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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

O Massacre não massacrou muito

É verdade, meus caros, o exame nacional de História A, ao contrário do que todas as expectativas apontavam, não era assim grande espingarda. Os únicos requisitos para se ter uma nota suficiente às nossas ambições eram sabermos ler e interpretar textos e imagens. O primeiro grupo, com o mapa e a pintura, eram os mais difíceis, a par da pergunta de desenvolvimento do segundo grupo. De resto, as fontes davam-nos praticamente as respostas de mão beijada. Mê'mo ali, escarrapachadinhas que nem sardinhas na brasa. Fantástico. E eu também me sinto fantástica, por sinal! A minha reacção não teve nada que ver com a pancada de zombie que me deu após o exame de Português. O único medo que guardo neste momento - e que é mínimo - é estar a festejar demais e depois vir a desiludir-me, mas digamos que, se eu tiver menos do que um 17,5, o caldo vai-se entornar e queimar uma cidade inteira. A sério. É que aquilo... era demasiado fácil. Demasiado. Já vos disse que saí feliz? (Cheia de calor, mas feliz!)

 

Afinal, sobrevivi com alguma margem de conforto. Se vos tiver corrido tão bem quanto a mim, penso que desta já se safaram. Uh uh...!

O Massacre

Chamemos-lhe O Massacre. Em nada se assemelha ao holocausto, mas preocupa-se com ele. Ninguém vai morrer, mas há que saber de mortes. Nem sequer é uma obra de arte, mas também a deve abordar. Falo do exame nacional de História A, pois claro, a ocorrer dentro de sensivelmente duas horas. Ai. Ai. Ai. Que dor. Ainda nem o vi e já sei que vou ter de ir à segunda fase.

E eu não quero ir à segunda fase!

Quero ter uma boa nota na primeira para poder entrar na universidade NO PRIMEIRO DIA e não DUAS SEMANAS DEPOIS. Em toda a minha carreira de estudante, nunca pensei que, num futuro que se materializa agora, graças ao raio de um exame de História, eu me encheria desta parva ansiedade. Não gosto nada desta sensação. É como uma voz mesquinha que me martela ao ouvido "não vais conseguir", vezes sem conta, insistentemente. Portanto, resta-me ignorá-la e tentar relaxar até à hora d'O Massacre.

O Massacre não me causará mais do que um curto e simples vómito, um revirar inconsciente das tripas. O Massacre não significará mais do que duas horas e meia da minha vida com os miolos a estoirar. O Massacre não me causará uma única dor de cabeça! Porque com o que O Massacre não conta é que eu me tenha matado a preparar para ele. Estúpido!

 

Aos meus colegas de armas e livros, muito boa sorte. Havemos de sair de lá vivos.

Em arrumações

Para mim, as arrumações são um ritual sagrado, uma espécie de purificação do espírito através da "purificação" do espaço envolvente. No fundo, mas mesmo bem no fundo do meu ser, eu até gosto de arrumar e de limpar. Na maior parte do tempo, desleixo-me um pouco, mas, quando meto mãos à obra, ninguém nem nada me pára. Tudo encontra o seu lugar, seja para a máquina de lavar, para o lixo, para a prateleira, para o móvel, para o armário ou para a Cochinchina.

As maiores vagas de arrumação que promovo são sempre devidas a uma desculpa qualquer que eu faço questão de arranjar. Normalmente, o fim de um ano ou de um ciclo lectivo assentam-me que nem uma luva para isso. Portanto, este momento, correspondente ao aproximar do término do secundário, e, em simultâneo, à época de exames - inegavelmente propícia à procrastinação - convida ao aspirador e ao saquinho de plástico, aos paninhos do pó e a uma paciência de Fiona. Ah, e coragem também.

Coragem?! Sim, coragem. É que eu costumava ser o que se chama de acumuladora, apenas não tão compulsiva quanto os casos que aparecem na televisão e que precisam de meia dúzia de equipas de psicólogos para ganharem juízo. Eu cá só precisei de motivação. E a minha, neste caso, foi estar a correr-me a vida de feição e não sentir necessidade de me agarrar a objectos que representem outras alturas da minha (ainda curta) existência. 

Portanto, lá comecei, pedaço por pedaço, papel por papel, postal de aniversário por postal de aniversário, fotografia por fotografia, folheto por folheto e caneta gasta por caneta gasta (entre outras porcarias afins), a desfazer-me de tudo aquilo de que já nem me lembrava que estava ali, aqui ou acolá. Quando se começa, é difícil não continuar. Até agora, já enchi dois sacos do supermercado e um sacalhão enorme equivalente a três dos primeiros. Encontrei coisas que não eram remexidas desde há três anos, durante a última grande vaga de arrumações, no fim do nono ano. Encontrei coisas que nunca foram remexidas num ou dois anos e que eu quase escondi de propósito, uma vez que, apesar de acumuladora, eu costumava ser uma mariquinhas e não gostava de dar de caras com aquilo que me incomodava (contudo, atenção, guardava na mesma, "por segurança").

Mas, meus amigos, os dias de acumuladora chegaram ao fim e não há mais nada que interesse e que seja mais merecedor de uma enorme salva de palmas à minha pessoa (clap, clap, clap!). As recordações estão fora de moda e a minha biblioteca em crescimento exponencial anseia conquistar novos lugares nas minhas prateleiras anteriormente sobrelotadas. Preciso de espaço para a faculdade e para as novidades e para o futuro! E preciso de espaço para mais três anos que estão por vir, até à próxima arrumação.

Adeus aos amigos que já não tenho, adeus às prendas que eles me deram (as que não têm utilidade), adeus ao material escolar em desuso, adeus às agendas de mil nove e troca o passo, adeus aos peluches cheios de pó que me causam alergia e que têm é de ser enfiados no abrigo do jardim, adeus ao que pedia reforma, adeus!

"É a mesma coisa"

"É a mesma coisa", responde-me alguém - claramente, alguém com tendências suicidas.
Chamem-me maníaca do perfeccionismo, chamem-me Miss Know-It-All. Reconheço que o sou. Mas há limites! Mesmo que eu não os saiba distinguir da maneira que uma pessoa dita normal os distingue, ainda tenho algum bom senso que me permite diferenciar o que está CERTO e o que está ERRADO.
Do "certo" ao "errado", passando pelo "escapa", existe uma grande distância. Portanto, "certo" NÃO é "a mesma coisa" que "errado" - lógica do pimento.
Quando uma pessoa, seja ela quem for, diz qualquer coisa visivelmente errada, eu tenho a tendência imediata de a corrigir, principalmente se o tema for gramática, vocabulário ou cultura geral - por mais que não seja porque desejo contribuir para um mundo que diga menos asneiras. Taras minhas, não liguem. O pior acontece quando, uma vez corrigidas, as pessoas me despacham com um "É A MESMA COISA". Porque não é nem nunca será. Antes preferiria que me ignorassem ou me mandassem às urtigas. Agora, despacharem-me com a tal frase, é que não. Está fora de questão! Inaceitável! Ou quererão despertar dentro de mim o cão raivoso, exterminador e descontrolado...?

I speak English, but French aussi

Saber falar mais do que uma língua estrangeira é lixado. O meu avô era fluente em sete, veja-se lá! Eu "só" sei falar Inglês e Francês (com mais facilidade na escrita, diga-se de passagem) e meto as mãos pelos pés e os pés pelas mãos e a cabeça pelo traseiro e o traseiro pela cabeça, quanto mais... Sim, eu confundo-me assim tanto. Podia ser pior, mas também podia ser melhor. Tenho um nível C1 a Inglês e um B2 a Francês, pelo amor dos santinhos todos! Não era suposto hoje, durante o exame oral de equivalência à frequência de Inglês, começarem a sair-me aussis e pardonnez-moi e palavreado do género... ININTERRUPTAMENTE. Só me apetecia, em bom português, respingar um belo dum FONIX!. Azelha, eu. What else?

Porquê...?!

Vou confessar-vos algo: eu não me estou a conseguir libertar dos meus dois livros da saga Crepúsculo, New Moon (versão original de bolso) e Amanhecer (traduzido para português). Devia era ter vergonha com a idade que tenho, eu sei, mas eles já significaram muito para mim... para aí há duas vidas e meia, mas significaram. Por sinal, eu sou muito má a deixar o passado para trás (apesar de já ter sido bem pior), quanto mais se se tratam de companheiros que eu cheguei a ler umas quantas vezes e com quem me dei sempre bem. O mesmo se passa com os filmes: o Crepúsculo e a Lua Nova. O que é que é suposto uma pessoa fazer aos seus pertences inutilizados quando cresce e deixa de lhes dar um sentido de existência? Por que é que tem de existir o dilema entre serem "desperdício de espaço" e "parte de nós e da nossa história pessoal"? Por que é que a nossa relação não pode ser tão linear quanto pegar neles e metê-los à venda no OLX?

Porquê...?!

Três pensamentos

1. Sonhei que o meu amor era atropelado e que, depois de estar um bocadinho desfeito, na ambulância, ele se ria da minha aflição (enquanto os enfermeiros lhe tiravam vidros das mãos e lhe cosiam os cortes, super hardcore);


2. Tive exame de equivalência à frequência de Inglês (morre, 15 a Psicologia!) e correu incrivelmente bem - o suficiente para me motivar a ir estudar História já a seguir;

 

3. Gostaria de ter um blogue que se promovesse a si mesmo e com que todas as pessoas se identificassem, pois assim seríamos todos mais felizes: eu teria leitores e os leitores teriam algo agradável para ler.

Falemos mas é de coisas mais alegres (já chega de exames e de morte)

Pois que, à falta de melhor (ou mais apelativo) passatempo, vos apresento o desfile das minhas prendas de aniversário por cima da minha colcha e mobílias de quarto.

 

A PRENDA DO SENHOR MEU NAMORADO

 

 

(Qual é a criatura do sexo feminino que não gosta de flores, digam-me lá?)

 

 

A PRENDA DA MINHA AVÓ

 

 

(Já a pensar na faculdade...)

 

 

A PRENDA DO MEU PAI

 

 

(A reparação de um fio que pertenceu à minha avó materna.)

 

 

A PRENDA DA MINHA TIA

 

 

(A minha veia consumista diz que gosto da Desigual.)

 

 

A PRENDA DA CARA DE PANQUECA

 

 

(Porta-moedas espampanante, mesmo ao meu gosto, e tartaruga-luz-de-presença-que-muda-de-cor para que a medricas supra-mencionada não tenha medo do escuro quando vem cá a casa... Uma prenda dela para ela, como diz o meu pai!)

 

 

A PRENDA DA MÃE DO AMIGO

- o fofuxo diz que há-de me dar uma só dele... a ver vamos! -

 

 

(Um livro...!!!! Obrigada, obrigada!)

 

 

A PRENDA DA ÉRICA E DA CASSANDRA

- personagens recorrentes na procrastinação deste blogue - 

 

 

(Quer isto dizer que eu cheiro mal??)

 

 

A PRENDA DA AMIGA QUE SE FOI EMBORA MAIS CEDO

 

 

(Acho que ela nem sabe que eu faço colecção de canecas... E a que me deu é bem bonita!)

 

 

A PRENDA DA AMIGA QUE FICOU A ESTUDAR E NÃO VEIO AO MEU LANCHE DE ANIVERSÁRIO

 

 

(Foi ela que pintou, por fora e por dentro, pelo que está perdoadérrima.)

 

 

A PRENDA DOS MEUS VIZINHOS

 

 

 

(Falta a caixinha de sombra para os olhos que me deram. Os brincos são muito catitas.)

 

 

A PRENDA DO PONeLeiro MAIS CONHECIDO DA BLOGOSFERA

 

 

 

 

(Este, vê-se logo que é cá da procrastinação!- http://produtooficialnaolicenciado.blogs.sapo.pt/297840.html)

 

 

A VOSSA PRENDA (ATRASADA)




(Legenda: "gostar" de Procrastinar. Literalmente. https://www.facebook.com/procrastinartambemviver)

 

 *** 

 

Obrigada a todos pelas suas prendinhas e por terem vindo ao meu lanche de aniversário pleno de piadas preversas e polícias e ladrões - no jogo de cartas, é claro - incompetentes! E, pelo que a própria diz, ainda falta a da Carolina. São todos uns fofinhos! =)