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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

blogging

Eu não sou tão refilona em pessoa como quando escrevo no blogue. Talvez vocês me achem “barulhenta” e demasiado crítica ou, por outro lado, carismática e extremamente divertida, mas haverá sempre esse fosso na vossa ideia sobre alguém que só conhecem através da escrita num blogue de segunda categoria. Na dita vida real, eu não mostro sarcasmo tão frequentemente quanto aqui nem passo três quartos da minha existência a queixar-me disto e daquilo, muito menos costumo ser tão confiante. A verdade é que, neste meio, existem duas maneiras de se chegar aos leitores: ou nos fazemos passar por meninos bonitos, simpáticos e politicamente correctos (e obtemos um público que também finge sê-lo, apenas pelas regras da boa educação), ou escolhemos a via alternativa, que é expressarmos tudo o que nos vai na alma, sem restrições ou complicações, sendo nós próprios e apresentando uma personalidade vincada ao máximo (deste modo, também podemos esperar mais transparência da parte de quem nos segue, não os pressionando para que se sintam moralmente obrigados a responder bem porque é o mais certo de se fazer). Pois eu nunca fui habituada a fingir o que não sou e podem crer que sou tudo menos conformista! No que toca à minha escrita, tento que seja o mais verdadeira possível para comigo própria. No que toca ao meu blogue, a mesma coisa. Afinal, passo algumas horas por dia a vaguear por estes lados, o que resulta em que parte de mim seja enterrada por terras blogosferianas. Pelas razões mencionadas, decidi enveredar pela segunda opção, após alguns meses a experimentar a primeira. Aos poucos, fui achando-a cada vez mais desenxabida e sem cor, sem interesse - não que, neste momento, eu escreva melhor ou pior; apenas mudei o meu estilo de abordagem. Quero que me amem ou que me odeiem, mas não que fiquem indiferentes. Quero suscitar a curiosidade dos menos curiosos e a atenção dos menos atentos. Oxalá seja capaz de cativar os mais desinteressados e de proporcionar bons momentos de leitura aos que vão descobrindo estas paisagens, a pouco e pouco! Oxalá a minha escrita o permita!