinhos, cães e gatos, como pude constatar pela movimentação nas lojas de Lisboa, e até os bolos e doces da época já se vendem, enchendo as montras das pastelarias e fazendo-nos sonhar quase pornograficamente com eles (não me venham dizer que nunca estiveram perto de ter um orgasmo visual face a umas rabanadazinhas, uns sonhos ou um bolo rei, porque eu sei que isso é mentira!)
É certo que, com a crise, as compras propriamente ditas diminuíram, mas ainda existe muito boa gente - eu incluída - que se contenta com o simples facto de poder entrar livremente nas lojas e regalar os olhos, sem sair com sacos na mão. Levamos o coração um pouco mais apertado, pensando, muitas vezes, "quem me dera ter dinheiro para trazer isto e aquilo", mas a realidade chama-nos e pronto... Não se pode ter tudo na vida.
Nunca fui muito materialista nem consumista e, à medida que fui crescendo, fui-me apercebendo do verdadeiro significado do Natal. Este ano, à semelhança do que acontece com a maior parte dos portugueses, não conto com nenhuma prenda significativa. Atenção: não digo que não haja quem me ofereça alguma lembrança; contudo, tenho a perfeita noção de que o importante é reunir a família, acarinhar os que me querem bem, relembrar o espírito da quadra, reflectir sobre os valores que realmente importam e dar graças por ter saúde e pessoas que me adoram e amam por perto para me aconchegarem o coração.
E há que ser positivo! Se, desta vez, a mesa estiver um pouco menos recheada do que nos últimos anos, temos que ter esperança de que a situação poderá melhorar até ao próximo Natal, nem que seja por mera ilusão festiva.
Dar presentes sem apreciar realmente o Natal pelo que ele é não faz sentido. Infelizmente, todos nós havemos de conhecer alguém com essa falta de tacto, o que até nos chega a entristecer um bocado. No entanto, espero que, apesar de todos os aspectos negativos da presente conjuntura económica, ela sirva de lição para os pobres de espírito - estamos na altura certa para colocar tudo o que temos numa balança e atribuir-lhe o merecido valor. O resto... são prendas (e nós agradecemos!).

Uma Aventura entre o Rossio e o Chiado

Não foi escrita pela Ana Maria Magalhães nem pela Isabel Alçada, mas sim vivida por mim, protagonista de tanta porcaria mirabolantemente estúpida. Depois de acabar o exame do English Advanced (ou, simplificado, CAE), acabei por não apanhar o metro para ir ter com o meu pai ao emprego dele, dado estar um dia tão lindo e sem chuva - uma raridade! - e lá desci eu a famosa Avenida da Liberdade, vendo as montras dessas lojas queques onde possivelmente nunca entrarei com o intuito de comprar o que quer que seja, desembocando no Rossio (monárquicos em peso a assistir às comemorações do 1 de Dezembro, de bandeirinhas, bandeirolas e estandartes na mão) e ficando sem saber onde virar para ir ter ao Chiado, se à esquerda, se à direita. Pois à esquerda virei e fui parar à Rua da Conceição (rua das quantas?!), onde encontrei uma loja fenomenal (produtos desnecessários à minha sobrevivência vendidos a baixo preço) e por lá fiquei por tempo indeterminado, a admirar o grandioso fenómeno do exagerado consumismo natalício. Quando saí, continuava sem perceber por onde ir. Deambulei por diversas ruas, ruinhas, ruelas e cruzamentos até ter o discernimento de perguntar o caminho a alguém. Entretanto, o meu pai ligou-me, a minha avó ligou-me e eu não deixava de estar perdida. Procurei e, finalmente, encontrei a estação de metro da Baixa-Chiado (a minha referência mais fiável na zona).
Quando cheguei ao escritório onde o meu pai trabalha, já era quase noite. Afinal, bastar-me-ia ter optado por ir pelo lado direito do Rossio (BURRA).
To be continued.

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