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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades. E livros.

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2/30 (sopa)

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Faço sopa sempre que possível. Não gosto da maioria dos vegetais cozidos, aos pedaços, no prato. Não foi à falta de tentativa da minha avó, que me obrigou a comer feijão verde, brócolos e couve-flor com peixe cozido durante muitos anos, mas essa foi uma estratégia falhada; e eu só descobri que até nem desgosto de brócolos e couve-flor depois dos 20. Por outro lado, detesto abertamente feijão verde em todo o lado, mesmo na sopa.

 

É sobre isso que decidi escrever hoje. Sobre sopa. Descobri que adoro todos os vegetais (excepto feijão verde, já disse? E talvez couves de Bruxelas) cozidos e moídos dentro duma panela, se bem misturados com uma base de cenoura e/ou abóbora.

 

(Consta que, quando eu era bebé, uma médica disse que não me deveriam dar a comer tanta abóbora, porque eu estava a ficar demasiado amarela. Consta também que é o resultado normal, quando um dos pais é asiático e o outro é loiro e pálido.)

 

Uma coisa que também descobri recentemente é que a minha avó andou a retardar um amor por sopa que só se manifestou em mim quando deixei de lhe repetir o gesto de pôr azeite na mistura. Avó, se estás a ler isto, agora já sabes por que razão me vês tantas vezes a comer sopa, agora que eu é que mando na panela. Além disso, a sopa fica muito melhor quando leva ervas e especiarias (alecrim e ervas da Provença são os meus favoritos até agora). 

 

Sempre que faço sopa, é igualmente inevitável pensar naquelas pessoas privilegiadas q.b. que se podem dar ao luxo de afirmar, com toda a segurança: a sopa é uma refeição saudável, tão variada e tão barata, com uma sopa não se passa fome. Vê-se logo que não sabem o preço a que estão a abóbora, a beterraba, a beringela, a cebola, o pepino ou a batata doce; ou talvez essas pessoas só ponham cenoura e água nas sopas delas. E também não devem fazer a mínima ideia de que um corpo humano precisa de proteína e outros nutrientes que só se encontram noutras comidas, e que ninguém merece ir para a cama só com "um caldinho", a não ser que faça questão disso (como é o meu caso ao Domingo).

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