Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Leitora Hiperactiva Anónima faz um esforço para combater a sua compulsão

Já prometi a mim mesma que, antes de me aventurar noutro livro, antes sequer se virar a primeira página, tenho acabar de ler alguns dos que tenho a monte em cima da mesa de cabeceira. O Harry Potter e a Ordem da Fénix tem de ser já o próximo e já estou a pouco mais de cem páginas do final. A seguir, do que depender da minha vontade consciente, têm de marchar também os últimos dois capítulos d'O Ano da Morte de Ricardo Reis. Para terminar de vez com a leitura de Verão pendente, La tentation de l'Occident, do francês André Malraux - um escritor do início do século XX - é um caso urgente. Entretanto, Uma Família Inglesa, do grande Júlio Dinis, e uma antologia poética de Bocage. Outra compilação de poesia: Tantas Mãos, a Mesma PrimaveraA Causa das Coisas, do Miguel Esteves Cardoso, em que não pego desde o início do ano. Recentemente, comecei a ler Où allons-nous?, originalmente escrito em Inglês por um dos meus ídolos, Martin Luther King Jr. - nem que seja para praticar o meu Francês, hei-de devorá-lo num instante. Pelo meio, acrescem-se mais quatro livros destinados ao estudo ou para trabalhos da faculdade, número esse que terá tendência a crescer até ao final do semestre. 

 

Faltam cerca de sete semanas para 2013 acabar. Para completar o objectivo a que me propus - ou seja, 50 livros lidos num ano - deverei ler ou terminar mais oito. Estou inacreditavelmente confiante de que ultrapassarei essa quantidade. Estou determinada a acabar com a compulsão de pegar em vários livros simultaneamente e de descriminar leituras começadas há mais tempo pelas recentemente iniciadas. C'est fini.

Outro dos desafios que prometi cumprir é o de ler toda a saga Harry Potter até ao final do ano, o que não vai nada mal, com quase cinco livros dos sete concluídos.

 

Dito isto, ai de mim se não deixar de ser uma Leitora Hiperactiva Anónima! Eu quero ou não quero passar a ler apenas um ou pouco mais do que um livro de cada vez??! Resposta: óbvio que quero, é que nem penso duas vezes. Muitas pessoas não entendem o quão complicado é ser-se um LHA, mas só quem o é poderá ser capaz de o sentir na pele. E é duro (de uma maneira extremamente negativa, não se iludam).

 

A cerca de sete semanas de 2013 acabar, comprometo-me a tentar ser menos LHA em 2014. Está dito!

 

***

 

- O QUE EU JÁ LI EM 2013 - 

Jejum

Ultimamente, tenho feito jejum de algumas das coisas que mais gosto de fazer. Estas são as principais: não tenho escrito grandes coisas fora deste blogue e tenho deixado a guitarra de lado. Sumariamente, não ando com paciência. Ando tão imersa nos trabalhos de faculdade e nas minhas leituras e nas minhas horas de sono que as vontades artísticas não vêm ao de cima. É isso mesmo, eu acho que uma pessoa precisa de disponibilidade psicológica para as actividades que envolvam o desabrochar do seu lado artístico. E a falta de auto-confiança? E se, na volta, sai tudo mal? E se, e se, e se? Não vale a pena criar obras imperfeitas. Para imperfeições, já nos temos a nós.

Ando numa fase em que só quero assimilar o que me rodeia e aproveitar o momento. Pode ser que isso me alimente o espírito para mais tarde ser transformado em algo de maior interesse. Faço figas para que tal aconteça.

Dos estrangeiros

Sou voluntária numa conferência internacional na faculdade até Sábado. Eis as minhas conclusões, após um dia de contacto com os "aliens" estrangeiros:

 

- são todos pró-comida light e têm medo das bombas que pensam ser as bolachas portuguesas, passam a tarde a ar e sumo, mas aposto que se desforram a jantar no McDonalds... hipócritas!;

 

- não conseguiriam encontrar nem uma casa-de-banho nem uma determinada sala, debaixo do nariz deles, para salvar a vida, mesmo com as nossas indicações - não há no mundo gente mais desenrascada do que os belos dos portugueses, pelos vistos;

 

- os professores universitários estrangeiros nem um Power Point conseguem abrir, quando mais colocá-lo em modo de apresentação;

 

- gostam muito do nosso café, mesmo que tirado numa máquina Delta dos anos 80, que imita um tanque de guerra na forma, no tamanho e no ruído de funcionamento (aliás, a máquina em si é um artefacto que já mereceu muitos elogios e admirações);

 

- ficam extremamente surpreendidos por não estarem a ser servidos por empregados, mas sim por estudantes universitários em regime de voluntariado.

 

 

Por agora é tudo.

Carecada

Ultimamente, as famosas têm feito muitas mudanças radicais de visual no que toca aos seus lindos cabelos e eu, que não sou famosa e nem aspiro assim tanto a sê-lo, também decidi que estava na minha hora. Pimbas, acabei numa de Tininha Ferreira ou Leonor Poeiras. De vez em quando, dá-me para mudar, mas nunca o fiz de maneira a que as pessoas ficassem a olhar para mim com cara da azelhas, do género "olha, esta pirou do juízo". A verdade é que não fui só eu a passar-me, o meu cabelo, itself, tem alguma culpa no cartório. Enfraqueceu, fartou-se de cair e eu não gostei: deu em divórcio. Desfiz-me dele, disse-lhe adeus e não tive pena nenhuma, nenhuma, nenhuma. Parece que as fofuchas da TV tinham razão e que quem se livra do cabelo livra-se ao mesmo tempo de um peso sobre os ombros, literalmente! Foi uma experiência deveras interessante e educativa ver as (enormes) madeixas caírem, mecha por mecha, tesourada por tesourada, e depois secar o que restou da cabeleira - uma linda jubinha rebelde que, lá fora, esvoaça ao vento e me dá a sensação de ser uma pessoa muito importante e gira. Sim, eu acho que o resultado foi mais que bom, foi óptimo! Ainda só a minha avó é que o viu e cheira-me que o resto do pessoal vai estranhar bastante nos primeiros tempos. Afinal, não tinha o cabelo assim tão curto desde... os 3 anos? Ele nunca esteve particularmente comprido, mas em geral sempre o mantive por baixo dos ombros.

 

Esta foi a inspiração:

 

 

Ainda assim, fiquei com ele um bocadinho mais comprido do que isto. Acho que a melhor parte do corte brutal é dar-me um ar menos acriançado (obrigada, genes asiáticos!), mas isso deve ser mania minha.

 

E pronto, agora é ver que reacções esta carecada há-de suscitar!

O conselho que deixo é que não tenham medo de se aventurarem numa. No final, se não gostarem, mentalizem-se de que é cabelo - cresce!

Blogue em permanente construção e desconstrução

Vão-se catar, eu nasci para isto, fui criada na era das competição pela melhor personalização no hi5 e o meu destino é estar sempre a tentar revolucionar o meu blogue de uma maneira alternativa. Estou constantemente a mexer-lhe a remexer-lhe. Ora é o cabeçalho, ora é o fundo, ora é o tipo de letra, ora é a disposição dos elementos. Quero lá saber que o meu blogue tenha uma personalidade instável. Antes ele do que eu.

Pág. 2/2