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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Dos outros #37

"Diz-se que o tempo não pára, que nada lhe detém a incessante caminhada, é por estas mesmas e sempre repetidas palavras que se vai dizendo, e contudo não falta por aí quem se impaciente com a lentidão, vinte e quatro horas para fazer um dia, imagine-se, e chegando ao fim dele descobre-se que não valeu a pena, no dia seguinte torna a ser assim, mais valia que saltássemos por cima das semanas inúteis para vivermos uma só hora plena, um fulgurante minuto, se pode o fulgor durar tanto."

 

José Saramago, O Ano da Morte de Ricardo Reis

O melhor de 2013

1. A série televisiva - "Revenge"

 

 

2. O filme - "About Time" (em português, "Dá Tempo ao Tempo")

 

 

 

3. O livro - elejo dois, que foram reeditados este ano: "O Suplente" (1999), de Rui Zink, e "The Kite Runner" (2003) - em português, "O Menino de Cabul" - de Khaled Hosseini

 

 

 

4. A viagem - Évora (também não fiz muitas mais)

 

 

 

 

5. O post - "Porque eu também tenho 'guilty pleasures'". E, como aos pares é mais bonito, este também teve a sua importância, diga-se de passagem. Cof, cof.

É caso para dizer: OH MEU DEUS!

Na aula de Cultura e Sociedade, acerca das identidades complexas...

 

Eu: Apesar de ser metade portuguesa e metade asiática, sinto-me mais portuguesa do que asiática.

Um colega: Se não for indiscrição, podes dizer-nos de onde é que és?

Eu: Sou portuguesa, mas a minha mãe é filipina e a minha avó era chinesa.

O outro colega: Ai, eu adoro os filipinos, são tão católicos!

Portugal representado nos Grammy

A pianista portuguesa Maria João Pires voltou a ser, pela segunda vez, nomeada para Melhor Intérprete a Solo nos prémios Grammy! Muitas palmas para esta grande senhora!

 

Para celebrar, fiquem com uma das minhas peças favoritas de Chopin (interpretada, exactamente, pela MJP).

 

Nocturno Nº1 de Chopin

***

E com uma das peças pelas quais foi nomeada...
Sonata nº21 em Si-Bemol Maior de Schubert

E, depois, ainda nos recusam por termos "qualificações a mais"...

De vez em quando, lá parto eu numa aventura pelos sites de emprego, em busca daquele part-time ao fim-de-semana que já viria mesmo a calhar. Tem de ser, é a vidinha. Sou uma estudante universitária desempregada, mas muito aplicada em enviar CVs que nunca obtêm resposta.

Contudo, o que é mais surpreendente - a seguir à quantidade incomensurável de anúncios para operadores de call-center - é os potenciais empregadores pedirem experiência em TUDO. Mas mesmo para TUDO. Como, por exemplo, para fazer embrulhos de Natal em lojas. Experiência na função e, já agora, pedindo por pedir, o 12º ano. E nem é que uma pessoa não tenha o 12º. O problema é mesmo a bezerrice desta gente, como se fosse preciso uma especialização em cortar fita-cola e enrolar laços. Aliás, aposto que há por aí muito doutorado sem saber fazer embrulhos!

Javardalhoquices

Dedicado às mulheres da FLUL, sejam elas quem forem - alunas, professoras ou funcionárias


As mulheres são umas porcas.

Suas. Grandes. Badalhocas. Javardas.

JAVARDALHOCAS!

Não sou eu que o digo, é a própria casa-de-banho das ditas “senhoras”, que de senhoras não parecem ter nada, a julgar pelos pingos de chichi (entre outros tipos de pingos) nas bordas da sanita, e, ainda mais preocupante, NO CHÃO. Belhac, que nojeira, minhas caras, andarmos a patinhar em cima daquilo, que nojeira…

Para os homens mais descontextualizados, fiquem sabendo que a casa-de-banho feminina é um antro de porcaria. Se pensam que as mulheres, por serem mulheres, fadas do lar, maníacas das limpezas, também o são fora da sua casa, estão redondamente – quadradamente, se quiserem – enganados. Se acham que elas têm cuidado com os espaços públicos partilhados e respeitam as regras de higiene em nome da compreensão em relação à próxima, bem podem tirar o cavalinho da chuva, da urina e das fezes.

Eu sei, que raio de assunto que eu tinha de trazer à baila, que raio de palavreado, mas vocês tinham de saber, vocês e todo o mundo!

Estou farta de ter de gastar meio rolo de papel higiénico a forrar a tampa da sanita, estou farta de tentar desviar o olhar dos pensos todos ensanguentados que vocês não sabem enrolar e que deitam à matroca no caixote do lixo… aberto.

Porcas, porcas, porcas! Suas badalhocas, as vossas mães deviam ter vergonha das vossas atitudes. Ou elas também eram criminosas de casa-de-banho? Custa-vos muito, pelo menos, fingir que são muito asseadinhas, passar um papel pela vossa imundície e esperar que a aflita que se segue se admire com o vosso cuidado, ao deixarem tudo impecável? Olhem que o que está longe da vista está, frequentemente, longe do coração. O que nós não sabemos acerca da badalhoquice umas das outras não nos magoa, não é assim? Mesmo que continuemos a revestir todas as superfícies, só pela precaução, sempre vamos pensar “ah, finalmente alguém que soube utilizar uma casa-de-banho como deve ser”.

Sejam umas lindas meninas, vá. Quem vos avisa vossa amiga é e não quer as vossas infecções urinárias.


Encontrou-se "A Gaiola Dourada"

Em primeiro lugar, muito obrigada a todas as respostas que me têm dado acerca de como conseguir ver "A Gaiola Dourada - porque já vi! Mil obrigadas!

 

É, realmente, um bom filme. Dá, realmente, para rir. Tem, realmente, bons actores e tem, realmente, uma boa produção. Porém, também não pensei que fosse, realmente, uma história sobre os reais emigrantes portugueses em França - e não é. Era uma caricatura, está tudo dito! Aliás, é uma óptima caricatura que destaca muitas das particularidades dos portugueses, mas só aquelas que fazem de nós tugas. Por vezes, tal caricatura pode fazer-nos parecer um bocado bimbos, se não percebermos que alguns dos aspectos mostrados são vítimas do exagero na tela, ou seja, este filme é mais uma inside joke de portugueses para portugueses - futebol, bacalhau, fado, gosto em agradar aos outros com o nosso trabalho, ou como porteiros ou como operários na construção civil no país de acolhimento -, que só deve ser verdadeiramente entendida por nós e cuja interpretação por parte dos estrangeiros deve ficar aquém do esperado. De resto, foi uma hora e meia que passou a correr, que me entreteve; isso é que interessa! O fim é um bocado foleiro, com tanto beijo e tanto abraço, mas entendeu-se a ideia... Saudadinhas da família e somos um povo que gosta de calor humano e cenas... E outra vez o futebol.

 

No final, 4 em 5 estrelas.

Procura-se "A Gaiola Dourada"

Gostaria imenso de ver o filme "A Gaiola Dourada"/"La Cage Dorée"/"The Golden Cage", mas não o encontro em nenhum sítio na Internet que não me encha o computador de bichos ou que não me obrigue a tê-lo ligado durante toda a noite para poder descarregar apenas a primeira parte (ou ambas as possibilidades, que com isto da pirataria não se brinca). Quando e se souberem de uma alternativa válida, avisem, está bem? Fico-vos hiper-agradecida!

 

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