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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

As minhas respostas à procrastinação

Imensos de vocês têm participado no passatempo Hoje é Melhor do Que Para Sempre. Têm respondido às perguntas que vos coloquei e, agora, algumas horas antes de serem fechadas as inscrições, é a minha vez de partilhar acerca da minha experiência de procrastinação.

 

1 - Procrastinas muito?

Já procrastinei mais. Há 3 anos, quando este blogue começou, a procrastinação estava na ementa do dia... todos os dias! Agora também, mas em quantidades mais moderadas. A estudar, a trabalhar e a continuar a ter necessidade de 7 ou 8 horas de sono por noite, a coisa teve de ser reduzida.

 

2 - Por que é que achas que as pessoas procrastinam? E tu, por que é que o fazes?

Acho que toda a gente procrastina de maneiras diferentes, mas os motivos são praticamente iguais. Sabiam que está cientificamente provado que o cérebro humano não consegue lidar com uma lista demasiado extensa de responsabilidades ou tarefas ao mesmo tempo? Se isso acontecer, bloqueia. É verdade, salvo erro, está no livro Use a Cabeça, de Jason e Daniel Freeman! Não é de admirar que a procrastinação seja a maneira que encontramos para ir fazendo qualquer coisinha aqui, e depois ali, com um bocado de descanso inconsciente pelo meio, até que a lista de tarefas a fazer seja reduzida.

Por outro lado, também há um grupo de pessoas - em que me incluo - que até trabalha bem sobre pressão. Portanto, inconscientemente, mais uma vez, vai dar por si a "adiar para amanhã o que pode fazer hoje" (uma expressão que já tenho ouvido imenso e que algumas das respostas ao passatempo referem), até ter de o fazer em cima da hora.

 

3 - As pessoas que te rodeiam procrastinam muito?

Não procrastinamos todos? No entanto, tenho a meeeeeeera impressão de que sou quem procrastina mais entre os meus amigos, família e colegas. Estes últimos são, talvez, quem mais procrastina a seguir a mim - ou até ao mesmo nível!

 

4 - O que é "procrastinar demasiado" para ti?

É arruinar qualquer hipótese de um bom planeamento das tarefas. Estabelecer que tenho de começar a trabalhar às 15h e começar a trabalhar à meia-noite. Não cumprir prazos, na escola, no trabalho ou em compromissos pessoais. Acabar tudo à pressão, cansar-me sem motivo, sentir-me desiludida comigo e com a minha capacidade de controlo, não conseguir, sequer, ser dona da minha vontade... porque procrastinar é mais fácil do que pôr mãos à obra, seja no que for!

 

5 - Como te sentes depois de "procrastinares demasiado"? Frustrad@, irritad@, satisfeit@, descansad@, ainda mais cansad@...?

Acabei por responder a esta questão no número anterior. Sinto-me, maioritariamente, desiludida com a falta de controlo que tenho sobre o meu tempo. Sinto também que poderia ter usado aquele tempo para descansar a sério (ler um livro sem pressas, dormir a sesta, ver um pouco de televisão), depois de terminar tudo à hora planeada - não apenas para ir adiando algo inevitável, estando sob stress.

 

6 - Procrastinação = preguiça?

É uma boa questão e ainda não estou certa da resposta que vou dar. Talvez a procrastinação junte um pouco de descontrolo e de preguiça, um bloqueio mental que temos de nos obrigar a transpor. Talvez seja toda ela preguiça. Talvez "procrastinação" seja um nome fino para "preguiça". Tantas incertezas, tantas incertezas... Talvez.

 

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Boa sorte a quem ainda planeia participar! Tenho a destacar que algumas das respostas recebidas são mesmo muito boas e que até me deixam com receio de depois ser injusta, mas acho que vou fazer uma boa escolha. Vou ter em conta o cuidado de cada participante com o seu discurso, com as respostas serem mais ou menos completas, divertidas, o que de novo e carismático foi referido, a sua pertinência... O que acham vocês? Dêem uma olhadela às participações e digam de vossa justiça!

Universidade #3 - Ciências da Cultura, sim ou não?

Serve este texto para esclarecer algumas das pessoas que me têm pedido informação acerca da minha licenciatura.

BROCHURA OFICIAL AQUI.

INFORMAÇÕES OFICIAIS AQUI.

 

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Ciências da Cultura - SIM! Um grande sim para o meu curso. Adoro-o. Tenho estado motivada como provavelmente nunca estive, o que se tem reflectido nas notas. Tenho feito Ciências da Cultura com relativa facilidade. É difícil ser-se um aluno brilhante, de dezoitos para cima, mas quem já gosta de ler e se interessa por línguas, história, filosofia, linguística e comunicação safa-se bem com notas boazinhas. Acho que o mais "chato" (dependendo do ponto de vista, para mim é indiferente) é ter realmente de ir a todas as aulas de algumas cadeiras, porque os professores dão muita importância ao que dizem entrelinhas. Acho que é uma maneira de compensarem quem presta atenção e é assíduo. Bem, mas adiante...

Ciências da Cultura é uma licenciatura super generalista. Se pretendem especializar-se nalguma coisa, não se metam na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, de todo, porque a maioria dos cursos é mais ou menos assim. Quase todos dão acesso aos mesmos Minors e Majors, alterando-se apenas o tronco comum que representa 1/3 dos créditos. Ciências da Cultura não tem Majors nem Minors, porque representa o equivalente a escolher-se um Minor em Comunicação e Cultura no âmbito de outra licenciatura. Aliás, o seu nome oficial é "Ciências da Cultura - especialização e Comunicação e Cultura", apesar de não haver mais ramos de especialização.

 

No entanto, acho que não há grandes novidades quanto às desvantagens de se entrar em CC que não tenham sido mencionadas em 10 Razões para não se ir para a universidade. Deste modo, toca a enumerar toda a coisa boa que CC tem para dar!

 

1- Um dos pontos mais fortes é podermos ter uma cadeira de opção livre por semestre a partir do segundo ano, isto é, podermos escolher QUALQUER CADEIRA entre as que são leccionadas na FLUL, complementando a oferta lectiva obrigatória. Ou seja, serão 4 cadeiras as de opção livre.

 

2 - No primeiro ano, há dois níveis de língua a fazer, à parte do Inglês, que é obrigatório em todos os 6 semestres do curso. Pode-se escolher uma língua qualquer, não interessa qual. Na FLUL, são leccionadas cerca de 18 línguas, segundo informação que acho que li nalgum lado, incluindo línguas europeias (Espanhol, Francês, Inglês, Alemão, Italiano), asiáticas (árabe, chinês, hindi, japonês, turco) e eslavas (esloveno, búlgaro, russo). Estes são apenas alguns exemplos, mas o que interessa é que há línguas para todos os gostos. Só tenho pena que não haja sueco, finlandês, norueguês ou neerlandês. Não se pode ter tudo, não é verdade? Ah... e, se quiserem continuar a língua além dos dois primeiros semestres, podem fazê-lo através das cadeiras de opção livre!

 

3 - Os professores de cultura, de comunicação e de línguas são dos mais fixes da faculdade, pelo menos segundo o que tenho entendido. Os de Linguística são os mais esquisitos (MAS há sempre excepções) e os de Filosofia costumam ter uma pancada (sei de fonte segura, o Ricardo confirma!). Na verdade, sendo uma licenciatura muito diversificada, os alunos de Ciências da Cultura lidam com professores de todos os departamentos, o que sempre proporciona uma larga experiência com diferentes métodos de avaliação e personalidades, para o bem e para o mal.

 

4 - O aluno tem uma boa base de cultura geral? Que bom, porque CC é excelente para aprofundar/aprender todos esses conhecimentos - vá, e mais alguns!

 

5 - Mais uma vez, a diversidade de áreas curriculares abrangidas em CC torna-o um curso a ter em conta por quem gosta de aprender o máximo possível, sobre imensas coisas - apesar de, por vezes, a especialização propriamente dita prevalecer sobre este tipo de licenciaturas "generalistas".

 

6 - Os alunos de CC têm aulas com colegas de praticamente todos os cursos da faculdade, o que sempre os ajuda a integrarem-se em diferentes grupos de pessoas. Quanto às praxes, pertencem à comissão de Novos Cursos, em que se incluem mais não sei quantas licenciaturas.

 

7 - Ao contrário da maioria das licenciaturas da FLUL, CC contempla um estágio obrigatório de 12 ECTS no final do terceiro ano, que pode ser realizado numa das entidades da lista previamente fornecida ou noutra entidade à escolha do aluno, desde que este estabeleça contacto entre a entidade de acolhimento e a faculdade.

 

 

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Bem, espero mesmo ter-vos ajudado e orientado acerca de Ciências da Cultura ou, pelo menos, dado a entender por que raio gosto tanto do meu curso. Não quero com isto convencer-vos de nada, atenção! As minhas intenções são meramente informativas, portanto não me entendam mal - CC é uma licenciatura, não é uma seita!

 

Ok, estava só a brincar, calma. Também não sou assim tão louca. De qualquer maneira, se não ficarem esclarecidos, ide procurar o meu e-mail ao cabeçalho do blogue e perguntai-me o que mais vos aprouver.

 

Até depois e boa sorte com as candidaturas! :)