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Procrastinar Também é Viver

Blog sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades. E livros.

Professores do ensino superior, esta é para vocês

28.09.15 | BeatrizCM

Pergunto-me constantemente se certos professores meus não terão a noção do quanto os alunos se estão a marimbar para as suas aulas. Será que não conseguem perceber que não chega saber a matéria toda? Que é necessário saber cativar a audiência, que não só de conhecimento empilhado se faz uma aula? Que não se concebem apresentações de Power Point com mais de meia dúzia de linhas, senão os alunos vão estar mais preocupados a passá-los do que a ouvir o professor?

Não haverá qualquer intenção de aperfeiçoamento, de se ser um melhor professor? De se ser mais eficiente? De se obedecer (minimamente) aos princípios da pedagogia?

E que tal ser obrigatório que os professores do ensino superior tenham formação para serem mais do que investigadores e profissionais conceituados da sua área? Se todos os outros a devem ter, desde aqueles que lidam com os meninos pequeninos até àqueles que lidam com os matulões do 12º...

 

 

Coisas que já acontecem às pessoas da minha idade

24.09.15 | BeatrizCM

- são casadas

- são carecas

- têm filhos com mais de dois anos

- têm empregos para a vida

- têm barrigas de cerveja

- têm celulite

- têm um carro

 

Por vezes, até parece que estamos nalguma corrida em direcção à terceira idade.

Cá entre nós, a minha avó ainda gosta de me vir aconchegar os lençóis e dar um beijinho de boa noite à cama.

Os primeiros dias de Setembro

12.09.15 | BeatrizCM

Fui a Braga visitar a minha família. Voltei. Vendi alguns livros. Comecei um semestre numa universidade diferente, mas na verdade só desci para aí duas ruas. Escolhi tornar-me uma licenciada possivelmente desempregada, quando me foi dada a oportunidade de ser uma quase-licenciada empregada numa área profissional do meu maior interesse. O meu tablet avariou. Perdi um texto que ia submeter para um prémio literário, que já estava iniciado no Google Keep (convenientemente desincronizado) e outro que estava pronto a ser publicado aqui. Li um livro inteiro na Fnac, numa hora e meia. Acabei de ler outro, talvez a pior leitura deste ano, mas tão boa ao mesmo tempo. Visitei o Museu Berardo com a minha cara-metade e chegámos à conclusão de que, no que toca à arte moderna, somos uns grandes filhos da mãe conservadores (telas em branco, figuras de cera em posições pornográficas, linhas rectas num quadro, figuras geométricas ilógicas, neo-estilos, pseudo-estilos - tudo para o caraças). Não actualizei este blogue como prometi a mim mesma que faria.

A minha terra nas notícias

04.09.15 | BeatrizCM

É quase surreal ver aquela que considero ser a minha terra nas notícias, pelos piores motivos. Sei que, há uns anos, era conhecida pelo tráfico de droga. Agora, todos ouvimos falar dela por causa de um triplo homicídio. Para mim, toda esta mediatização simplifica a essência de uma localidade, reduzindo-a ao palco de um crime.

O que estas reportagens sensacionalistas non stop não referem é que o local que mencionam todos os dias também é habitado por outras pessoas, a maioria pacata e honesta. 

Porque esse local cujo nome lançam inconsciente e persistentemente em rodapés e cabeçalhos das notícias foi onde eu estudei durante três anos, onde já trabalhei, onde conheci alguns dos meus melhores amigos e o meu namorado, em cujos parques brinquei imenso quando era pequena e quando ainda nem pensava que algum dia viria a ter muitos dos momentos mais importantes da minha adolescência nas redondezas. É o local por onde passo todos os dias antes de ir para a faculdade e aquele onde me vejo a viver daqui a uns anos.

É surreal ver um sítio que adoramos nas notícias, reduzido a terra de crime. Vive lá mais gente, passam-se lá mais coisas, é onde as crianças ainda podem brincar na rua e onde os vizinhos e os que não são vizinhos se conhecem todos.