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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

As mulheres e os sapatos

Se há coisa de que as mulheres gostam ainda mais do que de roupa é de sapatos. Um bom par de sapatos é capaz de fazer um par de pés horríveis atingir o nível da beleza absoluta. Dedos encavalitados, fungos, unhas descoladas e encravadas, calosidades, calcanhares secos e ásperos, joanetes... - todas estas imperfeições podem ser facilmente escondidas. Com o quê? Com um bom par de sapatos. 

Contudo, infelizmente, não há quem escape à epidemia dos pés doentiamente massacrados. Esta é uma luta que qualquer mulher, desde muito jovem, tem de aceitar e travar, pois é o seu destino. Chega aos doze, treze, catorze anos - no máximo - e descobre que nem todo o sapatunfo é confortável. Sim, há-de ter saudades dos seus amigos ténis, mas eles não combinam com vestidos de gala, mini-saias e certos calções, não deixam os pés apanharem sol e cheiram mal. Nem são socialmente aceitáveis para toda a mísera ocasião, ponto final! Portanto, a mulher aprende a sacrificar-se pela permanente formosura das suas belas patinhas de princesa (tal como aprendeu a sacrificar-se no momento da depilação, na semana do período e quando tem de parir o raio dos putos que, mais tarde, vai ter de criar, como se não bastasse...).

É ingrata, a vida de uma mulher activa, quando os sapatos não colaboram. Ora magoam atrás, ora magoam à frente, ora raspam aqui e acolá, ora proporcionam bolhas do tamanho de elefantes, ora torcem tornozelos, porque são demasiado altos, porque não são suficientemente altos, porque estão demasiado apertados, porque a sola é rija, é mole, porque as presilhas vincam a pele, porque o dedo grande é arrebitado, porque são do Chinês, porque não são feitos em Portugal, porque a culpa é dos alemães, porque o pai e a mãe não queriam ter uma rapariga, porque nunca teve lições de etiqueta nem de moda.

Os homens não compreendem e riem-se de nós, mulheres devotas ao ofício de lhes agradar (e de suplantarmos qualquer outra criatura do sexo feminino em estilo e classe, verdade seja dita). Se nos descalçamos a meio de uma cerimónia, somos fracas; se nos queixamos, é logo "ai amor, porque compraste esses sapatos, se te ficam a doer os pés?"; se dizemos que temos de cortar as unhas, a ver se a culpa é do excesso de cálcio, devíamos era ter levado umas sabrinas elásticas de reserva. Assim, não dá. Decidam-se, homens e ratos deste planeta! Desejam um mundo cheio de mulheres graciosas (cheias de bolhas e dores... mas graciosas), ou desejam um mundo cheio de peixeiras de chinelo de enfiar no dedo e ténis com aroma a queijo da Serra da Estrela?

 

O segredo é concordarem sempre connosco, dizerem-nos coisas bonitas e consoladoras ("deixa lá, que é por uma boa causa, queres que te leve ao colo até ao carro?"), descomporem o otário que nos pisar enquanto estivermos a dançar descalças e rirem-se connosco quando passamos mais tempo com aqueles sapatos maravilhosos na mão do que com eles nos pés - palavra de mártir, eu mesma!

Então, Beatriz, bailaste muito?

Foi um baile bonito, sim senhor. Contra todas as minhas baixíííííssimas expectativas, a comida foi boa, ninguém andou à sova nem atrofiou com ninguém, deu para dançarmos (diria melhor "fazermos figurinhas tristes, mas alegres") um bocadinho, só uma colega minha é que caiu das escadas e até os fotógrafos e os empregados eram simpáticos. AH, e não choveu durante a noite inteira, caso quiséssemos ir lá para fora. Fez foi um frio do caneco, mas nada que não se resolvesse com o meu casaco ultra-mega-quente-e-foleiro. Acho que a única coisa má que tenho a apontar é os meus sapatos, apesar de lindos, maravilhosos e fantásticos, terem-me obrigado a descalçá-los pouco depois de ter chegado ao restaurante e a andar com eles na mão - ora a usá-los, ora a tirá-los - o que foi muito triste. De resto, os vídeos que algumas das turmas fizeram eram - com todo o respeito - uma autêntica seca, mas, no final, sobrevivemos todos e isso é que interessa. Já agora, as faixas de finalista da minha turma foram as mais bonitas, azuis escuras para dar no olho. E cantei karaoke. E um amigo do senhor meu namorado disse-lhe que eu era "toda boa". Portanto, gostei muito, foi engraçado e, falando nas fotos, hei-de as partilhar convosco quando o fotógrafo as revelar (a 3€ cada uma, vou gastar uma pipa de massa, ai ai).

"É de família"

Vivo numa casa de maluquinhos. Todos falam com os cotovelos, todos se inquietam facilmente e fazem comentários que pretendem guardar para si mas que acabam por se ouvir a não sei quantos metros de distância. Espero que esta patologia não seja de ordem hereditária, porque, de heranças, já estou bem servida com a miopia crónica e o empréstimo da casa, obrigadinha.

 

A minha família faz-me lembrar o Brick Heck, da série "No Meio do Nada".

O meu baile de finalistas descrito em 624 palavras

Amanhã é o dia do meu baile de finalistas. Já tenho o vestido desde as férias da Páscoa e os sapatos desde a sexta-feira passada (ao fim duma volta inteira ao Almada Fórum e um namorado a morrer de fome). Portanto, não há naaaaaada a correr mal. Excepto TUDO.

Passo a explicar… Quase nenhuma turma finalista de relaciona com as outras, excepto algumas pessoas. Por vezes, nem dentro das próprias turmas nos suportamos. No entanto, um baile teve de ser organizado, nem que as vacas parissem cães. Tal processo foi muito complicado, mas foi possível (organizar o dito evento, não modificar as crias de um qualquer animal). Depois de muitas discussões virtualmente acesas num grupo de Facebook criado para o efeito, muitas indirectas, muita raiva, dúvida e revolta, amanhã haverá um baile. O maior problema desta situação foi TODA a gente querer fazer parte de TODA a santa decisão, desde a cor das cadeiras até ao conteúdo das entradas e dos aperitivos, instalando-se a discórdia de forma permanente, apesar de quase ninguém se ter lembrado de começar a mexer o traseiro até meia dúzia de alminhas ter acordado para vida (eu e mais algumas colegas, haja paciência!), já a meio do 2ª período.

Portanto, uma vez que eu nem sequer travei grandes amizades neste secundário - e as que travei ou deram para o torto ou simplesmente esmoreceram – o grupo de pessoas com quem poderei, eventualmente, conversar durante o jantar, será bastante restrito. Contam-se pelos dedos. A Cara de Panqueca também dará o ar de sua presença (ai dela…!) e poderá, quem sabe, contribuir para uma noite mais bem passada. De resto, prevejo que alguém dê em criar desacatos e em andar à pancada (pelo menos, aquela que o fato de 348658675876895€ lhe permitir), que alguém barafuste porque não gosta do menu oferecido (até poderei ser eu), que vai haver muita gente a chorar falsas lágrimas de crocodilo (já vi esse filme no baile do 9º ano) e problemas técnicos no que toca a passar vídeos e imagens das turmas, etc e tal. Já estou a ver a cena!

Para entretenimento das massas, o senhor meu namorado e outro amigo nosso irão espalhar o caos com atrofianço q.b.. Eu teria cuidado! Só ontem, aterrorizaram três ex-colegas em apenas uma hora através dos seus poderes de manipulação psicológica e de retórica, recorrendo a um método corriqueiramente denominado de “atirar/mandar bocas”. Não confundam com bullying, pois este é um método totalmente inofensivo baseado em gritar publicamente falácias sobre a vítima, falácias essas em que ela acaba a acreditar. Serve o barrete a quem lhe aprouver (e até é bem feito para certas pessoas, se querem que vos diga…).

Pessoalmente, os meus objectivos para a noite são divertir-me com os meus dear fellows, ser eleita rainha (ei, até estou nomeada!, mas isso não vai acontecer, uma vez que a concorrência tem maiores rabos e pares de mamas), ser eleita outra coisa qualquer através das categorias alternativas que eu e uma colega de Artes decidimos criar (votem na Beatriz e no Ricardo para Melhor Par de Jarras!) e, sumariamente, exibir os meus sapatos espampanantes e o vestido curto que me realça as ancas recém-obtidas graças a essa coisa da puberdade, tal como as minhas pernas compridas e não celulíticas.

Eu sei que pareço muito fútil a contar-vos sobre isto, mas um dia não são dias e eu sou uma gaja, e o que é que uma gaja faz?, uma gaja avalia mentalmente todas as outras gajas e espera obter boas avaliações de volta, mesmo que nunca as venha a saber. Portanto, tenham lá paciência, que isto é sol de pouca dura e no sábado eu já regresso ao meu estado normal de bicho dos livros e sonsa pseudo-intelectual.

Ainda (mais) acerca da greve dos professores

Ontem, o ministro da Educação, Nuno Crato, foi entrevistado na TVI24. As conclusões a retirar sobre o que o senhor disse e como se comportou são mais do mesmo: culpou os professores até ao tutano por todo o "mal" a ocorrer nas escolas, tentou manipular, subtilmente, a opinião pública contra eles, admite não saber se vai haver despedimentos ou horários zero no próximo ano lectivo (chegando até a negar a necessidade de os concretizar!), agiu como se não houvesse nada com que a classe docente se deva preocupar, foi mal-educado para com o jornalista e desviou muitos temas de conversa e perguntas que lhe foram colocados.

Quem sou eu para julgar o que foi dito, uma estudante do ensino secundário?, mas não me venham com tretas. Consoante afirmei no outro dia, concordando com toda esta acção de protesto, os professores têm mais do que direito a fazer greve, seja quando for - num dia de exames ou num dia de reuniões de avaliação (a última novidade, que poderá atrasar o processo de inscrição nos exames nacionais e a sua realização) - e nem o ministro da Educação detém autoridade, ou credibilidade, para os incriminar de estarem a cometer algo impensável e que trará problemas aos alunos. Os alunos só têm é de se consciencializar de que não há-de ficar ninguém sem ir a exame e que têm de ter um pouco de paciência até os professores atingirem o objectivos deste manifesto de descontentamento.

Vocações, cursos e universidades

Já que ando a ler por aí muita reflexão sobre a universidade, cá me junto eu à multidão. Não esperem um texto eloquente, algo que mudará as vossas vidas e maneiras de pensar, porque nada do que escreverei de seguida será diferente do que já se tem vindo a escrever noutros blogues. Portanto, aqui vai disto.

No segundo ano da primária, tinha eu sete anos, a minha turma fez uma actividade em que tínhamos de revelar o que queríamos ser “quando fôssemos grandes”, com o objectivo de descobrirmos as várias profissões. Eu acabei a dizer que queria ser veterinária, porque sempre gostei de animais, além de que copiei a ideia de uma colega, à falta de outra melhor.

No quinto e no sexto ano, já quis ser bióloga. Não me lembro de qual terá sido o contexto em que surgiu tal vontade, mas calculo que tenha sido porque, pela primeira vez na vida, tive aulas de Ciências da Natureza num laboratório e porque a minha professora sabia realmente ensinar muito bem os conteúdos, o que me dava sempre um enorme gozo.

No oitavo ano, descobri o quão “bem” escrevia e quanta satisfação me dava fazê-lo. Então, anunciei que o curso de universidade que queria seguir era Escrita Criativa, fosse onde fosse. Até fiz planos para ir estudar para o estrangeiro, andei a ver montes de sites de universidades na Internet, fiz planos de ir trabalhar para o MacDonald’s mal completasse os 16 anos para poder pagar alojamentos e propinas, fiz contas à vida… Enfim, idealizei um percurso académico de sonho, como se fosse possível.

No nono ano, a época da primeira decisão, deu-me para decidir que, uma vez que não seria possível ir para o estrangeiro (entretanto, caí na real, aleluia!), eu tinha de ser actriz. Ponto final. Iria para um curso profissional em Lisboa e seria actriz, nem que terminasse no desemprego por tempo indefinido. Felizmente, depois de muito ponderar, concluí que, além de a minha família não me deixar ir para Lisboa, jamais estaria de acordo em que eu perseguisse uma carreira na representação (estavam cheios de razão, que eu não tenho assim tanto jeito para a coisa). Dadas as circunstâncias, voltei à ideia da escrita, mas com uma perspectiva mais adulta. Foi assim que comecei a namorar o plano de estudos de Ciências da Cultura na FLUL, a via pela qual poderia alcançar uma carreira literária, mas também jornalística ou docente. Por fim, tinha a cabeça no sítio.

Línguas e Humanidades foi o que decidi como curso do secundário. Ainda tive de discutir a minha opção com não sei quantas pessoas que achavam que eu desperdiçaria as minhas boas notas numa área sem saídas profissionais. Em Ciências e Tecnologias é que não me apanhavam! Ainda pensei nas Sócio-Económicas, mas a Matemática nunca foi propriamente a minha melhor amiga, sendo a nossa relação puramente temporária e cordial, em que eu me esforçava minimamente para os meus cincos na pauta e ela me prometia nunca mais me azamboar o juízo (não cumpriu a sua parte, porque acabei a ter MACS).

Ora, para quê tanto problema? Acabei mesmo em Línguas e Humanidades! E, apesar de me ter desiludido muito com o curso, não foram três anos mal passados. No entanto, continuei indecisa ao longo de todo o meu percurso de secundário. A única certeza que não deixei de ter foi querer continuar a escrever à força toda. A pergunta que se impos até há uns dias atrás – a que licenciatura me candidato? – raramente tirou férias e martelou incessantemente na minha cabeça até eu estar 100% certa de todos os prós e contras. Ao longo do secundário, andei sempre a coscuvilhar planos de estudos de diversos cursos e universidades, chegando, após alguma triagem, aos cursos de Ciências da Cultura (na FLUL, consoante já havia pensado no nono ano), Ciências da Comunicação (na FCSH da Nova) e Línguas, Literaturas e Culturas (também na FLUL, um curso semelhante a Ciências da Cultura… só que melhor). No ano passado, o meu pai tentou convencer-me a seguir Direito (falhou redondamente). Há umas semanas, também ponderei sobre Gestão de Recursos Humanos (ISCTE), mas, como referi, dispenso a Matemática. Havia igualmente presente Comunicação Social e Cultural na Católica, para que teria bolsa de estudo total no primeiro ano, mas cujos outros dois seria impossível pagar. Dito isto, o maior confronto deu-se ainda na semana passada, instalando-se o pânico na minha cabeça: LLC ou Ciências da Comunicação? Escrever e ler OU escrever e comunicar? Foi um dilema um bocado complicado. Há muito tempo que não pensava em Ciências da Comunicação, pelo facto de a média de entrada ser bastante elevada (17, que é exactamente a média com que terminarei o 12º, fora as provas de ingresso) e por consistir numa grande dose de cadeiras que envolvem Filosofia. Porém, concluí que não era assim tão mau, daí o meu desespero. Com alguma ajuda e conselhos alheios, lá me decidi por CC, por mais que não seja porque a FCSH dá melhores estágios e tem maior empregabilidade do que a FLUL. Agora, é esperar que os exames nacionais me corram de feição, para eu conseguir entrar na minha primeira opção! (Olha, rimou...)

Portanto, meus amigos, não pensem que estão sozinhos na demanda do vosso futuro – eu acompanho-vos! Não faço a mínima ideia do que se seguirá após os próximos três anos de licenciatura, pelo que vou mas é aproveitá-los enquanto duram. Afinal, o que vem a seguir é incerto e já sabemos que é provável que acabemos no desemprego e a enviar dez currículos por dia, nem que seja para o Raio Que Nos Parta.

 

 

E quanto a vocês? Deixem-me o vosso testemunho! :)

A minha tese sobre o crescimento

Ultimamente, anda tudo muito nostálgico por estas bandas. A afirmação ainda se torna mais sólida, uma vez que a maioria dos blogues que leio são escritos por raparigas que, tal como eu, estão agora a terminar o 12º ano. São logo três ou quatro que têm vindo a emocionar-se com o último teste do secundário, com o facto de, enfim, estarem a crescer e prestes a iniciar uma nova fase das suas vidas.

Por meu turno, eu cá estou bué no chillax. Há uns meses, estive pior. Até há poucas semanas! À medida que o tempo passa, vou ficando cada vez mais decidida sobre o próximo passo a dar e vou-me habituando à ideia de já ser uma jovem adulta, a ter de tomar certas decisões que poderão ditar o meu futuro a médio e a longo prazo. Acho que, na verdade, me comecei a compenetrar de toda essa evolução a partir do momento em que percebi que existe uma probabilidade elevada de a minha relação com o Ricardo se prolongar indefinidamente no tempo, seja lá ele qual for e signifique o que significar. Comprometermo-nos com alguém do modo como eu escolhi comprometer-me com o senhor meu namorado (e ele comigo, espero eu) tem muito que se lhe diga, e, digam o que disserem, é (positivamente!) inigualável o sentimento que surge quando temos em mente engendrar um plano de vida adulto incluindo outra pessoa, uma de quem nós gostamos imenso e com quem desejamos partilhar o que temos para dar e receber.

Portanto, como estava a contar-vos, não me está a fazer impressão nenhuma assistir ao fim dos meus tempos de escola e de infância (apesar de continuar a sentir-me uma criança crescida e de desconfiar que continuarei a senti-lo pela vida fora, se os deuses o permitirem). Conheço quem até se encontre em negação e se queira prender a todo o custo a esta época da vida em particular, para não ter de crescer! Na minha humilde opinião, nunca pensei que crescer fosse tão divertido. Há sempre novidades e noto uma evolução constante em mim - enquanto rapariga, enquanto mulher, enquanto indivíduo. Crescer não me tem obrigado a abdicar da minha dose pessoal de brincadeira, de sonhos e de bichinhos imaginários. Muito pelo contrário. Quanto menos nova fico, melhor aprecio o que há para apreciar no mundo e mais ambições junto à minha vasta colecção!

Terminar o ensino secundário e seguir para a universidade é apenas um pequeno passo a percorrer numa estrada sem percurso planeado (e muito menos um fim agendado). Tanto pode virar à esquerda como à direita, tanto pode ir dar a um oásis quanto a um deserto. Completar os 18 anos nem sequer deve ser muito diferente de ter completado os 16 ou os 17. Tornar-me-ei, oficialmente, adulta - mas os deveres e os direitos que me pertencem, tenho vindo a alcançá-los progressivamente.

Não sou daquelas pessoas com horror ao desenrolar dos anos e ao envelhecimento. Porém, também não pertenço ao grupo dos maníacos que querem pular os teens à força toda. Haja moderação!

A única certeza que guardo é a de ter sede da própria da vida. Quanto mais a bebo, mais a quero. Se sou assim com esta idade, imaginem-me daqui a uns anos! Granda maluca, como diria um amigo meu.