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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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5 coisas a fazer durante os três anos da licenciatura

Lá ando eu a fazer listas. Listas, listas, listas. Mas eu gosto. Ajudam-me a entender e a fazer um levantamento mais consciente dos meus objectivos. Ou, por outro lado, ajudam a passar o tempo, ponto final. Até poderiam não ter qualquer utilidade, que eu continuaria a fazê-las compulsivamente, porque sim. 

 

Deste modo, se me dão licencinha, fáxavor, aqui vai a minha lista de...

 

 

5 COISAS A FAZER DURANTE OS TRÊS ANOS DE LICENCIATURA:

 

1. Esforçar-me, dentro dos possíveis, para ter um bom aproveitamento (não vou andar a pagar mais de 1000€ por ano, mais outros 1000€ de transporte, para não os aproveitar!) - pretendo terminar o curso com, pelo menos, 16 valores de média;

 

2. Entrar em pelo menos dois projectos extra-curriculares, como a tuna ou o jornal da faculdade;

 

3. Fazer voluntariado;

 

4. Travar uma boa amizade;

 

5. Deixar de procrastinar... (o que se me assemelha uma ambição um tanto nada desmesurada, mas hei-de sobreviver).

 

 

***

 

E os meus colegas, futuros universitários? Contem lá quais são as vossas metas para os próximos tempos, não se acanhem! Estamos todos no mesmo barco e as miúfas são praticamente as mesmas...

Foleirada time

Eu sempre achei a frase “não há pessoas perfeitas, mas ele/a é perfeito/a para mim” uma grandessíssima foleirice de primeira categoria. Porém, agora, sou obrigada a admitir que, nalguns casos, é bem capaz de ser verdade – pelo menos, é-o no meu, comprovando-o pessoalmente e sentindo na pele o que é ser, eu mesma, foleira. "Aiiii, é o amô!", já cantam os outros.

Realmente, não acredito, nem nunca acreditei, que houvesse alguém perto de alcançar a perfeição, vivo ou morto. Todos temos defeitos, por muito inteligentes, por muito bonitos, por muito simpáticos que sejamos – não podemos ser tudo ao mesmo tempo e simultaneamente para toda a gente. Afinal, enquanto indivíduos, cada um possui diferentes critérios de avaliação relativamente aos outros, de acordo com a sua própria personalidade.

Bem… por isso é que passei a dar o braço a torcer quanto ao facto de existirem pessoas feitas à nossa medida, ou perto disso. O que nos falta, elas têm; e, depois, ainda se partilham interesses, maneiras de estar e objectivos para o futuro, que contribuem para a (quase) inexistência de conflitos.

É assim que eu me sinto com o Ricardo: estável, apoiada, compreendida, (infinita e indescritivelmente) feliz, até ao vómito, e despreocupada. Oxalá vocês também sintam ou venham algum dia a sentir esta leveza!

Dito isto, sou corny o suficiente para declarar que encontrei a minha cara-metade, a minha alma gémea, os meus pontos nos is e o açúcar na minha fartura! Belhac, shame on me!

Dos outros #35

"De repente, Fernando Pessoa abriu os olhos, sorriu, Imagine você que sonhei que estava vivo, Terá sido ilusão sua, Claro que foi ilusão, como todo o sonho, mas o que é interessante não é um morto sonhar que está vivo, afinal ele conheceu a vida, deve saber do que sonha, interessante é um vivo sonhar que está morto, ele que não sabe o que é a morte, Não tarda muito que você me diga que morte e vida é tudo um, Exactamente, meu caro Reis, vida e morte é tudo um, Você já disse hoje três coisas diferentes, que não há morte, que há morte, agora diz-me que morte e vida são o mesmo, Não tinha outra maneira de resolver a contradição que as duas primeiras afirmações representavam [...]."

 

José Saramago, O Ano da Morte de Ricardo Reis

À (e também há) falta de praxes...

Serviços académicos da FLUL: une merde. Eu já tinha tido péssimas experiências na escola secundária, mas a incompetência e ineficiência do acolhimento aos novos alunos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa excedem qualquer baixa expectativa que possamos guardar. Felizmente, até agora, é a única coisa má que tenho a apontar. Este processo de desorientação até foi definido pelo Ricardo como "um jogo cujo objectivo é passar a conhecer toda a faculdade num dia, em vez de andarmos à toa durante uma semana à procura das salas". Porém, à parte as burocracias que me fizeram perder um dia e meio, o meio quilo de papelada que tive de preencher e guardar, as filas intermináveis, a desorganização e a falta de informação, os colegas voluntários mais velhos são do mais prestável possível, simpáticos e disponíveis (excepto um ou dois rapazinhos que foram mesmo arrogantes e que me iam fazendo perder as estribeiras), o ambiente entre alunos e professores é excelente e as instalações até estão bem conservadas, tendo em conta a idade da maioria daquelas paredes. 

No entanto, pelo que tenho sabido, a FLUL tem sido as poucas faculdades que ainda não começou as praxes. Eh pá, isto deixa-me um bocado triste. Ser praxada encontra-se nos meus planos, nem que seja somente à laia da curiosidade (e eu sou pouco curiosa, sou) e ainda ninguém me soube informar acerca delas. Tanta gente trajada que vejo na rua e nos transportes, e nem um se encontra na FLUL. Está bem, que faz impressão o pessoal andar embiocado dentro daquelas capas pretas e daquelas camisas - quentes, quentes, quentes - mas pelo menos poderiam dar uma resposta aqui à caloirinha (ou ainda serei considerada um bicho?), que vai deixando tantos pedidos de esclarecimento no Facebook e no blogue do curso e patati, patata. Cenas.

 

E agora, só para terminar... mais um meme, a juntar a todos os outros que tenho publicado ultimamente (eles sabem exactamente o que eu sinto, não tenho culpa!).

 

 

Muito boa sorte aos restantes caloiros 2013/2014!

Temos caloira!

 

Não, eu não vou agradecer a Deus, como vejo muitos a fazer em pleno Facebook, não vou dizer que tive de percorrer um caminho ultra-hiper-mega difícil e tortuoso até entrar neste curso, mas vou continuar a efectuar, em conjunto com o meu ilustre namorado, copy-paste de todos os nomes de pessoas que conhecemos na nossa escola secundária directamente da pauta do exame de Português para a página da DGES. Também já pesquisei as colocações de todos os ex-colegas de cujo nome completo ainda me lembro. Ora, muitos parabéns a todos, a mim também (lá no fundo, mesmo bem no fundo, eu até mereço) e, para os que não conseguiram alcançar o seu objectivo, deixem lá, que na 2ª fase há mais... Ou para o ano. Ou para o outro. Ou algures num futuro de curto a longo prazo. (O que importa é ser-se optimista!)

Começa a febre do F5

F5.

F5.

F5.

 

F5. F5. F5.

F5, F5, F5, F5, F5, F5, F5!!!

 

 

Começa a febre do F5. Nunca a tecla utilizada para actualizar as páginas da Internet conhece tanto fragor e violência durante toda a sua plástica vida como neste célebre dia para muito boa (e má) gente - o dia em que se sabe quem foi colocado em primeira fase no ensino superior. O dedo indicador escorre suor, a testa escorre suor, o pescoço e os sovacos escorrem suor, porque o pessoal fica completamente marado do juízo, consciente de que, em poucas horas, tomará conhecimento acerca do seu destino para os próximos 3 a 5 anos. Não interessa se até se candidataram com uma média final mais, ou menos, confortável, não interessa se sentem ou não remorsos por não terem trabalhado o suficiente durante o secundário: a febre toca a todos e, agora, é tarde demais para chorar sobre o leite derramado. Bate-se com a cabeça nas paredes, coçam-se os braços até à ferida, roem-se unhas e batem-se pés no chão, mas, vamos ser sinceros, não vale a pena andarmos nesta ânsia que nos consome e faz adoecer. Só faltam umas horas! Até se compreendem aqueles casos em que "não deu para mais", em que se fez o que se pôde, e em que, ainda assim, ser (quase) o último colocado é a única hipótese de se entrar no curso de eleição. Nos restantes casos... eh pá, vão tomar um Xanax e um chá de camomila, meus caros! Mais pensamento positivo e menos paniquices! Metam a cabeça fora da janela e inspirem fundo, que isto há-de correr pelo melhor...

 

 

Pessoalmente, custa-me muito acreditar que eu não entre na minha primeira opção. O último colocado de Ciências da Cultura na FLUL costuma ter entre 13 e 14 valores de média de entrada e a minha nota de candidatura é 17,4. Não vou começar já a fazer a festa, não se dê um cataclismo qualquer de meia-tigela e os geniais colocados deste ano, com vintes, dezanoves e dezoitos, sejam os Einsteins das letras e humanidades de amanhã, mas também não vou enterrar-me em stress por coisa nenhuma.

Sim, vou esperar pelos resultados, vou fazer alguns F5 e, por fim, hei-de abrir a página da DGES com o coração nas mãos.

Cheia de adrenalina.

Cheia de expectativa.

Cheia de alívio.

 

Contudo, o que mais me vai interessar são os printscreens dos resultados dos outros no Facebook, porque, afinal, eu sou uma coscuvilheira invetereda que acha que, se eles também se lambuzam com a minha vida através das redes sociais, eu também possuo o pleno direito de satisfazer a minha curiosidade de velha. Oh, e gosto pouco, gosto... Desculpem lá qualquer coisinha...

 

 

 

 

Meh, quero lá saber - boa sorte a todos! =)

Dos outros #34

"Sei que, de tempos a tempos, preciso de não deixar casa. Estar naquele que é o meu recanto mais íntimo, onde guardo tudo aquilo que me é materialmente mais querido. Passei horas trancado em casa como modo de puro enriquecimento cultural e de reflexão. Ou, se preferirem, procrastinação."

 

Nelson Nunes, Um dia não são dias