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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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o parque

                 Perto do sítio onde tenho aulas de Francês, existe um parque, colocado ali, no meio dos prédios e das estradas, ruas, do tráfego automóvel. É como uma ilha verde dentro da cidade. Tem muitas árvores velhas, altas e grossas, uma zona arrelvada com muita luz, outra mais resguardada, brinquedos para as crianças se divertirem e uma área afagada pela sombra dos choupos, com vários bancos largos, de madeira. É aí que estou sentada, neste momento, admirando o ambiente que me rodeia.


                A quantidade de verde insiste em distrair-me da escrita, apelando à minha atenção. Não vejo céu; só vejo as copas das árvores, tanto lá em cima como no meu caderno, recortando a luz do sol que nele incide. À minha frente, os arbustos compõem a paisagem. Reparo que, nos limites entre o parque e o resto da cidade, plantaram palmeiras, daquelas altas e de tronco fino.


                O chão, quando não é relva, é calçada, que as raízes das árvores vão levantando, tornando-a irregular, propícia aos tropeções de pessoas mais desastradas, como é o meu caso.


                Trrr, faz o triciclo de um menino que passa perto de mim, acompanhado pelo avô, suponho eu. Ah, não. Afinal, é uma pequena bicicleta, com uma rodinha de apoio em cada lado, não um triciclo. Olhem… um menino loirinho que passeia com a sua mãe, uma rapariga relativamente jovem, talvez na casa dos trinta e poucos, grávida. Ambos riem, principalmente o pequeno.


                O vento sopra e puxa-me os cabelos para trás. Ao longe, avisto um pombo. Consigo ouvi-lo arrulhar, do sítio onde estou. E aparecem mais dois, quais desavergonhados, que se exibem junto dos meus pés.


                O senhor idoso que tem estado sentado no banco do lado esquerdo do meu levanta-se e vai sentar-se noutro, mais longe. Aposto que a culpa é do casal da minha idade que conversa do outro lado. Estarão a exagerar nos carinhos, a ter conversas “impróprias” para a mentalidade do pobre senhor ou será, afinal, culpa do sol, que ameaça romper o tecto de folhas das copas?


                Infelizmente, chega a hora de partir. Voltarei cá para a semana ou noutro dia, certamente. Gostei do modo como este parque desperta os meus sentidos. Mas, por agora, resta-me correr para a aula.


Nota: escrevi este texto hoje à tarde, antes da minha aula de Francês, como é referido.

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