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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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O segredo de um bom aquecimento

Ontem, lá fui eu ao ginásio pela primeira vez. Comecei na passadeira, para aquecer um bocadinho. Primeiro, devagar. Depois, um pouco mais depressa. Ao fim de dez minutos, fui para outras máquinas. Nada me dóia. Nada. O ritmo cardíaco estava fino, nem parecia que estava ali a fazer um esforço do caraças - porque nem isso eu sentia. Treinei durante praticamente uma hora, a pensar "epá, quem diria que não mexo uma palha há mais de meio ano? Grande resistência, grande poder de controlo sobre a pulsação!" Continuava excelente, a respirar que nem um bebé acabado de nascer (sem a parte dos berros), e não fosse estar a transpirar em bica, não diria que os últimos cinquenta minutos se tinham passado a dar à perna e ao rabo. Terminei, desci aos balneários, vi-me ao espelho: toda a minha cara mais cor-de-rosa do que o lombo do porquinho Babe. Alonguei antes de me vestir, o que me parecia o inferno, tal era o calor que me sentia emanar por cada poro minúsculo do meu corpinho. Duas horas depois, ainda a transpirar, comecei a sentir-me mesmo muuuito cansada. Depois de jantar, nem o cérebro funcionava. Às dez da noite, começou o terror, toda eu a descobrir certos músculos das minhas pernas que me eram desconhecidos até ao momento. De manhã, levantei-me também com mais dores da cintura para cima.

Moral da história: um bom aquecimento antes do exercício físico é muito saudável, tão saudável que só se descobre a verdadeira intensidade do treino ao fim de cinco horas. Missão cumprida! Sempre ouvi dizer que "o que não nos mata torna-nos mais fortes" (mesmo antes do êxito da Kelly Clarkson). É o que sinto em relação a estas dores. São dores com boas intenções, estou certa disso! Segunda-feira há mais.