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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

as pessoas, as relações e as amizades

    Na minha vida, consigo encontrar vários tipos de pessoas. Todas elas me marcam, de certa forma, a bem ou a mal.


    Cheguei a conhecer quem eu pensasse que estaria por perto durante muito, muito tempo. Julguei que seriam amizades para a vida e, apesar de devagar, acabei por me desiludir. Não foi mau - até podia ter sido pior. Foi praticamente indolor e qualquer mágoa foi ultrapassada graças à dormência das recordações. Se eu não tinha saudades, já nada me prendia a essas pessoas.


   Outras, apenas vão e vêm, colorindo o pano de fundo e preenchendo esta tela de pequenos pormenores, mostrando a sua verdadeira relevância. Não deixam de ser pessoas de quem, eventualmente, me lembrarei no futuro, por diferentes razões.


   Felizmente, tenho vindo a conhecer gente fantástica, os meus verdadeiros amigos, nem que o sejam somente neste momento. Conheci quem me fizesse crescer, ainda que a grande custo, de diversas maneiras. Ofereceram-me amizades a que prefiro chamar dádivas, cuja resistência ainda terá muito a provar, mas que já me deixaram rica em magníficas experiências que, certamente, guardarei para a vida. São aqueles a quem confio os pensamentos mais loucos, íntimos e despropositados, com quem eu conto nos instantes mais imprevisíveis e que me fazem distribuir sorrisos por esse pequeno grande mundo que conheço. Eles dão-nos o melhor e o pior que têm para mostrar, apenas esperando que eu faça o mesmo, sem cobrarem mais nada.


   


   Os amigos não se fazem de um dia para o outro, agora eu sei. É preciso confiar e transmitir confiança de volta. O importante são as bases das relações. Se forem fortes, algo de ainda mais resistente poderá resultar de um simples acaso que nos fez encontrar, em primeiro lugar. Acima de tudo, devemos ter calma. Uma boa amizade tem de assentar numa vontade recíproca de partilha. Não acordamos um dia e somos amigos de alguém. Há-que saber dosear a intensidade dos momentos e saber avaliar conscientemente uma relação que poderá não passar de uma simples conveniência.


 


   E, quando as coisas correm menos bem, também temos de saber pedir desculpa, perdoar, crescer, dar o braço a torcer e seguir em frente.