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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

De partir o coração

No outro dia, fui comprar pão ao café que fica na estação de comboios. Era final do dia e as empregadas começavam a arrumar, enquanto o fluxo de clientes diminuía. Chego-me ao pé do balcão, quando uma delas pega num tabuleiro cheio de bolos, daqueles em fatias, ou tortas, bolos cheios de creme de ovos, de chocolate, de noz, de tudo, que custam os olhos da cara. Depois, despeja-o sem hesitar no caixote do lixo. Assim, tudo lá para dentro, sem dó nem piedade. Bolos do dia. Bolos bons, saborosos, que eu já tenho comido lá nos últimos anos e pelos quais já gastei muito dinheiro. Tudo lá para dentro. Tudo lá para dentro. Por essa altura, já a vitrine estava meio vazia. Quem se lembraria de deitar tantos bolos para o lixo, tivessem ou não a qualidade que eu sei que estes em questão tinham?

Numa época em que imensas famílias portuguesas não sabem o que mais podem comer com tão pouco dinheiro, às vezes com nenhum, acho um crime os estabelecimentos deitarem fora comida boa. Com tantos programas de recolha de comida nos restaurantes e cafés para organizações que ajudam pessoas com dificuldade em arranjar o que comer, não me digam que, pelo menos, nem sequer conseguiriam contactar as igrejas, juntas de freguesia ou as câmaras municipais daqui da zona para lhes doarem os excedentes...! Não me digam que os próprios empregados não se importariam de repartir grande parte dos doces e de os levar para casa deles, para darem aos filhos, aos pais, aos tios, sobrinhos ou amigos...!

Partiu-me o coração ver tanto alimento em condições de ser consumido ir pela saco abaixo. Acho que nunca mais hei-de conseguir comprar um bolo na Estação dos Sabores, onde os clientes pagam um pequeno luxo para disfrutarem do que, depois de não ser consumido, é total e estupidamente desperdiçado.

 

Cenas que têm acontecido

Fiz 19 anos. Sabe-me ao mesmo que os 18, mas não ao mesmo que os 17. Acho que 17 e 19 são idades diferentes, mas 18 e 19 condizem mais um com o outro: estou na faculdade, emocionalmente equilibrada, em harmonia com o universo, estudo e trabalho. O último ano tem sido assim, tão simples. Espero que este continue assim ou que fique ainda melhor - apesar de "melhor" ser quase impossível. Sempre posso ganhar a lotaria!

No meu dia de aniversário, Portugal jogou com a Alemanha. Portugal foi comprado pela tia Merkel, estou praticamente certa disso. Já não é novidade que o Cristianinho é sempre o mesmo sonso, que joga muito lá fora e para Portugal dá uns toques, mas o resto da selecção não é nada má. Juro que vi um jogador português a deixar entrar, muito pacificamente, o terceiro ou quarto golo da Alemanha, como quem vê aviões a passarem em cima da Cidade Universitária - estoicamente. E aquela cena do outro a querer malhar em cima do alemão foi cá um teatro! Toda a gente sabe que muitos dos jogadores portugueses são chungas, mas aquilo foi simplesmente... exagerado.

Os exames nacionais do ensino secundário começaram. É engraçado como algo que me aconteceu e que me disse respeito até há relativamente pouco tempo deixou de ter tanto significado para mim. Acho que, depois do primeiro ano de faculdade, toda a minha percepção do nível de dificuldade dos exames se alterou. Acho que, se fizesse agora os exames, teria muito melhores notas com menor esforço. Contudo, lá está: gosto muito mais do que estudo agora e estou muito mais motivada do que estava no 12º ano, o que influencia bastante os resultados.

Ter um trabalho como freelancer durante as férias, sem horários ou obrigações e, ainda por cima, com todo o tempo por minha conta, é mais complicado do que parece. Em tempo de aulas, tinha de o fazer no mínimo de tempo possível, nos pequenos furos entre aulas, horas de almoço, antes de ir para a faculdade... Agora, estou entregue a mim mesma. Tenho de aprender a distrair-me menos na Internet, a ser mais regrada, mais rígida e exigente com os horários, para que me sobre mais tempo livre para fazer outras coisas de que também gosto (como vir cá escrever mais frequentemente ou abater a pilha de livros que quero ler!).

Falta mais ou menos 1 mês e 19 dias até ir para Newcastle.

Ginásio who?

Lá se acabaram os meus cinco meses de idas ao ginásio, 2 a 3 vezes por semana. Eu não sou feita para malhar no duro, pelo menos agora. A prova disso é que, até o mês de Maio e os meus treinos acabarem, eu estava com mais barriga do que a que tenho agora, quase 15 dias depois de suspender a minha inscrição (durante muito, muiiito tempo... talvez para sempre). Agora, já voltei ao meu estado normal de "amorfo tudo o que me está à mão e continuo magra". Enquanto treinava, o meu metabolismo alterou-se todo e já sentia os efeitos de comer que nem uma lontra. Mas no more, no more!

Acontece que o PT que me tinha feito a primeira avaliação foi operado a uma mão ou lá o que foi e só soube disso depois de ele já estar de baixa. Ou seja, não pude fazer a segunda avaliação e um novo plano de treino, já com a palmilha que me equilibra as pernas em relação à coluna (lembram-se da cena da escoliose?). Depois, alguns dos outros PTs do ginásio também falaram comigo, ficaram com o meu contacto e... NADA. NADA. NADA. Estive desde o fim de Abril até ao fim de Maio à espera de respostas, que alguma alma se propusesse a ajudar-me. Custava assim tanto gastarem dez minutos comigo para me dizerem se eu estava a ir bem e se valia a pena adoptar outro plano de treino além de musculação? Hein?! Custava?

Com um plano de musculação já fora da validade (nem tudo é mau, porque já consigo levantar mais ou menos mais 75% do peso que conseguia levantar antes), sem um plano alimentar que se adaptasse ao meu estilo de vida e à minha condição e exercício físico, comecei a ver o meu corpo a ficar pior em termos de gordura acumulada, por exemplo, na cintura - apesar de ter ganho mais resistência e mais força. Está claro que, não surgindo resultados de maior, acabei por me ir desmotivando cada vez mais, principalmente durante as férias da Páscoa, em que não fui a Lisboa, logo não pude treinar.

Foi triste, mas não foi tudo mau e a minha primeira experiência no ginásio poderia ter corrido muito pior. Agora, vou dedicar-me um bocado a ser sedentária e talvez ganhe alguma motivação nos entretantos para começar a treinar sozinha. Estou até a pensar em comprar um relógio Polar, todo XPTO, para me ajudar a fazê-lo.

 

Daqui.

"Com essa altura, já podes ser modelo!"

 

Até a puberdade começar a entrar na vida dos meus colegas rapazes, sempre fui a mais alta da turma. Só por volta do nono ano é que as raparigas também começaram a crescer em altura (e em largura, vá). Até aí, fartei-me de me sentir inferiorizada... por ser a mais alta. Sim, era irónico. Felizmente, fiquei-me pelo metro e sessenta e oito. 1,68m é o que basta, é normal! Sou alta o suficiente, chego às prateleiras mais altas de quase tudo e, mesmo assim, não ando a bater com a cabeça nos tectos mais baixos. Foi pena que, até deixar de ser "a mais alta", ainda tenha ouvido muitos comentários do estilo "com essa altura, já podes ser modelo/jogar basquetebol", "o que é que te põem nos pés - adubo?" ou "também não tens a quem sair baixa". Agora, só ouço "porque é que usas saltos? já não és alta o suficiente?".

Felizmente, arranjei um mais-que-tudo com 1,90m.

 

(Sim, eu já sofri todos os contras mencionados na imagem, mas raramente vivo as vantagens.)

A Universidade #2 - Mas ainda há vantagens em ir para o ensino superior?

Acham mesmo que há vantagens em ir para a universidade? Acham mesmo? Pois, é que as há, sem dúvida!

Ao contrário da publicação acerca das desvantagens, esta não vai ser escrita por pontos. Prefiro explicar-vos o que tem significado para mim (e, talvez, para outras pessoas que conheço) estar na universidade.

 

Eu dificilmente me veria noutra situação sem ser completar uma licenciatura e um mestrado. No meu 12º ano, pensei que poderia não ter meios de começar já a licenciatura, mas sabia que, mais cedo ou mais tarde, conseguiria fazê-los. Felizmente, pude inscrever-me logo, logo.

Eu gosto de estudar, gosto de aprender, gosto de ler e de saber o que os professores têm para dizer, nem que sejam mesmo muito maus, péssimos, e se tornem apenas um objecto de estudo antropológico - ou não estivesse eu em Ciências da Cultura.

Quando gostamos daquilo que fazemos/estudamos/em que trabalhamos, tudo se torna mais fácil e divertido. Tirar uma licenciatura implica muito trabalho, muito mais nuns cursos do que noutros, mas há sempre coisas a fazer, independentemente do cariz do projecto. Sem trabalho, não há frutos. O que é que se faz sem trabalho, afinal? Mas, sendo eu alguém que entrou no curso certo, digo-vos que não há melhor sensação do que a do dever cumprido com gosto, do que saber que somos bons naquilo em que nos empenhamos e que, mesmo que este não seja o melhor caminho em direcção à meta da empregabilidade, ou seja lá qual for a meta que se imponha, fizemos o que estava certo para nós. Sim, eu podia ter ido para Direito, mas não fui. 

No entanto, há sempre quem não vá para um curso por vocação, mas sim porque há pressão da parte de outras pessoas, ou porque é um bom curso, com saídas profissionais, com bons professores, uma promessa para um bom futuro. Não julgo, porque continua sempre a haver mais vantagens do que se ficar pelo 12º.

Uma licenciatura, seja ela em Filosofia ou Gestão de Empresas, Gestão Turística, Jornalismo ou Economia nunca deixa de ser uma licenciatura, nível 6 segundo o Quadro Europeu de Qualificações. É mais um bónus no CV. Com ou sem mestrado ou outras formações, tem o seu devido valor do ponto de vista dos empregadores. Dá a credibilidade suficiente para se dizer "eu fiz X e Y, aprendi acerca de Z". Um diploma tem valor, seja ele qual for!

Não gostei muito do que estudei no secundário, embora me tivesse parecido, na altura, o melhor curso a tirar para, depois prosseguir estudos a nível superior. Línguas e Humanidades teve os seus pontos altos, mas o tipo de ensino não deixa espaço para a motivação dos alunos. Tive professores que se sentiam frustrados por terem de nivelar a "qualidade" segundo as normas dos programas, em detrimento dos alunos que queriam algo diferente, que lhes lançassem desafios. Esses mesmos professores eram aqueles que afirmavam prontamente "vocês só não têm melhores notas porque se sentem atrofiar" e que, ao verem antigos alunos entrarem na faculdade, conseguiam comprovar o que tinham dito um par de meses antes.

Há péssimos professores no ensino superior, "meros" investigadores ou bolseiros que não têm veia para o ensino, mas também há professores muito bons, que nos fazem gostar de ir às aulas e de aprender sempre mais. Por isso é que a universidade é um sítio tão florescente em ideias e novos projectos, porque a própria comunidade académica o proporciona - não só os professores, como também as conferências, os eventos, a Associação de Estudantes, as festas, os encontros, os passeios, os debates...

 

Talvez eu não seja a pessoa mais objectiva para vos descrever o quanto é bom ter escolhido o ensino superior mas, se duvidarem de mim, voltem a ler o que eu também já escrevi: 10 razões para não se ir para a universidade.

 

***

 

Se tiverem alguma sugestão para o próximo tema a tratar em "A Universidade", cheguem-se à frente! Estou a pensar em escrever sobre as praxes e os trajes ou, então, acerca do meu curso. O que acham?

Um pequeno passo para uma relação, um grande passo para a labreguice

Ontem, dia 7 de Junho de 2014, um ano, sete meses e algumas semanas depois do início da nossa inesquecível história de amor, o Ricardo achou que o costumeiro "esta gaja", a que já me habituei como sendo uma referência simpática à minha pessoa em contextos familiares, deixara de ser suficiente para expressar o quanto gosta de mim. Ontem, dia 7 de Junho de 2014, eu ascendi à categoria de "aqui a patroa".

A moda dos eventos no Facebook

Foi ontem à tarde que comecei a aperceber-me da moda dos eventos no Facebook. Ainda não a conhecem? É super engraçada, apesar de irritante, depois da saturação de tanto convite. De qualquer maneira, aqui segue uma lista daqueles a que achei mais piada:

 

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