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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Aqui inauguram-se recordes

O Ricardo foi para o Algarve no Sábado, não o vejo deste a quinta-feira anterior e só hoje é que regressa. Desde o tempo em que éramos amigos coloridos que não ficamos "tanto" tempo sem nos vermos (sete dias, quase uma eternidade).

 

Eu sei que isto é tudo muito psicológico (eu digo-vos o que é pixicológico!), que foi só uma semaninha, os dias passaram a correr (do ponto de vista de um caracol, diga-se de passagem), e que agora é só beijinhos e abracinhos mal eu lhe ponha a vista em cima (isto é, depois de apurar se ele não conheceu nenhuma inglesa gira lá por Monte Gordo e se não corro o risco de ser trocada pela melhor amiga da Barbie burra e deslavada), mas façam o favor de não contradizer uma namorada saudosa. Eu nem costumo ser muito peganhenta nem nada (Deus me livre...!), só que já sabiam bem uns miminhos, antes que se acabem as férias e o pessoal comece ser universitário durante 150% do tempo e deixe de ter vontade própria ou de se considerar humano, com certas necessidades emocionais.

Vocês compreendem-me, não é? Digam que sim, que eu estou com a TPM.

Entretanto...

Estou a ter umas fériazinhas antecipadas (só volto a trabalhar - em part-time - na segunda-feira) e ontem, na pressa de apanhar um comboio em Sete Rios, fatiei os dedos grandes  dos pés (literalmente, até caíram tiras de pele e carne de alguns sítios) a subir as escadas rolantes, sendo que o direito parece um naco daquele fiambre ranhoso da marca branca do Continente. A culpa foi das sandálias largas e do meu pé pequenino de princesa, mas a minha avó diz que "é bem feita, para nunca mais correres, se não apanhas um comboio, apanhas o seguinte, podias ter ficado sem um dedo, blá blá blá, betadine e ligadura".

Daqui a 20 anos

Sou uma pessoa muito céptica no que toca ao futuro. Encaro-o como inevitavelmente imprevisível e permanentemente susceptível de ser alterado por uma qualquer circunstância não planeada, ou seja, um bichinho de vinte cabeças sem cara associada.

No entanto, não deixo de ter as minhas expectativas, altas ou baixas. Afinal, quem não as tem? Elas hão-de existir, nem que seja enquanto pontos de referência a atingir ou objectivos a concretizar. Não há como escapar à curiosidade e à previsão!

Deste modo, confesso que não faço mesmo a mínima das mais mínimas ideias sobre o que me reservam os próximos vinte anos. Ou dez… Ou cinco… Ou dois. Até dos próximos doze meses sei pouco, tendo apenas algumas linhas-guia, tais como, evidentemente, completar o primeiro ano de licenciatura com notas satisfatórias (assim de 18 para cima, estão a ver?, não estão?, deixem lá que eu também duvido disso) e andar num rodopio entre casa, faculdade, trabalho (possivelmente) e natação (mais vale aprender a nadar tarde do que nunca), sem muito tempo para namorar, para conviver com outros humanos ou para desbundar na cama até às dez da manhã, quanto mais até ao meio-dia.

Mas, vão-se lá compreender estas coisas, uma pessoa gosta é de fazer planos a loooooooongo prazo, dar largas à imaginação e saborear a promessa (ou ilusão) de que a vida nos correrá pelo melhor e será só seguir o rumo do vento! Portanto, aqui vai a minha lista actual de desejos e utopias para os próximos vinte anos… (Ou seja, não se tratando duma visão muito realista do que, provavelmente, vai acabar por acontecer.)

 

1. Terminar a licenciatura, arranjar um emprego decente e bem pago (quase) logo de seguida e ter dinheiro para fazer uns mestradozitos ou umas pós-graduações pelo meio (já nem falo em doutoramentos!);

 

2. Tirar a carta de condução, oh sim!, e arranjar um carrito para dar umas voltas;

 

3. Continuar a gostar muito da minha criatura mai’ linda e barbuda, e ele de mim, e…

 

4. Sair(mos) de casa dos papás (ou da avó) e arranjar(mos) um apartamento que tenha espaço para os todos os livros que ainda não terei comprado na altura, mas que virei a comprar, de certeza absoluta;

 

5. Escrever um livro, ou meia dúzia, que isto, se é para ter ambição, tem-se muita;

 

6. Ganhar dinheiro a escrever livros e/ou através de um salário decente num emprego desejável e bem-remunerado a que, entretanto, terei ascendido;

 

7. Casar e ter um número desconhecido, mas não muito elevado, de melgas (de preferência, inteligentes, bonitas e carismáticas) a correrem pela casa e a gritarem “OH MÃÃÃÃÃÃÃÃE, COLÁMOS PASTILHA ELÁSTICA À BARBA DO PAI E VAMOS TER DE A CORTAR TODA!!!!” – ná, estava só a brincar, isso seria bom demais para acontecer;

 

8. Por favor, por favor, por favor, nunca conhecer o desemprego na minha família!;

 

9. Ficar com o rabinho cheio de tanto viajar, sozinha ou acompanhada;

 

10. Não ganhar muitas rugas nem flacidez.

 

 

(I wish...)


Publicação baseada na pergunta "Como é que imaginas a tua vida daqui a 20 anos?", no Ask.

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