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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Tenho um livro para dar!!! (até 25 de Junho)

Já ouviram falar do livro Hoje é Melhor do Que Para Sempre, de uma autora portuguesa cujo pseudónimo é "S. D. Gold"? Este livro conta a história de um homem e de uma mulher que partilham uma tensão sexual estupidamente elevada, apesar de andarem sempre às turras. Na volta, só se entendem na cama, excepto no final, em que parece que aprendem a lição e deixam de ser picuinhas um com o outro, demonstrando os seus mais honestos sentimentos de amor e carinho. Pessoalmente, não foi o meu livro preferido, já li coisinhas melhores, dei-lhe uma avaliação um bocadinho baixa no Goodreads, mas - lá está - a literatura erótica não é o meu género preferido (apesar de haver passagens em que upa, upa, aquilo até está engraçadito).

 

 

Acabadas as introduções, o que vos quero realmente dizer é que... vou dá-lo a um de vocês! Acho que, quando não apreciamos os livros e não os queremos deitar fora, ou os vendemos ou os oferecemos. De qualquer maneira, como não me apetece vender pelo preço da uva mijona um livro que saiu no mês passado e que está novinho em folha, ainda por cima tratando-se de um dos best-sellers do momento em Portugal, passou-me pela cabeça que alguém por estas bandas o poderia querer genuinamente.

 

Então, aqui vai a única contrapartida: para se habilitarem a ganhar o livro Hoje é Melhor do Que Para Sempre, só têm de responder a umas perguntas que vos faço, através da caixa de comentários desta publicação:

 

 

1 - Procrastinas muito?

2 - Por que é que achas que as pessoas procrastinam? E tu, por que é que o fazes?

3 - As pessoas que te rodeiam procrastinam muito?

4 - O que é "procrastinar demasiado" para ti?

5 - Como te sentes depois de "procrastinares demasiado"? Frustrad@, irritad@, satisfeit@, descansad@, ainda mais cansad@...?

6 - Procrastinação = preguiça?

 

A dimensão das respostas é livre e, para quem quiser, todas elas podem ser agrupadas num único texto. No entanto, tenham calma, que eu não pretendo uma dissertação universitária de 5 páginas, ok? Expliquem apenas o que têm a explicar e pronto, é o suficiente! :D

Todas as respostas serão avaliadas por mim e pela minha equipa de consultores ultra especializados em procrastinação (vulgo namorado, amigos e talvez família). O grupo de respostas que melhor exponha a procrastinação tem direito ao livro enviado por correio para qualquer região em Portugal Continental e Ilhas. 

Para concorrerem, solicito-vos apenas o vosso e-mail/Facebook/qualquer coisa, principalmente se não tiverem conta Sapo, para que vos possa contactar eventualmente.

 

DATA LIMITE: 25 DE JUNHO, QUARTA-FEIRA, ao meio-dia.

O vencedor ou vencedora será divulgado até quinta-feira, 26 de Junho.

 

Mais tarde, se tudo correr bem, explico qual a razão de vos pedir que me respondam a estas 6 questões (além da mera curiosidade) e por que é que o peço aqui e não no outro blogue.

Agradeço-vos imenso que colaborem, caso não tenham nada de mais importante para fazer, e que aproveitem o pretexto para procrastinar mais um tanto!

 

Boa sorteeeeee!

De partir o coração

No outro dia, fui comprar pão ao café que fica na estação de comboios. Era final do dia e as empregadas começavam a arrumar, enquanto o fluxo de clientes diminuía. Chego-me ao pé do balcão, quando uma delas pega num tabuleiro cheio de bolos, daqueles em fatias, ou tortas, bolos cheios de creme de ovos, de chocolate, de noz, de tudo, que custam os olhos da cara. Depois, despeja-o sem hesitar no caixote do lixo. Assim, tudo lá para dentro, sem dó nem piedade. Bolos do dia. Bolos bons, saborosos, que eu já tenho comido lá nos últimos anos e pelos quais já gastei muito dinheiro. Tudo lá para dentro. Tudo lá para dentro. Por essa altura, já a vitrine estava meio vazia. Quem se lembraria de deitar tantos bolos para o lixo, tivessem ou não a qualidade que eu sei que estes em questão tinham?

Numa época em que imensas famílias portuguesas não sabem o que mais podem comer com tão pouco dinheiro, às vezes com nenhum, acho um crime os estabelecimentos deitarem fora comida boa. Com tantos programas de recolha de comida nos restaurantes e cafés para organizações que ajudam pessoas com dificuldade em arranjar o que comer, não me digam que, pelo menos, nem sequer conseguiriam contactar as igrejas, juntas de freguesia ou as câmaras municipais daqui da zona para lhes doarem os excedentes...! Não me digam que os próprios empregados não se importariam de repartir grande parte dos doces e de os levar para casa deles, para darem aos filhos, aos pais, aos tios, sobrinhos ou amigos...!

Partiu-me o coração ver tanto alimento em condições de ser consumido ir pela saco abaixo. Acho que nunca mais hei-de conseguir comprar um bolo na Estação dos Sabores, onde os clientes pagam um pequeno luxo para disfrutarem do que, depois de não ser consumido, é total e estupidamente desperdiçado.