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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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MIMOS! (Rick's stuff #7)

E eis que chegou (e já quase que passou) um dos dias mais adorados, mas também odiados (costuma sempre haver quem morra por vivê-lo todo o santo ano e, por outro lado, quem fiquei um bocado para o eriçado, não tendo com quem festejar), de sempre: o Dia de S. Valentim - ou, para os mais românticos, o Dia dos Namorados! 
E o que implica uma data como a de hoje? Presentes? Tréguas nas discussões?! Mais presentes???!
Costumo pensar que o Dia dos Namorados tem bastante em comum com o Natal. Ambos celebram o amor e a partilha, mas a sociedade actual acabou por transformá-los numa bela desculpa para se aumentar o consumismo em épocas aleatórias do ano. Além disso, segundo as minhas mais ou menos humildes convicções, se não se celebra o amor e a partilha no resto dos meses, não será pontualmente que a sua exaltação valerá de alguma coisa. Vale, sim, se consistir num maior número de oportunidades para se demonstrar o que se sente, sem que seja necessário fazerem-se umas compras apressadas de lembranças impregnadas de corações até ao vómito, só para não parecer que se foi desleixado. E até nem vejo mal nesses corações se forem dados com intenção, mas... vocês entendem... São prendas materiais. Gastam-se rios de dinheiro em presentes que não se oferecem noutras ocasiões, quando o Dia dos Namorados e o Natal são só pretextos para nos relembrarmos da importância dos nossos loved ones e para lhes oferecermos canecas com motivos facebookianos...

Wait... what?

Momento para exibicionismo pessoal:


Iei! O meu amor deu-me uma caneca personalizada para a minha colecção! E, como não vinha embrulhada e me esqueci da chave do cacifo, andei a passeá-la na mão desde as oito e meia da manhã até ao final da tarde... As pessoas que passaram por mim devem ter pensado que eu andava maluquinha, mas, pelo menos, fui uma maluquinha feliz!
E é nessas palavras que sintetizo o Dia dos Namorados: um bando de maluquinhos felizes e aluados que , a 14 de Fevereiro, recebem peluches, presentes, flores e, acima de tudo, muito mimo - não há nada melhor do que esse mimo! Especialmente se nos for dado 365 dias por ano.

É Carnaval e eu não vos levo a mal (nem vocês a mim)

Sendo o Facebook o portal sagrado para a coscuvilhice alheia e o pavoneamento socialmente obrigatório, já o meu mural de novas notícias se enche de fotos onde figuram meninas em trajes menores e brilhantes, sambando, ou adoráveis palhacinhos que em menos de um esgar assustariam o mais corajoso dos coulrofóbicos (tive de ir verificar esta palavra ao sábio Google, shame on me). 
E quem desdenha quer comprar, já me ensinava a minha professora da primária.
Até ao ano passado, só não festejei o Carnaval uma vez ou outra. Podia não ter um grande disfarce, mas munia-me sempre de papelinhos e serpentinas e ria-me e permitia-me ser pateta, mesmo que não o mostrasse nos restantes dias.
Este ano, chove, faz frio, venteja e só tenho é vontade de hibernar até meados de Março, altura em que se assistirá ao degelo do pára-brisas do carro, simbolizando o renascer de toda uma espécie de gente moribunda que até já implora por meia dúzia de raios de sol a meio da manhã - como eu. O que se recomenda por estes lados é arranjar um bom cobertor e andar a passear dentro do trajecto cama-sofá, de preferência, perto de uma lareira ou de um aquecedor, se é que nos levantemos de qualquer um deles. Benditas mini-férias!

Ao longo dos últimos dezasseis Carnavais, fui-me mascarando de palhaça, bailarina, fada, gato, bebé e, provavelmente, de um qualquer animal a que os meus pais acharam piada quando eu não estava plena das minhas capacidades reinvindicativas. Ao décimo sétimo, sou apenas Beatriz, a empijamada.

Badass clown em 2002.
Estão a ver aquela flor que tenho ao peito? Distantes vão os dias em que ela esguichava água... misteriosamente. MUAHAHAHA! (Coulrofóbicos, watch out!)

1/15 - "O Ilusionista"


Eis o primeiro filme totalmente visto do meu desafio dos 15 filmes: "O Ilusionista" (também conhecido como pretexto-para-estar-abraçada-ao-meu-cobertor-humano-durante-hora-e-meia-sem-parecer-estar-a-abusar-da-sorte-perto-da-minha-avó).
Não é uma história de amor, não é uma história sobre magia, não é uma história sobre História - é uma mistura. Não tem muito suspense, mas também não é demasiado previsível. Principalmente a partir da segunda metade, começou, por um lado, a deixar-me intrigada com algumas "pontas soltas" sobre os truques do ilusionista; por outro, fiquei desiludida por não terem sido desvendados ou minimamente explicados - o que, bem visto, acaba por ser o "segredo do negócio". Até o final foi imprevisível!
Portanto... dou-lhe 7 em 10!

É Carnaval e ninguém há-de levar-me a mal

Acho que, mesmo não festejando propriamente o Halloween, chego até a dar-lhe mais importância do que ao Carnaval. Pois... não ligo ao Carnaval. Que triste!
Acho que, se conhecesse alguém com quem me pudesse mascarar e brincar e atirar papelinhos, pregar partidas, sentir a folia da época, era capaz de também o fazer. No entanto, anda tudo tão deprimido, tão sem entusiasmo, preocupado com o futuro e com a falta dele, com trabalhos, testes, com a sua própria existência - tal como eu - que nem me atrevo a destoar do rebanho. Como se já não bastasse, está frio e a chover.
O Carnaval é, em primeiro lugar, um estado de espírito. Se não o temos, apenas agradecemos os três dias de pausa escolar para pôr o sono em dia.