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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades. E livros.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades. E livros.

Mudei-me para o Alentejo

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"No virar do ano, troquei um subúrbio saturado de Lisboa por uma vila alentejana perto da fronteira com Espanha. Uma quantidade de factores contribuiu para a minha mudança, entre os quais se contam poder ficar em teletrabalho, pagar uma renda muito mais baixa por uma casa muito maior, viver longe do stress da cidade, e lançar raízes numa geografia mais amiga de quem quer começar um projecto de vida."

 

Assim começa o meu primeiro texto de opinião na rubrica Mundo Novo, do Sapo24. Faz amanhã um mês que me mudei para Vila Viçosa e esta é a reflexão a fazer sobre a experiência das últimas semanas. Podem clicar no excerto ou aqui.

 

(Spoiler alert: estou a adorar viver nestes lados!)

Fazer uma pausa

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Alguma vez pensaram em fazer uma pausa dos blogs?

 

Em quase dez anos, penso que raramente terei tomado essa decisão, pelo menos de forma consciente. Mas foi o que aconteceu desta vez.

 

Primeiro, fi-lo sem querer, porque estive ocupada com outros projectos e ideias de escrita, ou porque simplesmente dava por mim sem nada para partilhar, o que já ia sentindo nos meses precedentes. No entanto, ao fim de algumas semanas também me apercebi de que deveria tornar esta decisão mais clara para mim, para que não me sentisse pressionada a voltar a publicar no blog.

 

Assim, dois meses depois do último texto que aqui deixei, tive vontade de escrever. Muito se passou desde então, por isso é óbvio que este é o momento natural para retornar às actividades blogosféricas.

 

Noutras palavras...

 

A árvore que é a vida duma pessoa abandona o vaso onde tinha sido semente, para vir a encontrar novo solo onde deixa crescer raízes. Estranhas espécies de pássaros podem aparecer, o vento sopra em desabrigo e desentendimento com as estações. A árvore tenta agarrar-se, puxada para um lado e para outro, até que finalmente se apercebe: quaisquer que sejam as intempéries, sente que este é o sítio onde sempre quis estar.

 

Tenho estado como essa árvore.

 

Toda a transplantação é difícil, por muito desejada que tenha sido, e a minha precisou duma paragem nas actividades que normalmente me dão prazer, como escrever e ler. Novas prioridades falaram (gritaram) mais alto. Não só me obriguei a aprender o funcionamento dum novo mundo (não aprendemos todos?), como ao mesmo tempo me encontro numa nova geografia, numa nova casa, num novo lar.

 

Aos poucos, lançadas as tais novas raízes, reciclo ritmos anteriores e fabrico novos. Hei-de demorar a acertar neles, o contexto exterior não tem tudo de propício para o investimento no interior, mas já vai fazendo sentido começar por algum lado.

 

É com tal ensejo que esta pausa acaba de ser interrompida. Cá voltaremos a ter um blog, mais ou menos, mas sempre, presente.

 

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E, já agora, com uma nova mascote.