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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Ronaldo, Ronaldo e mais Ronaldo

Ando enjoada de tanto Cristiano Ronaldo. Ele é a estátua com as jóias da família em destaque, ele é o livro da D. Dolores (que me parece, contudo, uma granda mãe), ele é as não sei quantas Bolas de Ouro, ele é a rivalidade com o Messi, ele é o fofucho ficar sempre lesionado antes de jogar pela selecção nacional (tristes coincidências desta vida)... Eh pá, caramba, deixem lá o moço! Deslarguem-no! Prendam a vossa atenção noutras coisas bonitas da vossa existência, tipo passear o cão enquanto o sol nasce, serem assinantes duma revista de terceira categoria ou comentarem as calinadas do Gustavo Santos (bem, esta última dispensa-se na mesma).

Já sei, já sei, eu represento a voz duma minoria que não compreende o futebol, mas é só de aparência. Eu tento mesmo compreender o fenómeno do futebol e penso que já estive mais longe de o compreender totalmente. Até costumo ter bastantes conversas com quem é fã ferrenho da coisa (incluindo professores universitários) e já cheguei à conclusão de que ser portista/sportinguista/benfiquista/etc/etc de alma e coração não tem nada que ver com estrato social ou grau de instrução. Só não compreendo por que é que a maioria dos portugueses

 

Há alturas em que uma pessoa tem de desaparecer

Tenho estado desaparecida durante o último ano e meio, umas vezes mais e outras menos, como esta semana, ignorando muitas mensagens no Facebook (até porque detesto falar por lá e não há nada como um telefonema ou uma conversa cara a cara), ignorando eventos para que fui convidada (festas de anos e etc, mas preferia que, mais uma vez, me convidassem pessoal e personalizadamente em vez de me adicionarem conjuntamente numa ceninha de Facebook com imensas pessoas que não conheço - sim, Manuel, feliz aniversário atrasadíssimo, esta é para ti! =P), adiando pausas para cafés e encontros com amigos, tendo sempre em mente que me tenho enfiado num buraco e que, por agora, devo lá permanecer.

Eu tenho vontade de sair do buraco, pois tenho, mas a minha produtividade requer bastante concentração a longo prazo. Inconscientemente, começo a fazer uma limpeza do que é essencial e do que não é: reduzo as minhas distracções a umas horinhas com o namorado, um ou outro toque a uma ou duas pessoas, meia dúzia de palavras trocadas com colegas, cinco minutos para um vídeo de Youtube, um livro mais levezinho do que as leituras para a faculdade enquanto espero pelo comboio ou antes de adormecer, aulas de código ou condução ao fim da tarde para desanuviar (sim, elas para mim são uns descanso)... Esta semana, dormi em casa duma amiga e, mesmo assim, estivemos as duas a (tentar) estudar à noite e, de manhã, levantei-me mais cedo para fazer revisões.

No entanto, apesar de toda a procrastinação envolvida no processo (não se desenganem, que ela está sempre presente na minha vida, louvada seja!), acabo os testes e as entregas de trabalhos esta semana e nas próximas duas... já tenho em vista um curso no Cenjor (Centro Protocolar de Formação Profissional de Jornalistas)! E, na semana anterior ao início das aulas, vou fazer o DALF (Diplôme Approfondi de Langue Française) de nível C1.

Não me lembro de ter férias há dois anos. Ainda dizem que a vida de estudante é a mais fácil. Poderá ser, porventura, a que dá mais gozo, mas não a compararia particularmente a umas férias na Nova Zelândia (já que falamos nisso, um país que gostaria de visitar, quando todo este esforço académico e profissional resultar numa conta bancária com alguns zeros confortáveis - AH AH, ESPERA POR ESSA).

Preciso sempre de andar com um caderno

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Desde 2013 que tenho uma espécie de Moleskine (mas mais barato, resistente e maior) que anda comigo para todo o lado. Principalmente quando comecei a estudar e a trabalhar ao mesmo tempo, senti a necessidade de ter qualquer coisa onde anotar e escrevinhar, onde organizar os meus planos diários, onde eternizar pensamentos e ideias repentinas que normalmente fogem se não as agarrarmos no momento.
Depois de experimentar um bloco semelhante, que a Forum Estudante me tinha oferecido em 2012, já tinha um caderno Smartdesign desde Outubro de 2013, de que já nem o elástico restava inteiro e a capa já se encontrava um pouco danificada, as folhas sujas. E eu farta de ter o mesmo caderninho roxo há quase ano e meio.
Por isso, decidi comprar um novo, cor-de-rosa, para iniciar em 2015. Em 2016, comprarei outro e assim sucessivamente, caso continue a precisar de um na minha vida super agitada, mas criativa.
Os cadernos Smartdesign têm capas de uma só cor lisa (julgo existirem 10 cores diferentes), em semi-pele, e as folhas interiores não têm linhas e provavelmente são de papel reciclado. Os mais pequenos, de 9x14cm, custam 3,90€ e o tamanho maior custa cerca de 5,50€ - na Papelaria Fernandes (mais uma possível parceria que já me fazia uma falta do caraças! Não sei onde andam os marketeers deste país, mas deviam pôr os olhinhos no meu blogue).

Em 2015, não vou...*

  • praticar desporto por obrigação para com as resoluções de ano novo. No ano passado resultou, mas este ano há outras prioridades em vista e não sei se conseguirei cumpri-las com uma rotina obrigatória de exercício físico. Estou mais virada para a ocasionalidade, se acontecer, aconteceu, senão não hei-de ficar frustrada. A minha massa gorda em excesso e a minha massa muscular em defeito podem aguardar.
  • diminuir a ingestão de gordices e de gulodices. Conheço-me suficientemente bem para saber que, tal como acontece com o desporto, não tenho vida para me andar a conter. A maneira que tenho para lidar com a pressão é comer chocolate e alimentos ricos em hidratos de carbono. Claro que não o faço todos os dias, chegam a ser vezes sem exemplo, mas seriam desfalques em possíveis dietas - para as quais eu não tenho paciência nem estômago.
  • preocupar-me tanto com a depilação durante o Inverno. Já comecei esta não-resolucão em 2014 e tem corrido bem. Também não tenho vida, pachorra ou aquecedor para andar a preocupar-me com pêlos e a meter as pernas de fora das calças de duas em duas semanas enquanto não chegar a estação quente. O meu namorado é um querido e não é esquisito, continua a gostar mais ou menos de mim peluda e tudo e compreende que o meu tempo livre e a minha tolerância ao frio não são os maiores.
  • passar tanto tempo agarrada ao computador. Na segunda metade de 2014 já diminuí bastante a procrastinação neste cenário. Se quiser escrever, ver filmes/séries ou consultar pontualmente as redes sociais, tenho o tablet e o smartphone, que é para isso que eles servem. Quanto ao computador, já me chega ser a única ferramenta possível para trabalhar. Os meus olhos agradecem.
  • deixar o meu quarto de pantanas. Mais um plano que se iniciou antes de 2015. Já tenho quase 20 anos, idade que chegue para ser organizada e limpinha sem supervisão da minha avó. Daqui a uns anos, se tudo correr bem, terei a minha própria casa. Ainda bem que tomei consciência disso!
  • coibir-me de fazer planos para o futuro com a minha cara-metade. Já vai fazer dois anos e meio que estamos juntos, nunca nos zangámos por mais de uma hora, ao todo zangámo-nos para aí três vezes em todo o tempo de relação, partilhamos os mesmos objectivos para um projecto de vida em comum e até ao momento tem tudo corrido às mil maravilhas. Está na hora de deixar a imaginação correr livremente. Adoro fazer planos com ele e pensar em como serão os próximos anos.

 

*Uma adaptação ao desafio "Em 2015 vou" dos Blogs do Sapo.

Recomendar é melhor do que desperdiçar #7

O último capítulo desta rubrica foi dedicado à hidratação de Inverno. Porém, quando a publiquei ainda não tinha experimentado o maravilhoso, o sensacional, o cheiroso produto que se segue.

 

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COCONUT HAND CREAM DA BODY SHOP!
E não estou nada a exagerar, tecendo-lhe tão encarecidos elogios. Alguma vez sentiram os poros das vossas mãos fazerem "tsssss" a abrirem, a respirarem, seguindo-se uma sensação de frescura durante duas horas? Já? Não, pois não? Eu também não tinha, mas com este creme de mãos de côco da The Body Shop fiquei-me ali, estarrecida. E, se adoram que o cheiro do creme permaneça activo durante muito tempo, este é um produto que vos aconselho.
Infelizmente, o creme que vos mostro não é meu, foi um presente de Secret Santa que deram a uma amiga minha, mas eu fui logo a correr saber o preço da coisa e pronto, é assim puxadinho para o meu bolso: cerca de 5€ cada tubinho anorético de 30ml, pelo menos nos Armazéns do Chiado.
Dito isto, senhores marketeers da The Body Shop, não hesitem em enviar-me uns produtos vossos, que eu garanto que faço a melhor publicidade de sempre à marca. Fiquei fã 4ever&ever do Coconut Hand Cream e tenho a certeza que o resto também não lhe deve ficar atrás! 'Bora fazer uma parceria? 'Bora!

Também já estou em 2015!

Tomei a liberdade de desaparecer da blogosfera durante os últimos três dias, pois estive a ambientar-me a 2015. Quer dizer, se calhar foi mais 2015 que se esteve a ambientar a mim, porque eu entrei em grande. Foi a melhor viragem de ano que alguma vez tive.

Os meus melhores amigos (mais o namorado duma, que já foi iniciado no nosso grupo, a que chamamos Clube das Meias, mas essa história fica para depois) vieram quase todos passar a noite de dia 31 de Dezembro comigo e foi uma animação: supostamente ficariam dois a dormir cá em casa, mas acabaram todos a ligar aos pais a dizer que pernoitariam na minha sala, uns no sofá, outros em colchões no chão e ainda outro na espreguiçadeira do jardim (trazida para dentro, note-se). Um dos meus cães também se quis juntar à festa e a cadela só não conseguiu um buraquinho porque é enorme e já não havia espaço nem para a tartaruga.

Comemos um lanche super ajantarado, ou um jantar alancharado, jogámos ao polícia e ladrão e ao Uno, comemos, dissemos palermices, comemos, vimos o filme The Interview, comemos, depois chegou a meia-noite, comemos camarões, festejámos com a minha avó e a minha tia, demos beijinhos, dissemos lamechices e quem quis brindou e bebeu espumante em copos de plástico.

Acabada a festarola do costume, montámos o acampamento já mencionado, vimos o resto do The Interview, enquanto alguns iam adormecendo, e depois vimos o Má Vizinhança, que é mesmo bom para encher chouriços e resolver querelas quando um grupo de amigos não consegue decidir que estilo cinematográfico agrada a todos. Por fim, já às 5 e tal da manhã, desligámos a televisão e dormimos uns muito chegadinhos aos outros, como só os amigos fofinhos fazem. Só um dos meus amigos é que foi FRACO, não resistiu e acabou por ir para a minha cama no piso de cima, com todas as comodidades a que uma PRINCESA tem direito.

No meu caso, dormi entre o meu amor, o Ricardo, e a minha amiga mais antiga, a amiga que não se recusou a brincar comigo às Barbies no meu primeiro dia de infantário, aquela que nunca me chamou gorda quando eu parecia um lutador de sumo em miniatura, há praticamente 14 anos, a Inês.

2015 começou com um quentinho no coração e um bafo de jovens adultos pouco rebeldes e muito caseiros a pairar na minha casa.

E no dia 1 almoçaram quase todos comigo e só se foram embora à tarde, podres de sono e com saudades das casas deles! YEY!

Já disse que adoro os meus amigos? E a minha avó - OH OH, A MINHA RICA AVÓ - que tem passado os últimos dois dias a lavar cobertores e mantas?

 

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